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terça-feira, 12 de maio de 2015

--marco no desenvolvimento: dormiu a noite toda! hann?

Desde quando você estava na minha barriga, quase chegando ao 7º mês, que eu não sei o que é passar uma noite inteira de olhos fechados. e hoje, 12/05/15, com 3 meses e 7 dias, você dormiu 10:00, acordando somente 6:30 da manhã para mamar 6 minutos, e adormecer  novamente! nunca  vivemos momentos como este, e mamãe resolveu pesquisar sobre o sono dos bebês nesta idade, e deixarei para meus leitores uma tabela explicativa a respeito do assunto!



Tabela: Quanto tempo meu filho precisa dormir?
Escrito para o BabyCenter Brasil.
Veja abaixo regras básicas para a quantidade de sono média para crianças dependendo da idade. Lembre-se de que cada criança é diferente -- há algumas que precisam dormir mais que as outras. A variação de uma criança para outra pode ser bem diferente, dependendo da personalidade e do organismo de cada uma.

Total
Quanto tempo a criança precisa dormir?
Idade
Durante a noite
Durante o dia
Total
1 mês
8h 30min
7h (3 sonecas)
15h 30min
3 meses
10h
5h (3 sonecas)
15h
6 meses
11h
3h 45min (2 sonecas)
14h 45min
9 meses
11h
3h (2 sonecas)
14h
12 meses
11h 15min
2h 30min (2 sonecas)
13h 15min
18 meses
11h 15min
2h 15min (1 soneca)
13h 30min
2 anos
11h
2h (1 soneca)
13h
3 anos
10h 30min
1h 30min (1 soneca)
12h


Cuidado para não se confundir. Se seu filho se recusa a ir para a cama antes das 23h, não quer dizer que ele não precise de tanto sono. Pense nas seguintes perguntas, para saber se ele está dormindo o suficiente:
Seu filho sempre dorme quando anda de carro?
Você precisa acordar seu filho quase todo dia de manhã?
Ele fica irritado, nervoso e manhoso durante o dia?
Certas noites, seu filho "desmaia" muito mais cedo que o horário normal?

Se você respondeu "sim" a qualquer uma das perguntas, é possível que seu filho esteja dormindo menos do que precisa.

Não deixe de ler nosso texto sobre os erros mais comuns que os pais cometem em relação ao sono dos filhos.

Temos conselhos específicos para todas as idades. Aprenda a cultivar bons hábitos de sono na criança:

