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domingo, 30 de dezembro de 2012

--feliz ano novo.

Oois galera! chega de tristeza, chega de lamentações.
Hoje eu vim aqui, deixar a vocês que me acompanharam durante todo ano de 2012, uma mensagen de  --feliz ano novo---,
que foi enviada para meu e -mail, atravéz de uma amiga desde 1998, a Patrícia. a quem eu devo muitas coisas, quem ja participou de momentos incríveis e marcantes que eu  vivi ao longo dos  meus dias!!!!!!! bom, sem mais delongas, segue a mensagen a baixo, e feliz 2013! E a gente se vê!
Neste mesmo canal de comunicação, dividindo informações, emoções, conquistas, alegrias, e o que + vier por aí!!!!!
Um beijo enorme pra todo mundo, e meus agradecimentos pelos comentários, e pelo apoio galera!
 *Mensagem de Ano Novo*

*"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...


Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.


Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
*Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,*
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada
minuto, ao rumo da sua felicidade!"

Carlos Drummond de Andrade





*Que este Ano Novo que se inicia seja repleto de realizações e sucesso,
cercado de muito amor, paz e saúde!!! Que em nenhum momento** **percamos
nossa fé e que possamos superar todos os obstáculos que a vida nos impõe.*

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

socorro. que natal foi esse?

ois galera! bom, assim como eu disse, saí daqui na 6ª-feira quando ja era noite, e fui tomada por uma multidão eofórica, que também queria viajar. la eu fui pra casa da família MS, porquê senão, ai elas ficariam estremamente bravas comigo. E nós apenas conversamos, eu tomei um suco pra refrescar o corpo e pra  ver se eu conseguia parar de pensar, e depois fui dormir. no sábado me levantei estremamente melamcólica. odiei isso.
sabia que ia chorar.
ééééééééeééé. me arrumei, e segui runo a uma outra casa que eu gosto muito, casa dos  JD. la eu ri bastante com algumas coisas que me contaram, e eu acabei chorando. mais não teve nada haver com eles. eu acho que a minha depreção está mesmo em alta. qualquer palavrinha que eu  ousso e que me parece ser pesada, me machuca muito, e eu choro rios e rios. nunca fiquei assim, estou parecendo as meninas grávidas la do meu emprego, que choram com facilidade. eu não queria ser assim, afundei o rosto num traveceiro, e la eu chorei. mais não foi um choro longo, foi curto, e as lágrimas pareciam estar queimando meus olhos atrofiados pela cegueira.
no domingo meu noivo chegou la, alegando ter esquecido quase toda a mala em são paulo. ja que ele havia feito uma troca  de bolsas no dia anterior, e assim várias coisas ficaram dentro da bolsa que ele não  tinha levado, e eu fiquei estremamente pocessa de raiva. ele  até disse que meu presente havia ficado  na mala que estava na casa dele, mais ele se adiantou e comprou outro. mais não foi isso que me chateou, mais sim a atitude dele em não verificar a mala, sendo que eu tinha falado mais de 1000 vezes que ele tinha que checar tudo antes de sair. droga! será que homen não pensa sozinho? nós ainda demos algumas risadinhas juntos, e nada de namoro. 1º porquê eu estava na casa dos outros, e 2º porquê estava brava com ele. mais foi naquela madrugada que a minha gastrite atacou de uma forma violenta, e eu passei horas e horas agaixada de frente  pro vaso vomitando sem parar, e ele la do meu lado com voz de choro me dizendo que deveria ir ao médico. não seu idióta, isso se chama"  nervoso, que você me fez passar."
me senti nogenta em fazer isso na casa dos outros, mais poxa, como engolir tudo aquilo? não ia dar. chorei dinovo.
depois atarde, eu  vi mais algumas pessoas que me divertiram, e eu e ele estávamos vendo o programa casos de família, e ele fez um comentário relacionando a minha pessoa ao programa, ( nem  vou escrever aqui.), e assim acabou me ofendendo, e eu cegurei seu braço direito, e com 2 dedos, belisquei a sua pele, e a torsi o máximo que suportava. depois eu me cansei, e meu coração estava pulando dinovo. droga. mais eu não podia chorar. não chorei.  mais fiquei com ódio dele. pedi pra terminar tudo, enquanto ele erguia a manga da camisa  e me pediu pra lhe beliscar dinovo  pois ele estava errado e etc. eu não quis repetir a sena. pois eu odeio agreções físicas.
e o deixei sozinho. paramos de conversar. a noite eu quase  chorei ( dinovo), vendo rei leão 1. e depois ja era natal. eu não dei um beijo nele. não dei feliz natal. eu não estava feliz. naquela hora eu só queria a minha cama. enquanto os fogos estouravam la fora, e as pessoas se apertavam. sorte que eles comessaram a falar sobre algumas coisas que   me fizeram rir, senão eu teria passado o natal mais melancólico de toda a  minha vida. e na terça-feira eu ja fui um pouco mais feliz, estava me sentindo sedutora com aquela roupa e com aquele perfune doce. as coisas com o dito cujo ainda estavam no mesmo pé. quando estávamos  em outros lugares, ele ainda reclamou a respeito da minha friesa e alzênsia, e eu não me manifestei, e falei muito durante a nossa viajen de volta. eu não sei porquê, não sei que isso significa, mais ele me cansou muito. hoje ele terminou de dar meus presentes, e eu  apenas lhe dei um cd do chris brown, que se chama fortune. e ontem fui depositar um dinheiro na minha conta, que eu estou juntando pro nosso casamento. eu antigamente estava eufórica pensando nisso. hoje em dia procuro ocupar a cabeça com outras coisas. não sei se tudo isso que eu sinto é só por causa da depreção. no meu servisso sinto   muito sono. mais  finjo estar bem, me esforso pra ficar calma e transmitir isso pras pessoas, menos pra ele. ai, daquiapouco ninguém entra mais aqui. mais eu preciso falar. e só quem teve ou  tem depreção sabe como isso dói, sufoca. sorry galera. foi mal. bjs.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

------ a importânsia do choro, contando de mim, trassando mudansas pra 2013.

oooois galera! ufa, finalmente o ano está acabando, ja estamos no dia 19.
as coisas aqui encasa deram uma amenisada falando do aspécto saúde, mais vem acontecendo outras que eu jamais poderei sitar aqui. a depressão continua reinando dentro do meu coração, me encurralando em abismos escuros e frios, fazendo com que assim, lágrimas  grossas dessam  dos meus olhos, e façam minhas bochechas se queimarem de tanta dor................... de tanta mágoa e rancor que vem  adicionado a elas. por isso eu resolvi postar hoje qual a importânsia de se chorar, e em outro post, eu falo mais de mim!

Importância do choro

Tanto no aspecto fisiológico quanto no psicológico, a lágrima é expressão saudável do humano.

Para a universitária Bárbara Nogueira, 21 anos, não existe local nem momento ideal para colocar aquele choro ´preso na garganta´ para fora. Pode ser ao
assistir um filme, num encontro de família, durante uma alegria, tristeza, vergonha, nervosismo, medo ou, até mesmo, raiva. ´Todos os sentimentos para
mim têm choro. Não sei se tem explicação, acho que sou mais sensível do que o normal. As pessoas dizem que choro por tudo, mas, na verdade, só choro pelo
que é mais importante. O problema é que quase tudo para mim é muito importante´, justifica a estudante, em meio a risos.

A realidade de Bárbara é semelhante à do jornalista e professor universitário Ronaldo Salgado, 53 anos. Segundo ele, ´demonstrações de amizade, de carinho,
exemplos de pessoas que venceram desafios, adversidades, gestos simples, saudade, lembranças de quem já partiu, filmes, músicas´ são motivos suficientes
para deixar as lágrimas virem à tona. ´Chorar é da condição natural do ser humano. Não é voluntário. Chorar só faz bem, desabafa, deixa mais leve. Com
o choro, aprendemos a nos reconhecer como humanos´, identifica Ronaldo.

O ideal mesmo é deixar as lágrimas fluírem livremente, como se permitem Bárbara e Ronaldo. Essas simples gotinhas, de acordo com a psicóloga e psicopedagoga
Heliane Pessoa, possuem grande importância para o desenvolvimento psicológico, no sentido de serem a primeira forma de comunicação com o mundo. ´É uma
maneira de chamar atenção e até garantir a sobrevivência, visto que de outra forma não seria possível apreender e compreender as necessidades do bebê´.

Já na fase adulta, conforme Heliane Pessoa, que também é psicóloga da Medicina Preventiva da Unimed Fortaleza, o choro funciona como uma forma de descarga
de tensão decorrente do acúmulo de sentimentos e emoções. No entanto, a especialista alerta que a manifestação é uma forma de ´expressão primitiva e precisa
ser percebida em seu significado para não bloquear a demonstração dos sentimentos, em sua forma mais madura, verbalizando e socializando sentimentos nos
relacionamentos interpessoais´.

Essa motivação emocional carregada de significado, como explica o oftalmologista David Lucena, presidente da Sociedade de Oftalmologia do Ceará, é que determinará
a quantidade de lágrimas produzidas. ´A quantidade está relacionada com o estado emocional alterado como o medo, tristeza, depressão, alegria exagerada,
raiva, aflição etc´.

Segundo o médico, no choro, a parte do cérebro responsável pelos sentimentos, associa um estímulo emotivo com aqueles que já temos guardados, gerando uma
resposta, podendo ser o choro.

Ainda conforme David Lucena, fisiologicamente falando, haverá liberação de noradrenalina e serotonina (substâncias relacionada à emoção), causando contração
da glândula lacrimal, liberando a lágrima, que parte sofrerá evaporação, parte será drenada pelos canais lacrimais e, em seguida, ingeridas. Independente
da idade ou, ainda, da motivação, o importante é também lembrar que as lágrimas possuem funções no organismo.

Tanto que, o oftalmologista acrescenta que elas apresentam o papel de ´proteger os olhos de certas infecções, limpar as impurezas da córnea e conjuntiva,
preservar a quantidade e qualidade das lágrimas produzidas, dando conforto no piscar´. Por isso, nada de ter vergonha ou esconder o choro! ´Reconhecer
momentos de fragilidade ou que fracassou não significa que é o fim, e sim só o começo ou um recomeço´, aconselha a psicóloga Heliane Pessoa.

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http://www.paizzao.com/page29.html

Depois de ler essa matéria, eu  vi que não é tão ruim assim chorar.
Isso tem me aliviado bastante depois que passa. mais na hora que eu estou la " chorando", eu fico com raiva de mim mesma, me acho muito mole em ser assim. queria era rir até cansar, queria era me esquecer de todos os problemas, queria  ter uma vida diferente.
Tudo eu quero e quero. eu tenho que comessar a agir diferente, tenho que  comessar a pensar diferente, tenho que comessar a  percorrer caminhos diferentes no ano que vem, pra que as coisas tomem outro rumo. senão tudo vai ficar como está ou até  pior, e eu  vou só reclamar........ e isso não adianta absolutamente nada! mais na sexta-feira dia 21, eu irei pra  Poços de Caldas, onde vou passar o natal.
Volto pra casa no dia 25, pq dia 26 eu  trabalho! Acho que no ano novo eu estarei por aqui.
Mais em breve eu conto a respeito da minha viajen, que espero  que seja perfeita como sempre foi! adoro ir pra la!
eles me divertem muito, fora que Minas Gerais é um lugar bém tranqüilo, bom pra se relachar qualquer mente e coração!
E la eu não vou ficar ralando que nem aqui, todos os dias limpando a casa, ai, odeio-------************...... Eu sei que eu sou preguissoza gente! rs!
Beijão amores!
PS:
Tirei 100 nos feedbacks de Pricila, e Vanessa.
Eheheheeheheh.
Apesar da minha vida estar essa bagunsa, meu desempenho na  empresa continua atingindo a mesma meta de sempre.
Não posso parar né gente.
Tenho que  continuar mantendo o rítimo, tenho que ser uma boa funcionária, porquê eu  apesar de ter  um cansasso absurdo de  enfrentar esse mega trânsito  e ir pra la, sei que eu preciso demais desse emprego, e foi a porta que deus abriu pra mim quando eu estava ja desesperada.
Então não da pra reclamar sempre não.
Tem que levantar a cabeça, e seguir em frente.
Sempre  em frente.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

-- coisinhas para contar. triste.-- e-mail do noivo and resposta da noiva que sou eu!

oi galera! ja fazem exatamente 13 dias que eu não passo por aqui. mais agora eu vou dizer a todos (as), que deus me atendeu, e que eu passei sim em psicodiagnóstico interventivo! fiquei muito feliz com isso, e o resultado saiu no dia 27/11. eu também ja passei em  práticas de gestão/resultados, tirei 9 na última prova, e é claro que eu não esperava isso, mais estudei muito sobre a fnq, ( fundação nacional da qualidade), e  sobre a lideransa 2º a fnq. graças a deus. fiquei muito feliz ao ver isso no sistema. porém a enfermidade vem predominando sobre os membros da minha casa. a doença que empera por aqui agora é a deng. que é transmitida por um mosquito como todos ja sabem. e aqui tem feito muito calor, e  desde semana passada  que as coisas se complicaram por aqui, e eu tento fazer o máximo pra ajudar todo mundo, mais em sertas horas, eu me sinto impotente por ser " cega",   me sinto limitada, e nem todo meu esforso, resolve o problema pelo qual elas vem passando, e eu até chorei ontem por causa disso. eu estou muito sensível ultimamente, que será que pode ser isso? será que a minha depreção está voltando? *tomara que não*. amanhan eu vou buscar o medicamento que o dr alexandre me mandou tomar, ja ficou pronto. e eu estou juntando centavo por centavo pra conseguir me casar,  + sinseramente, nessa semana eu também fiquei triste com ele. por coisas símplis, mais tem algumas palavras que ele me fala que acabam  me machucando, e eu chorei ontem por causa de tudo o que está acontecendo. também por não ter atingido o que eu pretendia em psicologia jurídica. em uma prova eu tirei 5.4, e na outra 5.0, sendo que eu deixei de estudar pra tantas outras provas em nome dessa, que será meu estágio ano que vém. essa faculdade me desanima muito, eu  em muitos momentos tenho vontade de largar tudo. juro. sério. e daí amanhan eu vou fazer o exame dela. eu peguei mais 2, só que não vou fazer. senão aprendi no semestre, não vou aprender em 1 dia.
__ hoje eu estou melhor, cheguei encasa, ajudei todo mundo aqui, vi tv, só não deu pra descansar ainda.__.
- meu olho esquerdo também vem doendo bastante, e isso me incomoda.-
eu ainda não fui ver o que é, e quero que chegue o natal logo, adoro festa.
e espero que até la, tudo esteja normalisado aqui encasa.
:( outra coisa que me deixou estremamente aborrecida, foi que alice me disse que ferzinha está sem celular agora. ( não da pra explicar mais nada), mais agora ficamos incomunicáveis. pois ela está sem internet desde 6ª, e sábado  nós nos falamos, e ela me disse que estava com infecção de garganta, e ontem and hoje, eu tentei localisá-la pra saber se ja  havia melhorado. em fim, eu não entendi nada do que aconteceu la, mais tenho que aguardar. e tomara que pelomenos a net ela tenha acesso. tadinha.
bom galerinha, é isso por enquanto. me desculpem pelo tamanho do post infeliz, mais eu tinha que falar. beijos.
-- atualisando. oi amores, hoje  é 13 de desembro, dia do cego! ehehehehehehhh! parabéns pra mim, e pra toda galera dv do mundo afora. mais então  gente. na terça dia 11, eu passei por um apuro terrível aqui encasa, falando a respeito da saúde. foi realmente complicado sabe, e ela ainda não está melhor não. nós fomos até o consultório do omeopata, depois assim que chegamos aqui, eu fui ajudá-la quanto a manutenção da casa, tipo: roupas pra lavar, almoço pra fazer e etc. pois ela não para 1 minuto, e eu dei  o ar da graça né, discuti por causa disso. se ta doente, tem que socegar! mais em fim. daí depois disso, eu ainda organisei algumas coisas, e fomos  cuidar da alimentação dela por causa da anemia. eu fiz la suco de laranja com couve e beterraba. ( deve ter ficado orrível), mais ela precisa tomar, e daí não da pra ser boasinha, né
depois disso, eu ainda  fui medir a febre dela que baixou, estava em 37. ainda bém, pois na semana  anterior chegou a 39. e por fim eu ainda fui organisar algumas coisinhas, pois logo mais eu tinha uma prova pra fazer. ops, era o exame de psicologia jurídica.  eu não tinha estudado nada. quem disse que eu tive tempo pra isso? e também no mês anterior eu estudei tanto, e vocês viram as médias aí em cima. isso acabou comigo. daí o meu noivo apareceu aqui de taxi, e foi me levar pra facul. de la nós ainda passamos no supermercado pra comprarmos algumas coisinhas nescessárias, e trouxemos até chocolate pra casa ( e eu nem comi ainda, incrível!). daí eu também falei com a minha psicóloga, que me deu alguns concelhos que eu não curti muito. mais eu disse a ela, que me sinto inútil aqui dentro de casa, pois existem várias questões, que eu não posso ajudar a resolver, por conta da limitação visual. eu me sinto perdida, e sempre que temos que ir ao hospital, eu tenho que dar um jeito de chamar algun visinho ou algum taxi, porquê o samu daqui demora abesssa, e não da pra ficar esperando, eu tenho medo. e isso me entristece bastante. fora que eu ja ouvi tantas coisas nessas duas semanas em que ela está doente, vamos sitar:
" pra quê você vai ao hospital com ela sendo que você é cega? não vai poder ajudar em nada la."
" Nossa, você segura um bife com uma mão e corta com a outra? você  é porca em, eu não corto assim."
" você fica enchendo ela de comida, mais não é assim que ninguém sara. e você é muito mole."
tudo isso dueu, pois tudo o que eu tentei fazer até hoje, foi ajudar. é claro que não foi ela que me disse isso, mais poxa, então quer dizer que só pelo fato de ser cega, não da pra eu fazer nada?
daí ontem o clima ficou mais tenso ainda por volta de meia-noite, quando tivemos que seguir rumo ao hospital. la ela tomou soro e fez mais um exame de sangue. e graças a deus suas plaquetas almentaram. daí eu fiquei la a madrugada toda, e depois fui trabalhar. hj o dia não passou e não rendeu nada.
eu ando me sentimndo muito mal, ando me segurando ao máximo pra não chorar. e não é só a questão da dengue dela que me encomoda. são todos os assuntos. graças a deus eu passei em psicologia jurídica, acabei de ver no sistema. mais  me mandaram um e-mail hoje mesmo, falando que eu não fiz nada  do tcc e etc. como não gente, ja falei desse assunto em posts anteriores. e me senti mal dinovo. é claro que eu fiquei mais focada na clínica pois eu precisava passar com urgênsia. ainda mais depois de ter vivido aquele enferno no começo do ano. não ia dar pra reprovar dinovo. mais  as pessoas não são capazes de reconhecerem nada mesmo. eu não sei que ta acontecendo! meu noivo fala que devemos adiantar ao máximo esse casamento. e eu até concordo com ele sabe. e eu também sinto que de vez enquando, eu tenho perdido a paciência com ele, e não podia ser assim. mais parece que esse mês de desembro ta muito pesado pra mim, quando deveria ser um dos mais calmos. porquê a vida é assim? e eu estou morrendo de saudades da fer. e hoje ja tem 1 ano e 5 meses que a gente se conhece. minha irmãzinha. ela me mandou e-mail nessa semana, e amanhan vamos nos falar. eheheehehehehehh! e eu quero que ela volte a ter um sinal de comunicação. mesmo que seja celular. preciso falar com ela sobre tudo. sobre todos. outra amiga minha da adolescência que era minha confidente ressurgiu, e me mandou até o diário dela. fiquei de cara, ta todo mundo enrolado no fim de 2012! será que é pq 2013 vai ser suave? ps: cortei meu dedo dia 11, mais ja ta sarando! kkkkkk vida de cozinheira é assim. pra quem odeia cozinha  ficar la  todos esses dias, acrescenta cicatrízes da batalha com as facas: cortinhos! brincadeira galera! salve salve sexta, tô indo nessa. em breve retorno.! beijooooosss!
-- atualisando::::
15/12:
oi galera. hoje só choveu, eu limpei toda a casa, chorei num pedaço da tarde, depois dormi, fui ver como ela estava e ( graças a deus ja melhorou bastante), e agora pouco recebi um e-mail que faço questão de publicar:

