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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

--Resumindo pra vocês meses de outubro, novembro, e desembro!


engatinhando junto.
tem coisa melhor do que ver seu filho feliz por + uma conquista em seus 8 meses de vida? não tem. e quando você precisa estimulá-lo, qual a melhor opção?
aqui foi viver o momento com ele. eu também entro nessa nova dança. faço o tapete de atividades ser uma experiência nova pra mim também. pego seu brinquedo
favorito, e vou engatinhando para longe dele, e o chamo para que venha até mim em busca do que eu tenho em mãos. mesmo que ele venha se arrastando. mesmo
que demore. mesmo que fique dizendo 'ahhh ahhh' para que eu va até ele. sorrio e persisto, até que ele vem!!!! e claro, leva seu brinquedo...... que eu
quero com isso? curtir essa faze com ele, e estimulá-lo para que não se mova somente para frente, para direita, ou para a esquerda. quero que ele explore
o espaço que tem a sua disposição!
além de ouvir o som dele se arrastando pelo tapete, também me oriento através de sua respiração. (geralmente ele está com a boquinha aberta!)
e assim vamos engatinhando. 1 dia de cada vez, percorrendo maiores distâncias.


--mamãe em tempo integral agora.
Motivos pessoais me fizeram deixar meu emprego de 6 anos. Saí de lá com a certeza de ter cumprido minha mição, mesmo sabendo dos muitos defeitos que tenho.
agora pretendo procurar uma nova colocação no mercado de trabalho, e me dedicar ao meu pequeno príncipe, que está melhor do que nunca. claro, tirando a
questão do seu baixo peso, que ainda não foi solucionada. ontem ele fez um emograma, que ficará pronto dia 11/11. neste mesmo dia ele terá uma consulta
com sua pediatra. --dependendo do papo dela, será a última consulta. aguardaremos.--
o comportamento dele vem se modificando um pouco. ele tem estranhado muitas pessoas que não são de seu convívio, e anda tendo uma ótima relação com seu
avô materno. isso me deixa cheia de alegria,pois ele precisa de uma referência masculina.
com relação a nós dois, estamos cada dia mais unidos. brincamos muito em seu tapete de atividades, e ele anda conquistando + e + espaço através do seu
modo de se mover, que é se arrastando, em busca de brinquedos, ou outros objetos que ele adora. (minhas colheres de pal, meu celular, um pente de cabelo.)
seu sono anda regular, e sua alimentação rica em vitaminas e proteínas. em breve volto com + novidades! beijos!



-:" MÃE. EU, NÃO QUERO!:*"
Hoje eu acordei feliz. meu filho foi meu despertador, e faltavam 2 minutos pras 9:00 da manhã. agora ele seria só meu. e eu seria só dele? humm. nada disso.
a ventania de ontem encheu minha casa de poeira, que se alastrou não somente pelos móveis, mas também pelo chão. como ele fica muito no seu tapete de atividades,
eu não poderia deixar pra depois. 1º lhe dei uma super mamadeira, e o cerquei de brinquedos. depois parti pra minha 1ª missão: varrer a casa. (não podia
passar aspirador porque ele tem medo.)
e eu demoro mesmo pra fazer isso. varrer cantinho por cantinho.... e lá iam meus pés. me indicando que a vassoura estava desempenhando bem seu papel. havia
mesmo muita terra no chão! varrida pra cá, varrida pra lá i? ele começou a chorar.
fui até lá ver o que era:
fome?
não.
fralda suja?
não.
queria mudar de posição?
não.
tinha sede?
não.
o que era?
queria colo!
a vassoura foi dispensada, e eu fiquei ali com ele por alguns minutos. + depois tinha que voltar ao meu trabalho. + quem te disse que ele curtiu?
chorava horrores. começou a bater as pernas com muita força e eu? pausei tudo.....
fiquei de bla bla bla com ele, que depois de uma hora, dormiu.
pronto. agora sim eu acabo de varrer tudo!
realmente. acabei. na hora de passar o pano, quem acordou?
meu ursinho.
e aí começou tudo de novo. ele não me deixava fazer nada.... e eu decidi dar seu almoço, depois ele tomou banho, e eu coloquei nele um body bem fresquinho,
e o coloquei na cama, com vários brinquedos a sua volta.
mesmo assim não adiantou nada.
ele chorava muito, e eu parei de passar pano na metade da sala. já estava ficando nervosa. não sabia o que fazer. me deitei ao seu lado, ficamos vendo
tv, até que ele se distraiu e eu zup pra sala de novo. precisava acabar de limpar tudo!
quando eu estava na cozinha, ele chorou +, +, +, e +.
fui até o quarto, lhe dei sua chupeta preferida, (e olha que ele usa pouco), e corri pra terminar meu serviço.
consegui?
sim. porém tirar pó dos móveis, só da pra fazer amanhã.
#maternagen
 é assim.
#ursinho
 querendo atenção.
#mamãe
 correndo.
#mamãe ante bagunça.

 assim que vivemos.
#te
 amo filho s2
#mamãe cansou, + valeu apena.
#amanhã
 o dia será diferente.
#tem
 horas que a casa precisa esperar.
#mamãe tem que aprender a ser menos organizada. *rs.


--passeando!!!! carregando meu ursinho no shoping.
é. hoje meu ursinho, eu, dinda e dindo fomos ao shoping dom pedro. já fazia mais de 1 ano que eu não ia até lá, e me senti feliz. 1º por poder carregar
meu filho sozinha, graças a sampachila. que foi indicação de uma mãe dv que eu admiro muito, Joice.
isso foi gratificante. andar no meio do povo, levando meu ursinho para onde eu ia. sem precisar de ajuda, sem que ele ficasse somente com os outros, e
não comigo. mas calma. eu não sou egoísta. dinda e dindo também o crregaram. + poder carregar meu filho sem ajuda, foi maravilhoso. é como se você se sentisse
nas nuvens. afinal de contas, que mmãe não quer dar suas voltas com seu bebê alone?
eu também fiquei feliz ao notar que ele não sofre em ambientes públicos. acaba se abituando aos sons a sua volta, e curte o momento. em breve iremos viajar,
e eu contarei novas aventuras! e aí seguem as fotos.
p.s: O sling e o canguru já são pequenos para ele. e a shampachila além de ser >, me passou + seguransa, e eu poderei usá-la por mais tempo. ela é parecida
com um saco onde se põe o bebê, que fica preso a sua barriga, e no seu ombro, a partir de fivelas. que você ajusta conforme seu tamanho! (acho que expliquei
bem, né?) kkkkk
#mamãe
 feliz.
#dupla
 infalível.
#andando
 com meu ursinho.



--fim dos 8 meses.
desde que eu passei a ficar em casa, venho notando meu filho + próximo, e "por que não dizer que ele "me solicita 1000 vezes ao dia?"
isso é bom, pois assim ficamos mais juntos, eu descubro + sobre seu mundo, e interagimos mais. só que esta "solicitação", está me deixando um pouquinho
perdida. porque se eu sumo do seu campo de visão, ele chora muito, e se estiver sentado, se joga no chão. (sorte que ele fica sempre no seu tapete ou no
cercadinho.)
esse comportamento se modifica se existe outra pessoa na casa. se for sua avó, ele até me segue com os olhos, + não se joga porque está com ela. + é difícil
existir outra pessoa aqui dentro, já que moramos sozinhos!
então hoje foi um dia daqueles. eu tinha casa pra limpar, roupa pra lavar, e ele não desgrudava. já eram quase 14:00 e eu só tinha cuidado dele e lavado
a louça. não tinha feito mais nada. nem tinha conseguido almoçar.
eu fico muito perdida quando ele chora muito, não sei se largo tudo e fico com ele ou se continuo.
é uma situação difícil porque eu preciso deixar tudo em orden, mas também preciso dar atenção a ele!
coisa que eu não deixei de fazer. sempre estamos brincando, eu sempre faço altas palhaçadas pra ele rir, + esse novo comportamento me deixa perdida.
e ficar usando a sampachila pra carregá-lo o dia inteiro, seria crueldade.
ainda mais agora que ele engatinha, e pode explorar o que existe a sua volta.
#não
 sei o que fazer!
#foi
 só um desabafo.
p.s: se as fotos ficaram ruins, sorry. são do fds. e ainda não teve um olho pra avaliar! amanhan eu posto + uma vez, pois as novidades não acabaram!


--1ª palavra.
hoje fomos visitar a vovó, que passou um super tempo com o ursinho no colo. e ela assim:
"vovó.... vovó, vovó.... vovó".
falou a palavra muitas vezes, até que ele repetiu!
#ele
 falou sua 1ª palavra!
#mamãe
 feliz!
#8 meses e 28 dias.
#ursinho
 falando!
#evolução!


--9 meses.
hoje, eu só tenho que agradecer. Deus foi muito bom comigo por ter me presenteado com um filho lindo, saudável, carinhoso, bondoso, especial, inteligente,
falante (mesmo que seja a moda dele), vitorioso, (por ter superado muitas dificuldades, principalmente durante seu período intra uterino), maravilhoso.......
amor, hoje você completa 9 meses. durante seus 270 dias fora da barriga, aprendemos muito, rimos mais ainda. compartilhamos diversas emoções, e também
choramos. mas acima de tudo isso, nos conhecemos, nos gostamos, nos amamos, nos respeitamos, nos compreendemos, e estamos sempre investindo na nossa relação
mãe e filho.
que o papai do céu te abençoe, e que faça de você, um grande servo dele. um homem com boa índole, uma pessoa de bem.
"lembra sempre de uma coisa ursinho."
faça chuva ou faça sol, *eu sempre vou te amar. por toda a minha vida eu vou te amar.
#9 meses.
#mamãe
 feliz.