O Efeito vulcânico: por que sono inadequado durante o dia (falta de sonecas ou sonecas curtas) resulta em extrema irritação e luta contra o sono?
http://guiadobebe.uol.com.br/o-efeito-vulcanico-por-que-sono-inadequado-durante-o-dia-falta-de-sonecas-ou-sonecas-curtas-resulta-em-extrema-irritacao-e-luta-contra-o-sono/
Conheça a fisiologia do sono dos bebês e entenda porque às vezes você erra pensando que está acertando.
Sono é uma necessidade básica da existência humana. Sono adequado é necessário para que bebês descansem, se desenvolvam e para que os hormônios do crescimento atuem e suas necessidades dependem de idade e maturidade. Na primeira infância, os padrões e características do sono são diferentes dos adultos. Vamos discutir um pouco da fisiologia do sono de bebês a partir dos seguintes princípios (1, 2):
1. Como adultos dormem: adultos adormecem e entram primeiro em sono profundo "não-REM" (REM da sigla em inglês para “movimentos rápidos dos olhos”), no qual a respiração é superficial e regular e os músculos estão relaxados. Cerca de 1 hora e meia depois, se passa para o sono leve ou ativo (sono REM), no qual os olhos se movem sob as pálpebras enquanto o cérebro se “exercita”: sonhamos e nos movimentamos, podemos até ir ao banheiro e não lembrar de nada. Esses ciclos de sono leve e profundo continuam se alternando a cada 2 horas, em média, ao longo da noite. Resultado: dormimos cerca de seis horas de sono tranquilo e duas horas de sono ativo.
2. Como bebês adormecem: bebês não têm maturidade para adormecerem sozinhos, sem ajuda, e precisam dos pais para isso (embora alguns bebês aceitem ser postos sonolentos no berço). Precisam de um ritual de sono repetitivo, que inclui contato corporal, como embalo, amamentação ou outro. Seus olhos se fecham, sua respiração fica irregular e ele pode se assustar, contrair os músculos e sorrir rapidamente, o chamado "sorriso do sono", e pode continuar a sugar com a boca tremendo. Então, você tenta transferi-lo para o berço e ele acorda imediatamente! Isso acontece porque ele não estava completamente adormecido e, sim, ainda no estágio de sono leve. Tente fazer todo o ritual acima, mas espere mais tempo (cerca de 20 minutos) até que entre em sono profundo: pare de sorrir, a respiração se torne regular e superficial e os músculos relaxem (punhos se abrem e braços e pernas ficam “pendurados”).
Portanto: adultos geralmente vão direto para o estágio de sono profundo, enquanto que bebês começam no estágio de sono leve.
3. Bebês têm ciclos de sono mais curtos que adultos: cerca de uma hora depois de adormecer, o bebê volta à fase de sono leve: começa a se movimentar, parece que vai sorrir, sua respiração torna-se irregular. Essa transição entre sono profundo e sono leve é um período vulnerável a despertares. Muitos bebês acordarão, então, se houver algum estímulo desconfortável ou irritante (fome, sede, barulhos e outros). Se ele não acordar, permanecerá em sono leve durante os próximos 10 minutos e retornará novamente para o sono profundo. Enquanto que os ciclos de sono dos adultos (passagem de sono leve para profundo e depois de volta ao sono leve) duram em média 90 minutos, os ciclos de sono dos bebês são mais curtos, têm de 50 a 60 minutos. Isto significa que os períodos vulneráveis para acordarem à noite acontecem a cada hora, em média. Nesse período vulnerável, você pode colocar uma mão carinhosa em suas costas ou permanecer ao seu lado se ele estiver na sua cama para ajudá-lo a superar esse período de sono leve sem acordar. Concluindo: alguns bebês precisam de ajuda para adormecerem novamente no período vulnerável a despertares entre os ciclos de sono.
4. Bebês não dormem tão profundamente quanto você: ou seja, bebês levam mais tempo para adormecer e têm mais períodos vulneráveis para acordar (cerca do dobro dos adultos). Isso parece injusto com os pais cansados depois de um longo dia cuidando deles. Entretanto, veja o próximo item e entenderá que essas acordadas mais frequentes existem por uma razão vital e que manipular o ritmo natural de sono do bebê pode não ser de seu melhor interesse (então pense bem antes de adotar métodos de "treinamento de sono" com técnicas e apetrechos).
5. Acordar durante a noite traz benefícios à sobrevivência: no início da vida do bebê suas necessidades estão no limite máximo, mas sua habilidade de comunicá-las é mínima. Vamos supor que um bebê dormisse profundamente a maior parte da noite, isso significa que algumas necessidades básicas não seriam supridas. Seus estômagos são diminutos e mamadas frequentes e em livre demanda são as únicas formas de atender todas as suas necessidades nutritivas e emocionais. Além disso, o leite materno é digerido com rapidez. Se a fome não fizesse o bebê acordar facilmente, isso seria um risco para sua sobrevivência. Da mesma forma, se uma dificuldade respiratória ou um ambiente frio não acordassem o bebê e ele não pudesse comunicar tais necessidades, sua sobrevivência estaria em jogo. Bebês, então, têm mais períodos vulneráveis ao sono, acordam mais, demoram mais para dormir. Parece até injusto, mas assim foram programados e há pesquisas que comprovam que o sono ativo os protege (3). Então, encorajar um bebê a dormir profundamente demais, cedo demais, pode não servir ao melhor interesse de sua sobrevivência e seu desenvolvimento.
6. Acordar durante a noite tem seus benefícios em termos de desenvolvimento: pesquisas mostram que o sono leve ajuda o cérebro a desenvolver-se (4), pois o fluxo sanguíneo até o cérebro quase dobra durante o sono REM (aumento mais evidente na área do cérebro que controla automaticamente a respiração). Durante o sono REM, o organismo trabalha na produção neurológica e acredita-se que o cérebro usa esse período para processar informações adquiridas durante o dia. No estágio de sono leve, os centros mais elevados do cérebro permanecem operando, mas durante o sono profundo esses centros são desligados e o bebê é mantido através dos centros inferiores do seu cérebro. É possível que durante o estágio de crescimento rápido do cérebro (o cérebro dos bebês cresce até cerca de 70% do volume adulto durante os primeiros dois anos), o cérebro precise continuar funcionando durante o sono para desenvolver-se. É interessante notar que prematuros passam ainda mais tempo do seu sono (aproximadamente 90%)  em REM, talvez para acelerar o crescimento cerebral (5). Então, o período da vida que humanos dormem mais e o seu cérebro se desenvolve mais é quando têm o sono mais ativo.
7. À medida que crescem, os bebês atingem a maturidade do sono: Tudo bem, já entendemos isso, mas a pergunta que não quer calar é: quando, afinal, meu bebê dormirá a noite toda? A verdade é que essa idade varia enormemente entre os bebês. Nos primeiros 3 meses de vida, bebezinhos raramente dormem por mais que 4 horas seguidas sem precisarem de uma mamada. Mesmo assim, eles dormem um total de 14-18 horas por dia. Entre 3 e 6 meses de idade, a maioria fica acordada por períodos maiores durante o dia e alguns podem até dormir por 5 horas seguidas durante a noite (e isso é chamado ‘dormir a noite toda’ para um bebê). Tenha em mente que outros pais geralmente exageram quanto ao padrão de sono de seus bebês, como se isso fosse um distintivo de "boa maternagem", quando, na verdade, não é.
8. Bebês ainda acordam conforme vão se desenvolvendo: apesar de atingirem uma maturidade de sono até o final do primeiro ano, muitos ainda acordam por vários motivos, tantos físicos como psicológicos. Acontecimentos importantes no desenvolvimento, como sentar, engatinhar, caminhar, levam os bebês a "praticarem" suas novas habilidades enquanto dormem. Então, entre um e dois anos de idade, quando o bebê começa a dormir durante os estímulos para acordar acima mencionados, outras causas levam-no a acordar durante a noite, como ansiedade de separação e pesadelos. Para revisar com detalhes as fases de crescimento e desenvolvimento que interferem no sono do bebê veja o artigo sobre o tema (6). Finalmente, outro fator que pode fazer uma diferença na qualidade de sono é sua alimentação. Para maiores informações, ler o artigo “Comer bem para dormir bem” (7).
Agora que já sabemos essas lições essenciais do sono de bebês, vamos discutir a influência do sono diurno (sonecas) no sono noturno. Conforme a criança cresce e ganha maturidade, a quantidade de tempo que consegue ficar acordada e feliz aumenta. Assim, um bebê recém nascido só consegue ficar acordado de 1 a 2 horas antes que o cansaço se instale, enquanto que uma criança de 2 anos consegue durar até 7 horas acordada antes de precisar de uma soneca. Mas apenas após os 4 ou 5 anos de idade (as vezes mais) a criança consegue passar o dia todo sem sonecas e feliz, conforme a tabela e figuras abaixo.
Idade e tempo médio que crianças aguentam acordadas e felizes entre sonecas
Recém nascido
1 - 2 horas
6 meses
2 - 3 horas
12 meses
3 - 4 horas
18 meses
4 - 6 horas
2 anos
5 - 7 horas
3 anos
6 - 8 horas
4 anos
6 - 12 horas
Gráfico de Horas de Sono e Sonecas por idade