Assunto:  oi minha monaliza.

oi amor da minha vida. venho  nesse símplis texto te homenagear, e falar o quanto você me faz feliz todos os dias. É por isso que eu sou completamente apaixonado
( pela minha monaliza).
Apartir do ano que vem, nós iremos nos unir num só corpo, alma, e coração.
Porquê  nós iremos ser abensoados por nosso Jesus no nosso casamento que esperamos ser muito feliz!
Você pode esperar do seu esquilinho    1º Fidelidade,  2º Companherismo, 3º  Amor eterno.
Eu  e minha monaliza seremos  pais de uma linda menina que vai se chamar Laura Caroline.
E para completar  nossa linda  família,   teremos um cachorro maravilhoso, que irá se chamar Golfinho.
Então  para terminar  este e-mail, queria te dizer que  eu te amo muito, e que sempre estarei com você. seu noivo apaixonado. (L)
Beijos minha linda.
--- Assunto: Re:  oi minha monaliza.

oi esquilinho. é com grande satisfação que respondo este e-mail. pois
ver na sua caixa de entrada uma mensagen do seu noivo é bém importante e
até diferente. queria te dizer que assim como você, eu estou anciosa
para que o nosso casamento acontessa o mais breve possível. depois de
todos esses anos juntos, acho que ja é hora de deixarmos o statos noivos
no passado, pois ja passamos por diversas provas, que garantiram que o
amor mais uma vez venseria. tanto é, que ele venseu. principalmente
nesse ano de 2012, que foi um ano de prova de fogo que você e eu
passamos. 1º o desemprego, 2º a questão familiar,  e 3º a história da
serurgia. isso tudo mecheu demais com as nossas estruturas, + nós
vensemos graças a deus. nem acredito. agora só juntarmos dinheiro, para
termos em breve o nosso cantinho, e é claro, a nossa filha e o nosso
cachorro como você sitou! eu não vejo a hora, estou anciosícima pra
isso. e espero que você cumpra com o que você me prometeu em.
principalmente em relação a fidelidade e amor!
mais eu também prometo estar com você durante todos os momentos da sua
vida, sejam eles bons ou ruins, como eu sempre estive. e por mais que as
pessoas achem que cego com cego é = a dificuldade, eu digo que cego com
cego, é = a superação, realização!
eu te amo, e quero casar logo. e que venha em breve a nossa laura!
e principalmente, a nossa paz!
sua noiva.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

oi gente.

oi galerinha do bém!!!!! é, sou eu mesma, a altora deste blog quem vus fala..... eu sei que demorei pra aparecer, mais é que a minha vida vem sofrendo drásticas transformações, nas quais eu não posso sequer pensar em sitar. mais deixaremos os meus devaneios pra la, e vamos actualisar tudo aqui. eu estou de férias do meu emprego ( acho que ja falei isso em outro post), e nesse tempo eu viajei só no início do mês, mais também fui  pra uma baladinha leve, saí por aí pra respirar, e sábado eu estava na faculdade ajudando o povo a corrigir nosso tcc, ( pior sábado do mês, droga fiquei mega irritada.) mais em fim.................... a gente não pode chorar pelo leite derramado, e nem pelo tempo perdido. são coisas que não voltam mais. mais eu ando fazendo provas e provas, e eu tenho a leve sensação de que fui mega bém na prova da tatiane. eu acho que tive uma visão. cega falar que teve visão é foda né, mais tem que falar vai gente! kkkkkkkkk, rindo de mim mesma'''''.
mais então deixa eu te contar!
eu sonhei que tinha tirado 9.2 nessa prova aí, fiquei radiante.
eu também fiz a prova da rosi ontem, e acho que fui bém.
consegui criar uma conta no web visun ( e agora os captchas não vam mais me atrapalhar graças a deus), e também fiz uma conta no wuala.
www.wuala.com/dorinnhapsi.
la não tem muita coisa não, mais estão disponibilisados alguns scripts do jaws  na pasta programas tais como:
Script msn 9,
Script cala boca dosvox,
Script msn 2012.
e tenho la  dosvox 4.1, e dosvox 4.3 para instalar,
kit 8 vozes sap, jaws 13 tem pra todos os gostos, inclusive ele em português, ja com  craque! tem também o msn 9, e 2012, tem ticub que é cliente de tuiter, tem mosila tanderbird, ( não é assim que escreve mais la ta serto), tem uma porrada de coisas la que podem te ajudar.
também  tem alguns cds la,
e tem  vários livros.
se interessar, corre la e confere!
hoje que eu vou saber o resultado da clínica, e espero em deus ter passado.
senão vai ser foda.
e eu ganhei um buquê lindo domingo, e fiquei noiva dinovo.
não foi só pelo presente, mais a sei-la. vamos ver se da pra proceguir com essa história.
eu chorei domingo mais não posso dizer porquê, mais eu confesso que estou mais calma, finalisando as minhas férias que vam até terça que vem.
e eu tenho saudade de rir com as meninas da call.
aposto que elas tem muito o que me contar.
e uma coisa que  me extressa em ficar encasa, é ter que lavar a louça todos os dias, ou quase todos. eu não gosto,
tenho nojo,
fico irritada,
e acima de tudo, perco tempo!!!!!!''''''''.
ah e 5ª eu fui la no médico com ele, e a serurgia fica só pra 2013.
agora não da mais tempo e nem seria bom fazer................
eu também tive terapia e ela disse que eu estou bém mais calma.
Bom meu povo, é isso.
não demoro nada pra falar de facul aqui.
Beijos.

domingo, 28 de outubro de 2012

-- atualisações, fim de outubro.

oi meus amores! eu tenho muitas coisas pra contar, e a 1ª delas é que  o  meu emprego  não vai mais fechar, pois o contrato foi renovado por 5 anos. a 2ª é que eu engordei 3 kilos e fiquei disisperada com isso, chorei muito, foi orrível. a 3ª é que na quinta-feira eu vou viajar sozinha pra poços de caldas, pois eu ja estarei de férias no meu emprego, e sinto que o meu corpo precisa urgentimente parar e discansar, senão eu vou acabar esplodindo.
a 4ª é que em novembro eu pretendo voltar pra academia, e me empenhar mais e mais nos  meus estudos pois as minhas médias estão muito baixas.
a 5ª é que depois de muito tempo sem chorar, eu acabei fazendo isso na minha última terapia e eu fiquei muito  irritada pois a minha intenção não era essa. mais pelo que parece, eu estou me sentindo mais leve agora. às vezes eu fico relutando e reprimindo alguma vontade que eu tenho, por puro orgulho, pra não mostrar pras pessoas o quanto eu sou fraca e emotiva. mais é besteira pois quando tocam bém na minha ferida, eu não suporto essa dor e acabo chorando. eu tinha que mudar isso em mim, mais é complicado. ta aí uma coisa que o fernando sempre me falava e eu nunca ouvi.
nesses dias eu também ando sentindo muito sono. desde quando eu voltei de poços no último feriado que tivemos, que foi dia 12/10, eu ando me sentindo assim. não sei  o que é. aqui hoje tivemos o 2º turno, e quem venseu foi fernando adade.
nos feedbaks da empresa eu tirei 8 notas 100, e um 91, e um 95, por pura falta de atenção. mais eu ando mesmo bém desligada.
na minha viajen no feriado do dia 12, recebi a vizita do meu ex la, e eu não esperava por ele, que ainda está super afim de voltar. estou aqui pensando, mais nos falamos todos os dias, pois ele age como senão tivécemos terminado.
eu não sei como vai ser, mais assim que descobrir eu posto aqui.
beijos gente!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

- a separação, o tombo e o dente, a rita, e tudo isso, é = a tristeza.

oi meus amores! eu sei, ja vai fazer uma semana que eu não posto nada, mais é que aconteceram tantas coisas na minha vida que vcs nem imaginam.
Dia 5 eu fiz a prova do eduardo que estava absurdamente complicada, mais pode ser * que eu tenha ido bém.*.
vamos tentar pensar assim.
no sábado eu fiquei organisando as  minhas coisas da clínica que * estão em braille e no pc*, e eu também  baixei vários arquivinhos nescessários, e depois eu * fui pra santa ceia.*
a palavra desse culto era pra mim, e eu adorei, embora tenha  continuado triste, + também meu coração ficou calmo.
meu noivado terminou, * por causa da  consulta ao urologista, e também porquê a família dele sempre trava a relação, * e ele me sobre carrega demais, eu me sinto às vezes mais mãe dele do que noiva, mulher, amante, e sei-la o que mais*.
mais também não discartei a ipóteze de ajuda-lo quando o mesmo for operado.
porquê putz, * eu vou ficar com pena dele, e tudo pode ter dado errado, mais ele não é tão ruim assim. só idióta.*
daí domingo eu fui votar * pq ano que vém eu quero ser FP ( funcionária pública), e se isso acontecer, mudarei de estado.
mais * vamos com calma.*
aqui vai ter 2º turno, e eu odiei isso.
daí na 2ª, eu apenas trabalhei, e depois eu ainda falei com a fer, e * vi o fábio, e nós conversamos e ficamos*,  mais em fim, eu também não quero namorar ele não.
daí depois eu fui pra facul, e nem teve aula, seguiram apenas instruções pro próximo ano de facul.
AÍ VEM A TERÇA, SE SEGURA.
___E AGORA VÉM A MERDA._____
gente, eu fiquei muito brava ontem, pq a rita  me disse o seguinte:
" Dorinha, eu fiquei muito orgulhosa pelo seu desempenho neste bimestre, vi que vc melhorou muito, vc continua sendo  responsável, segue com rigor a ética da psicologia e bla bla bla, e eu estou muito orgulhosa de vc, mais ainda sinto que seus relatórios nescecitam de perfeição, e por isso você tira um INSUFICIENTE+."
isso significa que eu tirei 5.
não atingi a média 7, pq 2º ela, os relatórios e a minha timidês ( que na minha cabeça não existe), não me deixaram alcansar a perfeição, 2º ela.
puta merda,a  única coisa que me deu pra falar, foi o seguinte:
" olha, eu fiz o possível pra melhorar nesse semestre, mais se vc acha isso, o que é que eu vou poder fazer."
que ela queria que eu dissece?
fora que ela fica me olhando, tipo me  * enfrenta agora, eu tô pedindo*.
e eu nunca faço isso, pq se eu chegar a transformar isso tudo em ódio, não vai prestar, e eu só vou falar coisas baixas.
daí eu cheguei encasa e chorei abessa.
e o idióta la do meu ex me ligou pedindo pra voltar e eu disse não.
e eu caí em cima da lesse que estava dormindo no banheiro, e bati o rosto na porta de vidro, e como eu estava falando no celular, acabei cortando a boca, e nessa proesa toda, quebrou um pedacinho do meu 3º dente da frente, que eu ja quebrei em 2002, quando caí do skat. agora tem que ir la arrumar. droga.
hoje quarta-feira eu ganhei um buquê de crisântamo, que foi ele mesmo quem me mandou, * e eu amei, mais nem por isso vou voltar*, e ele ligou no meu tim, e ficou * falando por mais de uma hora, e ainda fala que me ama, que enquanto ele respirar, vai pra sempre me amar, e eu não acredito nisso.*.
eu fiz a descrição da sessão de ontem, e daí eu enviei pra joice, pq na 6ª eu vou viajar, e não vou ficar ligada nesses lanses de facul.
e agora eu estou aqui vendo chaves, pra tentar me animar. a minha terapia de hj foi orrível, pois eu briguei com ela pq eu acho que não está correspondendo ao tempo que eu aprendi que se deve haver em cada sessão, e ela também disse que eu estou com um quadro deprecivo muito forte, e que eu vou ter que tomar 2 tipos de medicamentos,
* que serão receitados pelo neurologista  ou pelo psiquiátra*, e 1 deles é pra anciedade, e o outro é  ante deprecivo.
e amanhan  terá * a festa de dia das crianças na empresa*, e vamos saber se renovaram o contrato ou não,
espero que sim, pois eu preciso muito continuar empregada. ainda mais nessa situação. bom, apesar das lamentações eu  acho que ja me fortaleci um  pouco
com relação ao meu noivado, e hoje eu fui ao mercado fazer compras, e o fábio esteve la no meu emprego, e me ajudou um pouco.
beijos amores, em breve eu volto.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

-- música da minha quinta-feira fiasquenta.... christina aglera de volta! eh, adoro!


Oi meus amores. apesar da minha quinta não ter sido nem linda e nem ecitante como o que seguirá a baixo, eu vou postar essa letra que marcou meu dia,
ouvi hj atarde e curti o som, e até o conteúdo da letra, apesar de ser meio estravagante.
Mais eu gosto de som assim.
Beijos, e leia a Christina Aglera a baixo, diva da minha adolescência. I LoVe You chris!