--dúvida!
gente, na boa. estava observando meu filho hoje. comigo ele fez a > birra porque não queria colocar nenhuma roupinha, e também não queria almoçar. queria
brincar, rir, mamar, passear de carrinho pelo quintal e assim ir tomando um ar fresco.....
Mas com a avó dele ele não faz birra pra trocar de roupa, e pra comer faz um pouco, só que em dose <.
+ não ri tanto, e ela também não investe muito nessa parte lúdica dele......
+ aí vai minha pergunta:
por que os comportamentos se modificam, sendo que execultamos a mesma atividade?
(porque a birra em > intensidade com a mamãe?)
e porque não procurar que sua avó se atente para sua fase lúdica, assim como ele faz comigo, *me convidando pra brincar?*


é. não tem jeito. a pediatra do meu filho é fim de linha!
hoje chegamos para a consulta decisiva, e lá estava ela. com voz de extressada, kjá me perguntou com quantos meses ele estava, e depois me perguntou se
havia notado algun progresso com relação ao "sentar dele", e eu disse que sim, que ele já até estava engatinhando!
e ela ficou com aquela cara de "mas como?"
eu procegui dizendo que ele ficava muito tempo em seu tapete de atividades, e que ontem anoite ele já se apoiou na grade do berso que ele quase não usa,
e ficou de pé.
ela continuou assustada. perguntou a respeito da tomografia que foi marcada no mês de Julho na policlínica 3, e eu disse que ainda não haviam me retornado.
(lembrando que ela queria esse exame por conta da sustentação da cabecinha dele estar imcompleta, no mês 7.)
ela perguntou se eu já tinha ligado lá, e eu disse que não, que estava aguardando o contato, e ela disse que eu deveria ligar pois a moleira dele ainda
está --MUITO ABERTA.--
que saco meu deus, cada hora essa pediatra me inventa uma!
a moleira tem até os 12 meses pra fechar, por que ela ta com pressa?
o que preocupava era a sustentação da cabecinha dele estar incompleta, mas graças a deus ele já saiu dessa fase! então para de reclamar, please!
é nessas horas que eu sinto o preconceito percorrerem os olhos dela. duvido que ela fica achando tantos defeitos assim nos filhos dos ditos como normais.
bom. vamos as medidas:
perímetro sefálico = a 45.
autura = a 72 cm.

peso = a 7 kilos e 300 g.
por incrível que paressa ela pegou meu indicador direito, e me mostrou as curvas de crescimento e a de peso.
a autura dele está de acordo com o gráfico. mas o peso não.
só que ela disse que ele deu uma engordadinha, e parou por aí.
ufa!
e o resultado dos exames eu desconheço pq não estavam na pasta dele assim como a secretária haviA informado quando ele foi colher sangue.
pra resumir:
até semana que vem iremos para outra pediatra;
a dele está me cansando.
+ eu agradeço a deus pelo fato dele estar bem e saldável!


passando as roupinhas do bebê.

ta aí um assunto que eu acho que não abordei ainda por aqui, e ontem me perguntaram isso na rua: como eu faço pra passar as roupinhas do joão lucas....
bom, 1º eu viro ela do avesso. depois estico a peça na tábua de passar. e começo passando pedacinho por pedacinho. depois coloco a roupa do outro lado,
e continuo passando. quando ambas as partes estão bem desamassadas, viro a roupa do lado certo, e passo novamente, só que com mais cuidado para que a mesma
não se queime.
depois eu viro e passo as costas da roupa, dobro uma vez, dou + uma passada pra que ela fique bem retinha bem sertinha, depois dependendo do tamanho da
peça dobro novamente, e guardo.
hoje foi cansativo passar toda a roupinha dele com esse calor, + a mição está cumprida!
#dúvida
 esclarecida.
#mamãe
 e ferro em ação.


Ois pessoal! já faz um super tempo que eu não posto. ééé, mamãe anda correndo demais por aqui. mas vamos as novidades. dia 20/11, eu e meu ursinho fomos
pra mg, visitar a família. lá comemos a rodo, ele foi super paparicado, e pegamos uma gripe terrível que me deixou sem voz! e quando voltamos pra campinas,
adivinha que eu descobri? meu filho, aquele que era "dito como molinho pela sua ex pediatra", aprendeu a ficar de pé!!!!!!!!! eu fiquei muito feliz por
mais uma conquista dele. só que agora terei que redobrar a minha atenção!!!
e amanhã vou tentar ir a creche que fica próxima a minha casa pra fazer a inscrição dele, no períldo da tarde. eu quero que ele conviva com outras crianças,
e gaste toda a sua energia no parquinho, no tanque de areia, e em todo o espasso permitido pelas educadoras.
___por hoje, é só.____

sexta-feira, foi um dia muito importante para jl, que apoiou as duas mãosinhas no cercadinho, e deu seus primeiros pacinhos! é claro que às vezes ele caía,
+ como estava dentro do cercadinho, foi tranqüilo.
não se machucou, e era extremamente persistente. levantava, e andava de novo. como aqui em casa ficou só o tapete de atividades, ele anda apoiado no sofá.
e também segurando a mão da mamãe!
no domingo o pai dele passou por aqui, e ficou de boca aberta com o seu desenvolvimento.
e mamãe fica super orgulhosa de ver seu ursinho andando pela casa, mesmo que seja de vagarinho!
*parabéns filho. a cada dia que passa, você está mais inteligente, e mais esperto!
andar foi o marco dos seus 9 meses!
#mamãe
 emocionada;
orgulhosa, satisfeita, feliz.


--o fim da amamentação:
ois pessoal! como estão todos? espero que bem. bom, aqui estamos cheios de novidades.
queria começar dizendo que meu grande príncipe não mama mais no peito. por alguns motivos:
1º meu leite diminuiu muito depois que eu voltei a trabalhar em julho.
2º ele andou machucando meu seio esquerdo por conta do nascimento de seus dentinhos.
3º ele tem preferênsia pela mamadeira, já que não exige nenhum esforço.
então por conta destes 3 motivos, eu não amamento mais, desde domingo, e acreditem ou não, + meu seio já secou. eu fui extraindo o pouco resto de leite
que eu tinha,
e agora ele já ficou pequeno. eu pensei que ia chorar. que ia sofrer muito, que ia ficar muito deprimida. que nada. eu não chorei, mas senti sim. porque
eu sempre gostei de amamentar, mas agora não será possível. e em breve eu contarei mais um motivo daqueles que me impede de amamentar meu filho.
acho que ele também sentiu, porque de vez enquando ele procura meu seio. que não lhe oferece mais nada.
+ ele não chora, não sofre.
eu queria amamentar até os seus 2 anos de idade, mas não foi possível. agora eu só tenho que agradesser a Deus por ter me permitido amamentá-lo durante
quase 10 meses.
ô, que delícia que foi esse tempo. e se 1 dia eu tiver outros filhos, pretendo fazer a mesma coisa!!!!!

---a volta ao trabalho, a modificação no sono, 1ª consulta sem mamãe.
Ois pessoal! pelo título da postagem, todos devem ter notado que tudo se modificou por aqui, e de uma certa forma, foi uma mudança extrema.
Antes de + nada, queria informá-los que já estou novamente inserida no mercado de trabalho, e isso tudo só aconteceu porquê Deus me ajudou muito, e atendeu
as minhas orações.
Por conta disso, agora JL sofreu algumas alterações na sua rotina de sono. Aqueles problemas de --não dormir durante o dia estão presentes, com a diferença
de que quando eu volto, ele compensa todo o tempo perdido, e dorme mais cedo do que nunca! (mas não deixamos de ter nosso momento lúdico diário, que me
permite observá-lo e interagir com ele e suas novas descobertas.)
dia 09/12, ele foi para a consulta mensal com a DR Consuelo, que informou que ele não está abaixo do peso assim como alegava sua ex pediatra:
*peso = a 8 kg.
Altura = a 73 CM.
Perímetro cefálico =a 43.
Ele está desenvolvendo 1º bem 2º sua idade, (10 meses e 5 dias.)
e tem uma alimentação rica em frutas, legumes, e outros alimentos que lhe permitem ter uma boa saúde tais como:
Feijão, carne branca, dentre outros.
Eu estou super feliz ao saber que está tudo bem com meu ursinho, que a cada dia que passa, me surpreende + e + com seu desenvolvimento, com sua conquista,
com suas descobertas!
Vou ficando por aqui, prometendo atualizar este espaço, no fim de semana....
Beijinhos!--
10 de dezembroPúblicono álbum

--era. rótulo. era, RÓTULO.

várias vezes eu contestei a 1ª pediatra do meu filho quanto as suas colocações. principalmente quando ela dizia que "ele era UM BEBÊ MOLINHO." e hoje o
que foi que ela disse? que ele evoluiu muito, + do que ela esperava! claro, ela o rotulava como uma criança que não se desenvolvia 2º sua idade, só porquê
é fruto de dois corpos deficientes. ok, + uma coisa não tem nada haver com outra. meus pais não tem deficiência, e vejamos. eu sou dv.
então eu gostaria de deixar claro, que eu odiei mesmo quando ela rotulou meu filho como o molinho, o bebê que não se desenvolve, pois ele superou todos
os argumentos dela, e está evoluindo cada vez +. antes de tirar suas conclusões, ela deveria aguardar, para conhecê-lo melhor. e não poderia jamais ter
dito todas aquelas coisas. adorei saber que ela viu a evolução dele, e que ela mesma acabou mostrando com uma única frase, que sim, ela estava errada.
e existiam alguns que me diziam que ela não era preconceituosa. desculpa, + era sim. e é por isto que ela não o atende +;
#mamãe
 aliviada, filho evoluido.
#vida
 que segue.

--dentes X sono: mamãe muito cansada!!!
*ois galerinha do bem! eu estou muito, muito cansada. esse fim de semana foi muito complicado por aqui, pois jl ganhou mais 1 dentinho. e aí vocês imaginam
né como eu me senti! fiquei muito cansada, até porque essa semana foi muito corrida pra mim. ele não me deixou fazer absolutamente nada, e chorou todo
o fim de semana. graças a deus hoje ele já está bem melhor, já brincou, porém a questão do sono dele continua =. espera sempre por mim pra poder adormecer,
e (não acorda + durante anoite.) ele já *está virando 1 mocinho, _meu mocinho!!!!
não vejo a hora dele ficar livre desse incômodo relacionado a sua dentição. embora eu saiba que vai demorar um pouco pra isso passar....
(cansa, + vale apena.). agora ele já tem 5 dentinhos!
#meu
 amor cresceu!
e ontem ele ainda solicitou o bim. estava tão aflito, tão angustiado, que ele se acalmou um pouco depois que pegou meu seio esquerdo, (embora não tenha
mais leite.)
mas eu deixei, porquê ele estava precisando.....
bom, as novidades por hora são essas. em breve eu retorno!
beijão!

