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quinta-feira, 28 de maio de 2015

---experiências parte 3. (mais um trecho do livro a encantadora de bebês.)

Começo  esse post, dizendo que a cada dia, descubro algo a mais que me encanta no meu pequeno-príncipe.
Nós estávamos brincando na cama, (porque agora ele já está interagindo mais, e também pronuncia  alguns sons como C O, do, go, gui, ki, e etc.
E eu notei que ele fazia um outro barulho, e coloquei uma das minhas mãos no rostinho dele. observando o movimento de sua face, eu pensei "será que ele está sorrindo?" só de pensar nessa ipótese, eu sorri, e coloquei a mão no meu próprio rosto, pra observar o movimento. continuei inteiragindo com ele que fez o mesmo som, e quando eu coloquei a mão em seu rostinho, pude observar que o movimento que ele fazia, era o que eu havia feito quando sorria para ele. --sim, ele estava sorrindo pra mamãe!--
eu esperava muito por esse momento, assim como eu espero ouvir ele falar "mamãe".
só que eu imaginava que teria que aguardar pelas gargalhadas, (que são risos que emitem sons.)
+ não foi nescessário. sem querer, acabei descobrindo algo que me agradou muito! hojr eu fico extremamente feliz ao ver seus risinhos durante nosso longo dia! é tudo de bom.
___vou deixar para vocês trechos do livro a encantadora de bebês, que eu considero interessantes, (afirmando que hoje em dia, nós seguimos por exemplo uma forma diferensiada de dar banho nos bebês ou até mesmo de massageá-los.)
não é preciso adotar um livro como um caderno de receitas. ele serve somente para nos orientar, e para sabermos + a respeito do universo infantil. --uma mãe que quer conhecer seu bebê, lê a respeito. + uma mãe que conhece seu bebê, não faz somente uso dos livros, + também leva em consideiração às experiências vividas para descobrir quem é, e como é seu pequeno milagre.--


& O Banho Passo a Passo:
Meu Guia de Dez Etapas
Aqui está o procedimento de banho que ensino às minhas alunas. Cada uma das etapas é importante. Antes de começar o banho, deixe todo o material necessário à mão (veja o quadro da página 185), de modo que não se atrapalhe ao tirar o bebê da água. 

 Sei que algumas pessoas lhe disseram que você pode dar banho no bebê na pia da cozinha, mas eu prefiro o banheiro que é o local apropriado para o banho. 

 Enquanto você lê estes passos, lembre-se de que também deve manter um diálogo com o bebê durante todo o processo. Converse com ele. Ouça e observe as respostas dele e fique dizendo o que está fazendo. 

 i. Crie o clima. Verifique se a temperatura do banheiro está agradável (entre 22 e 24 °C). 

 Coloque uma música de fundo, qualquer música suave serve (ela também ajudará você a relaxar). 

 2. Encha dois terços da banheira com água. Coloque duas tampas de sabonete líquido para bebês diretamente na água, que deve estar em temperatura de cerca de 37 °C, ligeiramente mais alta que a do corpo. Teste a água no pulso, nunca na mão; ela deve estar morna, e não quente, porque a pele do bebê é mais sensível que a sua. 

 3. Segure o bebê. Coloque a palma da mão direita no peito do bebê e cruze os dedos de forma que três dedos fiquem sob a axila esquerda dele, e o polegar e o dedo indicador, pousados no peito (inverta se você for canhota). Deslize a mão esquerda pela nuca e pelos ombros do bebê e incline ligeiramente o corpo dele para a frente, transferindo o peso do corpo para a sua mão direita. Agora, coloque a mão esquerda sob o bumbum dele e o erga. Apoiado na mão direita, o bebê estará em uma posição semelhante à sentada, ligeiramente inclinado para a frente e suportado pela mão esquerda. 

 Nunca coloque o bebê na banheira molhando primeiro as costas - ele fica desorientado, como quando se pula de costas na água. 

 4- Coloque-o na banheira. Vá colocando o bebê na banheira naquela posição sentada- primeiro os pés, depois o bumbum. Então, transfira a mão esquerda para a parte posterior da cabeça e do pescoço dele, para apoiá-lo. 

 Lentamente, mergulhe-o na água. Agora, sua mão direita está livre. Utilize-a para colocar um pano úmido no peito dele e mantê-lo aquecido. 

   5. Não use o sabonete diretamente na pele do bebê. Lembre-se de que você já colocou o produto na água. Com os dedos, limpe o pescoço e a área da virilha. Erga um pouco as pernas dele, de modo que você consiga alcançar o bumbum. Depois, pegue uma canequinha de água limpa e morna e derrame-a sobre o corpo dele, para retirar a água com sabonete. Ele não andou brincando na areia, querida, por isso não está realmente sujo. Nessa época, o banho é mais para estabelecer uma rotina do que para limpar. 

 6. Use um paninho para lavar a cabeça dele. Em geral, os recém-nascidos não têm muito cabelo. Mas se o seu tiver, você não precisa de shampoo e condicionador. Pegue um paninho aberto e deslize-o sobre o couro cabeludo dele. Derrame água limpa para enxaguar, tomando o cuidado de não deixar que ela caia nos olhos do bebê. 

 Nunca deixe obebê sozinho na banheira. Se poracasotiver esquecido o sabonete, enxágüe o corpo dele com águalimpa- e lembre-se de ter tudo à mão no próximo banho. 

 7. Não deixe entrar água nos ouvidos do bebê. Não deixe a mão que esta apoiando as cost sa dele mergulhar muito na água. 

 8. Prepare-se para terminar o banho. Com a mão que está livre, pegue a toalha com capuz. 

 Coloque o capuz (ou então o canto de uma toalha grande) entre os dentes e prenda as extremidades nas suas axilas. 

 p. Tire o bebê da água. Cuidadosamente, coloque o bebê na posição sentada que utilizou no começo do banho. A maior parte do peso dele ficará na sua mão direita que, com os dedos cruzados, está apoiando o peito. 

 Erga o bebê de costas para você e coloque a cabeça dele no centro do seu peito, um pouco abaixo de onde está o capuz (ou o canto da toalha grande). Enrole as pontas da toalha ao redor do corpo do bebê e vista o capuz. 

 Produtos Essenciais para o Banho   Banheira plástica com a parte inferior plana. Eu gosto mais de colocar a banheira sobre um cavalete do que no chão, porque assim a posição maltrata menos as costas da mãe e porque os cavaletes geralmente têm gavetas e uma estante para manter tudo ao alcance. Você precisa de:   uma caneca de água limpa e morna;   sabonete líquido para bebê;   dois paninhos para lavá-lo;   toalha com capuz ou de tamanho grande;   roupas e fralda limpas prontas no trocador. 

 10. Coloque-o sobre o trocador, para vesti-lo. Faça exatamente da mesma forma pelos primeiros três meses: a repetição proporciona segurança. Com o tempo, dependendo da natureza do   bebê, em vez de vestir o pijama imediatamente após o banho, você pode fazer uma massagem neste momento para relaxá-lo. 

 Os Benefícios da Massagem
As primeiras pesquisas sobre massagem infantil se concentraram nos bebês prematuros, demonstrando que uma movimentação controlada poderia estimular o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso, melhorar a circulação, tonificar os músculos e reduzir o estresse e a irritabidade. A próxima conclusão foi de que os bebês normais também eram beneficiados com a massagem. Na realidade, a massagem é considerada uma forma maravilhosa de estimular a saúde e o crescimento infantil. Independentemente das pesquisas, sei por experiência própria que ela ensina o bebê a apreciar o poder do toque. 

 Os bebês que foram massagea-dos parecem sentir-se mais à vontade com seu corpo enquanto crescem e aprendem a engatinhar. 

 O curso de massagem infantil que ministro em minha clínica na Califórnia (EUA) é um dos mais procurados. Afinal, é uma chance para os pais conhecerem o corpo do filho e ajudá-lo a relaxar; além disso, pais e filho sentem- se mais ligados e sintonizados. 

 Pense por um momento em como os sentidos do bebê se desenvolvem. Depois da audição, que começa no ventre, o próximo sentido a ser desenvolvido é o tato. Ao nascer, o bebê experimenta uma mudança de temperatura e estimulação tátil. Seu choro nos diz: "Ei, eu estou sentindo isso". Na realidade, as sensações precedem o desenvolvimento das emoções, isto é, o bebê sente calor, frio e fome antes de saber o que tais sensações realmente significam. 

 Embora eu já tenha visto algumas mães começarem antes com a massagem, a idade de 3 meses é a ideal para o início dessa prática. 

 Comece lentamente e escolha um horário em que você não está agitada ou preocupada, para ficar totalmente envolvida no processo. 

 Você não pode acelerar a massagem ou distrair-se enquanto a realiza. E não espere que o bebê fique deitado quietinho por quinze minutos logo na primeira vez em que você tentar. Comece esfregando suavemente a pele dele por três minutos e aumente o tempo progressivamente. Eu adoro combinar a massagem com o banho noturno, porque é muito relaxante para o adulto e para o bebê. Mas se seu horário disponível for outro, tudo bem. 

 Naturalmente alguns bebês gostam mais da massagem do que outros. Os bebês Anjos, Livros- texto e Enérgicos se adaptam relativamente rápido. No caso dos bebês Sensíveis e Irritáveis, no entanto, é preciso começar mais lentamente, porque eles demoram mais para se acostumar ao estímulo. Com o tempo, a massagem pode ter o limiar estimulação ampliado, permitindo que a tolerância aumente gradu   mente. Um bebê Sensível encontrará alívio na natureza empática da massagem, e o bebê Irritável aprenderá a relaxar com ela. 

 A massagem pode até mesmo reduzir a tensão do bebê que sente cólica - essa tensão poderia aumentar o desconforto dele. 

 Uma das minhas melhores histórias de sucesso com a massagem é a de Timothy, um bebê tão Sensível que era difícil até mesmo trocar a fralda dele. 

 Ele chorava sempre que a mãe ou eu tentávamos colocá-lo na ba  nheira, a tal ponto que já tinha    quase 6 semanas quando conseguiu tomar um banho adequado. 

 A personalidade de Timothy deixava a mãe, Lana, muito chateada. 

 O pai, Gregory, perguntou-me se havia alguma forma de ajudar a cuidar do bebê. Ele já dava a Tim uma mamadeira com leite materno às 11 da noite, mas, durante o dia, ficava fora de casa. Eu sugeri que ele tentasse dar o banho no bebê, tarefa que freqüentemente designo ao pai. Assim dou ao pai a chance de conhecer melhor seu bebê e de entrar em contato com sua própria capacidade de cuidar de alguém. 