Seu Corpo
Hey, Oranum!
O que minha semana aguarda?
Nós teremos uma semana de matar!
Eu vim aqui hoje à noite para tirar você da minha mente
Eu vou pegar o que eu encontrei (Oh oh, yeah)
Então abra a caixa, não precisa de chave, estou destrancada
E eu não vou te dizer para parar (Oh oh, yeah)
Hey garoto!
Eu não preciso saber onde você esteve
Tudo que eu preciso saber é você e
não precisa falar
Hey garoto
Então não me diga o seu nome
Tudo que eu preciso saber é a quem pertence esse lugar
E então vamos andando
Tudo que eu quero é amar o seu corpo
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Hoje é a sua noite de sorte, eu sei que você quer isso
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Tudo que eu quero é amar o seu corpo
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Hoje é a sua noite de sorte, eu sei que você quer isso
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
É verdade o que você ouviu, eu sou extravagante, eu sou confusa
Então venha e me dê o seu pior (Oh oh, yeah)
Estamos nos mexendo mais rápido do que lento, se você não sabe onde ir
Eu vou terminar tudo por conta própria (Oh oh, yeah)
Hey garoto!
Eu não preciso saber onde você esteve
Tudo que eu preciso saber é você e
não precisa falar
Hey garoto
Então não me diga o seu nome
Tudo que eu preciso saber é a quem pertence esse lugar
E então vamos andando
Diga, diga, hey!
Tudo que eu quero é amar o seu corpo
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Hoje é a sua noite de sorte, eu sei que você quer isso
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Tudo que eu quero é amar o seu corpo
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Hoje é a sua noite de sorte, eu sei que você quer isso
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Eu acho que você já sabe meu nome
Eu acho que você já sabe meu nome
Hey, hey!
Ha!
Tudo bem!
Diga
Eu acho que você já sabe meu nome
Tudo que eu quero é amar o seu corpo
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Diga
Hoje é a sua noite de sorte, eu sei que você quer isso
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Tudo que eu quero é amar o seu corpo (Seu corpo, yeah!)
Diga, diga, diga!
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Hoje é a sua noite de sorte, eu sei que você quer isso
Oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

- seus beijos.-

Os beijos que me embreagam os sentidos;
Os beijos que me fazem tremer as pernas;
Os beijos que deixam meus lábios adocicados;
Os beijos que fazem meu coração disparar;
Os beijos que fazem meus sentidos se estravasarem;
Os beijos que me fazem perder a noção do tempo;
Os beijos que fazem meu prazer esclamar pelo seu;
Os beijos que me deixam cada dia mais apaixonada, facinada, desejada;
Seus beijos, nossos beijos.
O início de uma tempestade de amor que cai sobre nós dois,  fazendo com que assim, tudo fique pra depois.
Eu te amo.

--eu dinovo.

oi meus amores. bom, eu estou vivendo a > correria aqui, pois eu estou na semana de provas na faculdade.
mais eu vou comessar falando do último fds de setembro,
* meu chá de panelas foi realisado nesse dia*
eu amei tudo o que eu ganhei, e ja tenho a minha cozinha completa.
domingo eu fui no noivado da amanda, e até fiquei feliz por ela, e o senhor meu noivo ficou com ciúmes pq eu tava la, toda involvida no lero da galera da festa.
mais isso ja é tradicional, vcs comnhecem ele.
daí ele me disse que eu estava " muito gostosa" pq eu estava usando um vestido um pouco curto.
( adoro roupas curtas e coladas, principalmente pro calor que tava aqui nesse dia.)
daí nós até jogamos  dominó la., e eu bati o record, ganhei 5 vezes.
mais eu sempre joguei muito quando era criança.
daí na 2ª eu fiquei brava.
* cansasso total por ter ido  fazer a visita escolar,  ainda fiz relatório,
depois eu ainda fui pegar o ônibos pra voltar pra casa, e eu peguei um congestionamento mais cheguei.*
* saudade da fer.*
eu falei com a fer hoje mais foi ruim, ela ainda ta sem net, e eu não sei quando q vai arrumar.
mais veja o q veio depois.
* as  provas*
eu tinha prova de práticas de gestão na 1ª aula, e eu estudei no domingo os lanses da fnq, ( fundação nacional de qualidade), daí a minha querida profªa me vai e coloca 3 gráficos na minha prova.
pode colocar desenho na prova de cego?
não né gente.
daí se não fosse o ricardo eu ia  me ferrar, mais ele descreveu os 3 desenhos pra mim.
só que mesmo assim fica  difícil, ainda mais pra mim que não tenho serttas  formas na cabeça, por ser cega desde criancinha.
daí eu  depois tinha prova de metodologia de pesquisa, mais a simone me mandou a matéria todinha em pps, e o jaws não lê isso, e tem alguns arquivos em pdf que ele também não reconhece. pra não falar que eu não tinha nada das aulas dela, eu tinha algumas gravações, mais julgo ter ido bém na prova.
* clínica................
como em todas as terças, eu fui pra clínica anoite, e só tivemos supervisão, e ela ainda não deu nossas avaliações.
juro que se ela me der mais uma média baixa eu vou surtar.
porra eu tô me esforçando o máximo q eu posso, e espero que ela esteje vendo isso.
mais na hora de vir embora me deu medo, pq ficamos eu e a amanda da facul  sozinhas no ponto,
e la é muito deserto, e o ônibos demorou uns 40 minutos pra passar.
foi orrível, e no dia que a gente precisa que alguém vai buscar, ninguém vai.
o fresco do senhor esquilinho foi cortar o cabelo e acabou saindo de la tarde daí ele disse q ia  pra casa tomar banho pq o cabelo tava pinicando ele. mais imagine q hora q ele não chegaria na casa dele com esse atraso todo.
foi até melhor mais eu fiquei com raiva quando ele disse isso.*
daí hoje* eu me sinto estremamente cansada, e depois q saí do servisso fui pra terapia,
* onde a doutora julha me elogiou, disse q eu sou uma mulher muito forte, e q ela me admira muito, tem orgulho de ver como eu enfrento os meus problemas.
engraçado que _eu _ nãom _ me _ vejo _ assim _ forte _ como _ ela _ disse._
mais em fim. e ela disse q eu tô muito extressada, que preciso arrumar algo pra descarregar essa  energia.
* medo:*
hj ja é quinta-feira, e eu vou com o esquilinho la no yurologista, pra saber a respeito da suposta baixa produção de espermatosóides que ele tem, dificultando assim uma gravidez de sucesso pq é das duas uma.
se o espermatosoide fecundar, ele pode não suportar e acabar morrendo, fazendo com q assim eu sofra um aborto, por conta da deficiência dessa célula;
ou pode ser que ;não; fecunde; e aí; eu; não; vou; conseguir; gerar; um bb; da; forma;  que deus criou;
e isso me deixa em pânico, que eu faço? a doutora julha me disse que qualquer coisa é pra ligar pra ela.
* pra muitos isso é bobeira mais pra mim não, pode ser que defina toda a nossa relação.*
pode ser que me deixe feliz, por um suposto tratamento*-
{ pode ser que me deixe depreciva sabe-se la por quanto tempo}.
e ele me deu um perfume hj que chama lavanda. na verdade ele só pagou.
quando chegamos no extra e eu senti o cheiro da loja entrei la, escolhi, e depois ele me disse pra digitar a senha e pagar o perfume, e eu paguei, usando o cartão dele, claro. 
minha promoção da oi acabou, daí eu comprei um novo n° da tim pra ligar pras minhas amigas, principalmente pra fer, e pra doutora julha.
pq esse chip q eu tenho ta na internet.
e hj eu fiz * a prova do tcc e fiquei com raiva pq eu cheguei la às 7, e ela disse q comessava às 8. porra, não podia adiantar? não*; 
bom amores, horem por mim;
beijos.

Onde estará meu amor?

- Queria sentir sua língua paceando pelos meus lábios, queria sentir a fragânsia da tua pele, banhada por lavanda.
Queria poder adivinhar, o motivo que fazem seus olhos brilhar.
Queria poder te abrassar, e fazer o mundo parar.
Queria poder te amar, e nunca mais te deixar.
Queria me esquecer de todas as brigas que tivemos, e me
recordar apenas dos momentos de amor, alegria e prazer que vivemos.
Queria sorrir com as loucuras que criamos, queria poder chorar com as cartas que escrevemos, queria poder te dizer que te amo,
queria ouvir seu coração pulsar, queria ver você me contar seus maiores segredos, queria dividir com você,  todos os meus medos.
Queria com você, superar todos os preconceitos.
Mais onde estará você meu amor?
Que deixou no meu peito essa lacuna que só me faz sentir dor?
Onde está você, que transformou o meu mundo, e em apenas 1 segundo, me fez ser vítima da minha própria felicidade?
Onde está você, que jurou ser meu por toda a a eternidade?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

-- roupa nova, adoro essa letra!

oi gente! vim aqui deixar uma música linda pra vocês guardarem dentro do coração.
Eu gosto muito dela, e decidi compartilhar.
Acompanhe, e comente!

Bem maior
Roupa Nova

Bem maior do que os mares mais profundos
Bem maior do que os campos que eu vi
Bem maior que o teatro das estrelas
É meu amor por ti
Com a força infinita das rochas
Bem mais luz que o sol põe no rubi
Muito mais do que os verdes das matas
É meu amor por ti
Assim como no inverno
E o sol quente do verão
Eu vou ser a primavera
Do teu coração
Foi assim que escrevemos nossa história
É o livro mais lindo que eu li
Uma flor azul que me traga na memória
O meu amor por ti
O meu amor por ti
Beijos!

disseram:

Disseram que eu sempre seria assim.
Teria que depender da vontade dos  outros pra me desenvolver,
pra trabalhar,
estudar,
dependeria também da piedade dos mesmos pra namorar,
me casar,
ser mãe.
Dependeria dos pais para ter onde morar,
para ter no quê me apoiar,
pra ter alguém pra literalmente me carregar.
Disseram que a sociedade ia me regeitar,
me discriminar,
me repugnar.
Mais eu disse  que Deus foi >  do que tudo isso que pronunciaram, e ele me deu uma vida cheia de obstáculos que foram superados, e transformados em árvores que forneceram a mim e aus que me assistem, o fruto de ter vensido tudo aquilo que um dia quis me derrubar.
Foi difícil, muitas lágrimas derramadas, muitas marcas, pernas arranhadas, narinas cansadas, pés recheados por bolhas, rosto banhado pelas gotas mais intensas de suór..
Mais foi preciso viver tudo isso, pra que eu mesma acreditasse em mim, e na minha capacidade de ser tão normal quanto aqueles que não possuem nenhum tipo de deficiência.
por isso eu digo, se a sua vida está confusa, se as coisas parecem desabar sobre você, dobre os juelhos e pessa forças a deus, que te  levantará do pó, assim como ele fez comigo.
Beijos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

-- o domingo a 2ª, e pra complementar tem a esperiência de terça!

ooi gente;
bom, venho aqui atualisar o blog mais uma vez, e ( fer), obrigada pelos comentários.
ontem como eu havia dito a vocês, eu fui fazer a visita domiciliar ao meu paciente, e depois eu peguei uma carona com a Joice, que acabou me deixando encasa, e adivinhe quem estava junto comigo? é, esse mala aí do esquilinho como ele escreveu no e-mail. ele esteve por la pq 2º ele não queria que eu fosse sozinha ( puro ciúme e isso ja ta me cansando;). mais daí ele ficou de papo com o noivo da Joice enquanto realizávamos o trabalho. assim que cheguei encasa coloquei o dvd do chaves pra assistir e dormi. sabia que aconteceria isso. depois ele me acordou ( ficou la passando a mão no meu nariz), pra que eu fosse almoçar, e eu deci de cara feia, odeio que me acordem no domingo.... kkk. daí depois que eu comi, fiquei la jogando converssa fora, e ele  queria que eu desse atenção só pra ele, e eu disse q era pra ele esperar, e ele me enfernisou demais:
" Mor, vamos la en cima?"
" Sim, mais espera".
Eu repeti isso mais de 4 vezes, até que ele disse assim:
" a mor, mais dalicensa!"
Daí eu disse bém dentro do ouvido  dele:
" olha, vc tem que esperar pq 1º a casa é minha; 2º vc não é nada pra querer falar assim comigo; e 3º eu sei q vc ta cheio de ciúmes mais isso, é problema só seu. ou as coisas giram como """""eu""""" quero"""", ou """"" você """ vai" embora" da " minha " vida"""""
se tem uma coisa q eu odeio é homen mandando em mim, ja era meu, eu não sou submissa a esse povo não. a cima de mim está deus e é ele quem manda. não qualquer um q se acha o tal. daí eu fiquei sem falar com ele e ele fez o de sempre, me pediu desculpas e disse q queria um pouco de atenção pq no dia anterior ele tava mal e etc, etc, etc. eu disse pra ele conversar sobre isso com a psicóloga dele, e depois terminei o trabalho de psicologia jurídica, ( graças a deus.)
daí hoje eu fui trabalhar de manhan, e ri demais com as coisas q a net me contou, e não passei tanto frio  la mais deu problema pq eu dormi no ônibos e perdi meu ponto, daí tive que pegar + 3 ônibos pra chegar encasa, e deu barraco como sempre, né? que porra isso. o povo não entende q eu sei me virar, e ficam com a síndrome da preocupação.
daí depois eu mandei pro lucas a descrição da sessão de ontem, e tô na aula, e sumiram todos os dados da facul do meu pen drive. vou ter q ir na biblioteca, acho q nem vou fazer a prova na 5ª pq ta osso, como q eu faço sem matéria pra estudar? não vai rolar.
mais em fim povo, agora ja tem aula da simone.
Ps:
a carol passou no vest e eu vibrei abessa por ela, parabéns cacah!
e eu vi a fer, saudades dela...
volta logo fer.
Agora eu quero contar algo a vocês, que eu jamais imaginei que ocorreria.
Vocês sabem que eu fui reprovada na clínica no semestre anterior.
Ta, eu me esforsei sim pra tentar corresponder ao que me era esperado não só por parte da supervisora, mais sim por parte da faculdade, e o resultado não foi dos melhores, 1º pq estava sem paciente, 2º pq não tinha sintonia com a dupla, e 3º pq eu não me sentia preparada o suficiente. mais mesmo assim sempre fazia as atividades propostas, não faltava e etc.
Atualmente eu mudei de dupla, as coisas estão fluindo, e eu estou sentindo mais abertura por parte da rita, com relação a mim. algumas coisas ela até pede para que a dupla me descreva e tals, coisas que ela jamais fez antes. e eu estou me sentindo mais preparada pra desenvolver o psicodiagnóstico, mesmo sem ver. e digo que nesse processo, ver é muito importante. mais como não tem jeito, faço uso dos recursos que tenho, frisando muitas informações que ficam registradas em braille, e depois eu passo tudo isso pro not. eu adoro anotar, observar coisas que as pessoas que enchergam jamais notarão. então queria dizer que a frustração do semestre passado, me fez ter força pra enfrentar esse semestre. as notas ainda não saíram, mais aguardo anciosa um suficiente, não quero me apavorar nem me decepcionar dinovo, pois eu tenho sim capacidade pra passar!
minha terapia agora é às quartas-feiras, ja que eu só tenho uma aula por mês.
estou precisando dela.
e meu noivo hoje enfrentou o preconseito dentro de uma escola que da t i de informática. a história é gigantesca, e em outro post eu conto pq senão eu não trabalho amanhan.
beeijos amores.

--- o meu trabalho assim como havia prometido.


O que significa a palavra violência?
Esta palavra possui diversos significados, e cinco serão enumerados.
        Abaixo, para que  o tema seja compreendido com > facilidade:
1º Impulso;
2º Ferocidade;
3º Abuso;
4º Agressão;
5º Crueldade;

Estes Cinco significados, estão relacionados à violência física.
Mais esta palavra vai além dos significados descritos, pois ela se engloba em vários aspectos diferentes, que poderemos caracterizar como tipos de violência:
Violência doméstica:
Neste tipo de violência, poderemos falar não só sobre a violência contra à mulher, mais também está relacionada a violência infantil, e o abuso sexual.
Ambas possuem várias diferenças, e uma só igualdade:
Ocorrem no ambiente doméstico. A violência contra a mulher,
Pode ser explicada a partir de várias características, que foram construídas ao longo da nossa história.
Este tipo de violência existe a muitos e muitos anos, e se deu por conta da dominação em relação ao sexo feminino.
Esta violência é uma ideologia masculina, que foi produzida de geração em geração, tanto por homens, quanto pelas próprias mulheres.
A violência trata o ser dominado como objeto, e não como sujeito.
Ou seja, o homem acaba dominando a mulher pela sua força física, e esta acaba se tornando vítima deste homem, e se submete as seus impulsos violentos.
Dando-lhe  chances de repetir seu ato, quando este acaba se mostrando arrependido de sua atitude,  lhe prometendo mudar.
Esta violência recebe o nome de violência cíclica
E possui 4         faces:
1ª tensão,
Que equivale ao momento em que o homem acaba adotando comportamentos desconhecidos pela mulher, que são atitudes não coniventes com o cotidiano.
Ele se torna frio, hostil, se irrita com facilidade, torna-se ciumento,   e apresenta de início, uma agressão  verbal.