--é. Eu insisto, até conseguir o que eu desejo.
Desde pequena eu ouço mamãe e papai dizerem que eu sou muito teimosa. até concordo com eles, mas em partes. nessa semana eu me deparei com algumas dificuldades
pra resolver certas coisas, e eu fiquei muito brava. chateada, odeio me sentir limitada demais. porquê eu cansei de ouvir muita gente pregar que a cegueira
seria meu > impecílho pra vencer na vida. Eu não ia conseguir namorar nem casar, não ia poder cursar uma faculdade, e ter filhos? a isso seria ridículo!
provavelmente ele seria criado pelos meus pais..............
Mas eu resolvi provar pra mim mesma que nada disso era verdade, a partir do momento em que eu decidi cursar psicologia, eu namorei homens dv's, e homens
que enxergam, e fui casada com um dv. enfrentei uma gestação de risco, e hoje cuido do meu príncipe sozinha. + eu não fiz tudo isso porque eu sou poderosa,
ou porquê eu me acho a última bolacha do pacote, ou porquê eu tenha obrigação de provar pro mundo que eu não sou como eles acham e etc. fiz porque eu não
vou deixar a falta de visão me venser. ela não pode me fazer parar assim. se Deus me colocou no mundo com este tipo de limitação, algum objetivo ele tem.
e eu tenho certeza de que não era que eu ficasse chorando pelos cantos. Mas sim que superasse às dificuldades que me cercam diariamente.
eu não quero dizer que amo ser dv--. não amo nada. e claro que se tivesse como enxergar um pouquinho que fosse, eu ia querer sim, porque eu morro de vontade
de conhecer o rosto do meu bebê!
+ também acredito que a visão já me fez mais falta no passado. hoje em dia eu já me acostumei, e me aceitei assim.
O que eu pretendo com esse post?
1º Desabafar. e 2º, dizer pra você que apesar da vida não ser fácil, ela entrega a cada um de nós, ótimas oportunidades. E temos que saber aproveitá-las.....
porquê pode ser que amanhã seja tarde! e eu estou tentando fazer isso também. Já disse no post anterior quais são minhas metas para 2016, não é? e eu quero
mesmo dedicar mais tempo as coisas que eu gosto, quero trabalhar muito, e quero que Deus me dê forças pra superar o que vier pela frente. Quero ser uma
boa mãe pro meu anjinho, quero ser mais feliz do que fui em 2015.
--Minha meta principal é ser menos nervosa, e parar de chorar.............. >>>>>vamos ver se eu consigo!
#fim
 de ano;
#=a reflexão!


---a5ª visita, o (bim) voltou!
Ontem foi domimngo, e eu fiquei muito feliz por ver no meu portão o padrinho do meu filho. Que não dava às caras desde julho, 2º ele isso se devia ao seu
trabalho e etc. Os dois brincaram bastante, e meu ursinho ficou muito tempo com o "tio Rafael."
Seu avô e seu pai também estavam presentes, e essa foi a > visita que já fizeram para o meu bebê. Nós conversamos um pouco sobre seu aniversário, e eu
decidi que não vou fazer "AQUELA FESTA PRA ELE", 1º porquê eu não posso bancar tudo sozinha. 2º porquê agora eu estou apertada, e também estou empenhada
em deixar a minha casa atual até o mês 7 de 2016.
Então comemoraremos seu 1º aninho de uma forma + símplis.
Quanto a seu pai, brincou 1 pouco com ele, e insiste em que deveremos voltar a viver como marido e mulher.
Eu infelizmente sou um poço de orgulho. Não costumo ceder tão fácil assim. E neste caso, não vale apena porque não o amo +, e ele sabe disso. Apenas conversaremos
de forma amigável, em nome do João Lucas e nada + além. Já tem quase 7 meses em que ele foi embora daqui, e eu disse que se ele partisse, seria para sempre.
E não pretendo voltar atrás. não conseguiria ficar com ele somente por causa do meu filho. Pra ficar com ele, ou com qualquer outro homen e assumir um
compromisso, tem que haver sentimento. E entre nós dois não a mais nenhuma gota de amor.... Tudo foi consumido pela dor do despreso, da rejeição..... Então
não tem + volta. Ele sempre será o pai do meu ursinho, e aquela questão cvai continuar como sempre. Pode visitá-lo livrimente, + não pode voltar a viver
comigo. Não temos + nada haver 1 com o outro.
P.s:
Isso não tem nada haver com a visita de hoje, mas vou contar. Já fazem 3 dias em que jl voltou a mamar no peito.
Parecia que ele não sentia falta e etc. Mas ele andou chorando demais, e eu não sabia que fazer. Ele mesmo me deu 1 sinal de que precisava do bim, e a
única coisa que eu fiz, foi deixá-lo mamar. O leite está voltando. Em pequenas quantidades, + essa "mamada fora de hora", tem o acalmado muito. Então deixa
ele mamar. Eu não tenho nada contra, apesar de ainda levar boas mordidas!

Indo ao médico.
Sábado JL caiu da cama. Chorou muito, quase me matou de susto, + aparentimente não teve nada. Passou bem o dia, sem vomitar ou queixar-se muito. Domingo
ele também estava bem. + ontem atarde, apareceu um super galo na cabecinha dele, e nós fomos para o pronto socorro. Lá ele foi examinado, e a doutora em
questão pediu um raio X, e quando saiu o resultado, ela disse que ele estava com um ematoma, (que é + profundo que 1 galo), e que ele vai demorar cerca
de 30 dias pra ser absorvido. + como ele não teve dor na região porque ela apalpou, e não teve febre, nem sonolência, nem vomitou, ele foi liberado, e
devemos observá-lo durante 72 h.
chegamos em casa quando já era super tarde, e eu fiquei arrasada. e ele não apresentou nenhum sintoma. dorme perfeitamente depois de passar o dia todo
em claro 2º sua avó. (agora tem que esperar.)
Emoticon frown
só tenho que agradecer a Deus por não ter sido nada + sério que isso.

---passaram às 24:00.
Eu fui trabalhar com o coração na mão. não sabia o que pensar. até comentaram que eu estava "muda." + eu realmente fiquei mal por 2 motivos. o 1º pela
queda dele, e é lógico que essa culpa é minha porque ele não tem noção de nada. + poxa vida, ele estava dormindo! e eu precisava ir atender o telefone,
foi uma coisa de segundos!
e depois porque eu fiquei com medo dele apresentar algum dos sintomas descritos no post anterior.
na hora do almoço eu liguei pra saber como ele estava, e parece que foi nessa hora que meu coração pulsava aliviado. ele estava super bem, mamando, já
tinha almoçado, e estava aprontando todas com a avó dele. quando ela colocou o celular no viva voz e eu comecei a falar, ele começou a rir!!!! pronto.
mamãe ficou toda derretida do outro lado da linha. e muito feliz por saber que seu ursinho estava 100%!
#deus,
obrigada de novo.
p.s:
a grade de seu berso foi nivelada. e agora ele tem dois lugares pra dormir. ainda fica comigo quando eu estou dormindo. e quando eu perco o sono (tipo
agora), vai diretinho pro berso sem perceber. pq se ele nota, chora e não dorme. infelizmente ou felizmente sei-la, nós acostumamos a dormir juntos. sempre
fomos únicos, e não é de hoje. eu sempre estava com ele, e ele comigo. agora é difícil pra querer acostumar com outra coisa. a minha cama, ainda é e sempre
será a cama dele, até porque não da pra pegar no sono sem ele.
#isso
 é pura dependência. eu já sei, + que fazer?
Emoticon smile

domingo, 4 de outubro de 2015

-- a 1ª infância, e os cuidados que cuidadores devem ter....

Olá a todos! decidi fazer desse espaço, um canal informativo com textos a respeito da infânsia, e de suas inúmeras vertentes. iniciarei as postagens no dia de hoje, afim de esclarecer dúvidas de mamães que assim como eu, querem saber de tudo o que for possível, em pró do bem estar de seus pequenos.


Hoje em dia já não se discute a importância do desenvolvimento na primeira infância, especialmente entre os zero e os três anos de idade, pois sabe-se que é na infância que se lançam "as bases do desenvolvimento nos seus diversos aspectos físicos, motores, sociais, emocionais, cognitivos, linguísticos, comunicacionais, etc." (PORTUGAL, 2009, p.7). Por esta razão, o trabalho dos educadores de infância 4 torna-se essencial na promoção de um desenvolvimento equilibrado da criança, permitindo-lhe o desencadear de todo o seu potencial enquanto ser humano. Assim sendo, faz sentido que os educadores de infância conheçam e estejam informados sobre as características do desenvolvimento da criança durante esta sua fase de vida. Com este estudo identificamos o que futuros educadores (estudantes do 3.º ano do curso de Educação de Infância) revelaram possuir sobre o desenvolvimento das crianças até aos 3 anos, procurando fazer uma reflexão mais profunda sobre o desenvolvimento da criança na primeira infância e sobre o papel do educador de infância na promoção do seu desenvolvimento em contexto de creche. Partindo destes dados, refletimos, ainda, sobre as oportunidades de aprendizagem que a formação inicial5 oferece para o conhecimento da criança nesta idade.

O processo de desenvolvimento humano nos três primeiros anos de vida
Desde a concepção no útero materno até ao momento em que morre, o ser humano vive num processo caracterizado por constantes mudanças. Este processo de mudança, que resulta da interação entre as características biológicas de cada indivíduo e os fatores contextuais onde o indivíduo se encontra inserido (sociedade e cultura), é denominado por desenvolvimento humano (MATTA, 2001; NÚÑEZ, 2005; PAPALIA et al., 2001; PORTUGAL, 2009; TAVARES et al., 2007). Sendo um processo holístico e contextualizado que ocorre ao longo de toda vida, o desenvolvimento humano acarreta mudanças progressivas, contínuas e cumulativas provocando, no indivíduo,
4 Educadores de Infância, em Portugal, são profissionais de educação habilitados a trabalhar com as crianças dos 4 meses até à sua idade de ingresso no 1.º Ciclo do Ensino Básico (por volta dos 6 anos de idade). 5 De acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo Português (Lei n.º 46/86, alterada pela Lei n.º 115/97 e Lei n.º 49/2005), formação inicial de nível superior é aquela formação que proporciona "aos educadores e professores de todos os níveis de educação e ensino a informação, os métodos e as técnicas científicos e pedagógicos de base, bem como a formação pessoal e sociais adequadas ao exercício da função" (Capítulo IV, artigo 33.º, alínea 1-a).