Tabela e Figura 1. Tempo médio necessário de sono noturno e diurno, por idade. Como se tratam de médias, variações são comuns e esperadas.
Então, imagine que pela manhã a criança acorda totalmente restaurada, cheia de energia, mas que conforme as horas passam, aos poucos, os benefícios do sono da noite passada são esgotados e ela precisa dormir novamente. Quando entendemos isso e não deixamos a criança ficar muito tempo acordada (“passar do ponto”, como costumamos dizer), e a colocamos para tirar uma soneca assim que percebermos sinais de sonolência, fortalecemos os benefícios do seu reservatório de sono, permitindo que ela ‘recomece’ o dia cheia de energia após cada período dormindo.
Por outro lado, quando não percebemos os sinais de sono (bocejar, esfregar olhos, perder interesse no ambiente, olhar parado, como “hipnotizado”, chorar, puxar cabelos e orelhas, algumas vezes até gritar), e não as ajudamos a adormecer quando os primeiros sinais aparecem (fazendo um ritual de soneca simples, porém repetitivo, com ambiente apropriado: escuro e com sons estáticos ao fundo), ou quando as “forçamos” a ficarem acordadas além de suas necessidades biológicas sem uma soneca, elas ficam exaustas, chorosas e infelizes.
Conforme os números acima, bebês novinhos aguentam um breve espaço de tempo acordados e a pressão do sono já chega, apenas entre 1-3 horas depois de despertos. Por isso é que recém nascidos dormem várias sonecas ao dia e bebês novos requerem 2-4 sonecas diárias. Conforme o tempo, os ciclos de sono do bebê ganham uma maturidade e eles são capazes de ficar acordados mais tempo entre sonecas.
Vale à pena reforçar também que, para serem restauradoras, as sonecas devem durar 1 hora no mínimo (para completarem as fases do ciclo de sono). Isso a partir de 3-4 meses, pois antes disso o padrão de sono é muito imaturo. Além disso, recém nascidos geralmente dormem em ambientes barulhentos e com atividades ao redor, mas conforme crescem, ambientes barulhentos e claros são distrações que interferem na habilidade do bebê adormecer.
Aliás, pesquisas sugerem que até adultos se beneficiariam de uma soneca no meio do dia ou pelo menos uma pausa para descansar (8).
Então o que é esse tal de ‘efeito vulcânico’?
Conforme o dia passa e a pressão do sono se instala, a criança fica mais irritada, chorosa e menos flexível, tem menos paciência, perde a concentração e habilidade de aprender e absorver novas informações.  O termo científico para esse processo é "pressão de sono homeostática". Elizabeth Pantley, em um de seus livros especificamente sobre sonecas (9) chama esse fenômeno de ”efeito vulcânico”, que é o que adotamos também. Todos já vimos esses efeitos em bebês ou crianças. É tão claro como assistir um vulcão entrar em erupção. Observamos uma criança chorosa e irritada e pensamos: "É sono, precisa de uma soneca!"
Sem o descanso da soneca a pressão homeostática continua se acumulando até o final do dia, crescendo e se intensificando, como um vulcão, até que a criança estará completamente exausta, elétrica e incapaz de parar a explosão. O resultado é uma batalha intensa na hora de dormir com uma criança exausta, ranzinza ou um bebê que não consegue adormecer, não importando o quão cansado esteja!
Isso acontece por que o cortisol, hormônio que sinaliza a vigília, é liberado em quantidades maiores quando a pressão do sono se instala e o descanso não ocorre. Cortisol também é o ‘hormônio do estresse’ que é liberado quando o bebê ou a criança chora (secretado em quantidades potencialmente danosas ao cérebro quando o choro não é consolado e prolongado) (10-15). Cortisol antagoniza os efeitos da serotonina e melatonina, substâncias responsáveis pelo sono. Ou seja, quanto mais tempo acordada, mais cortisol em seu corpinho, mais choro de irritação, que libera mais cortisol ainda, e mais dificuldades de dormir, além de poder acordar muito cedo também pela manhã no dia seguinte.
Apesar de parecer paradoxal aos olhos de um adulto, isso explica porque a criança muito exausta, ao invés de adormecer facilmente, luta contra o sono (figura 2).
Progressão do efeito vulcânico no organismo.
Figura 2. Progressão do efeito vulcânico no organismo.
Pior ainda, uma criança que perde sonecas dia após dia acumula privação de sono que a põe no estágio do “vulcão em erupção” mais e mais rápida e facilmente. E pior ainda é se ela está perdendo sonecas e também não tem uma boa qualidade ou quantidade de sono noturno!
Vale lembrar que o efeito vulcânico não acontece só em crianças, mas afeta adultos também, por isso nos vemos ranzinzas e irritados no final de um longo dia e quando as crianças estão irritadas e sonolentas o resultado é uma fileira inteira de vulcões explodindo!
A pressão de sono pode ser intensificada por problemas do ambiente como: noite de sono passada ruim (déficit de sono prévio), estresses diários, mudança na rotina, visitantes, dentes nascendo, doenças e outros. Mais ainda, o estado de espírito de cada pessoa afeta os outros, causando um mau humor contagioso, especialmente em bebês, que são muito especialmente sensíveis ao nosso estado de espírito.
O conceito do vulcão traz ainda outra observação importante: sonecas de qualidade podem compensar por sono noturno perdido, mas tempo extra de sono noturno NÃO compensa sonecas perdidas (devido ao conceito de pressão de sono homeostático). Portanto, não importa se a criança dormiu bem à noite ou não, suas sonecas diárias são importantíssimas para liberar a pressão de sono em ascensão.
O que fazer para sair desse ciclo vicioso?
Algumas mães relatam que passam o dia todo tentando fazer seu bebê dormir, e muitas vezes isso acontece porque desconhecem o tempo médio que aguentam permanecer acordados fisiologicamente. Então eles “passam do ponto” ou entram em efeito vulcânico frequentemente. Deixam os bebês acordados até tarde da noite, não permitem que tirem sonecas por acreditarem que dormiriam melhor a noite (quando, na verdade, é o oposto), ou tiram sonecas rápidas, de meia hora ou menos, que não completam as fases do ciclo de sono e não são restauradoras. É um ciclo vicioso, uma bola de neve que se inicia logo pela manhã: quanto menos sono nos momentos apropriados, mais dificuldades para os sonos a seguir.
Então, a melhor estratégia para lidar com isso é prevenir que o efeito vulcânico se instale. Em primeiro lugar, investindo na qualidade das sonecas e ajudando o bebê a tirar sonecas restauradoras. Pode-se fazer isso da maneira mais eficiente que a mãe encontrar de adormecer o bebê, e não se esquecendo de proporcionar um ambiente apropriado ao sono (como já dito acima, um ambiente escuro e com sons estáticos ao fundo é o ideal). Sons estáticos são sons repetitivos e que conduzem ao sono, os quais o bebê já está acostumado a ouvir no útero materno, como, por exemplos: som do mar, chuva, oceano, ar condicionado, ventilador, secador de cabelo, rádio fora de sintonia e outros. Uma dica: grave um CD com este tipo de som e toque durante toda a duração da soneca e a noite toda também. Até nós adultos nos beneficiamos disso. Quem não dorme bem quando chove lá fora ou tira uma bela soneca numa rede a beira-mar?
Se for preciso esticar as sonecas colocando o bebê para dormir novamente no meio da soneca, faça-o, pois esse é um aprendizado que o bebê não faz sozinho, ele depende da nossa ajuda. Se o bebê dormir melhor no seu colo ou mamando ou precisar ser embalado novamente, que seja. É importante evitar a progressão do efeito vulcânico e um bebê exausto precisa mais do que nunca de ajuda para adormecer. Novamente, um ritual de sono noturno condutivo ao sono também é importante e é benéfico que as crianças durmam cedo, pois têm tendência a acordar cedo.
A espécie humana é uma das que nascem mais precocemente no reino animal, até entre os primatas. Isso porque o "preço" da nossa inteligência, o cérebro enorme (que foi evoluindo por milhões de anos), não poderia terminar de se desenvolver no útero da mãe ou o parto não seria possível, em conjunção com outro fator evolutivo: nos levantamos e andamos, somos bípedes. Fato é que bebês nasceram neurologicamente inacabados! São dependentes e precisam de nossa ajuda, toque, carinho, atenção, ser atendidos quando choram, receber colo, ajuda para dormir quando precisam.
Em outras palavras, o bebê sente um mal estar, mas não sabe identificar a causa, não entende que é sono, não sabe como resolver esse problema (ou seja, dormindo), não sabe como pegar no sono, e só tem a linguagem do choro para comunicar suas necessidades (físicas e emocionais).
Para concluir: uma rotina com sonecas estáveis e restauradoras é muito importante, com um ritual de sono noturno que conduza ao sono. O que mais importa, então, é o intervalo entre sonecas e não o horário propriamente dito (lembrando que o intervalo que aguentam acordados vai aumentando conforme sua maturidade).
Referências bibliográficas:
1- The Baby Sleep Book: The Complete Guide to a Good Night's Rest for the Whole Family (Sears Parenting Library), Little, Brown and Company; 1st edition, 2005.
2- All night long: understanding the world of infant sleep. Porter L. Breastfeed Rev. 2007 Nov;15(3):11-5. Review.
3- Infant growth in length follows prolonged sleep and increased naps. Lampl M, Johnson ML.Sleep. 2011 May 1;34(5):641-50. PMID: 21532958.
4- Sleep-related changes in the regulation of cerebral blood flow in newborn lambs. Silvani A, Bojic T, Franzini C, Lenzi P, Walker AM, Grant DA, Wild J, Zoccoli G.Sleep. 2004 Feb 1;27(1):36-41. PMID:14998235.
5- Development of fetal and neonatal sleep and circadian rhythms. Mirmiran M, Maas YG, Ariagno RL. Sleep Med Rev. 2003 Aug;7(4):321-34. Review. PMID:14505599.
6- Mortensen, M. Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança. Guia do bebê, 2011.
http://guiadobebe.uol.com.br/fases-de-crescimento-e-desenvolvimento-que-modificam-o-sono-do-bebe-e-da-crianca/
7- Mortensen, A. Comer bem para dormir bem. Guia do bebê, 2011.
 http://guiadobebe.uol.com.br/comer-bem-para-dormir-bem/
8- A daytime nap containing solely non-REM sleep enhances declarative but not procedural memory. Tucker MA, Hirota Y, Wamsley EJ, Lau H, Chaklader A, Fishbein W. Neurobiol Learn Mem. 2006 Sep;86(2):241-7. Epub 2006 May 2. PMID: 16647282
9- Elizabeth Pantley, ‘The No-Cry Nap Solution: Guaranteed Gentle Ways to Solve All Your Naptime Problems’. McGraw-Hill; 1 edition (December 2, 2008).
10- France KG.  Behavior characteristics and security in sleep-disturbed infants treated with extinction.  Journal of Pediatric Psychology 1992; 17: 467-475.
11- White BP, Gunnar MR, Larson MC, Donzella B, Barr RG.  Behavioral and physiological responsivity, sleep, and patterns of daily cortisol production in infants with and without colic.  Child Development 2000; 71: 862-877.
12- de Weerth C, Zijl RH, Buitelaar JK. Development of cortisol circadian rhythm in infancy. Early Human Development 2003; 7: 39-52.
13- Goldberg S, Levitan R, Leung E, Masellis M, Basile VS, Nemeroff CB, Atkinson L.  Cortison concentrations in 12- to 18-month-old infants: stability over time, location, and stressor.  Biological Psychiatry 2003; 54: 719-726.
14- Lupien SJ, McEwan BS, Gunnar MR, Heim C.  Effects of stress throughout the lifespan on the brain, behavior, and cognition.  Nature Reviews 2009; 10: 434-445.
15- Gunnar, M. R. So