A mulher por sua vez, tenta ser o + carinhosa e prestativa possível, tentando fazer com que assim a situação seja contornada.
Porém seus esforços são em vão, pois, o marido não muda de comportamento, e a responsabiliza por todos os problemas presentes em sua vida, em seu dia-a-dia.
Passada esta faze de tensão, o agressor  avança da violência  verbal, para a violência  física.
Que pode ser caracterizada por várias ações, tais como:
Tapas,
Murros,
Pontapés,
E agressões mais intensas como:
Facadas,
Pauladas,
Empurrões,
E em algumas situações, podemos notar que o agressor  faz uso de arma de fogo contra a vítima.
Que não é precisamente utilizada para assassiná-la, mais sim para feri-la.
E o sujeito por sua vez, pode forçar sua companheira a manter relações sexuais com ele, e esta se submete ao seu domínio, pois seu psicológico já foi preparado para encarar tamanha situação, sem esboçar qualquer tipo de reação não somente pela 1ª faze realizada pelo agressor, mais também avaliando historicamente o contexto da violência contra a mulher presente em várias sociedades, e culturas que estão inseridas no mundo todo.
Podemos falar também, a respeito de  transtornos de personalidade,  ainda abordando o tema de violência contra a mulher.
(© 2012 - Psiqweb.med.br)
 “A Associação Norteamericana de Psiquiatria, através de seus critérios de classificação e diagnóstico de transtornos mentais, o DSM. IV, fala sobre os Transtornos da Personalidade da seguinte forma:
"Um Transtorno da Personalidade é um padrão persistente de vivência íntima ou comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo, é invasivo e inflexível, tem seu início na adolescência ou começo da idade adulta, é estável ao longo do tempo e provoca sofrimento ou prejuízo."
Esta frase citada à cima pode caracterizar o comportamento de vários agressores, que posteriormente não foram criados em ambientes violentos, e por conta de um transtorno individual e pessoal, acabaram adotando este tipo de comportamento, para impor tudo àquilo que desejam.
Ainda insistindo nos transtornos de personalidades,
Podemos verificar que esta citação é bem mais ampla, falando a respeito de características que estão presentes neste texto,
E em alguns casos, ( sem usar de  generalização), podem explicar o comportamento agressivo do homem contra a mulher.
“A personalidade paranóide já havia sido descrita por Kraepelin em 1915, designando indivíduos querelantes, encrenqueiros e criadores de caso .  Essa forma de personalidade constitui o que se chama personalidade pré-mórbida para um quadro mais grave, a Paranóia, que é um transtorno delirante persistente e incurável. O Transtorno Paranóide da Personalidade ocorre entre 0,5 - 2,5% da população geral, sendo mais comum em pessoas do sexo masculino.
As pessoas com transtorno paranóide da personalidade costumam ser reservadas, silenciosas e têm uma percepção bastante acurada do ambiente. São pessoas dotadas de boa sensibilidade em questões de hierarquia e poder, contestando sempre e apresentando dificuldade no relacionamento com autoridades. Há também grande possibilidade de serem patologicamente ciumentas. Na personalidade paranóide se constata, sobretudo, uma hipertrofia do ego que se reflete no orgulho, a certeza de ter razão, o desprezo, desqualificação ou exploração dos outros, a rigidez e intolerância e a supervalorização de suas idéias que se aproxima do fanatismo.
Há nesse transtorno da personalidade uma alteração da cognição responsável pela pessoa ver o mundo de maneira especial, com sensibilidade exagerada às contrariedades ou a tudo que possa ser interpretado como rejeição. Há uma notável tendência para distorcer os fatos, interpretando-os como se fossem hostis, traiçoeiros, desleais ou depreciativos, mesmo que sejam neutros e amistosos. Por causa desse psiquismo paranóide, tais pessoas podem se tornar agressivas, resultando em atitudes despropositadamente hostis e violentas, comprometendo significativamente o controle dos impulsos.
Não é raro que a pessoa com o transtorno paranóide da personalidade tenha uma vida conjugal cheia de competitividade em várias áreas da atividade, sabotagem e contrariedade ao eventual sucesso do outro, escassas manifestações de afeto, planejamento de estratégias que possam diminuir o outro e enaltecer sua pessoa, intransigência aos erros dos outros e exaustivas justificativas para os seus pontos de vista, acreditando serem sempre os mais corretos. (EspaçoReservado2) 2º
“Henri Ey”  
Creio que a partir  desta situação, possa ser notado  o que leva o sujeito masculino a agir com tamanha agressividade, perante ao sexo feminino.
Entramos agora na terceira faze, que é chamada por (Soares, 1999 e Hirigoyen, 2005). De pedido de desculpas.
Nesta faze, o  agressor  se mostra estrema mente arrependido por seu comportamento agressivo,
E procura  culpabilisar a  mulher pelo ocorrido, ou então, mascara o fato se justificando de  diversas formas, tais como:
Por conta de bebida,
Excesso de trabalho,
Preocupações paralelas, e etc.
Para conquistar novamente a confiança de sua parceira, o agressor muda seu comportamento que vai de um estremo a outro.
Na 4ª faze, caracterizada como lua de mel, o  marido
 sai da posição de dominador, e adota a posição de um marido carinhoso, cuidadoso e compreensivo,
Aprisionando a mulher em suas infinitas promessas de mudanças, que são notadas pela vítima, por conta da calma aparente, presentes, jantares românticos, dentre outras formas de se entregar a esse círculo vicioso para ele,
E  motivo de sofrimento para ela.

Falaremos apartir de agora, a respeito da psicologia, qual é seu papel nos casos de violência contra a mulher.

 “ (EspaçoReservado1)         2ºRevista da Escola de Enfermagem da US    P
Ano: 2008
Volume: 42
Número: 4
Página: 744-751”
 Este tipo de violência, só foi reconhecido como caso de saúde pública na década de 90, pela OMS.
Porém, ainda são encontradas diversas dificuldades para atender e acolher a vítima violentada, que na maioria das vezes, não expõe o seu problema socialmente, seja por vergonha,  ou por medo não só do agressor, mais sim de outras pessoas como por exemplo seus familiares.
A mulher violentada, não tem somente seu estado  “ físico debilitado”, mais seu estado emocional também está destruído, e nos casos  mais graves, alguns danos jamais poderão ser reparados, por conta da repercução que essa violência  teve para a vítima.
Não poderemos nos esquecer também, que  alguns profissionais, fazem o uso inadequado de seus recursos, para rotularem  a vítima como se esta sofresse de algum transtorno psicológico, não levando em conta, os parâmetros principais desta violência, não desenvolvendo com esta uma boa escuta, não lhe fazendo entender, que ela não está somente na posição de  vítima, mais sim mostrar que ela também é responsável pelas agreções sofridas, símplismente pelo fato de julgar esta violência, como algo normal, que foi inserido no contexto familiar.
Muitas mulheres aprenderam desde pequenas, que devem submição a seus parceiros, independente de quais sejam seus desejos.
Ela está  ali somente para satisfaze-lo, e ela se sente desta forma:
Sente que se o desobedecer estará violando uma regra muito importante, sente que se alguma coisa  não sair da forma com que ele deseja seu casamento poderá acabar, e muitas mulheres são totalmente dependentes de seus parceiros, não tendo assim opções para se separarem quando são violentadas, e por isso continuam com estes homens, e acabam colocando a violência  que sofrem como uma rotina existente em seu cotidiano.
Mesmo sabendo a respeito da lei Maria da Penha, mesmo sabendo que existem abrigos que acolhem estas vítimas, elas acabam se retraindo, e ignoram seu próprio problema, que não é só da vítima, esta violência é um problema de caráter social.
Dentre os profissionais presentes no quadro de ajuda com relação a mulher violentada, estão os Psicólogos que já foram citados a cima, e também os enfermeiros.
Que além de cuidarem da saúde física da vítima, procuram ouvi-la, e  lhe deixam ser a “ protagonista de seu próprio cuidado.
  “ 2º A Revista da Escola de Enfermagem da USP
Ano: 2008
Volume: 42
Número: Quatro
Página: 744-751”

Outros profissionais que também fazem parte no quadro de ajuda, apoio e auxílio a mulher violentada, é todo o setor jurídico, e assistência social.

Falaremos agora, sobre a lei  Maria da Penha.
Sua história, seus benefícios para todas aquelas mulheres  que sofreram algum tipo de violência.
Maria da Penha é Cearense, e no ano de 1983, acabou sofrendo uma violência praticada por seu  marido, que lhe deu um  tiro nas costas, e a deixou paraplégica.
Mais na que La época, o Brasil não dispunha de recursos para defenderem as mulheres violentadas por seus cônjuges,  e apartir de 1994, quando Maria da Penha publica seu livro de título “ Sobrevivi”, é que as coisas começam a mudar.
Porém a lei  que defende todas as mulheres violentadas, foi aprovada em  07 de agosto de 2006 , transformado como
Lei Federal 11340 = lei Maria da Penha.
(http://www.mariadapenha.org.br/index.php/mariadapenha/historia.html)
Foram graças a seus esforços que hoje as mulheres podem denunciar seu agressor, sem necessidade de voltarem para suas casas, e serem mais uma vez violentadas.

Falaremos agora, sobre exemplos de violência doméstica que fizeram parte da mídia.
1º Exemplo:
Elisa Samúdio.
Namorada do jogador Bruno Fernandes que era goleiro do Flamengo, já jogou no Atlético Mineiro, e sua carreira foi destruída por conta de ter sido acusado por  mandar assassinarem Elisa Samúdio  que antes de falecer, sofreu inúmeras torturas, vários tipos de agreção, no sitio do jogador.
2º Exemplo:
O cantor Chris Brown se tornou destaque na mídia, por agredir sua ex namorada Rihanna, com tapas e mordidas, e também  lhe deu um soco no olho.
O cantor foi condenado a Cinco anos de prisão em liberdade nos Eua.
Rihanna alegou em um programa nos EUA que Chris Brown precisava de ajuda na época em que cometeu a agreção, e não guarda mágoas a respeito do cantor.
Veremos a seguir uma notícia extraída do sit. :
(g1.com.br)

Guarda municipal atira e mata companheira em Praia Grande, SP
Um dos tiros atingiu o braço direito dela e a sua cabeça.
Guarda municipal fugiu após o crime.

Do G1 Santos

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Um guarda municipal matou a sua esposa no começo da noite deste sábado (22) em
Praia Grande,
no litoral de São Paulo.

Segundo informações da Polícia Militar, o casal estava em um apartamento localizado na avenida Dom Pedro II, no bairro Ocian. Eles começaram a discutir
e o guarda pegou uma arma e atirou na direção da mulher. Um dos tiros atingiu o braço direito dela e a sua cabeça.

O guarda municipal chegou a ligar para um colega de serviço para socorrer sua companheira. A vítima chegou a ser socorrida com vida para o Pronto Socorro
Quietude, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo da vítima deverá ser encaminhado nesta madrugada ao Instituto Médico Legal de Praia Grande.

A perícia técnica analisou o local do crime e uma faca foi apreendida. O guarda municipal fugiu e a arma que ele usou não foi encontrada

Deixarei agora minha opinião sobre este assunto:
Vendo todos estes exemplos a cima, podemos concluir que as relações afetivas atuais, se dão por diversos motivos que nem sempre estão relacionados ao amor.
Na maioria das vezes, um ontem se sente ameaçado quando recebe o pedido de separação que é feito por sua esposa, ou namorada.
E por conta de visualisar a companheira como sua propriedade particular, muitas mulheres são assassinadas, sem qualquer tipo de recurso para se defenderem, símplismente por decidirem abrir mão da relação que está lhe causando algum tipo de sofrimento.
Onde iremos parar, com tanta violência presente no nosso dia-a-dia, na nosssa rua, na nossa vida?
Quando vamos aprender a fazer uso das leis para nos protegermos  de homens agressivos?
Quando mulheres deixarão a posição de vítima, e  assumirão a responsabilidade pela agreção feita por seu parceiro?
Sem esse exercício de reflexão, sem  novas atitudes, nunca sairemos desta posição de vítima, e culpado.

domingo, 23 de setembro de 2012

-- o e-mail dele pra mim. é curto, mais eu vou postar.

 A história de minha monaliza e eu seu   esquilinho,  Comessou assim, no dia 17 de  março de 2007.
foi quando eu vim pedir a minha monaliza em namoro para os  pais dela. e  comessamos a conversar. eu comessei a falar que eu queria namorar com ela, e o pai dela não qqueria porquê ele alegou que eu nem conhecia ela direito.
 mas eu foi muito insistente porquê ele não queria deixar nós namorármos,  mas quando eu quero  uma
coisa não tem ninguém que possa impedir    a minha felicidade com minha monaliza,
  De seu apaixonado esquilinho!
 beijos na sua boca deliciosa,  eu te adoro muito.
Nada nem ninguém irá nos separar pois o amor que eu sinto por você, é muito forte. 
Espero que o nosso casamento seja sólido, e cheio de amor.
E que só amorte nos separe.
Te adorarei por toda a minha vida.

sábado, 22 de setembro de 2012

-- Sem artigos, sem letras, sem mensagens. Agora é de dorinha pra leitores, falando de mim, pra você!--

oi gente! bom, eu venho aqui hoje pra falar um pouco sobre a minha vida pra vcs, que não mudou em quase nada, mais é sempre bom contar mais, não é?
Eu esqueci de dizer que no fim de semana passado eu li um livro estremamente interessante, que se chama  " Retrato de um amor", e a autora é a Barbara Cartland. Lindo de verdade, e la também tinha uma Dorinha. Mais deixa pra la, senão perde a graça e ninguém lê poxa! Nesse final de semana eu ainda não  li nada.
Pra falar a verdade, ontem eu fui dormir mais de duas da manhan porquê eu fiquei teclando com duas amigas.
A Carol Borsato e a Onira.
A Carol estava anciosa pra caramba pois hoje é um dia super importante pra ela, e estou torsendo muito pra que ela passe no vestibular.
E eu estava discutindo algumas coisas sobre o meu livro com a Onira, principalmente sobre a Ana Paula.
( Juro que se um  dia eu conseguir fazer uma sinopse geral eu colo aqui pra vocês sacarem de que eu tô falando.)
Daí meu dia seguiu na > preguiça do mundo, eu também estou com cólica, mais não ta forte não.
É só aquela dorzinha enjoada, bém de levinha que vem, sabe??
Mais daí, eu não tinha feito nada, até que meu celular tocou e quem era?
O senhor noivo.
Ontem nós estávamos conversando sobre alguns assuntos que eu sei que o deixam meio que machucado, mais pô chega uma hora que a gente não agüenta mais e tem que falar.
Mais esses assuntos  não eram sobre a nossa relação, eram sobre outras pessoas que de vez enquando aparecem como forma de tropeço no caminho.
E hoje ele está aus pedaços.
Não para de chorar, e me disse que depois iremos conversar.
( na serta ele vai querer uma chuva de beijos e depois  vai acabar chorando no meu colo, eu sei como ele é), mais isso não me preoculpa muito pois eu ja sabia que ele ficaria assim, e eu sei como ajudá-lo a se levantar.
Agora se o problema fosse " meu", eu estaria surtando pois não ia saber resolver nada.
Depois disso eu fui almoçar, e depois eu fiquei involvida ainda no trabalho de psicologia jurídica, que ja tem 13 páginas, e eu ainda estou falando da violência contra a mulher.
É um tema chato mais proff manda, aluna obedece, né?
Eu ainda não terminei, mais ja estou acabando.
Pelomenos agora só faltam os exemplos a respeito e eu estou me familiarisando cada vez mais com esse word 2010.
Antigamente eu usava o 2003, e era apaixonada por  ele por ser leve e fácil.
Mais agora eu estou usando esse, e ta sendo legal, tô aprendendo mais sobre ele, e é bom que assim eu não tenho tanto trabalho.
Depois de pronto eu coloco o trabalho aqui.
Também ja conversei com algumas pessoas que estão on-line no msn, e agora eu pretendo escrever mais no meu livro, e tenho que terminar de ler os capítulos que a Fer me mandou.
Porra, que saudades dela.
Amanhan de manhan eu vou ter que ir fazer a visita domiciliar, e atarde eu acho que não vou fazer nada.
Só terminar de descansar pra viver a última semana de Setembro.
Bom gente, por enquanto é só.
Beijo no queixo e até +!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

-- transtornos de personalidade, vamos entender.--

transtornos da Personalidade
Quando os traços são definitivos, inflexíveis e inadaptadas podem constituir um Transtorno de Personalidade.
| Personalidade |