Revista Eletrônica de Educação, v. 7, n. 3, p.9-24

ISSN 1982-7199 | Disponível em: http://www.reveduc.ufscar.br

Desenvolvimento na primeira infância: características valorizadas pelos futuros educadores de infância

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reorganizações constantes ao nível das suas estruturas físicas, psicológicas e sociais que evoluem num contínuo faseado e integrativo (NÚÑEZ, 2005; TAVARES et al., 2007). Portugal (2009) defende que o período da infância e as primeiras experiências de vida do ser humano enquanto criança determinam aquilo que o ser humano será enquanto adulto, pois é nesse período que o sujeito aprende sobre si, sobre os outros e sobre o mundo. Neste sentido, o conhecimento da criança nesta etapa da sua vida torna-se essencial para os profissionais de educação que com ela desenvolvem uma ação educativa. Todas as transformações do ser humano provocam outras mudanças que o influenciam no seu todo (MATTA, 2001; PAPALIA et al., 2001). Poderemos pensar, como exemplo, o momento em que a criança começa a ser capaz de usar a linguagem oral para se expressar. Esta nova competência cognitiva permitir-lhe-á novas possibilidades de interação com o mundo, novas possibilidades de interação com os outros, influenciando, também, o seu desenvolvimento social. Esta e outras situações fazem com que tenhamos de assumir que o desenvolvimento do ser humano é um processo holístico e que todos os processos ocorridos se influenciam e se provocam mutuamente. Na perspetiva de Núñez (2005), só será possível aceitar uma fragmentação do desenvolvimento humano se houver uma finalidade metodológica que permita observar cientificamente algumas dimensões da condição humana. Desta forma, e sem perder esta característica integrada do desenvolvimento humano, faremos uma breve apresentação dos diferentes domínios do desenvolvimento categorizados por Papalia et al. (2001) como sendo os domínios do desenvolvimento físico-motor, cognitivo e psicossocial. Desenvolvimento físico-motor Segundo Tavares et al. (2007) o crescimento do bebê nos dois primeiros anos de vida é extremamente acentuado em comparação com outros períodos da vida de um ser humano. Para Matta (2001) e Papalia et al. (2001), o processo de desenvolvimento é gradual. Quando a criança nasce, tem pouco controle sob o seu corpo e os seus movimentos são descoordenados. Progressivamente vai-se desenvolvendo, controlando inicialmente o corpo nos membros superiores (lei céfalo-caudal) e no sentido do centro do corpo para fora (lei próximo-distal). Sendo competente é capaz de aprender a partir das estruturas a que chega ao mundo. "Neste período, o bebé sofre importantes e aceleradas modificações, tais como gatinhar, sentar, andar e falar" (TAVARES et al., 2007, p.44). Durante os dois primeiros meses de vida aprende a segurar o pescoço e, aos quatro meses, senta-se necessitando da ajuda de um suporte (MATTA, 2001). O rastejar e o gatinhar surgem como as primeiras tentativas de movimentação intencional por volta dos quatro/seis meses (PAPALIA et al., 2001). Com cerca de sete meses, senta-se sozinha sem qualquer suporte. As primeiras tentativas de se colocar na posição bípede surgem por volta dos oito/nove meses, apoiando-se, porém, em alguma coisa. Apenas por volta dos onze meses é que a criança consegue andar com alguma ajuda (MATTA, 2001). O andar "não se adquire de repente" (BRAZELTON, 2006, p. 166), sendo necessários alguns meses até que se torne mais autônoma (BÉBE, 1981). Ao aprender a andar, a criança liberta as mãos para outras descobertas e aprendizagens.
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No decorrer do segundo ano de vida a criança já anda e explora o espaço circundante, começa a subir degraus (inicialmente sem alternar os pés), corre, salta, pisa por cima de um risco, lança, anda em bicos dos pés e de triciclo (PAPALIA et al., 2001; ROJO et al., 2006). No que diz respeito à manipulação de objetos, a criança por volta dos cinco meses já tem consciência de que pode alcançar e agarrar tudo o que tem à sua volta, no entanto, só aos dez meses é que estes dois movimentos se coordenam num só (PAPALIA et al., 2001). Ao completar o segundo ano, pode-se verificar o início de uma certa preferência por um dos lados, o que "não quer dizer que a criança já desenvolva o domínio de um lado sobre o outro" (GISPERT, 1996, p. 79). Em relação ao início do controle dos esfíncteres não há um consenso entre os diversos autores. Segundo Bébe (1981), o mesmo acontece por volta dos 16-18 meses. A criança manifesta maior predisposição para adquirir com eficácia o controle dos esfíncteres por volta dos 18-24 meses, apesar de Griffey (2002), Brazelton (2006) e Mucchielli (1992) referirem os 18-36 meses. O controle esfincteriano depende da maturidade do sistema nervoso mas, regra geral, a criança do sexo feminino antecipa-se (BÉBE, 1981). Desenvolvimento cognitivo Nos primeiros três anos de vida a criança desenvolve capacidades cognitivas devido ao interesse que manifesta pelo mundo que a rodeia e à sua necessidade de comunicação (TAVARES et al., 2007). Por volta dos quatro meses a criança já é capaz de se concentrar no que vê, toca e ouve, sem perder o controle. Conforme Brazelton (2006, p. 157), "alguns bebés sorriem e balbuciam naturalmente, absorvendo os sons e imagens, dormindo regularmente e comendo sem problemas". A criança aprende rapidamente a usar e compreender os sinais que são expressos através do comportamento, da expressão corporal e da postura corporal. Desde o nascimento há uma reação aos ruídos, uma vez que para além do bebê detectar, ele orienta o olhar e a cabeça em direção à fonte que produziu o mesmo. Para além disso, "é capaz de discriminar características rítmicas e melódicas em diferentes tipos de sequências sonoras, revelando alterações nas suas respostas" (MATTA, 2001, p. 125). Aos dois anos a criança é capaz de ordenar e de guardar objetos pessoais, de construir torres de sete cubos (ROJO et al., 2006), de identificar três a cinco desenhos (GISPERT, 1996), de examinar e de agarrar pequenos objetos. O egocentrismo Piagetiano (apud PAPALIA et al., 2001) é uma das características presentes na criança da primeira infância - a criança desta idade não tem capacidade para se colocar no ponto de vista do outro e não entende a sua visão, pois a sua compreensão está centrada em si mesma. No entanto, para estes autores, citando estudos de Yarrow (1978), a criança não é tão egocêntrica como Piaget descreveu e até mostra alguma capacidade de empatia. A par destas transformações começam a surgir as primeiras palavras e, posteriormente, as primeiras frases. Esta crescente capacidade linguística traz inúmeras implicações ao nível da comunicação com os outros. A criança começa a conversar, a questionar, a querer saber sempre mais, numa tentativa de compreender o mundo que a rodeia. Na verdade, com um ano de idade a criança já pronuncia algumas

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palavras perceptíveis, iniciando a articulação das primeiras palavras com significado (PAPALIA et al., 2001) embora fale muitas outras que não se conseguem compreender (BRAZELTON, 2006). A primeira palavra surge, normalmente, entre os 10 e os 14 meses iniciando a chamada fala linguística. No período a partir dos 18 meses (aproximadamente) a criança utiliza a "pré-frase, constituída por dois ou vários termos dispostos segundo a importância afetiva que a criança lhe atribui" (DELMINE; VERMELEN, 2001, p.54). Ao longo do período da pré-frase a criança encontra-se na idade «perguntadora» - coloca questões do gênero "o que é isto?", "como?", "onde?", "quando?", "por que?", exprimindo a sua curiosidade e desejo de conhecer. Por volta dos dois anos a criança entusiasma-se com a sua própria linguagem. Gosta de aprender palavras novas (por vezes pronunciadas incorretamente) e de inventar novas palavras (MUCCHIELLI, 1992). Nomeia objetos familiares e é capaz de conversar sozinha com um brinquedo. É também por volta dos dois anos que surgem as primeiras frases, ainda que rudimentares (ROJO et al., 2006). Segundo Delmine e Vermelen (2001), nesta idade, a criança apresenta um forte incremento da linguagem e, de fato, este é o período em que se verifica o maior enriquecimento do vocabulário. Desenvolvimento psicossocial Sabemos que a criança se desenvolve em vários contextos com características específicas, isto é, com regras, atitudes, valores e modos de estar e ser concretos. Desde o primeiro dia em que vem ao mundo, o ser humano começa a ter consciência de que existe um mundo externo a si. É nesse mundo que aprende sobre si, a estar e a comunicar-se com os outros. Neste sentido, a primeira infância é um período de mudanças significativas no que diz respeito ao desenvolvimento social. Como afirma Brazelton (2006), uma criança entre as seis e as oito semanas utiliza o sorriso como um meio para captar a atenção dos seus pais (linguagem não-verbal). Para além do sorriso, o choro é uma das principais formas da criança contatar com o que a rodeia (MATTA, 2001). Nos primeiros meses de vida a criança tem grandes oscilações de humor (BOUFFARD, 1982; BRAZELTON, 2006). Ao aproximar-se dos 3 anos vai tornando-se (mais) obediente, arrumada e amável (BOUFFARD, 1982) indo (re)conhecendo, em fotografias, as pessoas mais chegadas e demonstrando sentimentos de afeto, compaixão e culpabilidade (ROJO et al., 2006). A capacidade de ser terna, confiante e estabelecer intimidade, quer com adultos, quer com pares, aumenta entre os quatro e os seis meses (BRAZELTON, 2006). Com um ano de idade a criança ainda manifesta um apego excessivo com a mãe ou de quem cuida dela e ainda a perturba a separação ou ausência materna (BÉBE, 1981; PAPALIA et al., 2001). Contudo, começa a tomar consciência que é alguém distinto da mãe e com vontade própria. Os dois anos são uma idade de conflito, pois a criança vive entre a necessidade de afeto e a necessidade de independência. Como afirmam Papalia et al. (2001, p. 169): "os terríveis dois anos são uma manifestação normal da necessidade de autonomia" o que ocasiona um período de oposição em duas áreas fundamentais: nas brincadeiras (demolir e construir) e na alimentação (repugnância e preferências por alimentos) (BOUFFARD, 1982).
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Aos dois anos a criança demonstra, também, dificuldade em partilhar - normalmente brinca sozinha (GESELL, 1979). Aos dois anos e meio já brinca com outras crianças embora em paralelo. Por vezes acontece entusiasmar-se e morder o melhor amigo (BRAZELTON, 2006), revelando estes comportamentos o início da socialização (UNESCO, 1978) - gosta da companhia de outras crianças mas tem dificuldade em se relacionar com elas (ROJO et al., 2006; UNESCO, 1978). Ainda que haja especificidades próprias de cada dimensão do desenvolvimento da criança, uma mudança numa dimensão provoca muitas outras nos restantes domínios. Observar um bebê que ainda gatinha e observá-lo um mês depois permite espantarmo-nos, pois são notórias as inúmeras conquistas já alcançadas! Talvez já ande sozinho ou se aventure a dar passos agarrado ao mobiliário ou à mão de alguém. Esta capacidade de se deslocar mais autonomamente permite ver o mundo de uma outra perspectiva e ter acesso a realidades até então desconhecidas. Tudo isto desperta o desejo da criança por novas formas de interação com os objetos e com as pessoas que fazem parte da sua vida. Uma conquista situada no domínio do desenvolvimento físico-motor, como foi o caso apresentado, permite à criança outras possibilidades de aprendizagem e de, consequentemente, outros processos de desenvolvimento nos restantes domínios. Não há padrões de desenvolvimento verdadeiramente iguais em todos os seres humanos uma vez que "cada criança é semelhante às outras crianças em alguns aspectos, mas é única em outros aspectos" (PAPALIA et al., 2001, p.9). O processo de desenvolvimento do ser humano toma em si as singularidades humanas, as especificidades hereditárias do indivíduo e aquelas que são resultantes da sua experiência de interação com a realidade social e física. O processo de desenvolvimento da criança é um processo pessoal, único, situado num contexto histórico e cultural que, também, o influencia. A criança desenvolve-se em diferentes ambientes, mais ou menos familiares, que lhe oferecem as suas primeiras experiências de vida. No caso concreto deste estudo, aproximamo-nos de uma reflexão sobre os contextos educacionais dedicados às crianças até aos três anos ­ o contexto de creche ­ e por isso importa debruçarmo-nos um pouco sobre o papel deste contexto e dos seus profissionais (particularmente os educadores de infância).