 Gregory começou lentamente com o banho e acabou conseguindo colocar Timothy na banheira. Depois, atribuí a Gregory outra tarefa: a massagem. Ele observou atentamente a execução dos passos que explico a seguir. 

 Tomamos muito cuidado, deixando Timothy acostumar-se primeiro com o meu toque e depois com o do pai. 

 Agora Timothy já tem quase 1 ano e ainda é muito sensível, mas já Percorreu um longo caminho. Sua capacidade de suportar a estimulação é, pelo menos em parte, um resultado direto do banho noturno e da massagem que o pai ainda lhe faz. É claro que Tim também seria beneficiado se a mãe o massageasse, mas, depois de um dia todo com seu bebê Sensível, Lana precisa de uma pausa noturna para recarregar as próprias baterias. Além disso, as crianças precisam desses momentos de ligação com o pai. Elas conquistam um tipo diferente de autoconfiança quando compartilham momentos de intimidade como esse. Portanto, enquanto Lana experimentava a proximidade envolvida na amamentação, Gregory tornou-se capaz de ter com o filho uma ligação semelhante, através do toque e do contato com a pele. 

 Materiais Essenciais para a Massagem

 Você pode posicionar o bebê no chão ou no trocador; escolha uma posição que também seja confortável para você. Serão necessários os seguintes materiais:     travesseiro;   colchonete à prova d'água;   duas toalhas macias de banho;   óleo para bebê, óleo vegetal ou um óleo para massagem com fórmula especial para bebê (nunca use óleos perfumados da aromaterapia, pois são muito fortes para a pele e para o olfato do bebê). 

 Massagem: Dez Passos para um Bebê Mais Relaxado

Como já fiz com o banho, ofereço aqui o processo em dez passos que costumo ensinar. Antes de começar, verifique se você já tem tudo à mão (veja "Materiais Essenciais para a Massagem" na página anterior). Lembre- se de ir devagar, de dizer ao bebê o que fará em seguida antes de tocá-lo e de explicar cada passo do processo. Se, em algum momento, o bebê parecer desconfortável (não é preciso esperar que ele chore, a contorção do corpo já é um sinal de desconforto), é a hora de interromper a massagem. 

 Não espere que o bebê fique deitado quieti-nho na primeira vez que você tentar fazer a massagem. Você terá de estimular progressivamente a tolerância dele, alguns minutos por dia. Comece com poucos movimentos, por apenas dois ou três minutos. 

 Depois de várias semanas, você já poderá fazer uma massagem de quinze ou vinte minutos. 

 1. Providencie um ambiente tranqüilo. O quarto deve estar em temperatura agradável, cerca de 24 °C, sem correntes de ar frio. Coloque uma música suave. Sua "mesa de massagem" consiste em um colchonete a prova d'água colocado sobre um travesseiro; cubra o colchonete com uma toalha macia. 

 2. Prepare-se para a experiência. Pergunte a si mesmo: "Eu realmente posso estar aqui e agora com meu bebê ou existe um momento melhor para fazer isso?". Se você tiver certeza de que pode se dedicar totalmente à massagem, lave as mãos e respire fundo algumas vezes, para relaxar. Depois, prepare o bebê. Deite-o. Converse com ele explicando: "Agora, nós iremos fazer uma massagem no seu corpo". Enquanto explica o que fará em seguida, despeje uma pequena quantidade de óleo (1 ou 2 colheres das de chá) na palma da mão e esfregue as mãos rapidamente, para aquecê-las. 

 3. Peça permissão ao bebê para começar. Você começa pelos pés do bebê e trabalha na direção da cabeça. Antes de tocar a pele dele, explique: "Agora, vou pegar seu pezinho. Estarei apenas deslizando as mãos na sola de seus pés". 

 4. Pés e pernas primeiro. Nos pés, realize o movimento de deslizamento dos polegares: um dos polegares esfrega o pé de baixo para cima, alter-nando-se com o outro polegar, que se move na mesma direção. Dê pancadinhas suaves na sola dos pés dele, desde o calcanhar na direção do artelho. Pressione toda a sola do pé. Pressione delicadamente cada um dos dedinhos. Você pode cantar "Um, dois, três, indiozinhos..." enquanto trata cada dedo. Massageie o peito do pé na direção do tornozelo. 

   Faça pequenos círculos ao redor do tornozelo. Enquanto sobe pelas pernas, faça um movimento suave de "torção": envolva a perna do bebê com as mãos: quando a mão superior se mover na direção da esquerda, a inferior se moverá para a direita, fazendo um movimento suave de torção da pele e dos músculos, estimulando assim a circulação nas pernas. Faça isso de baixo para cima, nas duas pernas. Depois, deslize as mãos pelo bumbum do bebê e massageie-o, dando pancadinhas suaves pelas pernas até os pés. 

 5. Agora, o estômago. Coloque as mãos sobre o estômago do bebê e faça movimentos suaves de deslizamento, do umbigo para as laterais do corpo. Com as duas mãos, massageie suavemente de dentro para fora. "Ande" com os dedos desde o estômago até o peito. 

 6. Peito. Diga "Eu te amo" e faça um movimento de "sol e lua", usando os dedos indicadores para traçar um círculo (o sol), que começa no topo do peito do bebê e termina próximo do umbigo. Agora, use a mão direita para ir de baixo para cima, desenhando uma lua (um C invertido), desde o umbigo até o topo do peito; depois, faça o mesmo com a mão esquerda (um C normal). Repita algumas vezes. Depois, faça um movimento no formato de um coração: coloque todos os dedos no peito do bebê, no centro do osso esterno e desenhe um coração, terminando no umbigo. 

 7. Braços e mãos. Massageie embaixo do braço. Faça um movimento suave de torção e depois use a mão aberta para massagear ambos os braços. Gire delicadamente cada um dos dedinhos do bebêe repita a música dos indiozinhos. Faça movimentos circulares ao redor dos pulsos. 

 8. Rosto. Tome cuidado e seja muito gentil quando massagear o rosto do bebê. Massageie a testa e as sobrancelhas e use os polegares ao redor dos olhos. Desça pelo nariz e massageie desde as maçãs do rosto até as orelhas e depois volte na direção dos lábios. Faça círculos pequenos ao redor do queixo e atrás das orelhas. Esfregue os lóbulos das orelhas e a parte inferior do queixo. Agora, vire o bebê de costas. 

 9. Cabeça e costas. Faça movimentos circulares na parte posterior da cabeça do bebê e nos ombros. Realizando um movimento de trás para a frente, deslize as mãos para cima e para baixo. Faça círculos pequenos ao longo dos músculos das costas, paralelos à coluna vertebral. Permita que suas mãos percorram todo o corpo do bebê, desde a nuca ate o bumbum e depois até os calcanhares. 

 10. Final da massagem. "Nós já acabamos, querido. Você não está se sentindo ótimo?" Se você seguir esses passos em todas as massagens, o bebê começará a esperar ansiosamente por esse momento. Novamente, lembre-se   de respeitar a sensibilidade dele: nunca continue a massagem se ele começar a chorar; debce passar algumas semanas e depois tente de novo, desta vez por um período mais curto. Posso garantir que, se você acostumar o bebê ao prazer do toque, ele não só terá benefícios a longo prazo, mas também terá mais facilidade para dormir - o assunto do nosso próximo capítulo.& 

domingo, 24 de maio de 2015

---falando novamente sobre o livro: a encantadora de bebês.

Talvez falar sobre esse livro, seja algo chato para você. Mas--- eu resolvi lê-lo para aprender um pouco +, e claro, para ser uma mãe cada vez melhor para o meu pequeno João Lucas. Sendo assim, vou partilhar aqui alguns trechos com as mamães que assim como eu, buscam informações diversas não só para conhecerem mais a respeito da maternidade e seus itens, + também para entenderem + e + a respeito do universo dos bebês.
___Falas da autora:


***
 Como os Seios Produzem o Leite Imediatamente após o nascimento do bebê, o cérebro da mãe libera prolactina, o hormônio que inicia e mantém a produção do leite. Os hormônios prolactina e oxitocina são liberados a cada vez que o bebê suga o seio. A aréola, aquela área escura ao redor do mamilo, é firme o suficiente para que o bebê se prenda a ela e macia o suficiente para permitir que ele a comprima. 

 Enquanto o bebê suga, os seios lactíferos - sulcos no interior da aréola - enviam um sinal ao cérebro: "Produza leite!". Quando o bebê suga, esses seios pulsam e ativam os duetos lactíferos, as passagens que ligam o mamilo com os alveolos, pequenos sacos no interior do seio em que o leite é armazenado. Essa compressão suave age como uma bomba, drenando o leite dos alveolos para o interior dos duetos lactíferos e finalmente para o mamilo, que atua como um funil, dispensando o leite no interior da boca do bebê. 

 A variação normal no ganho de peso é entre 100 e 200 gramas por semana. Antes de ficar aflita com o ganho de peso de seu bebê, lembre-se de que as crianças que   mamam no peito tendem a ser mais magras e a ganhar peso mais lentamente que as crianças que tomam mamadeira. Algumas mães muito ansiosas compram ou alugam balanças. Desde que você visite o pediatra com regularidade, acho suficiente pesar o bebê uma vez por semana durante o primeiro mês, e uma vez por mês daí em diante. Se vocêjá tiver uma balança, no entanto, lembre-se de que o peso flutua de um dia para outro, por isso não pese seu bebê em intervalos inferiores a quatro ou cinco dias. 

 Conceitos Básicos da Amamentação
Existem livros inteiros devotados à amamentação. Se vocêjá tiver decidido que irá amamentar seu bebê, aposto que agora já existem alguns volumes na sua estante. Como acontece quando você aprende qualquer capacidade, os segredos são: paciência e prática. Leia, faça um curso sobre lactação ou entre em um grupo de apoio à amamentação. Além de entender como seu corpo produz o leite (veja o quadro acima), aqui está o que eu considero mais importante. 