Pessoas explosivas, teatrais, sistemáticas, meticulosas, obsessivas, cismadas, muito emotivas e outros tipos difíceis de conviver sugerem, intuitivamente para todos nós, tratar-se de uma maneira de SER assim e não de ESTAR assim.  Ao longo da vida essas pessoas podem melhorar, através de muito empenho e vontade de morrer melhor do que nasceram. Outras estacionam, petrificadas para sempre, sofrendo e fazendo sofrer.
Henri Ey  considera algumas pessoas portadoras de um Ego Patológico, caracterizando não apenas uma maneira de ESTAR no mundo, mas sobretudo, uma maneira de SER no mundo. Karl Jaspers  afirma serem anormais as personalidades que fazem sofrer, tanto a pessoa quanto quem a rodeia. Para Jaspers, as personalidades anormais representam variações não-normais da natureza humana, as quais podem perfeitamente ser entendidas como Transtornos de Personalidade (TP).
Diz a CID.10  que os transtornos de personalidade são estados e tipos de comportamentos característicos que expressam maneiras da pessoa viver e de estabelecer relações consigo mesma e com os outros. São distúrbios da constituição e das tendências comportamentais – continua dizendo a CID.10 – não diretamente relacionados a alguma doença, lesão, afecção cerebral ou a outro transtorno psiquiátrico. Isso tudo quer dizer que a pessoa simplesmente é desse jeito e será sempre assim.
Habitualmente os transtornos da personalidade se acompanham de sofrimento e de comprometimento no desempenho global da pessoa. Aparecem precocemente durante o desenvolvimento individual sob a influência de múltiplos fatores, sejam constitucionais, sociais ou existenciais. Depois de solidificado este conjunto de traços pessoais, tal como uma personalidade normal, persistirá indefinidamente.
Entretanto, dependendo da cognição, juízo crítico, conhecimento e disposição ao entendimento, tais estados supostamente pétreos podem seguir por caminhos mais favoráveis e de menor sofrimento, tanto para a pessoa deles portadora, quanto dos demais à sua volta. Sabendo lidar com essa questão a pessoa poderá se adaptar perfeitamente à sua maneira de ser, poderá disciplinar pulsões, esquemas de pensamentos, impulsos específicos desses transtornos, e tal manejo poderá ser de tal forma eficiente que a qualidade da vida emocional será muito melhorada.
De fato, o que denomina, classifica ou dá o nome ao transtorno da personalidade é a predominância de determinados traços, os quais todos nós os temos em dose diminuta. Todos temos algo de histéricos, uma pitada de paranóia, traços de ansiedade, e assim por diante. Entretanto, no transtorno da personalidade tais traços são predominantes e dominam tiranamente a maneira de ração dessas pessoas de forma a causar sofrimento (na pessoa e/ou naqueles próximos) e comprometer o desempenho.
Antes que alguém possa contestar esses conceitos alegando tratar-se de uma ânsia da psiquiatria em classificar pessoas, recordamos o que foi dito no capítulo sobre Temperamento e Caráter; as classificações sobre tipos de temperamento dizem respeito à forma da personalidade e não ao conteúdo psíquico e vivencial da pessoa. Quer dizer, as classificações descrevem maneiras do indivíduo ser e de reagir à sua vida, ou seja, COMO é funcionalmente esse indivíduo. Os conteúdos vivenciais definem QUEM é essa pessoa.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) trata do assunto sob o titulo de Transtornos da Personalidade e de Comportamento, especificando-os nos códigos F60 até F69 na CID-10. A OMS descreve tais transtornos da seguinte maneira:
“Estes tipos de condição abrangem padrões de comportamento permanentes e profundamente arraigados no ser que se manifestam como respostas inflexíveis a uma ampla série de situações pessoais e sociais. Elas representam desvios extremos ou significativos do modo como o indivíduo médio, em uma dada cultura, percebe, pensa, sente e, particularmente, se relaciona com os outros”.
Quando a OMS diz “...permanentes e profundamente arraigados no ser...” ela quer dizer que se trata de uma característica definitiva. Uma pessoa obsessiva, meticulosa, perfeccionista e rígida com problemas de adaptação, por exemplo, pode mudar sua maneira de ser para melhor refazendo algumas crenças pessoais e atitudes comportamentais no sentido de construir melhor relação consigo mesma, com os outros e com a vida, embora continue sendo menos obsessiva, menos meticulosa, menos perfeccionista e menos rígida. Acontecendo assim a pessoa deixará de ter um transtorno de personalidade para ter apenas traços obsessivos, traços perfeccionistas e assim por diante.
As características de personalidade por si só não caracterizam um Transtorno de Personalidade, elas são os traços, ou seja, padrões duradouros de percepção, relação e pensamento acerca do ambiente e de si mesmo, e são exibidos numa ampla faixa de contextos sociais e pessoais importantes. É somente quando as características de personalidade são inflexíveis e desadaptadas, causando um comprometimento significativo no desempenho da pessoa é que elas podem constituir-se em Transtornos da Personalidade.
Os Transtornos de Personalidade, ainda segundo a CID-10, são condições do desenvolvimento da personalidade que aparecem na infância ou adolescência e continuam pela vida adulta. Esta condição constitucional e biológica de desenvolvimento diferencia o Transtorno da Alteração da Personalidade. A Alteração da Personalidade ocorre durante a vida em conseqüência de algum outro transtorno emocional, dependência química, traumatismo craniano, tumores, infecções cerebrais, etc.
Enfatizando, os Transtornos de Personalidades são perturbações graves da constituição do caráter e das tendências comportamentais, portanto, não são adquiridas no meio tal como as Alterações da Personalidade. A CID-10 apresenta entre os títulos F60 e F69 uma grande variedade de subtipos de Transtornos de Personalidade. Procuraremos aqui compatibilizá-los todos com outras classificações de forma a abordar os tipos sinônimos com a mesma descrição.
A Associação Norteamericana de Psiquiatria, através de seus critérios de classificação e diagnóstico de transtornos mentais, o DSM.IV , fala sobre os Transtornos da Personalidade da seguinte forma:
"Um Transtorno da Personalidade é um padrão persistente de vivência íntima ou comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo, é invasivo e inflexível, tem seu início na adolescência ou começo da idade adulta, é estável ao longo do tempo e provoca sofrimento ou prejuízo."
E qual seria a diferença entre o Transtorno da Personalidade e a Doença Mental franca? As doenças mentais ocorrem e se desenvolvem a partir de um momento definido da vida, tal como são as crises, reações, processos, episódios e surtos, enquanto os Transtornos da Personalidade, por sua vez, são maneiras problemáticas de ser, constantes e perenes. As doenças mentais surgem e os Transtornos da Personalidade são.
Na Esquizofrenia, por exemplo, assim como nos Transtornos do Humor e outros, a partir de um determinado momento na vida a personalidade, que já era chamada pré-mórbida , envereda por uma trajetória que se afasta mais e mais do normal resultando em um episódio agudo. Nos Transtornos da Personalidade o rumo da personalidade está e sempre esteve algo distante do normal, embora não tenha obrigatoriamente que piorar cada vez mais, como nos outros processos psicopatológicos.
Os Transtornos de Personalidade afetam todas as áreas da personalidade, o modo como o indivíduo vê o mundo, a maneira como expressa as emoções, o comportamento social. Caracteriza um estilo pessoal de vida mal adaptado, inflexível e prejudicial a si próprio e/ou aos que com ele convivem. Essas características, no entanto, apesar de necessárias não são suficientes para identificação dos Transtornos de Personalidade, pelo fato de serem muito vagas. A maneira mais clara como a classificação deste problema vem sendo tratada é através da subdivisão em tipos de transtornos de personalidade, com critérios de diagnóstico próprios e bem definidos, tanto pela CID.10, quanto pelo DSM.IV.
Convencionalmente os transtornos da personalidade foram divididos em três grupos:
1º. Grupo – Aqui estão as pessoas caracterizadas essencialmente por pensamentos estranhos, comportamentos excêntricos e mórbida tendência ao isolamento. Estão classificadas aqui as personalidades paranóides e esquizóides, as primeiras possuidoras de rígido padrão de suspeitas e desconfianças infundadas, as segundas são emocionalmente distantes e com dificuldade em estabelecer relações sociais.
2º Grupo – Os transtornos deste grupo têm em comum um comportamento com tendência à dramaticidade, apelação e emoções que se expressam intensamente. Os indivíduos histriônicos representam esse grupo, sendo muito excitáveis, demonstrativos, justificativos e egocêntricos. Também está aqui a chamada Personalidade Anti-Social, que manifesta expressiva incapacidade geral de adaptação aos padrões sociais estabelecidos e para relações afetivas estáveis.
3º. Grupo – Estão neste grupo as personalidades com marcantes traços de dificuldade no controle dos impulsos; transtorno explosivo ou impulsivo da personalidade, transtorno ansioso ou evitativo da personalidade, transtorno anancástico ou obsessivo-compulsivo da personalidade.
Transtorno Paranóide de Personalidade
O Transtorno Paranóide da Personalidade, como todos os outros tipos de transtornos da personalidade, independe da cultura e do grupo social que o indivíduo se insere, envolve um estilo global de pensar, sentir ou relacionar com a realidade e com os outros. Caracteriza uma maneira de ser do indivíduo, o qual geralmente concorda com essa sua forma de ser (ego-sintônica).
Tem normalmente início no final da adolescência ou no começo da idade adulta. Quase invariavelmente há uma crença de estar sendo explorado ou prejudicado pelos outros de alguma forma e, por causa disso, a lealdade e fidelidade das pessoas estão sendo sempre questionadas. Muitas vezes o portador deste Transtorno é patologicamente ciumento e questionador da fidelidade do cônjuge, ao ponto de causar situações francamente constrangedoras.
O portador deste distúrbio de personalidade pode interpretar acontecimentos triviais e rotineiros como humilhantes e ameaçadores, desde um erro casual no saldo bancário, até um cumprimento não efusivo podem significar atitudes premeditadamente maldosas. Há uma sensibilidade exagerada às contrariedades ou a tudo que possa ser interpretado como rejeição, uma tendência para distorcer as experiências, interpretando-as como se fossem hostis ou depreciativas, ainda que neutras e amistosas (pensamento paranóide). Estas pessoas podem sentir-se irremediavelmente humilhadas e enganadas, conseqüentemente agressivas e insistentemente reivindicadoras de seus direitos.
Essas pessoas supervalorizam sua própria importância, as suas idéias são as únicas corretas e seus pontos de vistas não devem ser contestadas, daí a facilidade em conquistar inimigos e a tendência em pensamentos auto-referentes. São desconfiadas, teimosas, dissimuladoras e obstinadas, vivem numa solidão freqüentemente confundida com timidez, como se não houvesse no mundo pessoas com quem pudessem partilhar sua prodigalidade, dignidade e seus sentimentos superiores.
As pessoas com Transtorno Paranóide da Personalidade são extremamente sarcásticas em suas críticas, irônicas ao extremo nos comentários e contornam as eventuais situações constrangedoras recorrendo a artimanhas teatrais e chantagens emocionais. Não toleram críticas dirigidas à sua pessoa e qualquer comentário neste sentido é entendido como declaração de inimizade.
Pelo entusiasmo com que valorizam suas idéias, sempre as únicas corretas, podem ser vistos como fanáticos nas várias áreas do pensamento; seja religioso, político, ético ou profissional. Gostam de fantasiar,  mas tem dificuldades em distinguir a fantasia da realidade. Pessoas com estes distúrbios são hiper-vigilantes e tomam precaução contra qualquer ameaça percebida. A afetividade, nestes casos, é muitas vezes restrita e pode parecer fria dado ao gosto destas pessoas em serem sempre objetivas, racionais e pouco emocionais.
 Recomenda-se, como critérios para este Transtorno, que sejam caracterizados por:
a) sensibilidade exagerada à contratempos e rejeições;
b) tendência a guardar rancores persistentemente, isto é, recusam à perdoar aquilo que julgam como insultos ou desfeitas:
c) desconfiança e tendência à interpretar erroneamente as experiências amistosas ou neutras;
d) obstinado senso de direitos pessoais em desacordo com a situação real;
e) suspeitas injustificáveis em relação à fidelidade (conjugal ou de amigos);
f) autovalorização excessiva;
g) pressuposições quanto à conspirações
Muitas vezes o portador deste transtorno é patologicamente ciumento e questionador da fidelidade do outro, a ponto de causar situações francamente constrangedoras. Como os outros tipos de transtornos da personalidade, esse transtorno tem início no final da adolescência ou no começo da idade adulta.
A característica essencial deste tipo de personalidade é uma tendência persistente e injustificável para interpretar as ações dos outros como se fossem deliberadamente hostis, ameaçadoras e mal intencionadas. Há, na personalidade paranóide, sempre algo de desconfiança, cisma, interpretações de esquemas de complôs. As opiniões em sentido contrário às suas interpretações não mudam seu ponto de vista, menosprezando assim o bom senso.
A personalidade paranóide já havia sido descrita por Kraepelin em 1915, designando indivíduos querelantes, encrenqueiros e criadores de caso .  Essa forma de personalidade constitui o que se chama personalidade pré-mórbida para um quadro mais grave, a Paranóia, que é um transtorno delirante persistente e incurável. O Transtorno Paranóide da Personalidade ocorre entre 0,5 - 2,5% da população geral, sendo mais comum em pessoas do sexo masculino.
As pessoas com transtorno paranóide da personalidade costumam ser reservadas, silenciosas e têm uma percepção bastante acurada do ambiente. São pessoas dotadas de boa sensibilidade em questões de hierarquia e poder, contestando sempre e apresentando dificuldade no relacionamento com autoridades. Há também grande possibilidade de serem patologicamente ciumentas. Na personalidade paranóide se constata, sobretudo, uma hipertrofia do ego que se reflete no orgulho, a certeza de ter razão, o desprezo, desqualificação ou exploração dos outros, a rigidez e intolerância e a supervalorização de suas idéias que se aproxima do fanatismo.
Há nesse transtorno da personalidade uma alteração da cognição responsável pela pessoa ver o mundo de maneira especial, com sensibilidade exagerada às contrariedades ou a tudo que possa ser interpretado como rejeição. Há uma notável tendência para distorcer os fatos, interpretando-os como se fossem hostis, traiçoeiros, desleais ou depreciativos, mesmo que sejam neutros e amistosos. Por causa desse psiquismo paranóide, tais pessoas podem se tornar agressivas, resultando em atitudes despropositadamente hostis e violentas, comprometendo significativamente o controle dos impulsos.
Estas pessoas supervalorizam sua própria importância, consideram suas idéias as únicas corretas e seus pontos de vistas não devem ser contestados. Costumam ser insistentemente reivindicadoras de seus direitos. As pessoas com essa forma de personalidade são sempre desconfiadas, teimosas, dissimuladas e obstinadas, tendem a viver em solidão (confundida com timidez), como se não houvesse no mundo pessoas com quem pudessem partilhar sua prodigalidade, dignidade e seus sentimentos superiores.
O sarcasmo, as críticas ácidas e amargas, a ironia constante são características que tornam a convivência com as pessoas paranóides muito desagradável. Além de tudo isso elas não toleram críticas à sua pessoa, nem sob a forma brincadeiras, embora elas mesmas sejam mordazes nas críticas aos outros.
Não é raro que a pessoa com o transtorno paranóide da personalidade tenha uma vida conjugal cheia de competitividade em várias áreas da atividade, sabotagem e contrariedade ao eventual sucesso do outro, escassas manifestações de afeto, planejamento de estratégias que possam diminuir o outro e enaltecer sua pessoa, intransigência aos erros dos outros e exaustivas justificativas para os seus pontos de vista, acreditando serem sempre os mais corretos.
Essa atitude implicante e pouco humilde transforma essas pessoas em fanáticas nas várias áreas do pensamento; religioso, político, ético, profissional, moral, jurídico, etc. Há, por conta dessas características e de sua inabalável rigidez, grande desadaptação, resultando em isolamento e resistência sociais.
Resumidamente, embora o diagnóstico de transtorno paranóide da personalidade não necessite satisfazer todos os critérios abaixo, o quadro se caracteriza por:
a) sensibilidade exagerada a contratempos e rejeições;
b) tendência a guardar rancores, isto é, recusam perdoar aquilo que julgam como insultos ou desfeitas;
c) desconfiança e tendência a interpretar erroneamente as experiências amistosas ou neutras;
d) obstinado senso de direitos pessoais em desacordo com a situação real;
e) suspeitas injustificáveis em relação à fidelidade e lealdade;
f) autovalorização excessiva;
g) pressuposições sobre conspirações, complôs, esquemas.
Os erros de julgamento próprios da personalidade paranóide alimentam atitudes megalômanas, de perseguição, de ciúme, ou erotomaníacas , etc. Essas interpretações falsas (erros de cognição) quando muito distantes da circunstância real são chamadas de cognições delirantes, e podem estar ligadas a acontecimentos fortuitos, irrelevantes, os quais funcionam como ponto de partida para a construção mórbida e alienada da realidade. O eventual comportamento anti-social da personalidade paranóide é causado por um desejo de vingança e não por um desejo de ganho pessoal, como na perturbação anti-social da personalidade.
O transtorno paranóide da personalidade deve ser diferenciado da paranóia e da esquizofrenia paranóide na medida em que nestas existem sintomas psicóticos persistentes, como idéias delirantes francas e alucinações, as quais não fazem parte da personalidade paranóide.
Este tipo não-normal de personalidade é muito semelhante ao anterior e é típico das pessoas que exibem um padrão de afastamento social persistente, um constante desconforto nas inter-relações humanas, isolamento social, introversão, excentricidade de comportamento e de pensamento.
Os traços esquizóides de personalidade se revelam desde a infância e os indivíduos são solitários, estranhos, têm poucos amigos ou até nenhum; são excêntricos, pouco simpáticos, por vezes sisudos e nutrem pouco ou nenhum afeto, assim como respeito pelos outros.
A pessoa esquizóide nos dá a impressão de desinteresse, reserva e falta de envolvimento com os acontecimentos cotidianos e com as preocupações alheias. Normalmente ela tem pouca necessidade de vínculos emocionais e em adequar-se às normas e regras gerais.
A natural inclinação para a solidão da pessoa esquizóide se reflete na opção por trabalhos solitários e atividades não competitivas. Preferem passar o tempo consigo próprias escolhendo atividades solitárias ou divertimentos que não envolvam os outros. Preferem investir grande interesse em assuntos que não envolvam seres humanos, como por exemplo, por máquinas e equipamentos, computadores e assuntos do mundo animal.
Os portadores desse tipo de personalidade freqüentemente se absorvem obsessivamente em práticas incomuns, tais como dietas esdrúxulas, programas de saúde alternativos, movimentos religiosos e filosóficos incomuns, esquemas de aperfeiçoamento sócio-culturais, associações mais ou menos secretas, assuntos esotéricos, óvnis, Atlântida, auras e energias obscuras. O diagnóstico dessa forma de personalidade implica em alguns dos critérios abaixo:
Critérios estabelecidos pelo DSM-IV e pelo CID-10 para o diagnóstico de Transtorno Esquizóide da Personalidade
a) um padrão de indiferença às relações sociais e uma variação pobre da expressão emocional;
b) indiferença aos sentimentos alheios;
c) questionamento, indisposição e desrespeito às normas e obrigações sociais;
d) pouco interesse em relações sexuais;
e) preferência quase invariável por atividades solitárias;
f) preocupação excessiva com fantasias e introspecção;
g) falta de amigos íntimos, relacionamentos confidentes e a falta de desejo de tais relacionamentos;
h) raramente vivenciam emoções fortes, como raiva e alegria;
i) indiferença à elogios e críticas.
As pessoas Esquizóides sentem-se freqüentemente incompreendidas, o que reforça mais ainda a tendência ao isolamento e ao afastamento dos mortais comuns. Este ausente sentimento de companheirismo normalmente é compensado com o zelo apaixonado pela leitura, pelos animais ou alguma outra expressão artística de difícil compreensão.