quinta-feira, 7 de maio de 2015

--preocupadinha com o peso dele.

Oi, gente! bom, eu sempre fico preocupada em saber se o meu príncipe está mamando bem, se tem o peso ideal, pois eu sou totalmente contra as fórmulas. sou a favor da amamentação em livre demanda, pois não ah alimento melhor para um bebê do que o leite materno. foi pensando nisso que encontrei esta tabela na net, e vou deixá-la para que outras mães possam consultá-la caso tenham dúvidas como eu tenho! a próxima consulta dele será na sexta dia 15, e eu espero que ele esteja pesando pelomenos 6 kilos! ja que ele pesava 5 quilos e 90 gramas com 2 meses!


Tabela de peso do menino para a idade
Esta tabela tem os valores de peso adequados para a idade do menino de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Idade
Peso
1 mês
3400 g - 5000 g
2 meses
4400 g - 6200 g
3 meses
5000 g - 7200 g
4 meses
5600 g - 7800 g
5 meses
6100 g - 8400 g
6 meses
6400 g - 8800 g
7 meses
6800 g - 9200 g
8 meses
7000 g - 9600 g
9 meses
7200 g - 9800 g
10 meses
7400 g - 10300 g
11 meses
7700 g - 11500 g
1 ano
7,9 kg - 10,8 kg
2 anos
9,8 kg - 13,6 kg
3 anos
11,5 kg - 16,2 kg
4 anos
12,9 kg - 18,7 kg
5 anos
14,3 kg - 21,1 kg
Também é importante verificar se o menino aumenta de peso regularmente, pois aumentar ou diminuir de peso repentinamente, assim como manter, pode estar relacionado com um problema de saúde.
Curvas de percentis do peso do menino para a idade
As curvas de percentis de peso do menino para a idade são, geralmente, utilizadas pelo pediatra para verificar a evolução do peso do menino à medida que cresce.
O peso certo do menino
O peso certo do menino
Para saber o peso ideal do menino após os cinco anos de idade devem ser consultadas outras tabelas ou curvas de percentis porque além da idade a altura do menino também vai influenciar o peso adequado. http://www.tuasaude.com/o-peso-certo-do-menino/

quarta-feira, 22 de abril de 2015

--experiências parte 2.

Hoje eu venho falar mais um pouco a respeito das minhas esperiências como mãe. foi bem complicado pra mim organisar meu tempo com o bebê, e meus afazeres domésticos. pois nós que temos alguma deficiência, acabamos não fazendo as coisas com a rapidez que outras pessoas fazem. (isso não ´ é preconceito e mnem drama. é somente um ponto que ja pude observar. enquanto minha irmã lava a louça  em 5 minutos, eu lavo em 10 ou 15.)
eu passava a > parte do tempo cuidando do meu anjinho, e as  tarefas domésticas acabavam ficando atrasadas. agora que ele passa + tempo acordado, eu  consigo inteiragir com ele de diversas formas. antes dele tomar banho, (até 10:30 da manhã), nós brincamos um pouco, e ele toma sol. depois do banho, é hora de amamentá-lo, e de fazê-lo dormir se estiver com sono. senão, eu coloco geralmente um desenho para que ele assista. ele não gostou muito da pepapig. prefere os cãisinhos do caniu, e o smilinguido.
enquanto ele assiste seus desenhos, eu vou preparando o almoço. que sai pontualmente às 12:00. depois ele acaba coxilando um pouquinho, e eu aproveito pra arrumar a cozinha, varrer a casa, e passar pano. depois eu vou ver um pouco de tv, e aproveito pra descansar. afinal de contas, um coxilo não faz mal a ninguém! depois eu acabo levantando pra comer algumas coisas, afinal de contas ele está passando por um processo de desenvolvimento/crescimento, e meu leite precisa estar rico em cáucio e vitaminas. em seguida eu leio diversos artigos sobre a maternidade e comportamento infantil, e quando ele acorda, por volta de 15:00, eu o amamento, e nós brincamos mais um pouco. procuro deixar sempre seus brinquedos próximos a seu rostinho, e ali vou criando historinhas, vou fazendo uma voz grave, e uma mais aguda, para que ele perceba a diferensa dos sons e da minha tonalidade, também uso várias coisas que emitam sons, e  sempre falo olhando para seu rosto. mesma que não possa respondê-lo com olhares, ele está notando que meu rosto está voltado para seus olhos, e com isso, ele consegue prestar atenção no que estou dizendo. também estimulo seu tato, passando sua mãozinha em objetos ásperos, e outros lisos, ou + fofinhos. para que ele tenha desde já estas percepções. uso também os sons a minha volta como dos pássaros, para criar algo e me divertir com isto. passada a hora do brincar, 16:30 ele toma mais um pouco de sol, e 17:30 é hora do banho da noite. depois  nós alternamos entre mamadas, hora de falar com o papai do céu, brincadeiras, e hora do soninho!