 Pratique durante a gravidez.
 A principal (e freqüentemente a única) causa dos problemas com a amamentação é encaixar o bebê no seio de forma inadequada. Tento evitar isso nas mães com as quais trabalho encontrando-me com elas quatro ou seis semanas antes da data marcada para o parto. Eu explico como os seios funcionam e mostro a elas como colocar dois pequenos curativos anti-sépticos (Band-Aids) redondos nos seios (um 2,5 centímetros acima do mamilo e outro, 2,5 centímetros abaixo), que é precisamente onde elas estarão segurando os seios enquanto amamentam. Isso as acostuma a posicionar os dedos da forma adequada. Tente - e pratique. 

 Lembre-se de que os bebês não obtêm leite com as mãos - o leite é produzido através do estímulo que a sucção no mamilo fornece. Quanto maior o estímulo, mais leite. Portanto, o posicionamento dos dedos e do bebê e a preensão corretos são fundamentais para o sucesso da amamentação. Aprenda a técnica e a amamentação parecerá "natural". Se o bebê não estiver bem posicionado e corretamente encaixado, os seios   lactíferos não conseguirão enviar a mensagem para o cérebro e nenhum dos dois hormônios necessários para a amamentação será liberado. 
---
 Vera: de volta ao trabalho.
Se a mulher planeja voltar a trabalhar, precisa bombear e armazenar seu próprio leite ou introduzir o leite industrializado. Algumas mulheres esperam até uma semana antes do início do trabalho para adicionar uma mamadeira uma ou duas vezes por dia. Porém, se o bebê nunca tomou mamadeira, sugiro sua introdução três semanas antes de a mãe estar pronta para a volta ao trabalho. Vera, por exemplo, trabalhava como secretária em um complexo industrial e não podia mais   ficar em casa; portanto, optou por amamentar pela manhã, dar mamadeira ao bebê durante o dia e novamente amamentar quando retornava para casa. O marido sempre dava a mamadeira noturna. 

 Situações similares acontecem quando a mãe simplesmente quer mais tempo para si mesma ou quando precisa viajar, por exemplo. 

 Uma mãe que trabalha em casa - digamos, uma pintora ou escritora - também pode bombear o seu leite, simplesmente para permitir que outra pessoa cuide de algumas das refeições do bebê. 

 DICA: A fadiga é a principal inimiga da mãe que trabalha, independentemente da forma escolhida para alimentar o bebê. Uma das maneiras de minimizar a exaustão nas primeiras semanas no trabalho é recomeçar em uma quinta-feira, e não em uma segunda. 

 Jan: uma cirurgia impediu a amamentação.
No caso de uma doença séria ou de cirurgia, freqüentemente é impossível, do ponto de vista físico, a mãe continuar amamentando. Nesses casos, a OMS (Organização Mundial da Saúde) sugere que a mãe impossibilitada peça a outras mães uma doação de leite materno. Mas, deixe-me esclarecer, essa é uma bela fantasia - e nada mais. Quando o bebê de Jan tinha 1 mês, ela me disse que seria submetida a uma cirurgia e ficaria afastada do bebê por no mínimo, três dias, o período de sua internação. Eu telefonei para mães que conhecia e que estavam amamentando e de todas elas, apenas uma se dispôs a doar seu leite - e queria doar apenas 250 ml. Parecia que eu estava pedindo ouro e não leite materno! No final, Jan foi capaz de bombear uma quantidade significativa de seu próprio leite e também complementou a alimentação do bebê com leite industrializado e, acredite em mim, ele não sofreu nada com essa experiência. 

 Fazendo a Troca Nas primeiras três semanas, os bebês facilmente trocam o seio pela mamadeira e vice-versa. 

 Se você esperar mais, no entanto, enfrentará várias dificuldades. O bebê amamentado inicialmente rejeita a mamadeira, porque a carne humana é a única coisa que sua boca conhece e pela qual espera. É possível que ele gire o bico da mamadeira dentro da boca e não consiga sugá-lo ou se encaixar nele. O inverso também é verdadeiro: se o bebê não está acostumado com a sensação dos mamilos da mãe, ele não saberá se encaixar neles. 

 Os bebês que foram amamentados fazem "greves de fome", recusando-se a comer durante o dia. Quando a mãe retorna à casa, com a intenção de oferecer o seio durante as últimas refeições antes da hora de dormir, o bebê tem outras idéias. Esse pequeno   fará a mãe ficar acordada a noite toda, tentando compensar as refeições que ele perdeu. Ele não sabe que é madrugada nem se importaria com isso: acontece que ele está de estômago vazio! O que fazer? Durante dez dias, continue apresentando a mamadeira, mas sem oferecer o seio (ou vice-versa, se você estiver tentando amamentar um bebê acostumado com mamadeira). Lembre-se de que o bebê sempre está disposto a voltar ao seu modo original de alimentação. Seja qual for o modo a que está acostumado, uma vez que o hábito esteja registrado em sua memória, jamais ele o rejeitará. 

 Fique, portanto, avisada: a tarefa de mudança é muito difícil. O bebê se sente frustrado e chora muito. Ele está dizendo: "Que coisa estranha é essa que você está tentando colocar na minha boca?". Ele pode até mesmo se afogar e salivar muito, particularmente se está trocando o seio pela mamadeira, porque não consegue regular a corrente de líquido que sai do bico de borracha. Novamente, o sistema com válvula elimina esse problema. 

 Dar a Chupeta ou Não: Dúvida de Todas as Mães
As chupetas existem há séculos, e por um bom motivo. O caso é que a única parte do corpo que o recém-nascido pode controlar é a boca, e ele suga para atender à sua necessidade de estimulação oral. Antigamente as mães costumavam colocar na boca de seus bebês um pedaço de tecido ou até mesmo uma rolha de porcelana, para o confor ot oral. 

 A chupeta não precisa ser condenada. A polêmica moderna surgiu, em parte, por seu uso incorreto. Quando a chupeta é usada adequadamente, ela se torna o que chamo de acessório, algo de que o bebê torna-se dependente para acalmar-se. Mas, como já mencionei, quando os pais usam a chupeta para acalmar o bebê, em vez de fazer uma pausa e ouvir o que ele realmente está solicitando, eles na verdade o estão silenciando. 

 Eu gosto de recomendar a chupeta durante os primeiros três meses, para dar ao bebê um perío- do adequado de sucção, acalmá-lo antes do sono ou da soneca ou, então, tentar fazê-lo pular uma mamada noturna. (Eu explicarei meus métodos no Capítulo 6, nas páginas 212-3). Depois desse período, no entanto, os bebês terão mais controle sobre as mãos e serão capazes de se acalmar usando os próprios dedos ou polegares. 

 Os mitos em torno da chupeta são abundantes. Alguns acreditam por exemplo que, se for dada ao bebê uma chupeta, ele não aprenderá a chupar o próprio dedo. Que bobagem! Eu garanto que obebê deixará a chupeta de lado para sugar o dedo. Minha   filha Sophie fez exatamente isso e continuou chupando o dedo pelos próximos seis anos. 

 Depois disso, chupava o dedo apenas na hora de dormir - e, devo acrescentar, ela não tem os dentes protraídos! Quando comprar uma chupeta para seu bebê, baseie no mesmo princípio que guia a-se escolha do bico de mamadeira: escolha um formato ao qual o bebê já esteja acostumado. Existem vários tipos de chupeta à disposição no mercado. Com essa variedade, a mãe poderá certamente encontrar uma chupeta que seja parecida com seu mamilo ou com o tipo de bico que ela usa na mamadeira. 
::: Boas Maneiras Durante a Amamentação 
 Perto dos 4 meses, o bebê começa a explorar tudo com as mãos e também vira a cabeça ou torce o corpo em direção ao que desperta interesse. Enquanto mama, fica mexendo nas roupas ou jóias da mãe ou tocando-lhe o queixo, o nariz e os olhos, se consegue alcançá-los. Quando mais velha, a criança pode desenvolver hábitos semelhantes e desagradáveis que, uma vez inciados, são de difícil correção. Por isso, comece a ensinar ao bebê o que chamo de "boas maneiras durante a amamentação". O truque é ser firme e ao mesmo tempo gentil, lembrando a ele que existem limites. Além disso, tente amamentar em um ambiente tranqüilo, para limitar as distrações. 

 Se ele fica brincando com a mão: Segure a mão dele e afaste-a gentilmente de seu corpo ou de outra coisa que ele tenha pego. 

 Diga: "a mamãe não gosta disso". 

 Se ele se distrai facilmente: Não é nada agradável quando o bebê se distrai e tenta virar a cabeça... com o mamilo da mãe ainda na boca. Quando isso acontece, tire-o do seio e diga: "Mamãe não gosta disso". 

 Se ele morde seu seio: Quando os dentes do bebê nascem, quase toda mãe leva uma mordida. 

 No entanto, isso deve acontecer apenas uma vez. Não tenha medo de reagir de modo firme, afastando-se e dizendo: "Ai, isto machuca. Não morda a mamãe". Geralmente uma reprimenda é suficiente, mas, se ele não parar, retire-o do seio. 

 Se ele empurra sua blusa para cima: As crianças que já engatinham às vezes fazem isso quando querem mamar. Diga simplesmente: "Mamãe não quer ficar com a blusa assim. Não faça isso". 
___
Este, é o trecho do capítulo 4 que me chama mais atenção. Ela não defende uma forma esclusiva do bebê se alimentar, (seja por leite industrialisado ou por mamadeiras.) A mesma afirma que a mãe deve ser respeitada, e fazer o que é melhor para si.
Como escritora, compriendo seu ponto de vista, + discordo. Uma mãe só não deve amamentar, senão tiver leite, ou se tiver alguma doença que possa ser transmitida pelo mesmo, como aid's.
Mas não quero debater essa questão, respeitando as mamães que fazem uso da mamadeira também poderem aproveitar este blog, que oferece dicas, a ambos os tipos de alimentação apartir do trecho a cima. Espero que tenha sido útil para vocês mais um pedacinho deste livro! em breve voltarei com novas experiências!

sábado, 23 de maio de 2015

--aprendendo a me acalmar/e a me controlar.--

é ou não é difícil ouvir seu bebê chorando, e você saber que está demorando a ajudá-lo? ou porque está distante de onde ele se incontra, ou porque a cólica não passa, e etc? no livro a encantadora de bebês, acabei de aprender algo que (se eu conseguir aplicar, vai me ajudar bastante, porque eu sou sim bem anciosa quando o assunto é meu filho. não gosto de deixá-lo chorar.)
+ você mamãe, observe as dicas, e pense, assim como eu estou pensando aqui do outro lado da telinha:
será que ela não tem rasão?




 Acalme-se Com S.L.O.W.  