Tal como em outros transtornos da personalidade, a pessoa esquizóide também é desadaptada, provoca sempre um mal estar familiar, profissional e social, além de angustiante sofrimento pessoal. As áreas perturbadas da personalidade começam por se manifestar na adolescência e persistem na vida adulta, provocando maior ou menor grau de incapacidade pessoal e social, agravando-se consideravelmente em situações de maior stress. A pessoa esquizóide possui traços rígidos, excêntricos e inadequados, impedindo adaptação saudável às mudanças do ambiente e bom relacionamento interpessoal.

Esquizóides são normalmente pessoas desinteressantes, inconstantes, incoerentes e desinteressadas nas atividades do dia a dia. Trata-se de uma personalidade pré-mórbida ao desenvolvimento de uma patologia mental franca. Cerca de 10% das pessoas com personalidade do tipo esquizóide poderão vir a desenvolver uma esquizofrenia, porém, acontece que este tipo de personalidade agrava-se com o tempo, vindo a resvalar na esquizofrenia.

Pessoas com essa forma de personalidade aparentam não desejar intimidade, portanto, podem ter pouco interesse em experiências sexuais e têm prazer em nenhuma ou em poucas atividades. São geralmente pessoas indiferentes às oportunidades de relações de proximidade, não parecem ter satisfação em fazer parte de uma família ou grupo social. Existe, geralmente, uma experiência reduzida de prazer em experiências sensoriais, corporais ou interpessoais, tais como caminhar na praia ao pôr-do-sol ou fazer sexo, por exemplo.
Ao contrário das pessoas paranóides que rejeitam e se mobilizam muito com quaisquer críticas, as esquizóides são alheias à aprovação ou crítica dos outros. Geralmente elas não se importam com o que eventualmente possam pensar delas, não prestam atenção às sutilezas da interação social parecendo superficiais e egoístas.

Transtorno Explosivo da Personalidade
Na CID-10 o Transtorno Explosivo da Personalidade aparece como Transtorno de Personalidade Emocionalmente Instável e no DSM.IV como Transtorno Explosivo Intermitente. Alguns autores preferem denominar esse tipo de personalidade como Síndrome de Descontrole Episódico. Aqui, a característica marcante é a tendência para agir impulsivamente e desprezando as eventuais conseqüências do ato impulsivo, junto com esse tipo de comportamento existe instabilidade afetiva. É um transtorno que se caracteriza por episódios de completo fracasso em resistir a impulsos agressivos, resultando em agressões ou destruição de propriedades.
Os freqüentes acessos de raiva podem levar à violência ou a explosões comportamentais e tais crises podem ser agravadas quando essas atitudes impulsivas são criticadas ou impedidas pelos outros. A agressão neste transtorno de personalidade pode ser física ou verbal, mas elas sempre fogem ao controle. Por outro lado tais pessoas não têm conduta anti-social e, pelo contrário, fora das crises são simpáticas, bem falantes, sociáveis e educadas. São constantes também o extremo sarcasmo, a ironia, explosões verbais e, algumas vezes, implicância e persistente amargura.
Alguns autores denominam esse tipo de transtorno da personalidade como passivo-agressiva, tendo em vista alguns traços encontradiços nas pessoas explosivas . Um desses traços é a tendência à procrastinação, isto é, ao adiamento da realização daquilo que precisa ser feito. Diante dessa característica os prazos costumam não ser cumpridos.
As pessoas com esse tipo de transtorno da personalidade reagem agressivamente diante das frustrações, as quais levam ao desencadeamento de um impulso cujo objetivo é o de ferir alguma pessoa ou algum objeto. Não é raro que descarreguem sua ira em aparelhos eletrônicos ou outros objetos inanimados tomando-os como se tivessem vida própria.
A extrema sensibilidade aos aborrecimentos causados pelos pequenos estímulos ambientais produz, nos explosivos, respostas de súbita violência e incontida agressividade. Normalmente chamamos estas pessoas de pavio-curto ou de cinco-minutos. Estes episódios de explosividade geralmente são seguidos de arrependimentos ou auto-reprovação, os quais são capazes de produzir variados graus de depressão, como uma espécie de ressaca moral pelos procedimentos cometidos.
Este tipo de transtorno de personalidade pode ser causa de homicídios não planejados, ataques sem sentido a pessoas estranhas, agressões físicas desproporcionais, direção criminosa de veículos, destruição brutal de propriedades e ataques selvagens a animais. Mesmo fora das crises de agressividade essas pessoas costumam ser ressentidas e muito críticas, tendendo mais para a querelância do que para a convivência harmônica. Um cuidado especial diante desse tipo de transtorno da personalidade é quanto ao uso de bebidas alcoólicas. Há aqui uma propensão ao desenvolvimento de “embriaguez patológica” mesmo após a ingestão de pequena quantidade de álcool.
Denomina-se embriaguez patológica um quadro onde ocorre súbita alteração da personalidade depois da ingestão de álcool, transformando totalmente a pessoa. Nestes episódios de embriaguez patológica a pessoa fica possuída por grande furor, agindo inconseqüentemente e de forma muito agressiva, quer contra pessoas, quer contra objetos. Depois de passado o episódio é comum a pessoa não ter uma lembrança nítida do que aconteceu. Para essas pessoas as bebidas alcoólicas devem ser definitivamente abolidas, tendo em vista os graves riscos à própria pessoa e a terceiros.
Há hipóteses segundo as quais todo ser humano tem algum potencial agressivo, entretanto, a maioria deles tem também, em contrapartida, um mecanismo inibitório dessa agressão. Assim, a pessoa com personalidade explosiva teria inibições muito baixas ou ineficientes para conter o potencial agressivo.
O grau de agressividade manifestada pelas pessoas com transtorno explosivo da personalidade durante os episódios agudos é amplamente desproporcional ao estímulo desencadeante. Tais crises normalmente acarretam atos violentos ou destruição de propriedades. A agressão neste tipo de transtorno de personalidade pode ser física ou verbal, porém, as explosões sempre fogem ao controle. Quando há envolvimento policial durante uma crise de agressividade na embriagues patológica, a pessoa agressiva corre sério risco de sofrer severas conseqüências por não conseguir controlar suas atitudes.
Apesar das crises de furor, as pessoas com transtorno explosivo da personalidade não têm conduta anti-social ou sociopática, pelo contrário, fora das crises são simpáticas, bem falantes, sociáveis, de boa índole e educadas. São constantes nelas também o extremo sarcasmo, ironia e críticas ácidas. De um modo geral, felizmente, a expressiva maioria das pessoas portadoras desse transtorno não chega a agressividade extrema, a ponto de provocar homicídios. Atualmente adota-se a classificação onde o transtorno explosivo da personalidade, chamado explosivo intermitente pelo DSM.IV, está incluído dentro dos transtornos do controle dos impulsos (Quadro 1).
Quadro 1 - Os cinco principais transtornos do controle dos impulsos
Transtorno Explosivo Intermitente
Episódios de fracasso em controlar impulsos agressivos, resultando em agressões ou destruição de propriedades.
Cleptomania
Fracassos recorrentes em resistir a impulsos de furtar objetos desnecessários para uso pessoal ou destituídos de valor monetário.
Piromania
Fracasso em controlar o impulso incendiário, cujo comportamento de faz  por prazer, gratificação ou alívio de ansiedade.
Jogo Patológico
Incapacidade persistente e recorrente em resistir ao impulso para jogos de azar e apostas.
Tricotilomania
Impossibilidade em controlar o impulso de arrancar os pelos do próprio corpo, ocasionando falhas perceptíveis.