O desenvolvimento da criança, o contexto de creche e o papel do educador de infância
O desenvolvimento humano situa-se num contexto histórico e cultural, num ambiente que o influencia fortemente (PAPALIA et al., 2001). Neste sentido, emerge uma responsabilidade acrescida de reflexão e estudo sobre os contextos educacionais que proporcionamos às crianças nesta primeira fase da sua vida. Contextos que ofereçam à criança oportunidades para aprender ativamente são determinantes para que a criança possa se desenvolver de forma harmoniosa. Em Portugal, a creche enquanto instituição dedicada à primeira infância apresenta-se, para além da família e de outros ambientes, como um potencial contexto de desenvolvimento/aprendizagem para a criança pelos desafios que lhe pode proporcionar. Na verdade, a forma como as crianças são cuidadas e respeitadas nas "suas necessidades, características e interesses, a forma como são encorajados os sucessos e fracassos, a
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forma como a creche responde à criança e à sua individualidade terá efeitos significativos para o desenvolvimento" (CARVALHO, 2005, p. 43). Como refere Didonet (2001) a creche é o contexto que se organiza para, de forma intencional, apoiar o desenvolvimento das crianças levando-as a ir mais longe possível neste processo. Para se caminhar neste sentido é necessário que os profissionais de educação possuam conhecimentos específicos e que planifiquem sustentando-se "no conhecimento do desenvolvimento nos primeiros anos de vida e das finalidades educativas de todo o trabalho em creche" (PORTUGAL, 2012, p. 13). Este conhecimento da criança, daquilo que ela é, permite ao educador de infância uma maior segurança nas oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento que é capaz de proporcionar às crianças. Neste sentido, conhecer as características e os processos de desenvolvimento nos três primeiros anos de vida é um saber essencial para o exercício da profissão. O processo de desenvolvimento, marcado por inúmeras e rápidas conquistas, transparece a imagem de um ser altamente competente, capaz e com iniciativa própria (BARBOSA; FOCHI, 2012). Para que a criança se sinta feliz e se desenvolva de forma integral em contexto de creche, solicita-se um educador que reconheça cada criança como um ser único, rico, com potencial para construir o seu conhecimento a partir das suas ações. A qualidade da relação que o educador é capaz de estabelecer com a criança influencia a qualidade do desenvolvimento da criança. Como refere Portugal (1998, p.178), "a creche poderá fazer com que a criança seja mais assertiva e socialmente mais interativa, mas as consequências dependem da qualidade e consistência dos cuidados substitutos fornecidos à criança". Neste sentido, as relações estabelecidas com a criança deverão ser relações autênticas e de confiança, que vão ao encontro do ser humano que ali existe. Didonet (2001, p. 24) sublinha a ideia de que "falar sobre creche é, antes de tudo, falar sobre a criança. Ela é a razão, o conteúdo e a metodologia em creche". Assim, falar sobre a criança implica um conhecimento sobre as suas características de desenvolvimento, assim como uma observação atenta às singularidades individuais desse mesmo processo de desenvolvimento. Será este conhecimento que sustentará a planificação realizada pelo educador, tanto ao nível das experiências educativas como na organização dos tempos, espaços, mobiliário e materiais que, por sua vez, proporcionam outras experiências à criança. Os princípios educativos apresentados por Gonzalez-Mena e Eyer (1989, citado por PORTUGAL, 2000) para o contexto de creche evidenciam, entre vários aspectos, a necessidade de se investir tempo para construir a pessoa "total". Isto significa que um educador de infância deverá conhecer de forma aprofundada o que acontece com as crianças nos diferentes domínios de desenvolvimento para assim poder garantir que as oportunidades de aprendizagem proporcionadas facilitam o desenvolvimento holístico. Muito facilmente se poderá cair na tentação de valorizar determinados domínios em detrimento de outros. Os mesmos autores, também chamam à atenção para a necessidade de se respeitar o processo natural de desenvolvimento em cada faixa etária. Não tem sentido apressar a criança a atingir outros níveis de desenvolvimento, cada criança tem o seu ritmo próprio ao qual o educador deverá ser responsivo. Esta responsividade prende-se com o encorajamento que o educador oferece à criança, dando-lhe espaço para que ela faça as coisas que lhe interessam e lhe dizem respeito. Envolver as crianças nas coisas que lhe dizem respeito é um outro princípio educativo

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que os autores assumem para o contexto de creche e que implica, obrigatoriamente, o conhecimento das características desenvolvimentais. As necessidades físicas, de afeto, de segurança, de reconhecimento e afirmação, de competência, de significados e valores que a criança, nos três primeiros anos de vida, precisa de ver satisfeitas (PORTUGAL, 2012) assumem uma importância crucial no contexto de creche. O contexto de creche é um contexto privilegiado na promoção do desenvolvimento da criança, salientando-se aqui o papel do educador de infância como o principal responsável. Investir tempos de qualidade, estar disponível para as crianças, respeitá-las enquanto pessoas e valorizar as suas formas de comunicação únicas, são princípios educativos essenciais (GONZALEZ-MENA; EYER, 1989, citado por PORTUGAL, 2000). Neste sentido, torna-se importante uma formação de educadores de infância que aposte numa reflexão aprofundada sobre o papel destes profissionais neste contexto. Analisando a situação de Portugal e Brasil (DAGNONI, 2011; VASCONCELOS, 2011; DIDONET, 2001) reconhece-se que a formação inicial e contínua fica aquém das necessidades, não proporcionando o suporte necessário ao desenvolvimento de competências, sustentadas num conhecimento científico do que é a criança nesta idade. Parece-nos que haverá algum trabalho a desenvolver neste sentido, começando pela formação inicial dos educadores de infância. No caso concreto deste estudo, procuram-se os saberes que estudantes da formação inicial, do 3.º ano do curso de Educação de Infância, revelaram possuir sobre o desenvolvimento na primeira infância, num trabalho de revisão de literatura (pesquisa). Este estudo é de índole exploratório e qualitativo e decorreu no ano letivo de 2008-2009 no âmbito do Projeto Creche, integrado no Núcleo de Investigação e Desenvolvimento em Educação do Instituto Politécnico de Leiria (Portugal).

Metodologia
Contexto Este estudo decorreu no Instituto Politécnico de Leiria (IPL), instituição do Ensino Superior Politécnico de Portugal que concentra cerca de 900 docentes e 11.500 estudantes distribuídos por 5 Escolas Superiores: Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Escola Superior de Artes e Design, Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar e Escola Superior de Saúde. A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais ministra cursos nas áreas da formação de professores, das ciências sociais, da comunicação, da tradução e da animação cultural e acolhe, atualmente, cerca de 1.700 estudantes e 165 docentes. Este estudo desenrolou-se nesta escola, no âmbito da formação inicial de professores. Participantes Participaram neste estudo 50 estudantes do sexo feminino, com idade entre os 19 anos e os 45 anos de idade (M = 24.62; DP = 6.35), a frequentar o 3.º ano do Curso de Formação Inicial em Educação de Infância, no ano 2008-2009 (IPL-ESECS)6.
6 O curso de formação inicial em Educação de Infância estava, no ano letivo 2008/2009, organizado em quatro anos, centrando-se as disciplinas de Prática Pedagógica no 3.º e 4.º anos. No 3.º ano, os estudantes tinham a oportunidade de,

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A maioria era solteira (78% do total da amostra) e encontrava-se no curso da sua primeira preferência (92% do total da amostra). Das 50 participantes, 10 (20% do total da amostra) eram estudantes-trabalhadoras (5 eram Auxiliares da Ação Educativa, 2 Administrativas, 1 Assistente de Administração Escolar, 1 Vendedora e 1 Empregada de Armazém). Instrumentos Para a recolha dos dados recorreu-se aos trabalhos de revisão de literatura sobre o desenvolvimento e aprendizagem na 1.ª infância que foram elaborados pelos estudantes no âmbito da unidade curricular de Prática Pedagógica II (documentos pessoais, não publicados). Foi, também, elaborado um questionário sócio-demográfico que permitiu a caracterização da amostra. O questionário foi dividido em duas partes distintas: apresentação dos objetivos do estudo/solicitação de autorização para participação, e, questões de caráter fechado e semi-fechado. Procedimento No âmbito das atividades formativas da unidade curricular de Prática Pedagógica II (IPL-ESECS), foi solicitado aos estudantes a realização de um trabalho de revisão da literatura sobre o desenvolvimento/aprendizagem na primeira infância com um número máximo de seis páginas. Como os estudantes estavam a realizar o estágio em contexto de creche, pretendia-se, com a elaboração deste trabalho de revisão de literatura, que os mesmos tomassem conhecimento das características do desenvolvimento das crianças nesta idade, de forma a adequar a sua ação educativa ao contexto. Assim, este trabalho de pesquisa foi um exercício formativo sustentador da ação educativa dos estudantes em contexto de creche ao longo do seu estágio. A definição de um reduzido número de páginas exigiu aos estudantes uma seleção rigorosa das informações mais relevantes sobre o assunto, levando-os a evidenciarem o que consideraram, a partir das suas leituras, o essencial. Organizados em grupos de dois elementos, os estudantes produziram 25 trabalhos, codificados de T.1 a T.25. Recolhidos os trabalhos, as docentes-investigadoras solicitaram autorização aos estudantes para utilizar os documentos elaborados para fins investigativos. Com a anuência dos participantes, procedeu-se à recolha dos seus dados sociodemográficos. Os dados advindos foram organizados em categorias através da técnica de análise de conteúdo (com um painel de três juízes). Para a caracterização dos participantes recorreu-se à análise estatística descritiva.

Resultados
Os dados que se apresentam, organizados em quadros, referem-se ao conceito e características gerais do desenvolvimento (ver Quadro I) e aos domínios do desenvolvimento e suas características, identificados pelos estudantes nos seus trabalhos de revisão de literatura (ver Quadros II, III, IV e V).
ao longo do ano letivo, uma vez por semana, desenvolver a sua prática pedagógica em contexto de creche (1.º semestre) e em contexto de jardim-de-infância (2.º semestre).

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Quadro I - Desenvolvimento: conceito e características gerais
Conceito e características gerais Mudanças no ser humano ao longo da vida Ritmo de desenvolvimento individual Domínios do desenvolvimento Desenvolvimento holístico Total
Fonte: Dados da pesquisa.