 O Bebê: Um Estranho em Terra Estranha
Tento ajudar os pais a se colocarem no lugar do bebê explicando que o recém-nascido é como um visitante vindo de um país muito distante.  

 Peço aos pais que se imaginem explorando uma terra estranha, mas fascinante. A paisagem pode ser linda, as pessoas calorosas e simpáticas - você pode ver isso nos olhos delas, em seus rostos sorridentes. Porém, pode ser um tanto frustrante conseguir o que você deseja sem conhecer a língua dessas pessoas. Você entra em um restaurante e pergunta onde é o banheiro e é levado até uma mesa, onde um prato cheio de macarrão é colocado debaixo de seu nariz. Ou o contrário: - você está procurando uma boa refeição, e o garçom o leva até o banheiro!
Desde o momento em que o recém-nascido chega ao mundo, é assim que ele se sente. Não importa que a decoração do quarto seja admirável ou que os pais sejam calorosos e bem-intencionados, os bebês   são bombardeados por sensações desconhecidas, que não compreendem. Sua única forma de comunicação - a sua linguagem - são o choro e os movimentos corporais.  

 Também é importante lembrar que os bebês crescem no tempo deles, não no nosso. Com exceção do bebê Livro-texto, o desenvolvimento da maioria dos recém-nascidos não segue um cronograma preciso. Os pais necessitam se afastar e observar o despertar de seu filho; o bebê precisa de apoio, não de uma pessoa que corra para salvá-lo a cada vez que algo parece errado.  

 Pisando nos Freios
Quando sou chamada para ajudar os pais a descobrir por que seu bebê está inquieto ou choroso, já sei que mamãe e papai estarão ansiosos para que eu faça alguma coisa imediatamente. Para grande surpresa deles, no entanto, aconselho: "Parem. Vamos tentar descobrir o que o bebê está dizendo!". Primeiro, faço uma pausa para observar os movimentos do bebê - os braços e as pernas se mexendo, a língua se enrolando, as costas se arqueando. Cada gesto tem um significado. Eu presto muita atenção ao tipo de choro e de sons que ele está emitindo - altura, intensidade e freqüência do som fazem parte da linguagem do bebê.  

 Também observo com atenção o ambiente. Imagino como é ser aquele bebê e estar onde ele está. Além de prestar atenção à aparência dele, a seus sons e gestos, olho o quarto, sinto a temperatura e escuto os ruídos da casa. Observo como a mãe e o pai estão - nervosos, cansados ou contraria- dos - e escuto o que eles estão dizendo. Também posso fazer algumas perguntas como: "Qual foi a última vez em que o alimentou?"," Você geralmente anda com ele no colo antes de colocá-lo para dormir?", "Ele sempre aproxima as pernas do peito, do jeito que está fazendo agora?".  

 Depois, eu espero - você não irromperia em uma conversa adulta se não soubesse exatamente qual é o assunto, não é mesmo?   Você faria pausas para descobrir até se é adequado interromper.  

 Quando, porém, se trata de um bebê, os adultos com freqüência tendem a se precipitar impetuosamente. A cada som emitido pelo bebê, os adultos começam a murmurar, acalentar, trocar fraldas, fazer cócegas, sacudir ou falar muito rápido e alto.  

 Acham que, com essas ações impetuosas, estão respondendo ao pedido do bebê, mas não estão apenas fazendo suposições, sem a mínima segurança. E, às vezes, agindo apenas para aliviar seu próprio desconforto, e não com a finalidade de responder às necessidades do bebê, eles acabam aumentando a angústia da criança.  

 Com o passar dos anos, aprendi o valor de avaliar antes de me precipitar; fazer uma pausa à espera da resposta correta tornou-se quase minha segunda natureza. Mas reconheço que os pais novos, que não estão acostumados ao som do choro e que estão ansiosos em relação a seu desempenho com o bebê, freqüentemente sentem mais dificuldade para adotar uma postura paciente. E por isso que criei outro acrônimo, muito útil para ajudar pais e profissionais a pisar nos freios: o S.L.O.W.  

 (em inglês, slow significa "lento", "vagaroso"). O termo é um lembrete de que você não deve se precipitar, e cada letra do acrônimo corresponde às etapas do processo de desaceleração.  

 S = Stop (parar). Faça uma pausa de 1 segundo; você não tem de sair correndo e pegar seu bebê no colo assim que ele começar a chorar.  

 Respire fundo três vezes, para ficar mais centrada e melhorar sua percepção. Também ajuda se você afastar da mente a voz das outras pessoas e os conselhos que recebeu, que muitas vezes dificultam a objetividade.  

 L = Listen (escutar). O choro é a linguagem própria dos bebês. Esse momento de pausa não significa deixar o bebê indefinidamente, mas sim escutar o que ele está dizendo.  

 O = Observe (observar). O que a linguagem corporal do bebê está querendo dizer? O que está acontecendo no ambiente? O que estava ocorrendo exatamente antes de o bebê "ter dito" isso? W = Whafs up? (o que está acontecendo?). Agora, se você combinar o que escutou ao que observou, assim como à rotina diária do bebê, será capaz de descobrir o que ele está tentando lhe dizer.  

 Sempre que seu bebê estiver inquieto, reclamando ou chorando, tente esta estratégia simples, que demora apenas alguns segundos.  

   Stop (pare). Lembre-se de que o choro é a linguagem dos bebês.  

 Listen (escute). 0 que este choro significa? Observe. O que o bebê está fazendo? O que se alterou? Whafs up?(o que está acontecendo?). Com base no que escutou e observou, avalie a situação e tome a providência adequada.  

 Quando o bebê chora, sua tendência natural é "salvá-lo". Você acredita que ele esteja angustiado; pior ainda, o choro a incomoda. O S do S.L.O.W. é um lembrete de que você deve refrear esses sentimentos e, em vez de agir em conformidade com eles, fazer uma pausa para tentar entender a reclamação do bebê. Deixe-me explicar três motivos importantes pelos quais solicito uma pausa.  

 1. Seu bebê precisa desenvolver a própria "voz". Todos os pais querem que os filhos sejam expressivos, isto é, que sejam capazes de pedir o que desejam e de falar sobre seus sentimentos. Infelizmente, muitos pais esperam a criança começar a desenvolver a linguagem verbal para estimular essa capacidade tão importante. No entanto, as raízes da expressão estão no início da lactância, quando os bebês começam a "conversar" conosco através de murmúrios e choros.  

 Com esse conceito em mente, pense no que acontece quando, em resposta a cada choro, a mãe oferece o seio ao filho ou coloca uma chupeta na boca dele. Isso não apenas cala a voz do bebê - essencialmente, emudece o bebê (é por isso que nós britânicos chamamos a chupeta de dum- mie, termo que pode ser traduzido por "mudo" ou "manequim") - como também o condiciona a não pedir ajuda. Afinal, cada choro diferente é uma solicitação específica de seu filho, que diz: "Sane esta necessidade".  

 Muito bem, duvido que você enfiaria uma meia enrolada na boca de seu marido se ele dissesse que está cansado... Basicamente, no entanto, é isso que fazemos com o bebê quando apenas enfiamos algo em sua boca, em vez de esperar um pouco para ouvir o que ele está tentando comunicar.  

 A pior parte disso é que, ao se precipitarem, os pais inconsciente- mente treinam o bebê a não ter voz. Quando os pais não param para escutar e aprender a distinguir os diferentes choros (os quais numerosos estudos já comprovaram altamente diferenciados desde o nascimento),   os choros acabam, com o tempo, sendo impossíveis de distinguir. Em outras palavras, quando não recebe uma resposta ou recebe uma resposta errada a seus choros, o bebê acaba entendendo que não importa a maneira com que ele chora, que sempre obterá o mesmo resultado. Finalmente ele desiste e todos os seus choros acabam tendo o mesmo som.  

 2. Você precisa estimular a capacidade do bebê de se acalmar. Todos sabe mos a importância do autocontrole. Quando nos sentimos desanimada /os tomamos um banho quente, procuramos uma massagem relaxante, lemos um livro ou damos um passeio. Os métodos de relaxamento de cada pessoa podem ser diferentes, mas saber o que a ajuda a relaxar é uma capacidade importante para lidar com a vida. Há também evidências dessa capacidade em crianças de diferentes idades. Uma criança de 3 anos, quando está  frustrada, pode chupar o dedo ou abraçar seu ursinho de pelúcia; um adolescente se tranca no quarto e escuta música.  

 Bem, e quanto aos bebês? Obviamente, eles não podem dar um passeio ou ligar a televisão para relaxar, mas nasceram com um mecanismo interno de relaxamento o choro e o reflexo de sucção - e nós não precisamos ajudá-los a usar esses recursos. Bebês com menos de 3 meses podem não ser capazes de saber onde estão seus dedos, mas certamente podem chorar. Entre outras suposições, o choro seria uma forma de bloquear os estímulos externos, e é por isso que os bebês choram quando estão muito cansados. Na verdade, nós ainda fazemos isso quando somos adultos. Você nunca disse: "Estou tão cansada que tenho vontade de chorar"? O que você realmente quer fazer é fechar os olhos, tapar os ouvidos, abrir a boca e berrar, bloqueando assim tudo que a cerca.  

 Bem, eu não estou sugerindo que deixemos os bebês chorando até dormir - longe disso. Eu acho que esse hábito é insensato e cruel. Mas você pode interpretar os choros "de cansaço" dele como dicas: escureça o quarto, proteja-o da luz e dos ruídos. Além disso, às vezes os bebês choram por alguns segundos e depois voltam a dormir (a este tipo de choro, costumo chamar "de choro fantasma", veja a página 214). Com o choro, o bebê consegue se acalmar. Se nos precipitarmos, ele rapidamente perde essa capacidade.  

 3. Você precisa aprender a linguagem do seu bebê. O S.L.O.W. é uma ferramenta para o conhecimento de seu bebê e para a compreensão de   suas necessidades. Ao fazer uma pausa, para distinguir o choro e a expressão corporal que acompanha esse choro, você pode sanar as necessidades do bebê de forma mais adequada do que se apenas colocasse o seio na boca dele ou o acalentasse, sem compreender realmente qual é a necessidade específica daquele momento.  