Esse transtorno costuma ter sérias conseqüências sociais e familiares, tais como a perda do emprego, suspensão escolar, divórcio, dificuldades com relacionamentos interpessoais, acidentes variados e em especial os de trânsito, hospitalizações e envolvimentos policiais. Nos casos mais característicos pode haver alterações eletroencefalográficas inespecíficas, como por exemplo, lentificação da atividade difusa ou, predominantemente no lobo frontal.
Sempre houve na psiquiatria uma linha de pesquisa tentando relacionar esse tipo de transtorno da personalidade a alguma alteração estrutural ou funcional do Sistema Nervoso Central. De fato parece haver alguma evidência sugerindo que as lesões focais irritativas (foco eletricamente irritativo), particularmente nos lobos temporal e frontal, estariam relacionadas ao potencial explosivo-agressivo. Esses casos respondem muito bem ao tratamento com estabilizadores do humor anticonvulsivantes.
O DSM-IV cita como possibilidade para uma das causas (ou apenas concomitância) ao transtorno explosivo da personalidade, certas condições neurológicas, como por exemplo, traumatismos cranianos e episódios de inconsciência ou convulsões febris na infância. Imagens funcionais obtidas por PET (tomografia por emissão de pósitrons) têm sido usadas para investigar possíveis alterações na função do cérebro das pessoas portadoras de distúrbios caracterizados por excessiva violência e agressividade.
Algumas pesquisas nessa área têm mostrado porcentagem alta de um nível diminuído do funcionamento cerebral no córtex pré-frontal em pessoas violentas em relação às pessoas normais. Isso pode ser um indício de algum déficit neurológico relacionado à violência. O dano funcional no córtex pré-frontal pode resultar em impulsividade, perda do autocontrole, imaturidade, emotividade alterada e incapacidade para modificar o comportamento, o que pode facilitar os atos agressivos.
De qualquer forma, tendo ou não uma correspondência neurológica, a pessoa com transtorno explosivo da personalidade sabe perfeitamente a natureza de seu ato agressivo. Nos casos de embriaguês patológica, embora depois do episódio a pessoa não tenha uma lembrança nítida do que aconteceu, ela sabe perfeitamente dos efeitos desastrosos do álcool em seu psiquismo, sabe também que deve evitá-lo a qualquer custo, sendo de seu arbítrio o ato de usá-lo.
Não são todas as pessoas explosivas portadoras do transtorno explosivo da personalidade. Muitas outras situações e circunstâncias podem resultar em uma baixa tolerância às frustrações, como por exemplo, o ciúme exagerado, estados de estresse (ou “esgotamento”), autoestima baixa e insegurança alta, e assim por diante.
Para o diagnóstico do transtorno explosivo da personalidade é necessário que o tipo de comportamento explosivo, irritável e pouca consideração para com as conseqüências do ato agressivo seja bastante duradouro, que se manifeste em vários contextos vivenciais e, eventualmente, piora muito com o uso de álcool.
Transtorno Histriônico da Personalidade
A pessoa com transtorno histriônico tem como traço básico da personalidade uma desadaptação às possibilidades existenciais normais, reagindo sempre com um exagero, com um faz-de-conta para os outros e para si mesma.
As vivências da personalidade histriônica são sempre teatrais, seja na vida de relação, seja consigo mesma. Seus relacionamentos são mais dramáticos, há mais ciúme, mais inveja, mais mágoa, mais atração, mais sedução... Seus sintomas são mais exuberantes, suas queixas mais contundentes, sua sensibilidade mais exaltada.
A maneira histriônica, teatral e fabricada, de se relacionar com a vida não é conscientemente determinada, embora tenha certa intencionalidade. Quando a pessoa histriônica questiona sobre a origem de seus sintomas perguntando se “você acha que eu quero estar doente?”, é bom lembrar que as atitudes histriônicas são involuntárias e intencionais, ou seja, a pessoa não opta para agir e sentir a vida histrionicamente, isso vem de sua personalidade, não obstante, pode haver um propósito ou objetivo inconsciente para sua teatralidade.
Paralelo à teatralidade, a personalidade histriônica se aproxima da mentira e se afasta da afetuosidade autêntica. Isso, algumas vezes, dificulta relacionamentos afetivos estáveis ou mais profundos. Boa parte dos problemas psicológicos ou orgânicos da pessoa histriônica é conseqüência da inclinação a enganar a si mesma sobre a natureza de seus próprios sentimentos. Trata-se de um auto-engano, sufocando ou ocultando de si mesma seus sentimentos autênticos.
Personalidade histriônica é sinônimo de personalidade histérica, um termo criado possivelmente para ludibriar as pessoas que usam o termo histérico quando querem depreciar alguém. O transtorno histriônico de personalidade é caracterizado por um comportamento colorido, dramático e extrovertido, enfim, sempre exuberante. Está classificado no 2º. grupo dos transtornos de personalidade, onde estão os casos que apresentam comportamento com tendência à dramaticidade, apelação e emoções que se expressam intensamente.
As pessoas histriônicas tendem a exagerar seus pensamentos e sentimentos, apresentam acessos de mau humor, lágrimas e acusações sempre que percebem não ser o centro das atenções, quando não recebem elogios e aprovações. Por outro lado, freqüentemente são pessoas animadas e dramáticas, tendem a chamar as atenções sobre si mesmas e podem de início, devido ao seu entusiasmo, encantar as pessoas com as quais travam conhecimento.
As pessoas com esse tipo de transtorno da personalidade manifestam pronunciados traços de vaidade, egocentrismo, exibicionismo e dramaticidade. Atrai muito a personalidade histriônica os estímulos externos potentes, os escândalos, as sensações, as celebridades, enfim, tudo que impressiona, que seja desmedido, incomum ou extremo. No afã de representar um papel mais glorioso, os histriônicos fazem teatro para si e para todos os outros, sua grande platéia. Pode haver momentos onde já não sabem onde termina a realidade e começa a fantasia, passando a acreditar em seus próprios mitos e em suas próprias encenações.
Para a personalidade histriônica atrair as luzes dos refletores ela necessita representar sempre um papel interessante, mesmo que isso custe o mal estar de outras pessoas e ainda que essas outras pessoas sejam entes queridos. Quando não chama atenção pela doença, o faz através do papel de mártir, de sofredora. A representação teatral como vítimas, menosprezadas, coitadinhas, enfim, esse papel de “a grande sofredora desinteressada” tem o nome de messianismo.
Uma das marcas mais características das pessoas com Transtorno da Personalidade Histriônica é tentar controlar as outras pessoas através da manipulação emocional ou sedução. Por causa disso, e depois de algum tempo, eles tendem afastar os amigos com as exigências de constante atenção.
As mães com esta personalidade podem idealizar manobras que fazem seus filhos se compadecerem de seu estado "lastimável" e provocar arrependimentos vários. São pessoas que estão sempre a se queixar de incompreensão dos outros, mas jamais tentam compreender os outros ou entender que os outros não têm obrigação de compreendê-los.
Devido ao fato das pessoas histriônicas cultuarem a doença e as queixas somáticas elas acabam atribuindo todos seus fracassos ou limitações a eventuais transtornos orgânicos que as perturbam, apesar de sua “sempre presente boa vontade”. A somatização, dissociação e repressão são os mecanismos de defesa mais intensamente utilizados pelos histriônicos.
Sexualmente a personalidade histriônica determina nas pessoas um comportamento sedutor, provocante e com tendência a erotizar mesmo as relações não sexuais do dia-a-dia. As fantasias sexuais com as pessoas pelas quais estão envolvidos são comuns e, embora sejam volúveis, o arremate final do jogo sexual costuma não ser satisfatório. Essa característica de desempenho sexual problemático faz com que as pessoas histriônicas sejam consideradas pseudo-hiper-sexuais.
O DSM-IV  e o CID-10 recomendam como critérios para o diagnóstico do Transtorno Histriônico da Personalidade, um padrão generalizado de excessiva emotividade e busca de atenção, indicado pelas seguintes características: .
 Critérios estabelecidos pelo DSM-IV e pelo CID-10 para o diagnóstico de Transtorno Histriônico da Personalidade
a) busca constante ou exigência de afirmação, aprovação ou elogios;
b) autodramatização, teatralidade e expressão exagerada das emoções;
c) alta sugestionabilidade, facilmente influenciada pelos outros ou por certas circunstâncias;
d) sedução inapropriada em aparência ou comportamento;
e) preocupação excessiva com a atratividade física;
f) expressão de emoções exageradamente;
g) expressão de emoções rapidamente mutável;
h) egocentrismo nas satisfações;
i) intolerância severa às frustrações e à não-satisfação;
j) discurso impressionista e superficial.
O Transtorno da Personalidade Histriônica proporciona um alto grau de sugestionabilidade. Suas opiniões e sentimentos são facilmente influenciados pelos outros e por tendências do momento. Muitas vezes a pessoa histriônica considera os relacionamentos mais íntimos do que são de fato, dirigindo-se a qualquer pessoa recém conhecida como "meu querido, meu amigo" ou chamando pessoas que deveriam determinar um relacionamento formal pelo seu prenome sem nenhum cuidado com a titularidade.
As pessoas com Transtorno Histriônico da Personalidade costumam ter intolerância ou frustração mais forte que os demais, costumam não se adaptar em situações que envolvem adiamento da gratificação (não sabem esperar), sendo que suas ações freqüentemente são voltadas à obtenção de satisfação imediata.
Personalidade Hipocondríaca
Um dos subtipos do transtorno histriônico da personalidade é a personalidade hipocondríaca. O traço fundamental desse tipo de personalidade é o medo ou preocupação exagerada de ter alguma doença, geralmente grave. O medo de ficar doente ou a preocupação de ter uma doença (que muitas vezes se confunde com o desejo de ficar doente) faz a vida consciente de um corpo normal transformar-se em uma vida com um corpo falsamente doente.
O fenômeno da hipocondria é, de fato, classificado no DSM.IV e na CID.10 como um transtorno emocional somatoforme, ou seja, aqueles estados onde as emoções saltam do psíquico para o orgânico, e está incluído no mesmo capítulo onde estão outros estados ansiosos.
Por outro lado, qualquer reflexão mais responsável sobre psiquiatria mostra a hipocondria mais como um sintoma do que uma doença, ou seja, como uma maneira mal adaptada da pessoa reagir conseqüente a alguma outra coisa; seja um estado emocional, como por exemplo, a ansiedade ou a depressão, seja como conseqüência a algum traço de personalidade.
Interessa aqui lidar com a hipocondria traço de personalidade, já que o nosso objetivo não é lidar com as patologias ansiosas e depressivas. Se for uma maneira da pessoa reagir trata-se de um atributo da personalidade, entretanto, dependendo das circunstâncias vivenciais há momentos na vida onde essa característica fica muito mais intensa, chegando então a necessitar de tratamento médico.
A hipocondria se manifesta por interpretações irreais ou errôneas do paciente sobre sintomas ou sensações físicas, levando ao medo e preocupações obsessivas por doenças sérias, embora não possam ser encontradas em exames médicos. As preocupações da pessoa resultam em sofrimento significativo e prejudicam sua capacidade para funcionar em papéis pessoais, sociais e ocupacionais.
Os critérios diagnósticos do DSM.IV para a hipocondria exigem que o paciente esteja preocupado com a falsa crença de ter uma doença séria, e que a falsa crença esteja baseada em uma interpretação errônea de sinais ou sensações físicas. Os critérios exigem que a crença da doença exista apesar da ausência de achados patológicos em exames médicos.
A semelhança que permite considerar a pessoa hipocondríaca uma variante da personalidade histriônica não é a teatralidade, a qual pode ser nula ou estar bastante diminuída aqui, mas a evidente direção da atenção para si própria, ao próprio ego (egocentrismo). E é essa a característica que faz a pessoa hipocondríaca “perceber-se” pessimistamente, continuadamente e exageradamente, ao contrário da personalidade narcisista, que também é egocêntrica, porém, não se percebe pessimistamente.
Não é normal que a pessoa necessite ter uma preocupação obsessiva com seu próprio corpo, nem que seja compelido a uma observação contínua e meticulosa do funcionamento de seu organismo. O normal e mais sadio é que não se perceba o próprio corpo na maior parte do tempo. As múltiplas queixas físicas ou somáticas na hipocondria representam uma preocupação exagerada com o próprio corpo, uma reflexão obsessivamente dirigida ao orgânico.
É importante ter em mente que a pessoa hipocondríaca não simula a doença, ela se sente verdadeiramente doente, sofre como se estivesse doente de fato. Enquanto a personalidade histriônica falseia seus próprios sentimentos, na hipocondria o auto-engano é em relação ao próprio corpo. Assim como acontece no transtorno histriônico, na hipocondria a dor é mais dolorida, o cansaço é mais extenuante, os desconfortos são praticamente invalidantes, as palpitações e faltas de ar denunciam sempre um infarto iminente, assim como a tontura com certeza são indícios de um AVC.
Diante de uma doença franca e evidente é o médico quem dá o diagnóstico, muitas vezes surpreendendo o próprio paciente que nem sabia estar doente. Diante da hipocondria é o próprio paciente que se atribui um diagnóstico estabelecido por ele mesmo. Consultado o médico, nada se confirma, exceto a própria hipocondria.
Pensamos em traço hipocondríaco como uma aquisição biológica da personalidade. Kaplan  refere evidências de prevalência aumentada de hipocondria entre gêmeos univitelínicos, fato este que fala a favor do componente genético do traço. A existência desse traço potencialmente hipocondríaco não significa que a pessoa será obrigatoriamente hipocondríaca e o tempo todo. Como outras potencialidades da personalidade, esse traço é também oportunista e se manifesta em situações favorecedoras.
Por isso não é raro encontrar a hipocondria como uma espécie de compensação a sentimentos de culpa por erros passados ou como expressão de uma autoestima baixa. Algumas vezes ela reflete também uma agressividade que não encontra meios de se exteriorizar senão através da sensação de doença. O “escape” dessa dinâmica psíquica para a hipocondria seria o modo de uma forma específica de personalidade reagir, como poderia resultar em reações depressivas, histéricas, obsessivas e assim por diante em outras conformações de personalidade.
Algumas evidências sugerem que a pessoa com transtorno hipocondríaco, assim como a histriônica, teria um traço de personalidade responsável por uma tolerância menor ao desconforto, logo, sentiria com maior intensidade e incômodo as sensações corpóreas triviais, representando-as como indícios de doenças mais graves.
Personalidade Narcisista
Devido às características egocêntricas e de imaturidade este transtorno só poderia ser uma variável do transtorno histriônico, senão um subtipo do mesmo. A denominação narcisista é originária do nome do jovem da mitologia grega, Narciso, o qual se apaixonou por sua própria imagem quando se viu refletido nas águas de um lago. Ficou tão concentrado, obcecado e enamorado da sua imagem refletida na água, que um dia caiu nela e se afogou. Por causa desse episódio mitológico o nome Narciso nomeia o transtorno da personalidade cuja característica mais forte é o egocentrismo.
Como nos demais transtornos de personalidade, todos temos em doses diferentes os mesmos traços observados em exagero nessas pessoas, assim sendo, todos temos uma dose de narcisismo.  Além disso, o narcisismo é uma condição natural do ser humano e uma certa dose dele é fundamental para nosso amor próprio. Gostar de si mesmo, cuidar-se, arrumar-se e ter boa auto-estima é fundamental para nosso bem estar emocional. O aspecto mórbido do narcisismo está exatamente em sua dose, em sua prevalência sobre outros atributos. No transtorno narcisista da personalidade há um excesso de amor próprio.
Todo pessoa com transtorno narcisista da personalidade tem uma atitude de grandiosidade, tanto em suas fantasias quanto em seu comportamento, necessidade de admiração e falta de empatia. Tais condições surgem muito cedo na vida, mais exatamente na primeira infância.
Os critérios de diagnóstico para o transtorno narcisista da personalidade devem começar, obrigatoriamente, por sentimentos de grandiosidade ou de auto-importância. Essas pessoas exageram na descrição de suas realizações e de seus talentos a ponto de mentirem quase compulsivamente. Querem sempre ser reconhecidos como superiores aos demais.
A pessoa com transtorno narcisista da personalidade distorce a representação do mundo que a rodeia sentindo que muitos a amam por sua beleza, por seus encantos, por suas qualidades e por todos seus dons excepcionais.
Tais pessoas têm obsessão por fantasias de sucesso, fama e poder. Muitos querem parecer brilhantes intelectualmente, outros buscam obsessivamente a beleza estética ou um desempenho sexual glorioso. Tudo isso se completa por forte aspiração de autovalorização, por absoluta necessidade de atenção, de elogios e bajulação. Além de egocêntricas essas pessoas são também egoístas, ignorando os sentimentos e necessidades dos outros, portanto, são individualistas.
As pessoas narcisistas estão firmemente convencidas serem únicas e especiais. Por isso, só podem ser compreendidos, relacionarem-se ou associarem-se com pessoas especiais ou com pessoas que tenham um status social muito alto.
Na realidade, pessoas com esse tipo de personalidade podem muito bem estar inseridas dentro dos transtornos histriônicos sem nenhum prejuízo de entendimento, pois, não se vê na prática clínica uma pessoa puramente narcisista.

Transtorno Ansioso da Personalidade
A marca característica deste Transtorno de Personalidade é a persistência e continuidade de tensão e apreensão. Como conseqüência disso o portador deste tipo psicológico experimenta a crença freqüente de ser socialmente inapto, desinteressante e desagradável, portanto, inferior aos demais. Na realidade, a ansiedade aparece com maior exuberância sempre que tais pessoas vislumbrem a possibilidade de serem objeto de apreciação por parte dos demais.
Normalmente, devido aos sentimentos supra-referidos, há isolamento social e, como o próprio nome do transtorno diz uma constante evitação social. O que, de fato, eles evitam é a possibilidade de experimentarem sentimentos desagradáveis de desapreço ao se submeterem ao jugo público. Com freqüência se utilizam de mentiras com a intenção de dissimularem sua real situação existencial, pois, de qualquer forma, acham que se os interlocutores souberem como eles são realmente, perderão todo interesse em suas pessoas.
Assim sendo, a pessoa com este transtorno está sempre dissimulando sua verdadeira performance social, interpessoal ou psicológica, procurando aparentar aquilo que, decididamente, não é. Isso tudo por que, como dissemos, tem uma preocupação excessiva em estar sendo criticada ou rejeitada em quase todas as situações sociais. Há também, aqui, uma severa relutância no envolvimento com outras pessoas, sempre motivada pelo medo da crítica, como dissemos. Poderão envolver-se caso tenham certeza absoluta de sua apreciação.
 Os critérios do DSM.IV para o diagnóstico de Transtorno Ansioso da Personalidade
a) sentimentos persistentes e invasivos de tensão e apreensão;
b) crença constante de ser socialmente inepto, pessoalmente desinteressante ou inferior aos demais;
c) preocupação excessiva em ser criticado ou rejeitado em situações sociais;
d) relutância em se envolver com pessoas, a não ser quando absolutamente certo de ser apreciado;
e) restrições ao estilo de vida devida à necessidade de segurança física;
f) evitação de atividades sociais e ocupacionais que envolvam contacto interpessoal significativo por medo de opiniões a seu respeito