segunda-feira, 30 de março de 2015

estímulos visuais na hora do brincar.

olá a todos(as). hoje eu venho falar sobre as brincadeiras, que tanto fizeram parte da nossa infância, e assim sendo, fazem parte da vida de nossos pequenos, desde seu 1º mês de vida. agora como o João Lucas dorme menos, eu tenho procurado interagir com ele, através de estímulos visuais. que sejam coloridos, e que chamem sua atenção.
Mas como?
tenho feito uso de vários bichinhos de pelúcia que ele tem, que são de cores variadas, (já me contaram,) e também pedi para que fossem comprados chocalhos coloridos, pois assim não somente o som chamaria sua atenção, mas as cores também. isto é de extrema importância para eles, e estes momentos acabam sendo super interessantes, e nos vinculam + e + ao bebê, e sua nova faze. "faze do brincar".
esta fase permite que o bebê conheça   + e + o mundo que lhe cerca. vamos usar uma referênsia que eu estudei na faculdade para explicar melhor a respeito:


Livro: Piaget: Experiências básicas para utilização pelo professor.
Autor: Iris Barbosa Goulart
Local de publicação: Petrópolis, RJ
Editora: Vozes Ltda                  
Ano: 1983
Edição: 8º
 
PARTE I
O CONSTRUTIVISMO PIAGETIANO E A EDUCAÇÃO.
1. OS FUNDAMENTOS DA TEORIA PIAGETIANA
Como tem origem e como evolui o conhecimento?
Esta questão que tem preocupado os filósofos de todos os tempos é respondida, em nossos dias, pelo menos de 3 modos diferentes.
Segundo os inatistas, o conhecimento é pré-formado, ou seja, já nascemos com as estruturas do conhecimento, e elas se atualizam à medida que nos desenvolvemos. Konrad Lorenz, um psicofisiologista, tentou provar esta tese, e uma de suas experiências sobre o imprinting ou impressão evidencia que aprendizagens complexas acontecem facilmente no momento em que o organismo está preparado para elas. Noam Chomsky, outro adepto do inatismo, tem tentado demonstrar a pré-formação das estruturas lingüísticas.
Em oposição a este grupo de teóricos, os empiristas admitem que o conhecimento tem origem e evolui a partir da experiência que o sujeito vai acumulando. Levado a extremo, o empirismo se expressa no determinismo ambiental, posição segundo a qual o homem é produto do ambiente. Os mais conhecidos adeptos da tese empirista são os americanos J. B. Watson e B. F. Skinner,
representantes do comportamentismo.
Um terceiro grupo de teóricos, os construtivistas, admite que o conhecimento resulta da interação do sujeito com o ambiente. Como adeptos desta tese temos o epistemólogo suíço Jean Piaget, o psicólogo francês Henri Wallon e os russos L. S. Vigotskii, A. N. Leontiev e A. R. Luria.
Piaget, analisando durante mais de 50 anos o psiquismo infantil, concluiu que cada criança constrói, ao longo do processo de desenvolvimento, o seu próprio modelo de mundo. As chaves principais do desenvolvimento são, portanto:
a) a própria ação do sujeito.
b) O modo pelo qual isto se converte num processo de construção interna, isto é, de formação dentro de sua mente de uma estrutura em contínua expansão, que corresponde ao mundo exterior.
Piaget tem mostrado que, desde o princípio, a própria criança exerce controle sobre a obtenção e organização de sua experiência do mundo exterior. Acompanha com os olhos os objetos, seu olhar explora em torno, volta a cabeça; com as mãos agarra, solta, joga, empurra; explora com olhos e mãos alternadamente, cheira, leva à boca e prova, etc.
Estas ações, inicialmente puras formas de exploração do mundo, aos poucos se integram em esquemas psíquicos ou modelos elaborados pela criança.
Um esquema é, pois, um padrão de comportamento ou uma ação que se desenvolve com uma certa organização e que consiste num modo de abordar a realidade e conhecê-la. Há esquemas simples, como o reflexo de sucção, presente pouco após o nascimento, e há esquemas complexos, como as operações lógicas que emergem por volta dos 7 anos de idade. Piaget considera que os esquemas simples vão se organizando, integrando-se a outros e formando os esquemas complexos. As estruturas psicológicas desenvolvem-se gradualmente neste processo de interação com o ambiente e são compostas de uma série de esquemas integrados.
O construtivismo explica os processos de desenvolvimento e aprendizagem como resultados da atividade do homem na interação com o ambiente. Piaget explica esta interação valendo-se dos conceitos de assimilação, acomodação e adaptação, termos tomados da Biologia. A assimilação é a incorporação de um novo objeto ou idéia ao que já é conhecido, ou seja, ao esquema que a criança já possui. A acomodação, por sua vez, implica na transformação que o organismo sofre para poder lidar com o ambiente. Assim, diante de um objeto novo ou de uma idéia, a criança modifica seus esquemas adquiridos anteriormente, tentando adaptar-se à nova situação. Na digestão, a assimilação se dá quando ingerimos o alimento, e para isto o modificamos (partimos, roemos, dissolvemos o alimento) conforme a nossa experiência em lidar com alimentos. Pode-se dizer que o alimento (e não o nosso organismo) é modificado e se torna parte do organismo. Por outro lado, o organismo também sofre modificações quando ingerimos um alimento: contrai-se, libera certos ácidos, tenta lidar com o alimento; a isto se chama acomodação.
Transferindo os conceitos para o plano psicológico, usemo o seguinte exemplo: o leitor deste texto, à medida que faz a sua leitura, vai assimilando o conteúdo, isto é, vai se apropriando dele e procurando entendê-lo de conformidade com o que conhece sobre este assunto (assimilação). Ao mesmo tempo, contudo, a nova leitura vai determinando alterações na organização do seu conhecimento sobre o assunto (acomodação). Muitas aquisições feitas resistem aos esquemas a que a criança está acostumada e impõem mudanças a esses esquemas; outras, produzem novos resultados, que enriquecem o alcance ou a gama dos esquemas. A criança é, pois, o próprio agente de seu desenvolvimento; os processos assimilativos gradualmente estendem seu domínio e a acomodação leva a modificações da atividade. Do equilíbrio desses dois processos advém uma adaptação ao mundo cada vez mais adequada e uma conseqüente organização mental.
O desenvolvimento cognitivo, controlado por esses fatores, processa-se através de todas as atividades infantis. Nos dois primeiros anos de vida, as atividades são físicas, dirigidas a
objetos e situações externas. À medida que aumentam as possibilidades da criança e ela domina a locomoção, depois a linguagem, as atividades externas desenvolvem uma dimensão interna importante, pois o que vai explorando enquanto anda vai sendo representado mentalmente. Nos quatro anos seguintes, o processo continua através de todas as atividades infantis e, gradualmente, por volta dos sete anos, surge o pensamento operatório. Inicialmente, as ações interiorizadas ainda se fundamentam na manipulação mental dos objetos e constituem as operações concretas. Mais tarde, graças a um avanço maior, surgem as operações abstratas, a partir da adolescência; estas são baseadas em um tipo de raciocínio abstrato, e substituem as manipulações de objetos por uma lida com proposições verbais.
Desde o começo, pois, construímos em nossa mente uma espécie de modelo interior do mundo que nos rodeia; como o modelo básico está em nossa mente, resta construí-lo, completá-1o e organizá-lo, à medida que se tem contato com os estímulos do meio.
A obra de Piaget nos ajuda a compreender a seqüência de desenvolvimento do modelo de mundo que uma criança vai construindo ao longo de cada período de sua vida; nos ajuda também a compreender os "erros" cometidos pelas crianças, percebendo-os como resultados de uma maneira particular de interpretar a realidade, a partir de um modelo particular de mundo que se tem. É esse modelo particular de mundo da criança e não do professor que se tem de levar em conta quando se realiza o ensino. Além disso, a construção de novos modelos, mais evoluídos, só é possível graças à atividade do próprio aluno, que é agente de seu desenvolvimento.