 Novamente enfatizo que fazer uma pequena pausa para empreender esse processo de avaliação, não significa deixar o bebê chorando indefinidamente. Você apenas está fazendo uma pausa para aprender a linguagem dele. Você reage à necessidade dele e evita o sentimento de frustração. Na realidade, com esse método, você se torna tão eficiente em interpretar a linguagem de seu filho que já identifica o problema antes de ele sair do controle. Em resumo, fazer uma pausa para observar, escutar e depois avaliar a mensagem cuidadosamente, confere a você mais poder e a transforma em uma mãe melhor (veja o quadro "Os Benefícios Comprovados da Interpretação do Choro", nesta página).  

--questionário sobre os bebês, extraído do livro: A-encantadora-de-bebês

Olá a todos(as!) como eu quero ser uma mãe muito bem informada, afim de dar ao meu pequeno príncipe, tudo o que eu tiver de melhor, não me canso de ler artigos e livros na internet, que falem sobre bebês, sobre educação infantil, sobre os diversos comportamentos das crianças, sobre brincadeiras, sobre  alimentação e etc. sendo assim, ontem a noite, eu respondi 20 perguntas a respeito do meu filho, e gostaria de deixar  o questionário a disposição de outras mamães, que queiram conhecer mais seu pequeno(a)!!!!
vamos la?
"Por que duas pessoas devem responder ao teste? Em primeiro lugar, e em especial quando as duas pessoas são o pai e a mãe, cada um tem uma visão diferente do filho. Aliás, não existem duas pessoas que vejam qualquer coisa exatamente da mesma forma.  

Em segundo lugar, os bebês tendem a agir de maneira diferente com pessoas distintas. Esse é simplesmente um fato da vida.
Em terceiro, tendemos a nos projetar em nossos bebês e, às vezes, nos identificamos muito com seu temperamento - e enxergamos apenas o que queremos ver. Sem o perceber, você pode estar exageradamente concentrada em determinadas características de seu bebê ou, por outro lado, não conseguir enxergá-las. Por exemplo, se você era tímida e as outras crianças a importunavam muito na escola, pode estar dando muita importância ao fato de seu bebê chorar na presença de estranhos. É doloroso imaginar que seu filho terá de passar pelos mesmos problemas sociais que você, não é mesmo? Sim, nós nos projetamos com esse tipo de exagero em nossos bebês. E nos identificamos. Na primeira vez em que um garotinho consegue cabecear uma bola, papai provavelmente dirá: "Veja só o meu jogador de futebol". E se o menino for facilmente acalmado pela música, a mamãe, que toca piano desde os 5 anos, dirá: "Já vi que ele herdou meu ouvido musical".   
Por favor, não briguem se as respostas forem diferentes. Não é um campeonato para ver quem é mais inteligente ou quem conhece mais o bebê. O teste apenas os ajudará a entender melhor esse pequeno ser humano que acaba de entrar em sua vida. Depois de marcar as respostas de   acordo com as instruções, vocês verão qual é a descrição que mais combina com seu bebê."  
eu preciso me lembrar sempre disso. e agora vou responder a um questionário pra ver se eu conheço um pouquinho do muito que meu filho é. exercício do campo maternagen!

Teste: Conheça seu Bebê  
Para cada uma das questões seguintes, escolha a melhor resposta - em outras palavras, a frase que descreve o comportamento de seu filho na maior parte do tempo.  

1. Meu bebê:  
A. raramente chora  
B. chora apenas quando está com fome, cansado ou superestimulado(X)  
C. chora sem motivo aparente  
D. chora muito alto e, se não o atendo logo, começa a berrar  
E. chora grande parte do tempo  
2. Na hora de dormir, meu bebê:  
A. fica tranqüilo no berço e logo dorme  
B. em geral, pega no sono facilmente dentro de 20 minutos  
C. reclama um pouco e parece sonolento, mas não consegue manter o sono(X)  
D. é muito agitado e geralmente precisa ser envolvido em um cobertor ou embalado no colo  
E. chora muito e parece não gostar de ser colocado no berço  
3. Quando acorda, de manhã, meu bebê:  
A. raramente chora - ele fica brincando no berço até eu chegar  
B. murmura e olha a seu redor  
C. precisa de atenção imediata, senão começa a chorar  
D. grita  
E. choraminga(X)  
4. Meu bebê sorri:  
A. para tudo e para todos  
B. quando estimulado(X)  
C. quando estimulado, mas às vezes começa a chorar minutos depois de sorrir  
D. muito e também é muito vocal: ele tende a fazer ruídos muito altos  
E. apenas em determinadas circunstâncias  
5. Quando levo meu bebê para passear, ele:  
A. é extremamente comportado(X)  
B. é comportado, desde que eu não o leve para um local muito agitado ou desconhecido  
C. fica bastante irrequieto  
D. exige muito minha atenção  
E. não gosta de ser muito manipulado  
6. Quando um desconhecido simpático conversa com ele, meu bebê:  
A. sorri imediatamente  
B. fica um pouco sério e depois geralmente sorri  
C. quase sempre chora, a menos que o desconhecido consiga conquistá-lo  
D. fica muito agitado  
E. raramente sorri(X)  
7. Quando escuta um ruído muito alto, como um cachorro latindo ou uma porta batendo, meu  
bebê  
A. nunca se incomoda  
B. percebe, mas não se incomoda(X)  
C. fica visivelmente assustado e, em geral, começa a chorar  
D. também faz um ruído alto  
E. começa a chorar  
8. Na primeira vez em que dei um banho em meu bebê, ele:  
A. gostou da água como se fosse um peixe  
B. ficou um pouco surpreso com a sensação, mas gostou quase imediatamente  
C. ficou muito sensível, tremeu um pouco e parecia estar com medo  
D. ficou frenético, batia os braços e as pernas, esparramando a água  
E. detestou o banho e chorou(X)  
9. Normalmente, a linguagem corporal de meu bebê é:  
A. relaxada e alerta  
B. relaxada na maior parte do tempo  
C. tensa e muito reativa aos estímulos externos  
D. desajeitada - ele bate muito os braços e as pernas(X)  
E. rígida - seus braços e suas pernas geralmente são inflexíveis  

10. Meu bebê faz ruídos altos e agressivos:  
A. ocasionalmente  
B. apenas quando está brincando e é muito estimulado  
C. quase sempre  
D. freqüentemente  
E. quando está bravo(X)  
11. Quando troco as fraldas do meu bebê, dou banho nele ou o visto:  
A. ele sempre se comporta com tranqüilidade  
B. ele se comporta se eu não fizer movimentos muito rápidos e se souber o que estou fazendo(X)  
C. geralmente fica mal-humorado, como se não suportasse ficar nu  
D. contorce o corpo e derruba tudo do trocador  
E. ele detesta, vestir uma roupa é sempre uma batalha  
12. Quando levo meu bebê para um ambiente muito iluminado, pela luz do sol ou por lâmpadas fluorescentes, ele:  
A. enfrenta a situação com naturalidade  
B. às vezes parece assustado  
C. pisca excessivamente ou tenta esconder o rosto(X)  
D. fica superestimulado  
E. parece perturbado  
13b. (Se você amamenta) Quando amamento meu bebê, ele:  
A. começa a mamar imediatamente - foi bem fácil desde o primeiro dia(X)  
B. demorou um ou dois dias para conseguir mamar direito, mas depois ficou tudo bem  
C. sempre quer mamar, mas ocasionalmente larga o seio, como se tivesse esquecido como fazer  
D. alimenta-se bem desde que eu o segure do jeito que ele quer  
E. fica muito bravo e agitado, como se não tivesse leite suficiente para ele  
14.O comentário que melhor descreve a comunicação entre mim e meu bebê é:  
A. ele sempre consegue que eu saiba exatamente qual é a sua necessidade  
B. na maior parte do tempo, é fácil interpretar suas dicas  
C. ele me confunde: às vezes, chega a gritar comigo  
D. seus gostos e desgostos são firmados de modo bem claro e freqüentemente barulhento(X)  
E. ele geralmente chama minha atenção com um choro alto e tenso  
15. Quando vamos a uma reunião familiar e muitas pessoas querem segurá-lo, meu bebê:  
A. é muito adaptável(X)  
B. é bastante seletivo em relação a quem deseja segurá-lo  
C. chora facilmente se muitas pessoas o segurarem  
D. pode chorar ou até mesmo tentar se afastar dos braços de alguém se não se sentir  
confortável  
E. recusa-se a ir com qualquer pessoa que não seja a mamãe ou o papai  
16. Quando voltamos para casa depois de um passeio qualquer, meu bebê:  
A. adapta-se imediatamente  
B. demora alguns minutos para se ambientar(X)  
C. tende a ficar muito agitado  
D. geralmente está superestimulado, e é difícil acalmá-lo  
E. parece bravo e infeliz  
17. Meu bebê:  
A. distrai-se por um longo período observando um único objeto, até mesmo as barras do berço(X)  
B. consegue brincar sozinho por cerca de 15 minutos  
C. tem dificuldade para divertir-se em um ambiente desconhecido  
D. precisa de muito estímulo para se distrair  
E. não se distrai facilmente com alguma coisa  
18.O aspecto mais perceptível de meu bebê é:  
A. como ele é adaptável e incrivelmente bem-comportado  
B. como seu desenvolvimento segue um trajeto preciso, exatamente como descrevem os livros  
C. sua sensibilidade a tudo(X)  
D. sua agressividade  
E. como ele é resmungão  
19. Meu bebê parece:  
A. sentir-se absolutamente seguro no berço  
B. preferir o berço na maior parte do tempo  
C. sentir-se inseguro no berço  
D. irritado, como se o berço fosse uma prisão(X)  
E. ressentido quando é colocado no berço  
20. O comentário que melhor descreve meu bebê é:  
A. nem parece haver um bebê na casa - ele é um sonho  
B. é fácil lidar com ele, ele é previsível  
C. ele é uma coisinha muito delicada  
D. eu acho que, quando começar a engatinhar, ele vai esbarrar em tudo(X)  
E. ele é uma "alma velha", parece que já esteve por aqui antes  
Para saber o resultado do teste, escreva as letras A, B, C, D e E em um papel e, ao lado de cada  
uma, anote quantas vezes a marcou durante o teste. Cada letra denota um tipo correspondente:  
A = bebê Anjo  
B = bebê Livro-texto  
C = bebê Sensível  
D = bebê Enérgico  
E = bebê Irritável  


Dirigindo Toda a Sua Atenção para o Tipo do seu Bebê  
Depois de somar a freqüência das letras, provavelmente você terá escolhido um ou dois tipos com predominância. Quando ler as descrições, lembre-se de que estamos falando sobre uma maneira de se comportar no mundo, e não de uma disposição ocasional ou de um comportamento associado a uma dificuldade, como uma cólica ou um marco específico do desenvolvimento, como a erupção dos dentes. Provavelmente você reconhecerá seu bebê em um dos resumos seguintes, ou talvez ele combine características de diferentes tipos. Leia todas as cinco descrições. Dei exemplo de cada um dos perfis com um bebê conhecido, que corresponde quase exatamente àquelas características.
agora vamos as definições.
   
bebê Anjo  
Como era de esperar, esse é o tipo de bebê que todas as mulheres que engravidam pela primeira vez imaginam ter: ele parece um verdadeiro sonho. Pauline é um bebê desse tipo: doce, eternamente sorridente e muito pouco exigente.  