Frequência 42 13 12 4 71

% 59,2 18,3 16,9 5,6 100

Os dados apresentados (Quadro I) revelam a existência de uma maior incidência na definição do desenvolvimento como mudanças no ser humano ao longo da vida (59,2%). O desenvolvimento como processo holístico é a característica que apresenta menos evidências (5,6%). No que se refere aos diferentes domínios do desenvolvimento os dados mostram que as evidências de desenvolvimento físico-motor são as mais referenciadas (42%), seguidas do desenvolvimento psicossocial (25%) e do desenvolvimento cognitivo (23%). As evidências de desenvolvimento linguístico (10%) foram perspectivadas pela maioria dos estudantes como um domínio do desenvolvimento e não como um subdomínio da dimensão cognitiva. De seguida analisamos cada um destes domínios de forma a verificar que aspectos surgem identificados e valorizados pelos estudantes.
Quadro II - Características do Desenvolvimento Físico-Motor
Características do Desenvolvimento Físico-Motor Desenvolvimento dos cinco sentidos (audição, visão, tato, olfato, paladar) Crescimento Motricidade fina Motricidade grossa e controle corporal Controle esfincteriano Total
Fonte: Dados da pesquisa.

Frequência 36 71 118 359 11 595

% 6 11,9 19,8 60,3 2 100

Ao nível do desenvolvimento físico-motor (Quadro II) existe uma grande incidência nos aspectos do desenvolvimento da motricidade grossa e controle corporal (60,3%), sendo que o controle dos esfíncteres é o menos valorizado.
Quadro III - Características do Desenvolvimento Psicossocial
Características do Desenvolvimento Psicossocial Manifestação de emoções Comunicação interpessoal (pais, outros adultos significativos, pares, vinculação) Manifestações de independência e de segurança (autonomia, alimentação,...) Total
Fonte: Dados da pesquisa.

Frequência 143 144 64 351

% 41 41 18 100

Analisando o desenvolvimento psicossocial (Quadro III) verificamos que a manifestação de emoções (41%) e a comunicação interpessoal (41%) são os aspectos mais valorizados nos trabalhos realizados pelos estudantes.

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Quadro IV - Características do Desenvolvimento Cognitivo
Características do Desenvolvimento Cognitivo Representação simbólica (jogo simbólico, associação palavras/objeto) Resolução de problemas Exploração de objetos/meio Egocentrismo Curiosidade/questionamento Desenvolvimento da concentração e da memória Reconhecimento (nome, vozes, palavras, objetos, figuras familiares) Objeto permanente Consciência do self Total
Fonte: Dados da pesquisa.

Frequência 50 86 45 22 24 24 37 25 21 334

% 14,9 25,7 13,5 6,6 7,2 7,2 11,1 7,5 6,3 100

Das características do desenvolvimento cognitivo (quadro IV) realça-se a resolução de problemas (26%), e a representação simbólica (15%) como categorias com mais evidências. A consciência do self é a categoria com menor incidência mas ainda com uma percentagem significativa de 6%.
Quadro V - Características do Desenvolvimento Linguístico
Características do Desenvolvimento Linguístico Emissão, combinação e diferenciação de sons Verbalização das primeiras palavras Construção frásica Aquisição e utilização de vocabulário Total
Fonte: Dados da pesquisa.

Frequência 56 18 34 35 143

% 39,1 12,6 23,8 24,5 100

Relativamente ao desenvolvimento linguístico (Quadro V) os estudantes dão especial ênfase à emissão, combinação e diferenciação de sons por parte das crianças (39%). Fazendo uma leitura dos dados apresentados, constatamos que o domínio de desenvolvimento que maior número de categorias de análise apresentou foi o domínio cognitivo (9 categorias) seguido do domínio físico (5 categorias), do domínio linguístico (4 categorias) e, por fim, do domínio psicossocial (3 categorias). Já no que se refere à quantidade de evidências, o domínio físico destaca-se (595 evidências). Com uma quantidade semelhante de evidências surge o domínio psicossocial (351) e o domínio cognitivo (334). O domínio linguístico apresenta 143 evidências.

Análise crítica dos resultados
A análise destes dados mostra que, os estudantes, na sua revisão de literatura, definem o conceito de desenvolvimento humano como um processo complexo que resulta de vários fatores (biológicos, psicológicos, sociais e culturais) e que leva a mudanças no pensamento, no comportamento e na estrutura dos indivíduos (TAVARES et al., 2007). O desenvolvimento não pode ser interpretado como um conjunto de dimensões estanques, fragmentadas, e sem relação entre si. No entanto, de acordo com os dados levantados, esta característica integral do desenvolvimento não foi igualmente valorizada pelos estudantes, um dado que nos faz questionar a apropriação deste saber por parte destes estudantes. Esta desigual evidência poderá
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indiciar uma rudimentar compreensão por parte dos estudantes de que qualquer conquista da criança num domínio acaba por ter implicações em todos os outros. A criança desenvolve-se como pessoa "total" e a fragmentação da ação educativa não tem sentido nestas idades. Gabriela Portugal (2000, p. 96) reforça essa ideia quando afirma que
Importa não cair na armadilha de pensar que se pode estimular o desenvolvimento cognitivo sem trabalhar simultaneamente o desenvolvimento físico, emocional e social. O desenvolvimento e a aprendizagem da criança pequena efectua-se holisticamente e não de uma forma espartilhada em conteúdos ou áreas.

Apesar de a ação educativa não ter sentido ser vivenciada de forma espartilhada, faz sentido que o educador conheça em profundidade cada um desses domínios de forma a desenvolver um trabalho mais consciente e intencional, responsivo às características das crianças nestas idades. A este nível, os dados revelam que a seleção de informação realizada pelos estudantes nos seus trabalhos de pesquisa é desigual entre os diferentes domínios do desenvolvimento da criança. Os valores encontrados apontam para a existência de uma maior preocupação por parte dos estudantes em descrever o desenvolvimento físico-motor comparativamente aos outros domínios. Este fato poderá resultar do desenvolvimento físico-motor ser um domínio com características fáceis de identificar (PORTUGAL, 1998; 2009). Das várias leituras realizadas pelos estudantes, a apropriação que os mesmos fazem do conhecimento e que colocam em evidência no trabalho de revisão de literatura analisado, mostra claramente essa hipervalorização do domínio físico. São dados que nos chamam à atenção para uma reflexão sobre o conhecimento que os estudantes parecem ter sobre as especificidades do desenvolvimento. Questionamos de que forma esta maior ênfase dada ao desenvolvimento físico-motor terá implicações diretas/reflexos na ação educativa que é desenvolvida por estes estudantes em contexto de creche. O mesmo acontece com a dissociação realizada pelos estudantes do desenvolvimento da linguagem do domínio cognitivo. Nos trabalhos apresentados surge a caracterização do desenvolvimento da linguagem equiparada a qualquer dos outros domínios. Questionamos o entendimento dos estudantes sobre a interligação aqui existente. Como refere Portugal (2009, p.8), "compreender o que é que pode causar ou afetar o desenvolvimento é uma questão com indubitável interesse teórico mas, sobretudo, com inegáveis implicações práticas". Para nós é desconhecido neste momento se esta diferente valorização dos domínios tem implicações diretas na planificação e na avaliação que esses estudantes realizam em contexto de creche. Será que esta valorização do domínio físico se revela, também, nas planificações realizadas? Será que a avaliação traduz de forma idêntica os diferentes domínios do desenvolvimento? Haverá uma correspondência unívoca? Torna-se interessante verificar que o segundo domínio mais valorizado, com mais evidências, é o domínio psicossocial. Os estudantes colocaram a tônica nas características de comunicação interpessoal e de manifestação de emoções o que nos dá indicação de que os estudantes reconheceram estas características como as mais importantes neste domínio e, nesse sentido, talvez estejam mais disponíveis para a relação com as crianças e para a escuta das suas necessidades físicas e psicológicas.
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Associado ao reconhecimento dos ritmos individuais no processo de desenvolvimento (algo também valorizado pelos estudantes), a disponibilidade para a relação por parte do adulto é essencial. Conforme Post e Hohmann (2003, p. 12), as interações autênticas com as crianças "proporcionam o "combustível" emocional de que os bebés e as crianças precisam para desvendar os mistérios com que se deparam no seu mundo social e físico". Como refere Portugal (2011, p. 49), "é a natureza e a qualidade das interacções (entre bebê e o educador, entre os profissionais da creche e entre os profissionais e as famílias) que distingue os programas de elevada qualidade".

Considerações finais
A análise dos trabalhos de revisão de literatura elaborados pelos estudantes da formação inicial de educadores de infância permitiu-nos "olhar de perto" para os saberes que os mesmos revelaram possuir sobre o desenvolvimento das crianças entre os zero e os 3 anos. Este "olhar" parece-nos essencial face à importância deste conhecimento na promoção de ambientes educativos facilitadores do desenvolvimento humano. Com este estudo é-nos possível sistematizar algum conhecimento sobre o desenvolvimento das crianças entre os zero e os três anos, o papel do contexto de creche e dos educadores de infância nesse processo, e ainda, deixar alguns pontos para a reflexão relativa à formação destes profissionais. Analisando o relatório da OCDE, de 20067, Vasconcelos (2011, p. 18032) realça a recomendação de que é necessário "colocar o bem-estar, o desenvolvimento e a aprendizagem no cerne do trabalho com os primeiros anos". Neste sentido, e tomando em consideração os resultados deste estudo, não poderemos negar a necessidade que existe dos educadores de infância terem um conhecimento aprofundado sobre o processo de desenvolvimento das crianças nestas idades, ainda mais, quando em Portugal, ainda não existem linhas pedagógicas oficiais, verdadeiramente assumidas pelo governo, para o contexto de creche. Será este conhecimento, por parte dos profissionais, que permitirá a criação de ambientes facilitadores do desenvolvimento holístico da criança. O contexto de creche, enquanto um contexto onde a criança também cresce, assume uma responsabilidade acrescida no processo de desenvolvimento pessoal e único da criança. A consciência desta responsabilidade deverá estar presente, e, a reflexão e intervenção dos educadores de infância deverá ser ajustada ao que é ser criança. O que já sabemos sobre o desenvolvimento não nos poderá deixar cair numa visão fragmentária da criança e consequentemente da ação educativa, pelo contrário, o que já sabemos dá-nos a possibilidade de assumirmos uma atitude responsiva e facilitadora do desenvolvimento da pessoa "total" (GONZALEZ-MENA e EYER, 1989, citado por PORTUGAL, 2000). Assim e, acreditando que um dos elementos mais importantes na qualidade da creche são as pessoas que cuidam e educam a criança (PAPALIA et al., 2001) importa investir, também, na qualidade da formação inicial e contínua destes profissionais. Em Portugal, particularmente, um educador de infância pode trabalhar com crianças entre os quatro meses e os seis anos de idade e, desta forma, a formação
7 OECD. Starting Strong II: Early Childhood Development and Care. Paris: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, 2006.