sexta-feira, 13 de março de 2015

--Eu, meu filho, e o nosso amor.

Olá a todos(as!!!) Hoje eu vim falar de uma coisa muito gostosa e doce, chamada de amor......
Ô, nesses dias atuando 24:00 como mamãe do João Lucas, eu ja tenho recebido críticas porque 1º, ele não quer dormir no berso dijeito nenhum, e eu coloquei ele pra dormir comigo.
2º Porque dizem, (mas eu não concordo), que ele fica demais no meu colo.
Eu estou de licensa, justamente pra cuidar dele, certo? Nisso estão inclusas todas as tarefas correspondentes a um bebê. alimentar, dar banho, trocar, e etc.
Mas aonde está a parte do carinho, da atenção?
será que eu faço mal a ele, lhe dando colo sempre que tenho vontade?
Será que é tão errado colocá-lo em cima de mim quando suas cólicas são intensas? será que é demais helogiá-lo a cada conquista como por exemplo (quando ele não chora na hora de trocar a fralda), e lhe dar alguns beijos e parabelisá-lo por isso?
eu quis tanto esse filho, que chega a ser incontrolável a minha vontade de estar com ele a todo tempo. + esses comentários também tem me feito sentir culpa, e eu fui pesquisar na net pra ver se eu estou agindo mal. a matéria será adcionada logo abaixo, e aguardo a opinião de vocês!
Beijos da mamãe aqui.


Lugar de bebê...é no colo!
POR GIOVANNA BALOGH

A criança passa nove meses dentro da barriga da mãe e quando nasce o que ela mais quer é colo e aconchego. Muitas vezes o choro do bebê só cessa se ele se sente amparado.  E sempre tem a sogra ou a tia que dá pitaco dizendo que a criança ficará mal acostumada por ter ‘colo demais’.  Mas, será que carinho em excesso faz mal?
A pediatra Evelin Pontes Nadalutti, 39, diz que não. Ela explica que colo só traz benefícios para o bebê e que não tem nenhuma relação com mimar a criança. Ela afirma que é por isso que eles são chamados ‘bebês de colo’. “Se tiver aconchego e for bem amparada, a criança se sentirá mais segura. Com isso, será mais tranquila e terá até mais capacidade de aprendizado”, diz.
Hoje em dia, os carrinhos de bebê, cadeirinhas que vibram acabam sendo mais usados do que os braços dos próprios pais. A médica repara que a sociedade tem expulsado as crianças do colo. Por esse motivo, ela acredita que há tantos adultos dependentes. “Vemos tantos marmanjos com 30 anos que não têm autonomia porque não receberam colo quando deveriam”, opina.
Ela explica que a antroposofia faz uma imagem figurada sobre o desenvolvimento do ser humano mostrando que até completar sete anos a criança precisa ser ‘carregada’ no colo e que os pais são a direção da vida deles.
“Já dos sete aos 14 anos, os pais caminham ao lado de mãos dadas com os filhos para depois, dos 14 aos  21 anos, a criança siga ao lado dos pais, mas caminhe sozinha, sem dar as mãos”, explica a pediatra. “Aos 21 anos, eles estão prontos como indivíduo para trilhar o próprio caminho.” Mãe de Vitória, 11, e de Felipe, 5, Evelin diz que dá sempre colo para o caçula e, para a filha, “ toda vez que ela quer”.
A médica explica ainda que as crianças são seres que vão mais pelas sensações do que pelo racional, principalmente, os recém-nascidos. “O primeiro mês do bebê consideramos uma gestação extra-uterina. Ele precisa do calor, do cheiro, dos batimentos cardíacos da mãe.” Muitas vezes a criança faz ‘birra’ e a pediatra diz que mesmo nessa circunstância o acolhimento é benéfico, porém, com autoridade.  Mas, sobre limites nós vamos falar em um post em breve.
Outra vantagem do colo está na estimulação da amamentação. A criança que fica mais pertinho da mãe acaba mamando em livre demanda (sempre que o bebê quer), o que faz com que a criança seja amamentada por um tempo mais prolongado.
A professora Fernanda Forato, 33, vive com a filha Liz, 7 meses, pendurada no sling (carregador feito de pano). “Geralmente quando ela está comigo está mamando. Muitas pessoas já questionaram até quando vou dar colo e amamentá-la. Eu  brinco que é até os 20 anos”, diz Fernanda que busca praticar uma maternidade com apego.
“Não vou deixar ela chorando para fazer alguma coisa em casa”, diz Fernanda que carrega a filhota até nas atividades domésticas. “Já pendurei roupa e passei aspirador na casa com ela no sling”, conta. O carregador permite que a mãe fique com as mãos livres enquanto transporta  o bebê.
Fernanda também nota que a filha tem se desenvolvido muito bem ao ficar sempre conectada com ela. “Ela não é um bebê apático como outros que vemos. Acho que faz toda a diferença esse tipo de criação que escolhemos”, conta.
A pediatra Evelin explica que os pais devem ter cuidado ao transportar o bebê no sling. Nos primeiros meses, quando o recém-nascido ainda é ‘molinho’, ela recomenda fazer um cueiro dos mesmos moldes que eram feitos pelas nossas avós para depois colocar a criança no sling.
“O sling permite que a mãe tenha autonomia. Ele também é ótimo pois o acesso ao peito da mãe fica mais fácil, o que permite amamentá-la com mais frequência e por mais tempo”, comenta.
Do dia 10 e 16 de outubro é comemorada a Semana Nacional de Incentivo ao uso do Sling, organizada desde 2009 pela Baby Wearing Brasil. Para celebrar a data, o Espaço Nascente, no bairro do Sumaré (zona oeste de SP) programou várias atividades gratuitas para pais e filhos, como a importância do sling na criação do vínculo com o bebê, a postura corporal da mãe ao utilizar o sling e como ele pode ser usado na amamentação. As atividades acontecem até o dia 11 de outubro e a programação pode ser conferida no site do  http://espaco-nascente.blogspot.com.br/

sling
Mãe usa sling de argolas para carregar bebê; carregador também permite amamentar  (Foto: Div
http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2013/10/07/lugar-de-bebe-e-no-colo/