Suas dicas são fáceis de interpretar. Ela não é perturbada por ambientes novos e é extremamente comportada - na realidade, você pode levá-la para qualquer lugar. Ela tem facilidade de se alimentar, brincar e dormir e em geral não chora quando acorda. Você encontrará Pauline brincando em seu berço quase todas as manhãs, conversando com um bicho de pelúcia ou apenas se distraindo com a faixa do papel de parede. Um bebê Anjo quase sempre consegue se acalmar sozinho; mas, se estiver muito cansado, talvez porque suas dicas não tenham sido bem interpretadas, a única providência necessária é aconchegá-lo um pouco e dizer: "Eu estou vendo que você está muito cansado". Depois, cante uma canção, deixe o quarto confortável, escuro e silencioso, e logo ele dormirá.  
bebê Livro-texto.  

Esse é o nosso bebê previsível e, como tal, é consideravelmente fácil lidar com ele. Oliver insinua tudo o que fará, por isso não existem muitas surpresas com ele. Ele chega a todos os marcos exatamente de acordo com o previsto - dorme a noite toda aos 3 meses de idade, consegue rolar aos 5 e senta-se aos 6. Suas manifestações do processo de crescimento parecem um relógio. Nos períodos em que seu apetite aumenta repentinamente, ele está ganhando peso e se desenvolvendo com rapidez. Quando tem apenas 1 semana, já consegue brincar sozinho por um período curto- 15 minutos aproximadamente - e também murmura muito e olha ao redor. Além disso, sorri quando alguém sorri para ele. Embora Oliver tenha períodos normais de mau humor, exatamente como os livros descrevem, é fácil acalmá-lo.  

Também não é difícil fazê-lo dormir.  
O bebê Sensível.  

Para um bebê ultra-sensível, como Michael, o mundo parece uma série interminável de desafios sensoriais.  

  Ele se assusta com o ruído de uma motocicleta passando na rua, com os sons da TV, com um cachorro latindo na casa do vizinho.  

Ele pisca ou tenta afastar o rosto de uma luz forte. Às vezes chora sem motivo aparente, mesmo quando está sozinho com a mãe. Nesses momentos, ele está tentando dizer na sua linguagem de bebê: "Eu já estou cansado, preciso de um pouco de paz e silêncio". Freqüentemente, fica irritado depois de algumas pessoas o segurarem ou depois de passear. Ele brinca sozinho por alguns minutos, mas precisa se certificar da proximidade de alguém que ele conheça bem - a mamãe, o papai ou a babá.  

Já que esse tipo de bebê gosta muito de sugar, a mamãe pode interpretar mal suas dicas e pensar que ele está com fome, quando uma chupeta poderia acalmá-lo. Ele também pode se alimentar de uma forma errática, às vezes agindo como se tivesse esquecido como fazê-lo. Durante as sonecas e à noite, Michael com freqüência tem dificuldade em pegar no sono. Bebês Sensíveis como ele facilmente saem dos horários programados, porque seu sistema é muito frágil. Uma soneca muito longa, o fato de pular uma refeição, uma visita inesperada, uma viagem, uma mudança na rotina - qualquer um desses eventos pode colocar Michael em desespero. Para acalmar o bebê Sensível, você terá de "recriar o ventre". Envolva-o bem firme em um cobertor, aconchegue-o no seu ombro, sussurre perto do ouvido dele ritmicamente um som que lembre o da água fluindo pelo ventre e dê tapinhas suaves nas costas dele, imitando o ritmo cardíaco (isto, aliás, acalma a maioria dos bebês; mas funciona especialmente com o Sensível). Se você tiver um bebê Sensível, quanto mais rápido aprender a interpretar suas dicas e seu choro, mais simples sua vida será. Esses bebês adoram estrutura e previsibilidade - nada de surpresas, muito obrigado.  
O bebê Enérgico.  

  Esse é o bebê que parece sair do ventre já sabendo do que gosta e do que não gosta, e ele não hesita em mostrar isso a todos. Bebês como Karen são muito vocais e, às vezes, chegam a parecer agressivos. Ela freqüentemente chama a mamãe e o papai aos gritos quando acorda pela manhã. Ela detesta ficar com as fraldas sujas e comunicará "Troque-me" vocalizando violentamente seu desconforto. Na realidade, balbucia muito e bem alto. Sua linguagem corporal tende a ser um pouco desajeitada.  

Karen freqüentemente precisa ser envolvida em um cobertor para dormir, porque seus braços e suas pernas ficam se debatendo e a deixam superestimulada. Quando começa a chorar e o ciclo não é interrompido, parece chegar a um ponto do qual não há retorno: seu choro vai se prolongando até atingir um estado de raiva extrema. Um bebê Enérgico provavelmente segurará a mamadeira em idade prematura. Ele também percebe os outros bebês antes que eles o percebam e, assim que tiver idade para desenvolver uma preensão boa e firme, pegará também os brinquedos dos outros.  
bebê Irritável.  

Eu defendo a teoria de que bebês como Gavin já estiveram por aqui antes - eles são "almas velhas", como costumo chamá-los, e não ficaram nada felizes em voltar ao mundo. Eu posso estar errada, é claro, mas independentemente do motivo, garanto que esse tipo de bebê é absolutamente amargo, ou como dizemos em Yorkshire, está bravo com o mundo e mostra isso claramente. Gavin choraminga todas as manhãs, não sorri muito durante o dia e fica inquieto até dormir, todas as noites. Sua mãe tem muitos problemas em conseguir manter as babás, porque elas tendem a levar o mau humor desse bebê   para o lado pessoal. No início, ele detestava tomar banho e, cada vez que alguém tentava trocá-lo ou vesti-lo, ele se tornava impaciente e irritado. Sua mãe tentou amamentá-lo, mas seu fluxo (o ritmo do leite até chegar ao mamilo e passar por ele) era lento, e Gavin não tinha paciência. Embora ela tenha seguido todas as normas, a alimentação ainda é difícil por causa do mau humor dele. Para acalmar um bebê Irritável, a mãe ou o pai precisam ser pacientes, porque esse bebê fica muito bravo e seu choro é particularmente alto e longo. O "murmúrio da água do ventre" precisa ser ainda mais alto que o choro. Ele odeia ser envolvido em cobertores e certamente faz você saber disso. Se o bebê Irritável tiver uma crise, diga: "Está bem, está bem, está bem", de uma forma rítmica, enquanto o acalenta suavemente de frente para trás.  

DICA: Quando acalentar um bebê, de qualquer tipo, balance-o para trás e para a frente, e não para os lados ou de cima para baixo. Antes do nascimento, o bebê ia para trás e para a frente enquanto a mãe caminhava; portanto, ele já está acostumado a esse tipo de movimento e é confortado por ele.  
eu fiquei feliz em ler o 1º capítulo desse livro. aus poucos, está me ensinando muito. e isso é maravilhoso.
vamos sempre lembrar que a minha graduação de mãe só será concluida no dia da minha partida.
por hora eu tenho que me esforçar, e tentar ser uma mãe ---melhor----.
 Pena que o pai não pode responder às mesmas perguntas, pois continua se comportando da mesma forma. _a cada dia que passa, está + ausente.

terça-feira, 12 de maio de 2015

--marco no desenvolvimento: dormiu a noite toda! hann?

Desde quando você estava na minha barriga, quase chegando ao 7º mês, que eu não sei o que é passar uma noite inteira de olhos fechados. e hoje, 12/05/15, com 3 meses e 7 dias, você dormiu 10:00, acordando somente 6:30 da manhã para mamar 6 minutos, e adormecer  novamente! nunca  vivemos momentos como este, e mamãe resolveu pesquisar sobre o sono dos bebês nesta idade, e deixarei para meus leitores uma tabela explicativa a respeito do assunto!



Tabela: Quanto tempo meu filho precisa dormir?
Escrito para o BabyCenter Brasil.
Veja abaixo regras básicas para a quantidade de sono média para crianças dependendo da idade. Lembre-se de que cada criança é diferente -- há algumas que precisam dormir mais que as outras. A variação de uma criança para outra pode ser bem diferente, dependendo da personalidade e do organismo de cada uma.

Total
Quanto tempo a criança precisa dormir?
Idade
Durante a noite
Durante o dia
Total
1 mês
8h 30min
7h (3 sonecas)
15h 30min
3 meses
10h
5h (3 sonecas)
15h
6 meses
11h
3h 45min (2 sonecas)
14h 45min
9 meses
11h
3h (2 sonecas)
14h
12 meses
11h 15min
2h 30min (2 sonecas)
13h 15min
18 meses
11h 15min
2h 15min (1 soneca)
13h 30min
2 anos
11h
2h (1 soneca)
13h
3 anos
10h 30min
1h 30min (1 soneca)
12h


Cuidado para não se confundir. Se seu filho se recusa a ir para a cama antes das 23h, não quer dizer que ele não precise de tanto sono. Pense nas seguintes perguntas, para saber se ele está dormindo o suficiente:
Seu filho sempre dorme quando anda de carro?
Você precisa acordar seu filho quase todo dia de manhã?
Ele fica irritado, nervoso e manhoso durante o dia?
Certas noites, seu filho "desmaia" muito mais cedo que o horário normal?

Se você respondeu "sim" a qualquer uma das perguntas, é possível que seu filho esteja dormindo menos do que precisa.

Não deixe de ler nosso texto sobre os erros mais comuns que os pais cometem em relação ao sono dos filhos.