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inicial destes profissionais alarga-se para além dos três primeiros anos de vida do ser humano. Contudo, tanto em Portugal como no Brasil (DAGNONI, 2001; VASCONCELOS, 2011; DIDONET, 2001) a formação inicial (e contínua) tem carecido de um investimento ao nível da compreensão do que é ser criança entre os zero e os três anos e de uma reflexão sobre o papel dos profissionais de educação. Parece-nos que, pelos resultados e pela problematização que fomos fazendo dos mesmos, se torna crucial assumir a necessidade de no ensino superior se valorizar a aprendizagem e a reflexão sobre o desenvolvimento da criança nesta idade por parte dos futuros profissionais. Só a partir de um conhecimento aprofundando do desenvolvimento da criança é que as competências ligadas à planificação, reflexão e intervenção com as crianças se desenvolverão de forma ajustada, respeitando a infância e as suas particularidades. Só desta forma teremos profissionais capazes de "garantir que as experiências e rotinas diárias da criança lhe confiram segurança emocional e encorajamento, ou seja, as fundações "heart-start" para aprender em casa, na escola e ao longo da vida" (PORTUGAL, 2011, p. 51). Este estudo, para além de nos deixar motivos para um processo de autorreflexão sobre as nossas práticas enquanto docentes na formação inicial de educadores e educadoras, desperta-nos outras curiosidades que poderão, eventualmente, deflagrar outros projetos investigativos. Seria interessante fazer, por exemplo, um cruzamento entre este conhecimento manifestado pelos estudantes no trabalho de revisão de literatura e as planificações que realizaram para trabalhar com as crianças. Será que na planificação valorizaram as mesmas dimensões do desenvolvimento? Haverá também uma desigualdade? Será que as planificações evidenciam a característica integral do desenvolvimento? De que forma? ... Várias questões emergiram ao longo da reflexão em torno destes resultados. Por outro lado, será que as fontes bibliográficas que sustentaram o trabalho influenciaram os estudantes? Será que essas fontes valorizaram diferenciadamente os diferentes domínios do desenvolvimento da criança? Será que reforçam o seu desenvolvimento holístico? Terão os alunos "imitado" no seu trabalho a lógica das suas fontes de informação?... Outras questões, para nós pertinentes. Afiguram-se, assim, novos trilhos investigativos possíveis de serem palmilhados.

Referências
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em Psicologia do Desenvolvimento e Educação. Universidade do Minho, Braga, Portugal. Disponível em http:// repositorium.sdum.uminho.pt. DAGNONI, Ana Paula Rudolf. As rotinas com os bebês e a organização da prática. In: X Congresso Nacional de Educação ­ EDUCERE: I Seminário Internacional de Representações Sociais, Subjetividade e Educação ­ SIRSSE, 2011. Disponível em http://educere.bruc.com.br/CD2011/pdf/ 5682_3517.pdf, acedido em 6/02/2013. DELMINE, Roger; VERMELEN, Sonia. O Desenvolvimento Psicológico da criança (2ª edição). Porto: Edições Asa, 2001. DIDONET, Vital. Creche: a que veio... para onde vai. Educação Infantil: a creche, um bom começo, v. 18, Brasília: 2001. GESELL, Arnold. A criança dos 0 aos 5 anos ­ o bebé e a criança na cultura dos nossos dias. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1979. GISPERT, Carlos (direção). Programa de formação de educadores ­ Psicologia Infantil e Juvenil, n.º 1. Lisboa: Liarte, 1996. GRIFFEY, Harriet. O seu filho dos 12 aos 24 meses ­ Um guia pormenorizado para os pais. Porto: Editora Civilização, 2002. MATTA, Isabel. Psicologia do desenvolvimento e aprendizagem. Lisboa: Universidade Aberta, 2001. MUCCHIELLI, Roger. A personalidade da criança: sua formação do nascimento até ao fim da adolescência. 6ª edição. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1992. NÚÑEZ, Rafael Sanz. Educación infantil de 0 a 3 años. Una guía prática. Valladolid: Editorial de la Infancia, 2005. OECD. Starting Strong II: Early Childhood Development and Care. Paris: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, 2006. PAPALIA; Diana; OLDS, Sally Wendkos; FELDMAN, Ruth Duskin. O mundo da criança. 8.ª edição. Lisboa: McGraw-Hill, 2001. PORTUGAL, Gabriela. Crianças, Famílias e Creches ­ Uma abordagem ecológica da adaptação do bebé à creche. Porto: Porto Editora, 1998. PORTUGAL, Gabriela. Educação de Bebés em Creches ­ perspectivas de formação teóricas e práticas. Infância e Educação, n.1, jan. 2000. PORTUGAL, Gabriela. Desenvolvimento e aprendizagem na infância. In: CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (org.). Relatório do estudo ­ A educação das crianças dos 0 aos 12 anos. Lisboa: Ministério da Educação, 2009. PORTUGAL, Gabriela. No âmago da educação em creche ­ o primado das relações e a importância dos espaços. In: CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (org.). Actas e Seminário - Educação das crianças dos zero aos três anos. Lisboa: Ministério da Educação, 2011. PORTUGAL, Gabriela. Finalidades e práticas educativas em creche: das relações, actividades e organização dos espaços ao currículo na creche. Porto: Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, 2012.

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POST, Jacalyn; HOHMANN, Mary. Educação de bebés em infantários. 3.ª edição. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003. ROJO, Carmen Calvo et al. Lua cheia 2-3 anos. Material de apoio didáctico. São Domingos de Rana: Mundicultura, 2006. TAVARES, José et al. Manual de psicologia do desenvolvimento e aprendizagem. Porto: Porto Editora, 2007. UNESCO. A criança e o seu desenvolvimento desde o nascimento até aos 6 anos ­ conhecê-la melhor para melhor a ajudar. Lisboa: Educação do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Pessoal com a Colaboração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, 1978. VASCONCELOS, Teresa. Conselho Nacional de Educação ­ Recomendação n.º 3/2011 ­ A Educação dos 0 aos 3 anos. Diário da República, 2.ª série, n.º 79, 21 de Abril de 2011.

Recebido em 30/07/2012. Aprovado, para publicação, em 14/06/2013

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sábado, 12 de setembro de 2015

--saiu meu divorcio.

ois pessoal! estou aus poucos me distanciando da blogosfera, por causa da minha página no facebook. vocês podem me acompanhar lá também:
http://m.facebook.com/mamaedeolhosfechados
aqui eu tenho poucos comentários, e muitas visualisações. e lá eu tenho um pouquinho + de comentários, daí dei um tempo.
mas vamos ao título:
dia 19/08/2015, demos entrada no processo de divorcio pelo ministério público, e (foi ele quem me pediu o divorcio.) e claro que eu dei!m  a nossa consensualista é um amor de pessoa, e foi super atensiosa, e não ficou olhando pra nós com aquela cara de assustada: "poxa, eles são dv's!"
ela leu todo a papelada que involvia o processo, e nesse dia 04/09, fomos buscar o mesmo protocolado e assinado pelo juís. graças a deus deu tudo certo, e eu só tenho que agradesser a deus por isso. pois senão fosse ele, as coisas jamais tenham saído como saíram.
eu e o pai do meu filho estamos nos dando bem, estamos conversando normalmente, e  os problemas acabaram entre nós dois. e eu fico feliz, porque nunca quis que meu filho crescece vendo brigas e + brigas. isso não faz bem a criança alguma.
sendo assim meus caros leitores, digo a vocês que minha vida vai dar outra volta daquelas de 360 graus, + isso eu só vou postar no fim de outubro..... agora eu já estou solteira, e não quero me casar de novo. meu objetivo agora é ter um bom salário, e cuidar do jl até que ele possa tomar conta de si mesmo. beijão pra todo mundo! fuuii!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

--meu amor>!

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espero que seja possível conferirem como meu filho está esperto, e bem durinho! chegamos aus 6 meses com força total. ele está mamando lm ainda, sua IA ainda não começou, e agora ele está tomando também o nan faze 2, que foi recomendado por sua pediatra!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

--saúde do meu filho.

oi gente! eu estou um pouco atrasada. a página do facebook tem tido mais publicações do que aqui. esse blog ta ficando meio que abandonado. na segunda-feira, dia 29, levei meu filho a uma outra pediatra. ela é conveniada pela unimed, e se chama consuelo.
(eu não tenho nada contra a pediatra dele, muito pelo contrário. eu gosto dela. só levei mesmo pra ouvir uma 2ª opinião sobre a questão da sustentação da cabecinha dele.) e elas dizem a mesma coisa. que a sustentação está incompleta, e encaminharam ele pra um neuro pediatra. e essa (pediatra), disse que a cordenação motora dele está atrasada perante a idade que ele tem, e eu não sabia disso!) pra mim ele estava normal!
eu sempre coloco ele no cercadinho, e o estimulo para que brinque com brinquedos de pelúcia, de plástico, e de borracha.  para que ele não se encante somente com as cores, mas para que ele também possa sentir suas diferentes testuras e etc! e a sustentação da cabecinha dele tem melhorado depois que iniciamos os exercícios que a doutora maria das graças passou. então eu fiquei chateada. poxa, será que ela acha que meu filho tem alguma coisa? ela disse que é melhor investigarmos tudo, por causa da questão da idrossefalia do pai dele, emfim. e ela pediu também alguns exames de sangue, que foram feitos hoje. eu fiquei de coração partido ao ouvir ele gritando, pois tenho pavor de agulhas. quando eu era criança ja tomei muita ingeção, e qualquer procedimento que as envolva já me deixa medrosa.

--avisando o papai.
Depois do seu exame de sangue, fiquei correndo atrás de uma consulta com o neuro pediatra para você, e aqui em Campinas só tem vaga pra Setembro. Como
seu pai foi demitido e essa unimed vale apenas até o dia 17/07, achei melhor marcar essa consulta em Poços de Caldas-MG. La tem menos gente que aqui, e
a mesma foi agendada para o dia 08/07/2015, às 14:00. assim já faremos os exames solicitados pelo neuro, e tiraremos da cabeça, qualquer medo que esteja
nos assustando. Pois o que eu mais quero, é que você fique bem, e que tenha muita saúde. Ainda pouco, entrei em contato com o teu pai por telefone, para
notificar-lhe a respeito dos procedimentos que serão feitos. Porque ele é seu pai, e mesmo que não esteja aqui presente, precisa saber de tudo o que te
acontece. Me sinto em paz fazendo a minha parte, pois eu não quero ter problemas com ele de forma alguma. E nós estamos dividindo a mesma responsabilidade.
Com a diferença de que eu estarei lá, e ele não. Mas saberá de tudo o que ocorrer no dia da sua consulta, porque eu irei notificá-lo. Podemos viver em
lugares diferentes, + por um filho atravessamos às fronteiras que nos separam, e nos comunicamos afim de dividirmos as questões que envolvem a sua pessoa.
É assim que eu penso, e é assim que eu vou proceder. Seja pra falar sobre uma consulta como foi agora, seja pra falar sobre a escola, sobre seu comportamento,
emfim. Por mim ele saberá de tudo, e poderá vê-lo sempre que desejar, ou sempre que tiver vontade.

 isso o que eu tenho que fazer para o bem de todos nós.#

quarta-feira, 1 de julho de 2015

--ele ganhou um cercadinho!














oi gente! eu decidi comprar um cercadinho para que meu filho tenha +   liberdade para brincar, e claro, interagir com seus próprios brinquedos. estou estimulando-o, através do tato, para que ele sinta a diferensa em tocar em um urso de pelúcia, e em 1 pato de borracha. isso não significa que eu quero que ele aprenda algo de imediato. não. eu só quero que ele vivensie, que ele tenha novas experiências, além de contar com as diferensas visuais que os brinquedos oferecem!

terça-feira, 30 de junho de 2015

--Digo não às brigas.