Transtorno Obsessivo-Compulsivo da Personalidade (Anancástico)
Há, neste transtorno da personalidade, um padrão generalizado de perfeccionismo e inflexibilidade. Trata-se da personalidade obsessivo-compulsiva e as pessoas assim se preocupam com a observância das normas, das regras, com a organização das coisas e com os detalhes do cotidiano.
Normalmente essas pessoas são escravizadas pelo simétrico, pela limpeza e pela ordem das coisas, desde a arrumação de seus pertences pessoais, como guarda-roupas, gavetas, mesas, até a organização extremamente cuidadosa de coisas relacionadas à ocupação e profissão. As pessoas portadoras do transtorno anancástico da personalidade sofrem com tudo que contraria suas próprias regras, determinações e manias, por isso são exigentes e inflexíveis consigo próprias e com os que lhes são mais próximo.
As pessoas obsessivo-compulsivas têm dificuldades para expressar sentimentos de ternura, compaixão e compreensão aos sentimentos e comportamentos dos outros. Essa dificuldade em manifestar e compreender afetos e sentimentos sublimes dá-nos a impressão de falta de generosidade, de compaixão e de tolerância para com os outros.
Há prejuízo (ou negação) do prazer. Quando as pessoas anancásticas se dão ao luxo do lazer e recreação, fazem isso com tanto planejamento e meticulosidade que acabam sacrificando o próprio prazer em benefício das regras e normas. Anancásticas são pessoas excessivamente escrupulosas com a produtividade, ao mesmo tempo em que tendem a excluir o prazer. É comum ouvirmos de pacientes assim que só se sentem felizes se estão produzindo e, de fato, elas acabam descobrindo alguma coisa “produtiva” mesmo quando estão passando férias na praia.
As características das pessoas anancásticas passam pela presença de sentimentos de dúvida e cautela excessivos. Isso acaba fazendo com que tenham a necessidade constante de se certificarem sobre estar fazendo a coisa certa. Perguntas repetitivas neste sentido e conferência continuada de tudo que fazem é a regra. Por conta disso estão sempre contando e recontando, além de evitarem tomar decisões, principalmente por reavaliarem seguidamente a questão das prioridades.
Há exagerada preocupação com detalhes, regras, listas, ordem, organização e esquemas. A preocupação com que as coisas saiam perfeitas e muito bem planejadas acaba por comprometer substancialmente a execução dessas mesmas coisas.  Aqui nota-se também inflexibilidade, rigidez e teimosia. É comum as pessoas obsessivo-compulsivas perderem muito tempo alinhando coisas, papeis, livros, roupas. Caso essas coisas não estejam “no lugar certo” perturbam-se significativamente.
Há uma aderência excessiva das pessoas obsessivo-compulsivas a algumas convenções sociais e, como se não bastasse sua própria valorização sobre essas normas e regras, insistem fortemente para que os outros se submetam também aos seus conceitos de valor.
Por conta disso são pessoas excessivamente controladoras em suas famílias, seja nos comportamentos ou nos gastos. Aliás, comumente elas são grandes poupadoras, fazendo contas sobre a economia pessoal ou familiar constantemente.
Embasadas em regras sociais ou culturais tais pessoas têm grande dificuldade em se descartar de objetos usados, geralmente sem utilidade. Esse fenômeno se chama “colecionismo” e pode comprometer importante espaço na casa das pessoas obsessivo-compulsivas. Armazenar alimentos mais que o necessário, obviamente muito bem organizados e no “lugares certos”, também acontece.
 Os critérios para o diagnóstico de Transtorno Obsessivo-Compulsivo da Personalidade
a) sentimentos de dúvida e cautela exagerados;
b) preocupação com detalhes, regras listas, ordem, organização e esquemas;
c) perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas;
d) escrupulosidade excessiva com a produtividade, concomitante à quase exclusão do prazer;
e) aderência excessiva à algumas convenções sociais;
f) inflexibilidade, rigidez e teimosia;
g) insistência para que os outros se submetam aos seus conceitos de valor em relação à maneira de fazer as coisas;
h) evitam tomar decisões acreditando haver sempre outras prioridades;
i) falta de generosidade e de sentimentos de compaixão e tolerância para com os outros;
j) dificuldade em descartar-se de objetos usados.
Transtorno Antisocial da Personalidade
Antes de falar sobre esse tipo de transtorno da personalidade convém esclarecer que os termos Sociopata, Psicopata, Personalidade Psicopática, Personalidade Anti-social ou Dissocial são considerados sinônimos. O DSM.IV  chama esses casos de Personalidades Anti-sociais e a CID.10  de Personalidades Dissociais.
A característica essencial desse transtorno da personalidade é uma inclinação natural e persistente de desrespeito e violação aos direitos dos outros, iniciando-se na infância ou começo da adolescência e continuando indefinidamente na idade adulta. O engodo e a manipulação são aspectos centrais desse transtorno da personalidade e, além da violação dos direitos básicos ou sentimentos dos outros, também há contravenção de normas ou regras sociais importantes.
Na prática essas pessoas podem mentir repetidamente, usar nomes falsos, ludibriar ou fingir. Há também um padrão de impulsividade e explosividade com tendência à irritabilidade e/ou agressividade. Também se observa um fracasso em planejar o futuro, sendo as decisões tomadas ao sabor do momento, de maneira impensada e sem considerar as conseqüências para si mesmo ou para outros.
As características mais marcantes e causadoras de maior impacto social são as seguintes:
a. - Sedução e manipulação. Embora não seja uma regra absoluta os psicopatas serem encantadores, é expressivo o grupo deles que utilizam o encanto pessoal e a capacidade de manipulação de pessoas como meio de sobrevivência social. Através do encanto superficial o psicopata acaba usando as pessoas certas e na medida de suas utilidades, descartando-as depois.
b. - Mentiras sistemáticas e comportamento fantasioso. A personalidade anti-social utiliza a mentira como ferramenta de trabalho. Normalmente a pessoa com esse transtorno está tão habilitada e habituada a mentir que é difícil perceber quando mente. Ela é capaz de mentir olhando nos olhos e com atitude completamente neutra e relaxada. Essa frieza ao mentir é a responsável pela sistemática capacidade para ludibriar as máquinas detectoras de mentira.
c. - Ausência de Sentimentos Afetuosos. Desde criança se observa na pessoa psicopata um acentuado desapego aos sentimentos e um caráter marcado pelo fingimento. A pessoa sociopata não manifesta nenhuma sensibilidade por nada, normalmente mantendo-se indiferente. Elas têm grande dificuldade para entender os sentimentos dos outros, mas, por outro lado, podem fingir magistralmente esses sentimentos quando socialmente desejável.
d. – Amoralidade. Os psicopatas têm grande insensibilidade moral, faltando-lhes totalmente juízo e consciência morais, bem como noção de ética.
e. – Impulsividade e Incorrigibilidade. A ausência de sentimentos éticos e altruístas, unidos à falta de sentimentos morais, impulsiona o psicopata a cometer brutalidades, crueldades e crimes. A pessoa psicopata nunca aceita os benefícios da reeducação, da advertência e da correção, mas podem disfarçar durante algum tempo seu caráter torpe e anti-social.
f. - Falta de Adaptação Social. Desde criança a pessoa anti-social manifesta certa crueldade e tendência a atividades delituosas, como por exemplo, o maltrato aos animais, às pessoas mais novas, mentiras continuadas, fugas, etc. A adaptação interpessoal também fica comprometida, tendo em vista a tendência acentuada do psicopata ao egocentrismo e egoísmo.


Ballone GJ, Meneguette JP - Transtornos da Personalidade, PsiqWeb, internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2009.


Referências:
1.Adler A - A Ciência da Natureza Humana, Ed. Companhia Nacional, 1939.
2.Allport GW - Personalidade, EDUSP, 1973, SP.
3.CID.10 é a 10a. revisão da classificação internacional de doenças, da Organização Mundial de Saúde.
4.DSM.IV é a 4a. revisão da classificação de doenças mentais da Associação Norteamericana de Psiquiatria.
5.Ey H, Bernard P, Brisset C - Manual de Psiquiatria, Ed. Massom, 5a.ed., RJ., 1981.
6.Gunderson JG, Phillips KA – Transtornos da Personalidade. In: Kaplan HI, Sadock BJ – Compêndio de Psiquiatria, 9a. Ed, Artes Médicas, Porto Alegre, 2007.
7.Jaspers K – Psicopatologia Geral, Ed. Atheneu, 1997.
8.Jung CG - Tipos Psicológicos, Vozes, 1984, Petrópolis.
9.Kaplan HI, Sadock BJ – Compêndio de Psiquiatria, Artes Médicas, 8ª. Ed., 2000, P. Alegre.
10.Nietzsche F - Humano, Demasiado Humano, Ed. Martins Fontes, 1973.
11.Schopenhauer A - O Mundo Como Vontade E Como Representação, Ed. UNESP, 2007.



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TRANSTORNO DE PERSONALIDADE E DOENÇA MENTAL FRANCA
Os Transtornos de Personalidade são importantes porque eles podem representar propensões, podem ser preditivos ou prenunciar transtornos emocionais mais específicos.
Pessoas com Transtornos de Personalidade inegavelmente têm maior risco para os diversos transtornos psíquicos, incluindo os transtornos afetivos ou do humor, transtornos de ansiedade, dependência química, esquizofrenia, entre outros.
As pessoas com Personalidades Esquizotípica, por exemplo, estão em risco aumentado de esquizofrenia e aqueles com personalidades anancástica estão em maior risco de transtorno obsessivo-compulsivo. A presença de um Transtorno de Personalidade também complica a evolução da maioria dos transtornos mentais, seja por razões psicopatológicas propriamente ditas, seja pelas dificuldades de inter-relacionamento pessoal (portanto, com terapeutas e instituições também). Por causa disso podem ser chamados de personalidade pré-mórbida, sempre que evoluírem para transtornos psíquicos francos.
Além dos psiquiatras estarem atentos à presença de transtorno de personalidade, devem também ampliar o conceito classificatório desses transtornos, pois, frequentemente o distúrbio pode não corresponder a qualquer um dos tipos descritos nos manuais ou listados em glossários psiquiátricos.
Outra questão incômoda à psiquiatria é decidir se os transtornos de personalidade são passíveis de tratamento e se as pessoas com esse diagnóstico devem ser reconhecidos como doentes.
Se transtornos de personalidade não devem ser considerados como doenças mentais, apesar da sua indiscutível relevância para a prática clínica, a alternativa seria considerá-los como sérios fatores de risco e/ou fatores complicadores para outros transtornos mentais, da mesma forma que a obesidade é considerada um risco fator para outras doenças, como por exemplo, diabetes, infarto do miocárdio, cálculos biliares, entre outras.
A Organização Mundial de Saúde (CID-10) inclui os Transtornos de Personalidade nos transtornos mentais e do comportamento. O termo transtorno é usado na CID-10 para indicar a existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecíveis e classificáveis, na maioria dos casos associados com sofrimento e com interferência nas funções pessoais.
O Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM-IV) da Associação Norteamericana de Psiquiatria, embora faça uma descrição detalhada de Transtornos de Personalidade, ele não estipula que o comportamento desviante ou os conflitos entre a pessoa e a sociedade sejam, automaticamente, consideradas perturbações mentais, a menos que o desvio ou conflito seja um sintoma de disfunção do indivíduo.
Arriscando atribuir alguma diferença entre Transtornos da Personalidade e a Doença Mental pode-se dizer, sem muita convicção, que as doenças mentais ocorrem e se desenvolvem a partir de um momento definido da vida, tal como são as crises, reações, processos, episódios e surtos, enquanto os Transtornos da Personalidade, por sua vez, são maneiras problemáticas de ser, constantes e perenes. As doenças mentais surgem e os Transtornos da Personalidade são.
Definições de Doença ou Distúrbio
A questão mais controversa é se a doença ou o transtorno, considerados sinônimos pela Organização Mundial de Saúde, são termos médicos ou sócio-políticos, segundo um juízo de valor. Há divergências entre a opinião dos médicos e dos cientistas sociais.
No entanto, do ponto de vista médico, quanto sócio-psicológico, existem fortes evidências de que os Transtornos de Personalidade sejam prejudiciais (Drake & Vaillant, 1985). Como esse tipo de discussão envolve áreas além da psiquiatria, parece quase impossível decidir se os Transtornos de Personalidade são transtornos mentais francos ou não.
Uma das características comuns entre Transtornos de Personalidade e Doença Mental franca é em relação ao curso e evolução dos dois quadros. Algumas doenças mentais que se caracterizam pela cronicidade, tanto quanto Transtornos de Personalidade parecem ser estáveis ao longo do tempo e da vida adulta. É o que acontece com algumas doenças esquizofrênicas e afetivas, por exemplo.
Além de muitos sintomas em comum, parece também cada vez mais claras as evidências de bases genéticas para os distúrbios de personalidade afetiva e os transtornos do humor, assim como para o transtorno de personalidade esquizotípico e a esquizofrenia.
O chamado transtorno de personalidade afetiva pela antiga CID-9 foi substituído na CID-10 por dois “novos” transtornos de humor, a ciclotimia e a distimia, e ambos evidenciam componentes familiares geneticamente relacionados aos distúrbios de humor, além da mesma indicação de tratamento para todos eles.
As dificuldades de separação entre doença mental franca e Transtornos de Personalidade aumentam quando se vê que o transtorno esquizotípico é classificado como um transtorno de personalidade no DSM-IV e, na CID-10, é classificado junto com a esquizofrenia e transtornos delirantes.
Na mesma linha de constatações dúbias, o transtorno de personalidade esquiva também tem muito em comum com um transtorno ansioso chamado de fobia social generalizada,  ambos manifestando sintomas iguais ou semelhantes.
Outro fator que acaba confundindo a distinção entre Transtornos de Personalidade e doença mental franca é a resposta aos tratamentos eficazes, sejam psicoterápicos ou, principalmente, medicamentosos. Havia um antigo e engraçado ditado que dizia o seguinte: “a medicina é tão mais útil e eficaz, quanto mais doente está a pessoa”, logo, em sentido inverso, as situações incômodas, mórbidas ou mal adaptadas que se modificam e melhoram pela influência do tratamento devem ser doenças.
Tanto quanto o distúrbio de personalidade, também a obesidade não é considerada uma doença genuína atualmente. Em relação à obesidade, tendo em vista os medicamentos e tratamentos cada vez mais eficazes para reduzí-la, é muito provável que venha a ser considerada uma desordem metabólica. De outra forma, ninguém poderia indicar, uma orientação nutricional, um ansiolítico ou outros medicamentos e até uma cirurgia para algo que nem doença é. O mesmo poderá acontecer com Transtornos de Personalidade.
Na verdade, isso já acontece em relação à eficácia de alguns antidepressivos para reduzir a irritabilidade, impulsividade e agressividade em pessoas com algum transtorno de personalidade (Coccaro & Kavoussi, 1997). Por outro lado e usando o mesmo raciocínio, para que o transtorno de personalidade anti-social ou sociopatia fosse aceito como doença mental franca, tal como se faz em relação à esquizofrenia, deveria responder a alguma forma de tratamento que não seja simplesmente o ambiente disciplinado das instituições correcionais.
Coccaro EF, Kavoussi RJ - Fluoxetine and impulsive aggressive behavior in personality-disordered subjects. Archives of General Psychiatry, 54, 1081 -1088, 1997.
Drake RE, Vaillant GE - A validity study of Axis II of DSM-III. American Journal of Psychiatry, 142, 553 -558, 1985.
Ballone GJ  - Transtornos da Personalidade e Doença Mental Franca, PsiqWeb, internet, disponível em www.psiqweb.med.br, 2011.






Os Transtornos de Personalidade afetam todas as áreas de influência da personalidade de um indivíduo, o modo como ele vê o mundo, a maneira como expressa as emoções, o comportamento social. Caracteriza um estilo pessoal de vida mal adaptado, inflexível e prejudicial a si próprio e/ou aos que com ele convivem.

Essas características no entanto apesar de necessárias não são suficientes para identificação dos Transtornos de Personalidade, pois são muito vagas. A maneira mais clara como a classificação deste problema vem sendo tratada é através da subdivisão em tipos de personalidade patológica.

Agressividade e Personalidade
Os impulsos agressivos e destrutivos podem fazer parte do Transtorno Explosivo Intermitente (DSM.IV). Tais impulsos, esporádicos, tanto podem fazer-se contra objetos como contra pessoas, inclusive contra a própria pessoa, configurando assim todas as formas e graus de hétera e/ou auto-agressividade.

Na realidade, contrário do que alguns pacientes acham e até dizem com uma ponta de orgulho que "quando fico nervoso fico fora de mim" ou "sou calmo até que não mexam comigo", esse comportamento não é uma atitude corajosa ou meritosa. Trata-se, de fato, de um fracasso e incompetência em resistir aos impulsos agressivos, resultando em sérias agressões e destruição de propriedade.

Assim sendo, a característica do Transtorno Explosivo Intermitente é a ocorrência de episódios definidos de fracasso em resistir a impulsos agressivos, acarretando sérios atos agressivos ou a destruição de propriedades. O grau de agressividade expressada durante um episódio é amplamente desproporcional a qualquer estressor desencadeante (veja mais).

Histeria é o termo que designa genericamente as neuroses com sintomatologia corporal exuberante. Atualmente o termo Histérico tem sido substituído por Histriônico.

Trata-se de uma neurose causada por conflitos psicológicos, e que se caracteriza por grande expressividade somática ou corporal das idéias, imagens e afetos conflitantes e, normalmente, inconscientes.

O termo é derivado do grego "histerum" (útero) porque, a princípio, pensou-se que essa doença se originava em distúrbios desse órgão).

É um transtorno emocional caracterizado por um exagero considerável da sugestionabilidade evidenciada por surpreendente plasticidade da personalidade.

Desse fato decorre uma série de manifestações funcionais de aparência orgânica, tais como, paralisias, perturbações sensoriais, crises nervosas, sono, catalepsia etc. E outros distúrbios psíquicos típicos: mitomania, onirismo, amnésia, automatismo psicomotor etc.

Considerada como expressão orgânica de conflitos inconscientes, a histeria é a neurose de conversão dos psicanalistas ("funcionais" é quando a alteração se dá na função do órgão e não em sua anatomia). Estudos mais sistematizados sobre o assunto começaram com Jean Marie Charcot (I825-1893) que empreendeu uma investigação metódica dos sintomas histéricos graças ao método de observação clínica.

Personalidade Anancástica é o mesmo que Obsessivo-Compulsiva.

O Transtorno Anancástico da Personalidade corresponde às características obsessivas-compulsivas da conduta, pensamento ou personalidade.

No caso dos Pensamentos Anancásticos, pode se tratar de pensamentos, imagens mentais ou impulsos para agir, quase sempre angustiantes para a pessoa. As idéias obsessivas (ou anancásticos) são pensamentos, representações ou impulsos, que se intrometem na consciência da pessoa de modo repetitivo e estereotipado.

Em regra geral, elas perturbam muito o sujeito, o qual tenta, freqüentemente resistir-lhes, mas sem sucesso. A pessoa reconhece, entretanto, que se trata de seus próprios pensamentos, mas estranhos à sua vontade e em geral desprazerosos.

Os comportamentos e os rituais compulsivos são atividades estereotipadas repetitivas. A pessoa com esse transtorno não tira prazer direto algum da realização destes atos os quais, por outro lado, não levam à realização de tarefas úteis por si mesmas.

O comportamento compulsivo tem por finalidade prevenir algum evento objetivamente improvável, freqüentemente implicando dano ao sujeito ou causado por ele, que ele(a) teme que possa ocorrer.

O sujeito reconhece habitualmente o absurdo e a inutilidade de seu comportamento e faz esforços repetidos para resistir-lhes. O transtorno se acompanha quase sempre de ansiedade. Esta ansiedade se agrava quando o sujeito tenta resistir à sua atividade compulsiva.

Às vezes trata-se de hesitações intermináveis entre várias opções, que se acompanham freqüentemente de uma incapacidade de tomar decisões banais mas necessárias à vida cotidiana.


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