Temos conselhos específicos para todas as idades. Aprenda a cultivar bons hábitos de sono na criança:

O Efeito vulcânico: por que sono inadequado durante o dia (falta de sonecas ou sonecas curtas) resulta em extrema irritação e luta contra o sono?
http://guiadobebe.uol.com.br/o-efeito-vulcanico-por-que-sono-inadequado-durante-o-dia-falta-de-sonecas-ou-sonecas-curtas-resulta-em-extrema-irritacao-e-luta-contra-o-sono/
Conheça a fisiologia do sono dos bebês e entenda porque às vezes você erra pensando que está acertando.
Sono é uma necessidade básica da existência humana. Sono adequado é necessário para que bebês descansem, se desenvolvam e para que os hormônios do crescimento atuem e suas necessidades dependem de idade e maturidade. Na primeira infância, os padrões e características do sono são diferentes dos adultos. Vamos discutir um pouco da fisiologia do sono de bebês a partir dos seguintes princípios (1, 2):
1. Como adultos dormem: adultos adormecem e entram primeiro em sono profundo "não-REM" (REM da sigla em inglês para “movimentos rápidos dos olhos”), no qual a respiração é superficial e regular e os músculos estão relaxados. Cerca de 1 hora e meia depois, se passa para o sono leve ou ativo (sono REM), no qual os olhos se movem sob as pálpebras enquanto o cérebro se “exercita”: sonhamos e nos movimentamos, podemos até ir ao banheiro e não lembrar de nada. Esses ciclos de sono leve e profundo continuam se alternando a cada 2 horas, em média, ao longo da noite. Resultado: dormimos cerca de seis horas de sono tranquilo e duas horas de sono ativo.
2. Como bebês adormecem: bebês não têm maturidade para adormecerem sozinhos, sem ajuda, e precisam dos pais para isso (embora alguns bebês aceitem ser postos sonolentos no berço). Precisam de um ritual de sono repetitivo, que inclui contato corporal, como embalo, amamentação ou outro. Seus olhos se fecham, sua respiração fica irregular e ele pode se assustar, contrair os músculos e sorrir rapidamente, o chamado "sorriso do sono", e pode continuar a sugar com a boca tremendo. Então, você tenta transferi-lo para o berço e ele acorda imediatamente! Isso acontece porque ele não estava completamente adormecido e, sim, ainda no estágio de sono leve. Tente fazer todo o ritual acima, mas espere mais tempo (cerca de 20 minutos) até que entre em sono profundo: pare de sorrir, a respiração se torne regular e superficial e os músculos relaxem (punhos se abrem e braços e pernas ficam “pendurados”).
Portanto: adultos geralmente vão direto para o estágio de sono profundo, enquanto que bebês começam no estágio de sono leve.
3. Bebês têm ciclos de sono mais curtos que adultos: cerca de uma hora depois de adormecer, o bebê volta à fase de sono leve: começa a se movimentar, parece que vai sorrir, sua respiração torna-se irregular. Essa transição entre sono profundo e sono leve é um período vulnerável a despertares. Muitos bebês acordarão, então, se houver algum estímulo desconfortável ou irritante (fome, sede, barulhos e outros). Se ele não acordar, permanecerá em sono leve durante os próximos 10 minutos e retornará novamente para o sono profundo. Enquanto que os ciclos de sono dos adultos (passagem de sono leve para profundo e depois de volta ao sono leve) duram em média 90 minutos, os ciclos de sono dos bebês são mais curtos, têm de 50 a 60 minutos. Isto significa que os períodos vulneráveis para acordarem à noite acontecem a cada hora, em média. Nesse período vulnerável, você pode colocar uma mão carinhosa em suas costas ou permanecer ao seu lado se ele estiver na sua cama para ajudá-lo a superar esse período de sono leve sem acordar. Concluindo: alguns bebês precisam de ajuda para adormecerem novamente no período vulnerável a despertares entre os ciclos de sono.
4. Bebês não dormem tão profundamente quanto você: ou seja, bebês levam mais tempo para adormecer e têm mais períodos vulneráveis para acordar (cerca do dobro dos adultos). Isso parece injusto com os pais cansados depois de um longo dia cuidando deles. Entretanto, veja o próximo item e entenderá que essas acordadas mais frequentes existem por uma razão vital e que manipular o ritmo natural de sono do bebê pode não ser de seu melhor interesse (então pense bem antes de adotar métodos de "treinamento de sono" com técnicas e apetrechos).
5. Acordar durante a noite traz benefícios à sobrevivência: no início da vida do bebê suas necessidades estão no limite máximo, mas sua habilidade de comunicá-las é mínima. Vamos supor que um bebê dormisse profundamente a maior parte da noite, isso significa que algumas necessidades básicas não seriam supridas. Seus estômagos são diminutos e mamadas frequentes e em livre demanda são as únicas formas de atender todas as suas necessidades nutritivas e emocionais. Além disso, o leite materno é digerido com rapidez. Se a fome não fizesse o bebê acordar facilmente, isso seria um risco para sua sobrevivência. Da mesma forma, se uma dificuldade respiratória ou um ambiente frio não acordassem o bebê e ele não pudesse comunicar tais necessidades, sua sobrevivência estaria em jogo. Bebês, então, têm mais períodos vulneráveis ao sono, acordam mais, demoram mais para dormir. Parece até injusto, mas assim foram programados e há pesquisas que comprovam que o sono ativo os protege (3). Então, encorajar um bebê a dormir profundamente demais, cedo demais, pode não servir ao melhor interesse de sua sobrevivência e seu desenvolvimento.
6. Acordar durante a noite tem seus benefícios em termos de desenvolvimento: pesquisas mostram que o sono leve ajuda o cérebro a desenvolver-se (4), pois o fluxo sanguíneo até o cérebro quase dobra durante o sono REM (aumento mais evidente na área do cérebro que controla automaticamente a respiração). Durante o sono REM, o organismo trabalha na produção neurológica e acredita-se que o cérebro usa esse período para processar informações adquiridas durante o dia. No estágio de sono leve, os centros mais elevados do cérebro permanecem operando, mas durante o sono profundo esses centros são desligados e o bebê é mantido através dos centros inferiores do seu cérebro. É possível que durante o estágio de crescimento rápido do cérebro (o cérebro dos bebês cresce até cerca de 70% do volume adulto durante os primeiros dois anos), o cérebro precise continuar funcionando durante o sono para desenvolver-se. É interessante notar que prematuros passam ainda mais tempo do seu sono (aproximadamente 90%)  em REM, talvez para acelerar o crescimento cerebral (5). Então, o período da vida que humanos dormem mais e o seu cérebro se desenvolve mais é quando têm o sono mais ativo.
7. À medida que crescem, os bebês atingem a maturidade do sono: Tudo bem, já entendemos isso, mas a pergunta que não quer calar é: quando, afinal, meu bebê dormirá a noite toda? A verdade é que essa idade varia enormemente entre os bebês. Nos primeiros 3 meses de vida, bebezinhos raramente dormem por mais que 4 horas seguidas sem precisarem de uma mamada. Mesmo assim, eles dormem um total de 14-18 horas por dia. Entre 3 e 6 meses de idade, a maioria fica acordada por períodos maiores durante o dia e alguns podem até dormir por 5 horas seguidas durante a noite (e isso é chamado ‘dormir a noite toda’ para um bebê). Tenha em mente que outros pais geralmente exageram quanto ao padrão de sono de seus bebês, como se isso fosse um distintivo de "boa maternagem", quando, na verdade, não é.
8. Bebês ainda acordam conforme vão se desenvolvendo: apesar de atingirem uma maturidade de sono até o final do primeiro ano, muitos ainda acordam por vários motivos, tantos físicos como psicológicos. Acontecimentos importantes no desenvolvimento, como sentar, engatinhar, caminhar, levam os bebês a "praticarem" suas novas habilidades enquanto dormem. Então, entre um e dois anos de idade, quando o bebê começa a dormir durante os estímulos para acordar acima mencionados, outras causas levam-no a acordar durante a noite, como ansiedade de separação e pesadelos. Para revisar com detalhes as fases de crescimento e desenvolvimento que interferem no sono do bebê veja o artigo sobre o tema (6). Finalmente, outro fator que pode fazer uma diferença na qualidade de sono é sua alimentação. Para maiores informações, ler o artigo “Comer bem para dormir bem” (7).
Agora que já sabemos essas lições essenciais do sono de bebês, vamos discutir a influência do sono diurno (sonecas) no sono noturno. Conforme a criança cresce e ganha maturidade, a quantidade de tempo que consegue ficar acordada e feliz aumenta. Assim, um bebê recém nascido só consegue ficar acordado de 1 a 2 horas antes que o cansaço se instale, enquanto que uma criança de 2 anos consegue durar até 7 horas acordada antes de precisar de uma soneca. Mas apenas após os 4 ou 5 anos de idade (as vezes mais) a criança consegue passar o dia todo sem sonecas e feliz, conforme a tabela e figuras abaixo.
Idade e tempo médio que crianças aguentam acordadas e felizes entre sonecas
Recém nascido
1 - 2 horas
6 meses
2 - 3 horas
12 meses
3 - 4 horas
18 meses
4 - 6 horas
2 anos
5 - 7 horas
3 anos
6 - 8 horas
4 anos
6 - 12 horas
Gráfico de Horas de Sono e Sonecas por idade