Dar ao seu filho a certeza do seu amor incondicional mesmo quando as frustrações dele sejam provocadas por você. É, não é fácil. Mas essa é a sua maior prova de afeto e o caminho para que ele aprenda a importância desse sentimento para sempre

Ana Paula Pontes

Bárbara Wagner
Quem cansa de agarrar, abraçar, encher o filho de beijos? E como algo tão gostoso pode ser “demais da conta”? Tentar concretizar esse amor para a criança é fundamental para que ela sinta segurança em qualquer situação que venha a enfrentar
Como você descreve o amor que sente pelo seu filho? E o aperto no peito que dá toda vez que é preciso dizer não? E aquela felicidade plena só de vê-lo sorrindo? Provavelmente você não vai conseguir mensurar mesmo um sentimento que parece só aumentar. Mas, aposto, vive pensando: será que amar demais pode fazer mal? Posso “estragar” meu filho enchendo ele de carinho o tempo todo?
A resposta é... não. Amor demais não faz mal. E temos comprovação científica de que o afeto só faz bem. Um respeitado estudo que durou 34 anos, rea-lizado pela Duke University, dos Estados Unidos, acompanhou 482 pessoas desde o primeiro ano de vida e mostrou que, quanto mais forte o vínculo afetivo da mãe com o filho, mais baixos eram os níveis de ansiedade, estresse e hostilidade na vida adulta. Sim, são os beijos e abraços que não cansamos de dar nos filhos que vão fortalecê-los para quando tiverem de enfrentar conflitos mais tarde. Pense quantas vezes em um momento difícil é um acalanto se lembrar do colo que recebemos dos nossos pais, avós, tios. E não é só isso.
O lado emocional influencia na saúde física também. Segundo Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP), em uma consulta pediátrica a doença não pode ser analisada isoladamente. Um atraso no desenvolvimento da criança – seja para sentar, engatinhar, falar – ou até uma crise de asma, dor de cabeça ou barriga sem motivos aparentes, pode acontecer por conta do ambiente a que ela está exposta. Para Danesi, nos primeiros meses de vida não existe manha. “O bebê acabou de sair da barriga da mãe, ora! Precisa de carinho e conforto”, diz. Ou seja: beije, abrace, segure seu filho no colo quantas vezes quiser. Esse carinho precisa ser demonstrado o tempo todo, das mais variadas formas. E, sim, pode exagerar sem culpa!
E colo é coisa de se dar a vida toda. Mas, conforme a criança cresce, a forma e os limites mudam, você sabe, mas a essência, não. Da sua experiência com família, o psicólogo Ivan Capelatto alerta: o cuidado jamais pode ser negligenciado. “A criança precisa sentir que a família está presente em sua vida, que esse amor vai acompanhá-la até quando crescer, que vai poder contar com ele sempre, ainda que a frustração seja inevitável”, afirma. É como se disséssemos: o fato de eu amar você não quer dizer que vai ter tudo que quer. Nem de mim, nem dos outros. E é preciso se manter firme, mesmo depois que ele abrir o berreiro, pois isso também é demonstração de afeto e é aí que vai nascer algo que a natureza não dá: a autoestima. “É ela que vai proteger a criança do bullying, dar suporte emocional para que consiga lidar com as adversidades, dar segurança para que tenha autonomia e faça suas escolhas”, diz Capelatto.
Um amor pelo filho é algo tão difícil de descrever que há quem não saiba lidar com essa emoção nova e, pasmem, chega a acreditar que não ama o filho do jeito que deveria. Aconteceu com a atriz e professora de teatro Nádia Hellmeister Morali, 29 anos, mãe de Pedro, hoje com 2. Para engatarmos uma conversa sobre o amor que sentia pelo filho, ela logo lembrou como foi delicado entender seus sentimentos nos primeiros dias ao lado dele. “Sempre me achei diferente de muitas mães porque não sabia direito o que sentir quando olhava para o Pedro. Me surpreendi quando me dei conta de que, à medida que eu cuidava dele, esse amor aumentava”, diz Nádia, que percebeu numa troca de fralda de cocô como cada participação na vida do filho pode despertar esse amor que a gente idealiza tanto. Esse “ideal” é o ponto principal abordado pela psicóloga Liana Isler Kupferman. É algo que começa antes da gravidez, no desejo de ter um filho. Mas, quando o bebê nasce, acontece a mudança do imaginário para o real e é nesse momento, digamos “concreto” da relação que podem surgir dificuldades de criar vínculo com o bebê. Só que esse sentimento é precoce. “O vínculo é formado somente na convivência”, diz a especialista.
Dar amor ao seu filho é ensiná-lo a viver
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI189985-18161,00-AMAR+DEMAIS+NAO+FAZ+MAL.html

segunda-feira, 2 de março de 2015

--Atualisações do desenvolvimento do meu príncipe. #25 dias de vida.

Olá pessoal!!!! venho relatar sobre meu filho, que completou hoje, 25 dias de vida. Ele está bem gordinho, mama bastante, e adora um colo. O que atrapalha, são as cólicas que ele tem, (principalmente no períldo  noturno.) eu faço massagens na barriguinha dele pra eliminar os gases, também faço movimentos de bicicleta com as perninhas dele, e procuro sempre acalmá-lo porque ele sofre muito com isso, e eu fico morrendo de dó, e (já chorei com ele por causa dessas coisas.) E nós já estamos criando alguns ábitos que não são lá muito saldáveis...... quando ele tem essas cólicas, acaba ficando deitadinho na minha cama, e quando eu coloco ele no berso, ele chora!!!! na verdade eu adoro ficar com ele. independente da hora, + eu sei que ele precisa ficar no espacinho dele. + coração de mãe é super mole, e a gente acaba sedendo, e vai deixando..........
 ontem foi a 1ª vez que ele assistiu um culto. fiquei muito satisfeita em levá-lo até a casa de deus.
afinal de contas, eu tenho muito o que lhe agradesser pela vida do meu pequeno. confesso que nesses 25 dias, eu ando muito sencível. várias coisas me fazem chorar, + eu também estou extremamente feliz. é um misto de emoções que não cabem dentro do meu peito. ser mãe foi a melhor coisa que poderia ter acontecido comigo. não troco esses 25 dias pelos meus 24 anos!!!! viver com o joão lucas pra mim, é uma esperiência incrível. juntos estamos aprendendo um sobre o outro, e nos acostumando ao nosso novo rítimo de vida. "deus, muito obrigada pela vida do  meu príncipe".
vouu deixar algumas fotos pra vocês, e em breve eu volto!