Bom, as coisas por aqui graças a Deus estão correndo bem.... O pai do meu filho me ligou na semana passada, alegando que foi demitido do emprego em que estava a  1 ano e 4 meses. Quando ainda estávamos casados eu sempre dizia para que ele ficasse de olho no horário em que saía daqui, e quando ele parou de tomar banho e de fazer a barba, as coisas se complicaram.
Mas ele disse também que enquanto estiver recebendo o seguro desemprego vai pagar a penção, e agora eu terei que colocar o bebê na unimed do meu emprego.......
Quanto a isso não ah problema algum.
Eu lhe disse que se soubesse de alguma vaga, enviaria o cv dele.... de boa.... não desejo nada de mal a ele não ggente. só não o quero + como marido. não vou dizer que não fiquei chateada, porque fiquei.
não vou dizer que não tive raiva, porque tive.
não vou dizer que  não senti tristesa, porque senti.
+ eu estive horando, e pedindo a Deus pra que retirasse de mim todo esse sentimento negativo, que claro, afetaria somente a minha pessoa. ele não ia ser abalado com nenhuma das minhas "coisas".
então deixei pra lá sabe. e também tem a questão do meu filho.
se eu fico odiando o pai, altomaticamente eu vou transferindo isso a ele. e aí das duas uma.
ou ele toma as minhas dores, e o odeia também, ou ele se revolta contra mim. pois a imagem que ele terá do pai, não será esta que eu tenho. o pai dele pode ser um comigo, e outro com ele! então não compensa. se a gente tem que conviver pela criança---- que essa convivênsia seja saldável!
todas as mães solo como eu sabem que não é fácil. + o que não tem remédio, remediado está!
eu quero que ele seja feliz, quero que ele arrume um novo amor, que ele tenha comunhão com Deus e acima de tudo isso, quero que ele me deixe empaz. ele não tem me perturbado graças a deus.
+ isso não significa que eu acredito em papai noel ou em conto de fadas.
não, nada disso.
só que estamos nos respeitando. e cumprindo com o acordo que fizemos quando nosso casamento nalfragou no mar da vida.
eu não tenho 1 coração mole pra perdoar e fingir que nada aconteceu.
+ também não quero ter um coração tão duro a ponto de lhe desejar tudo em dobro.
quem tem que fazer a  justiça é deus, isso se ele achar que deve ser feita. eu tenho que ficar quieta na minha, e tudo o que eu puder passar de melhor pro meu filho, eu vou passar. mesmo que eu não seja assim...... mesmo que eu não tenha toda essa calma. nesse assunto eu vou ter que ter caltela. não quero machucá-lo com as minhas  próprias feridas..... quero que ele tire suas próprias conclusões.
hoje ele ligou de novo. fez a tão esperada serurgia que ele tinha que ter feito desde criança. pelomenos não corre + o risco de ter um câncer, como o médico disse que ele poderia vir a ter senão operasse.
fico feliz em saber que ele está bem.
+ é como eu já lhe disse, e repito.
conviveremos amigavelmente, em nome do bem estar emocional do joão lucas, e nada +.
por hoje é só. logo logo eu conto + algumas coisinhas que estão me fazendo pensar a respeito do desenvolvimento do meu pequeno.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

informações sobre o 4º mês de vida do bebê.


O bebê de 4 meses.
Fome menos frequente
Rola para cá e rola para lá
Já está na hora de começar a dar outros alimentos?
Tudo na boca
Brincando sozinho
Compreensão do papel da linguagem
Gosto por muitas cores
Mais seletivo com pessoas
Será que o desenvolvimento do meu filho é normal?
Fome menos frequente
Agora, com 4 meses de idade, seu bebê tem um estômago maior, por isso não sentirá necessidade de se alimentar com tanta frequência -- apenas cinco ou seis vezes por dia. O apetite dele vai diminuindo, e ficando mais parecido com o de crianças maiores e adultos, mas mesmo assim ele continuará engordando e crescendo (embora num ritmo um pouco menor que o dos meses anteriores).

A atenção dele começa a se voltar para outras pessoas e situações enquanto ele mama, e, embora seja ótimo vê-lo entusiasmado e respondendo a novidades, a hora da alimentação pode ficar mais difícil. Se o seu filho se distrai facilmente, tente alimentá-lo em um local bem tranquilo.
Rola para cá e rola para lá
Quando estiver de bruços, o bebê vai levantar a cabeça e os ombros, usando os braços como apoio. Essa "miniflexão de braços" ajudará a fortalecer seus músculos, além de oferecer uma melhor visão do que está à sua volta.

Ele poderá até surpreender você (e a ele mesmo!) rolando de costas para a frente ou vice-versa. Para incentivá-lo, deixe um brinquedo perto do lado para onde ele costuma virar, e quem sabe ele vai querer tentar rolar de novo. Comemore cada tentativa -- ele talvez precise do seu apoio moral, porque novidades tão grandes tendem a assustá-lo.
Já está na hora de começar a dar outros alimentos?
Nos primeiros 4 a 6 meses de vida, o bebê recebe todos os nutrientes de que precisa através do leite materno ou das fórmulas lácteas. Mesmo assim, os pais costumam ficar ansiosos para introduzir logo os alimentos sólidos na dieta infantil. Converse com seu pediatra antes de tomar uma decisão.

A introdução de alimentos (como frutas ou sopinhas) pode até ser considerada, agora que o sistema digestivo está mais desenvolvido e o reflexo de propulsão da língua começa a desaparecer; no entanto, muitos médicos aconselham que se espere até os 6 meses -- a orientação do Ministério da Saúde também é essa.

Esperar um pouco mais para apresentar os alimentos sólidos ao bebê pode reduzir o risco de reações alérgicas, além de garantir que o leite (materno ou fórmula láctea) não seja preterido no cardápio do bebê.
Tudo na boca
O bebê consegue pegar um objeto, mesmo que não na primeira tentativa. Uma vez que tenha posto as mãos em alguma coisa, ele vai estudá-la um pouquinho e, logo depois, vai tentar colocá-la na boca. É possível que você note que ele está babando mais. Alguns bebês começam a ter sinais de dentição já aos 4 meses, mas o primeiro dente geralmente só aparece mesmo após os 5 ou 6 meses.

Estimule seu filho a explorar e brincar com vários objetos, como, por exemplo, uma simples fralda de pano limpa. Veja como ele chupa e segura e amassa o tecido. Dê um chocalho ao bebê para que ele se entretenha com o som.

Neste estágio, um brinquedo em forma de arco com penduricalhos, colocado acima da criança deitada no berço ou no chão, permite que ela descubra o fenômeno de causa e efeito, ao movimentar uma alavanca e fazer um sino tocar. Outro brinquedo excelente para a criança é a água: observe como ela se diverte na hora do banho. Toda aquela molhadeira, afinal, tem fins cognitivos (um bom consolo na hora de arrumar a bagunça -- sem contar o sorriso no rosto dele!).
Brincando sozinho
Nesta etapa, seu filho brinca com os pés e mãos sozinho por alguns minutos. Milagre! De repente você acha que tudo está calmo demais no quarto, vai dar uma olhada e acaba descobrindo que o bebê, que até então precisava de sua atenção para tudo, está se entretendo por conta própria. Quem sabe vai até ser possível voltar a ler o jornal...
Compreensão do papel da linguagem
Especialistas acreditam que aos 4 meses seu filho compreende todos os sons básicos da língua falada em casa. Entre 4 e 6 meses, ele desenvolve a capacidade de produzir alguns sons, tais como "ma-ma" ou "da-da", mesmo que ainda não os ligue à mãe nem a nenhuma outra pessoa. Também consegue participar de jogos de imitação e vai tentar reproduzir algo que você diga.

Estimule a comunicação do seu bebê copiando suas expressões e sons. Ao perceber uma reação quando emite sons e tenta verbalizar alguma coisa, a criança aprende a importância da linguagem e começa a entender o conceito de causa e efeito. Ela passará a notar que o diz faz diferença.
Gosto por muitas cores
Os bebês enxergam cores já a partir do nascimento, mas têm dificuldade em distinguir tonalidades semelhantes, como o vermelho e o laranja. Por isso, eles tendem a preferir preto e branco, ou cores bem contrastantes. Entre 2 e 4 meses, no entanto, a diferença das cores fica mais evidente, e o seu bebê começa a perceber tons mais parecidos.

Ele provavelmente tenderá a gostar mais das cores primárias. Móbiles com essas cores (colocados fora do alcance da criança), pôsteres com cores vivas e livros com ilustrações chamativas despertarão a atenção.
Mais seletivo com pessoas
Aos 4 meses, o bebê pode reagir à sua presença, sua voz e até suas expressões faciais com chutinhos e balançando os braços.

Por volta desta época, seu filho, que até agora provavelmente distribuiu sorrisos a todos que conheceu, começa a ficar seletivo em relação às companhias. Em grandes grupos ou entre pessoas desconhecidas, ele talvez precise de um tempo para se soltar. Dê esse tempo a ele na presença de estranhos ou ao deixá-lo sob os cuidados de alguém. Você também vai notar que, quando está seguro no seu colo, ele fica interessado em interagir com outras pessoas, especialmente crianças mais velhas e barulhentas.
Será que o desenvolvimento do meu filho é normal?
Lembre-se, cada bebê é de um jeito e atinge certos marcos de desenvolvimento físico no seu próprio ritmo. O que apresentamos são apenas referências de etapas que seu filho tem potencial para alcançar -- se não agora, em pouco tempo.

Caso seu filho tenha nascido prematuro, é provável que você observe que ele leva um pouco mais de tempo para fazer as mesmas coisas que outras crianças de idade similar. Não se preocupe, a maioria dos médicos avalia o desenvolvimento de um prematuro conforme a idade corrigida e acompanha seu progresso levando isso em conta.

Em caso de dúvidas sobre o desenvolvimento do seu filho, converse com o pediatra.
http://brasil.babycenter.com/a800052/o-beb%C3%AA-de-4-meses