Tabela e Figura 1. Tempo médio necessário de sono noturno e diurno, por idade. Como se tratam de médias, variações são comuns e esperadas.
Então, imagine que pela manhã a criança acorda totalmente restaurada, cheia de energia, mas que conforme as horas passam, aos poucos, os benefícios do sono da noite passada são esgotados e ela precisa dormir novamente. Quando entendemos isso e não deixamos a criança ficar muito tempo acordada (“passar do ponto”, como costumamos dizer), e a colocamos para tirar uma soneca assim que percebermos sinais de sonolência, fortalecemos os benefícios do seu reservatório de sono, permitindo que ela ‘recomece’ o dia cheia de energia após cada período dormindo.
Por outro lado, quando não percebemos os sinais de sono (bocejar, esfregar olhos, perder interesse no ambiente, olhar parado, como “hipnotizado”, chorar, puxar cabelos e orelhas, algumas vezes até gritar), e não as ajudamos a adormecer quando os primeiros sinais aparecem (fazendo um ritual de soneca simples, porém repetitivo, com ambiente apropriado: escuro e com sons estáticos ao fundo), ou quando as “forçamos” a ficarem acordadas além de suas necessidades biológicas sem uma soneca, elas ficam exaustas, chorosas e infelizes.
Conforme os números acima, bebês novinhos aguentam um breve espaço de tempo acordados e a pressão do sono já chega, apenas entre 1-3 horas depois de despertos. Por isso é que recém nascidos dormem várias sonecas ao dia e bebês novos requerem 2-4 sonecas diárias. Conforme o tempo, os ciclos de sono do bebê ganham uma maturidade e eles são capazes de ficar acordados mais tempo entre sonecas.
Vale à pena reforçar também que, para serem restauradoras, as sonecas devem durar 1 hora no mínimo (para completarem as fases do ciclo de sono). Isso a partir de 3-4 meses, pois antes disso o padrão de sono é muito imaturo. Além disso, recém nascidos geralmente dormem em ambientes barulhentos e com atividades ao redor, mas conforme crescem, ambientes barulhentos e claros são distrações que interferem na habilidade do bebê adormecer.
Aliás, pesquisas sugerem que até adultos se beneficiariam de uma soneca no meio do dia ou pelo menos uma pausa para descansar (8).
Então o que é esse tal de ‘efeito vulcânico’?
Conforme o dia passa e a pressão do sono se instala, a criança fica mais irritada, chorosa e menos flexível, tem menos paciência, perde a concentração e habilidade de aprender e absorver novas informações.  O termo científico para esse processo é "pressão de sono homeostática". Elizabeth Pantley, em um de seus livros especificamente sobre sonecas (9) chama esse fenômeno de ”efeito vulcânico”, que é o que adotamos também. Todos já vimos esses efeitos em bebês ou crianças. É tão claro como assistir um vulcão entrar em erupção. Observamos uma criança chorosa e irritada e pensamos: "É sono, precisa de uma soneca!"
Sem o descanso da soneca a pressão homeostática continua se acumulando até o final do dia, crescendo e se intensificando, como um vulcão, até que a criança estará completamente exausta, elétrica e incapaz de parar a explosão. O resultado é uma batalha intensa na hora de dormir com uma criança exausta, ranzinza ou um bebê que não consegue adormecer, não importando o quão cansado esteja!
Isso acontece por que o cortisol, hormônio que sinaliza a vigília, é liberado em quantidades maiores quando a pressão do sono se instala e o descanso não ocorre. Cortisol também é o ‘hormônio do estresse’ que é liberado quando o bebê ou a criança chora (secretado em quantidades potencialmente danosas ao cérebro quando o choro não é consolado e prolongado) (10-15). Cortisol antagoniza os efeitos da serotonina e melatonina, substâncias responsáveis pelo sono. Ou seja, quanto mais tempo acordada, mais cortisol em seu corpinho, mais choro de irritação, que libera mais cortisol ainda, e mais dificuldades de dormir, além de poder acordar muito cedo também pela manhã no dia seguinte.
Apesar de parecer paradoxal aos olhos de um adulto, isso explica porque a criança muito exausta, ao invés de adormecer facilmente, luta contra o sono (figura 2).
Progressão do efeito vulcânico no organismo.
Figura 2. Progressão do efeito vulcânico no organismo.
Pior ainda, uma criança que perde sonecas dia após dia acumula privação de sono que a põe no estágio do “vulcão em erupção” mais e mais rápida e facilmente. E pior ainda é se ela está perdendo sonecas e também não tem uma boa qualidade ou quantidade de sono noturno!
Vale lembrar que o efeito vulcânico não acontece só em crianças, mas afeta adultos também, por isso nos vemos ranzinzas e irritados no final de um longo dia e quando as crianças estão irritadas e sonolentas o resultado é uma fileira inteira de vulcões explodindo!
A pressão de sono pode ser intensificada por problemas do ambiente como: noite de sono passada ruim (déficit de sono prévio), estresses diários, mudança na rotina, visitantes, dentes nascendo, doenças e outros. Mais ainda, o estado de espírito de cada pessoa afeta os outros, causando um mau humor contagioso, especialmente em bebês, que são muito especialmente sensíveis ao nosso estado de espírito.
O conceito do vulcão traz ainda outra observação importante: sonecas de qualidade podem compensar por sono noturno perdido, mas tempo extra de sono noturno NÃO compensa sonecas perdidas (devido ao conceito de pressão de sono homeostático). Portanto, não importa se a criança dormiu bem à noite ou não, suas sonecas diárias são importantíssimas para liberar a pressão de sono em ascensão.
O que fazer para sair desse ciclo vicioso?
Algumas mães relatam que passam o dia todo tentando fazer seu bebê dormir, e muitas vezes isso acontece porque desconhecem o tempo médio que aguentam permanecer acordados fisiologicamente. Então eles “passam do ponto” ou entram em efeito vulcânico frequentemente. Deixam os bebês acordados até tarde da noite, não permitem que tirem sonecas por acreditarem que dormiriam melhor a noite (quando, na verdade, é o oposto), ou tiram sonecas rápidas, de meia hora ou menos, que não completam as fases do ciclo de sono e não são restauradoras. É um ciclo vicioso, uma bola de neve que se inicia logo pela manhã: quanto menos sono nos momentos apropriados, mais dificuldades para os sonos a seguir.
Então, a melhor estratégia para lidar com isso é prevenir que o efeito vulcânico se instale. Em primeiro lugar, investindo na qualidade das sonecas e ajudando o bebê a tirar sonecas restauradoras. Pode-se fazer isso da maneira mais eficiente que a mãe encontrar de adormecer o bebê, e não se esquecendo de proporcionar um ambiente apropriado ao sono (como já dito acima, um ambiente escuro e com sons estáticos ao fundo é o ideal). Sons estáticos são sons repetitivos e que conduzem ao sono, os quais o bebê já está acostumado a ouvir no útero materno, como, por exemplos: som do mar, chuva, oceano, ar condicionado, ventilador, secador de cabelo, rádio fora de sintonia e outros. Uma dica: grave um CD com este tipo de som e toque durante toda a duração da soneca e a noite toda também. Até nós adultos nos beneficiamos disso. Quem não dorme bem quando chove lá fora ou tira uma bela soneca numa rede a beira-mar?
Se for preciso esticar as sonecas colocando o bebê para dormir novamente no meio da soneca, faça-o, pois esse é um aprendizado que o bebê não faz sozinho, ele depende da nossa ajuda. Se o bebê dormir melhor no seu colo ou mamando ou precisar ser embalado novamente, que seja. É importante evitar a progressão do efeito vulcânico e um bebê exausto precisa mais do que nunca de ajuda para adormecer. Novamente, um ritual de sono noturno condutivo ao sono também é importante e é benéfico que as crianças durmam cedo, pois têm tendência a acordar cedo.
A espécie humana é uma das que nascem mais precocemente no reino animal, até entre os primatas. Isso porque o "preço" da nossa inteligência, o cérebro enorme (que foi evoluindo por milhões de anos), não poderia terminar de se desenvolver no útero da mãe ou o parto não seria possível, em conjunção com outro fator evolutivo: nos levantamos e andamos, somos bípedes. Fato é que bebês nasceram neurologicamente inacabados! São dependentes e precisam de nossa ajuda, toque, carinho, atenção, ser atendidos quando choram, receber colo, ajuda para dormir quando precisam.
Em outras palavras, o bebê sente um mal estar, mas não sabe identificar a causa, não entende que é sono, não sabe como resolver esse problema (ou seja, dormindo), não sabe como pegar no sono, e só tem a linguagem do choro para comunicar suas necessidades (físicas e emocionais).
Para concluir: uma rotina com sonecas estáveis e restauradoras é muito importante, com um ritual de sono noturno que conduza ao sono. O que mais importa, então, é o intervalo entre sonecas e não o horário propriamente dito (lembrando que o intervalo que aguentam acordados vai aumentando conforme sua maturidade).
Referências bibliográficas:
1- The Baby Sleep Book: The Complete Guide to a Good Night's Rest for the Whole Family (Sears Parenting Library), Little, Brown and Company; 1st edition, 2005.
2- All night long: understanding the world of infant sleep. Porter L. Breastfeed Rev. 2007 Nov;15(3):11-5. Review.
3- Infant growth in length follows prolonged sleep and increased naps. Lampl M, Johnson ML.Sleep. 2011 May 1;34(5):641-50. PMID: 21532958.
4- Sleep-related changes in the regulation of cerebral blood flow in newborn lambs. Silvani A, Bojic T, Franzini C, Lenzi P, Walker AM, Grant DA, Wild J, Zoccoli G.Sleep. 2004 Feb 1;27(1):36-41. PMID:14998235.
5- Development of fetal and neonatal sleep and circadian rhythms. Mirmiran M, Maas YG, Ariagno RL. Sleep Med Rev. 2003 Aug;7(4):321-34. Review. PMID:14505599.
6- Mortensen, M. Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança. Guia do bebê, 2011.
http://guiadobebe.uol.com.br/fases-de-crescimento-e-desenvolvimento-que-modificam-o-sono-do-bebe-e-da-crianca/
7- Mortensen, A. Comer bem para dormir bem. Guia do bebê, 2011.
 http://guiadobebe.uol.com.br/comer-bem-para-dormir-bem/
8- A daytime nap containing solely non-REM sleep enhances declarative but not procedural memory. Tucker MA, Hirota Y, Wamsley EJ, Lau H, Chaklader A, Fishbein W. Neurobiol Learn Mem. 2006 Sep;86(2):241-7. Epub 2006 May 2. PMID: 16647282
9- Elizabeth Pantley, ‘The No-Cry Nap Solution: Guaranteed Gentle Ways to Solve All Your Naptime Problems’. McGraw-Hill; 1 edition (December 2, 2008).
10- France KG.  Behavior characteristics and security in sleep-disturbed infants treated with extinction.  Journal of Pediatric Psychology 1992; 17: 467-475.
11- White BP, Gunnar MR, Larson MC, Donzella B, Barr RG.  Behavioral and physiological responsivity, sleep, and patterns of daily cortisol production in infants with and without colic.  Child Development 2000; 71: 862-877.
12- de Weerth C, Zijl RH, Buitelaar JK. Development of cortisol circadian rhythm in infancy. Early Human Development 2003; 7: 39-52.
13- Goldberg S, Levitan R, Leung E, Masellis M, Basile VS, Nemeroff CB, Atkinson L.  Cortison concentrations in 12- to 18-month-old infants: stability over time, location, and stressor.  Biological Psychiatry 2003; 54: 719-726.
14- Lupien SJ, McEwan BS, Gunnar MR, Heim C.  Effects of stress throughout the lifespan on the brain, behavior, and cognition.  Nature Reviews 2009; 10: 434-445.
15- Gunnar, M. R. So