sábado, 31 de janeiro de 2015

--39 Semanas. O pródomos, meus 4 dedos e meio de dilatação, a confusão dos meus sentimentos, amor incondicional.--

Ois pra todo mundo! Preciso atualisar os heventos que marcam o fim da minha gestação. Chegamos às 39 semanas nessa quinta-feira, e eu me sinto extremamente feliz por isso. Foi muito bom viver esses momentos ao lado do meu príncipe. Ele me ensinou muitas coisas, ele aqueceu meu coração, ele me impulsionou a continuar de pé quando eu quis cair. É, ele mudou a minha vida. Ele foi maravilhoso, ele é o presente que Deus me deu depois de muitos e muitos anos de lágrimas derramadas, em nome de uma causa que me parecia ser impossível.
Ser mãe não é caminhar em um jardim repleto de flores, + simn aprender a caminhar entre os espinhos, e tirar uma lição de cada um destes momentos.
Nós já vivemos diversas coisas juntos, que eu seria incapaz de escrever. Pelo símplis fato de querer esquece-las, para que ele não venha a ter decepções tralmáticas no futuro por conta de fatores isolados.
No sábado passado, dia 24, eu  não estava lá muito bem. acordei com cara de interro, meio melamcólica, desanimada. fui fazer a minha unha, e depois disso eu comecei a ficar encomodada. umas dores chatas iam e vinham com muita frequensia, e a minha doula acabou passando na  minha casa, fez massagen nas minhas costas, eu fiquei sentada na bola fazendo exercícios, e a minha família estava em pânico. queriam que eu fosse pra maternidade, e eu não queria ir.. A enfermeira que acompanha a doula, estava longe de casa, e sendo assim, fomos pra maternidade. Eu fui ajoelhada dentro daquele carro, e essa foi a minha pior sensação. Eu me senti cansada, e as dores parece que almentaram, a sei-la. Não da pra expçlicar! Chegando lá, eu soube que estava apenas com 2 centímetros, ou (2 dedos), de dilatação.. Me mandaram voltar pra casa, e eu assim fiz.
Passei a noite inteira acordada, andando, e fazendo exercícios na bola. Meu corpo me pedia isso, e eu nem queria dormir. Nem conseguia. Queria ajudar meu príncipe a chegar logo! Só deus sabe explicar como eu estava emocionada naquela hora!
Foi difícil me manter calma e não desatar a chorar.... buaaa.
Mas eu consegui me manter ativa até umas 7:00, depois de ser contrariada por todo mundo, eu acabei adormecendo.
Sei que o domingo foi passando, e eu continuei lá. Dilatando de pouquinho em pouquinho.
A enfermeira veio me ver anoite e disse que eu estava com 4 centímetros, ou  (4 dedos) de dilatação.
Yahoo!!!!!! Imagine você aí a cara da mamãe aqui.
Fiquei radiante. Pensando que de segunda-feira meu filho não passaria..... Ia nascer, e finalmente eu o conheceria!!!!!!!
+ A enfermeira disse que eu precisava descansar, pois  se o bebê fosse mesmo nascer, eu precisaria de forsa pra hora do espulsivo. (hora de fazer forsa pro neném sair.)
Eu acabei repousando, e dormi muito mal naquela noite.
E eu fui muito cobrada principalmente por algumas pessoas do convívio do marido, do porque do bebê ainda não ter nascido. Como é que eu ia responder? Não nasceu pq não tava na hora!
Isso me deixou mega deprimida. Na segunda-feira eu já acordei chorando. E não fiz muitos exercícios como antes. E desde então, a minha dilatação não evoluiu +.
Isso me deixou mais frustrada ainda, e eu morria de medo de não conseguir dilatar, e olha só o que está acontecendo!!!!!!!!!!!
Isso me fez sofrer muito. Me fez sentir incapacidade diante da situação. Já que eu perdi meu plano de saúde, o que eu queria era me preparar pra hora do parto, e conseguir meu objetivo final!!!!!!!!!! E eu parei no meio do caminho! Eu geralmente não desisto do que eu quero.
+ Isso está me matando por dentro.
Na quinta-feira minha doula disse que eu ainda tinha tempo, que o meu corpo pode ir dilatando aus poucos até chegar nos 10 cm ou (10 dedos), + e se não chegar?
Existem certas coisas que me favorecem  nessa história.
:1: Meu colo já está virado.
:2  Ele também já está fino.
:3 Isso facilitaria abessa meu parto.
E o que eu tenho de contrário, é que minha bolsa não estoura dijeito nenhyum!
(Isso pq desdos 5 meses eu estou de repouso pra segurar meu anjo dentro da barriga, com risco da  "BOLSA ESTOURAR!"
Aí eu estava pensando em me internar pra que eles indusicem o parto.
Porque se eu esperar até 42 semanas e não conseguir dilatar, não é isso que eles vão fazer?
(Mas essa indução respeitaria meu plano de parto, e eu ainda tenho sorte de já ter dilatado um bom bocado.)
Eu andei passando muito mal. As contrações tem um bom espassamento entre uma e outra, porém são muito, muito doloridas. Eu às vezes até choro.
E como ele já está sefálico, (de cabeça pra baixo), já está  com 39 semanas, pulmãozinho preparado, não tem porquê deixar ele preso aqui, certo?
A noite eu vou pedir pra enfermeira vir dar uma avaliada. Se a dilatação tiver evoluído, (eu acho que não pq eu antes estava com dores mais fortes e ela não saiu dos 4 centímetros e meio) eu não  vou pro hospital. Se ela continuar nos 4 e meio, eu vou amanhã me internar.
Até porque minha obstetra já está brava comigo pq eu estou com tudo isso de dilatação e não saí de casa! E segunda-feira eu tenho consulta. Ela vai me matar!
Minha doula quer que eu espere até 42 semanas.
Mas eu espero mesmo é que ela me apoie mesmo que eu decida ir com 39 semanas e 3 dias pro hospital.
Bom galera, por hora é só. Logo eu volto com mais novidades sobre o amor da minha vida!!!!!

**Atualisação***
A enfermeira veio me visitar, e eu estou com 5 centímetros, (cinco dedos) de dilatação. Como o parto evoluiu, eu não vou me internar amanhã. Na terça-feira a enfermeira volta pra me avaliar de novo
Ela disse que acredita que dessa semana o João Lucas não passa.
#Que Deus nos ajude!!!!!