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segunda-feira, 2 de junho de 2014

----cão guia..... dupla dinâmica! Thais Martinês e Boris--

Ois pessoal!!!!! estamos comessando a semana oficialmente falando, e eu vim falar de um assunto que é pouco comentado por aí. Vim falar sobre cão guia.......
Nós os deficientes visuais, podemos contar com o auxílio deste animal tão leal, para que torne-se nossos olhos, durante às inúmeras caminhadas feitas pelas trilhas da vida. Eu particularmente não tenho um cão guia, e nem sei se chegarei a ter. Ouvindo a palestrante e advogada Thais Martinês falar sobre sua relação com Boris, eu fiquei pensando em como a nossa vida deve se tornar mais ampla, a partir dessa ajuda prestada pelo cão a nosso favor. Principalmente quando precisamos atravessar uma rua, e não encontramos nenhum olho amigo disposto a ajudar! É claro que em alguns lugares de São Paulo e de outras cidades brasileiras, ja existem sinais sonoros. Mas estes ainda são poucos, e as regiões que mais disponibilisam esses recursos, são às centrais. Ops, mas cego não anda somente pelo centro, ou aus arredores das instituições que trabalham com deficientes visuais, certo? Então seria viável que em todos os lugares, ouvecem sinais como este. Mas como a nossa realidade é outra, e temos que nos adaptar a ela, me pareceu muito bom e muito nescessário contar com  a ajuda de um cão guia. até  porque a bengala não da conta de desviar um cego de todos os obstáculos presentes. Imagine aí você andando por uma calçada estreitinha, e nessa caminhada, você da de cara com um orelhão. "é, de cara mesmo. enfia a cara no aparelho sem dó!!!!!"
Além de se machucar, nós imediatamente pensamos: --Poxa, por quê não existe nada que me desvie de objetos aéreos??-- Um cão guia pode ajudar muito nessa. caminhar a beira mar por exemplo, sempre foi meu sonho de consumo. mas pensa aí. la vai eu, com a minha bengala ponta roler...... 1.... 2.... 3..... 4..... 5 passos..... e puff!!!!!! ee, minha bengala está submersa no sal do mar!!!!! kkkkkkk.  é claro que ela não vai deslisar. essa rodinha só circula em um chão aparentimente liso (claro que pode ser cimentado, mas tem que apresentar resistência.) Jamais uma bengala  circula em um chão coberto por areia, água, sal, dentre outras substâncias não sólidas!
e aí, qual a solução pra poder fazer essa caminhada sozinha? A partir do relato da Thais, um cão guia de novo, salvaria a pele de qualquer dv que quisece caminhar desta forma.....
Bom, sem mais delongas, eu vou adicionar aqui a reportagen, e depois eu dô meus pitacos, ok?

Dupla dinâmica

Ter um cão-guia pode significar o início de uma parceria. Thays Martinez demonstra como formou uma equipe com seu cão Boris
Por Priscila Sampaio | Fotos Daigo Oliva/Divulgação
Você comenta sobre o sonho de andar na praia sozinha, conquistado com o Boris. Quais outros lugares que você pode ir só na companhia do amigo de quatro
patas?
Thays Martinez - Eu adorava andar com o Boris em parques e praças. São lugares que, como a praia, são abertos e dificultam a orientação de quem não tem
a visão. Entretanto, com os cães-guia, isso fica bem mais fácil. Atualmente, vou com o Diesel (seu novo parceiro) fazer trilha no Parque Estadual da Cantareira
e a sensação é muito boa também.

Na página 55, o que você sentiu, tanto como cidadã quanto como advogada, no momento em que os funcionários do Metrô seguraram seu ombro, tentando impedir
a sua entrada na estação Marechal Deodoro com o Boris?
Thays Martinez - O episódio do Metrô, infelizmente, foi apenas uma amostra de como se dão as relações de poder e de prestação de serviços públicos em nosso
país. Os agentes públicos acreditam que têm o poder para sua promoção pessoal e não como instrumento para servir às pessoas. O interessante daquela história
do Metrô é que demonstra que nós vivemos em um Estado democrático de direito, que coloca à disposição instrumentos que nos permitem rejeitar as arbitrariedades.
É desgastante enfrentar uma ação judicial, mas também é gratificante ver que seu processo ajudou a melhorar, um pouco que seja, a sociedade em que vivemos.


E, ao entrar no Metrô, quando os jornalistas a acompanharam e aplaudiram, qual foi sua sensação? De missão comprida?
Thays Martinez - Quando eu entrei no Metrô com o Boris pela primeira vez, e ele, tão calmo e competente, me levou até a porta do vagão e foi aplaudido
pelos jornalistas, sabia que tudo daria certo no final e que nada acontece por acaso.

O encontro entre cão-guia e usuário é como um casamento arranjado

Em todo momento você demonstra que há uma afetividade muito grande entre você e Boris e, ao mesmo tempo, também existe a relação profissional. Mas na sua
vida pessoal, ele tinha ciúmes, por exemplo, do seu namoro?
Thays Martinez - O Boris não era muito ciumento, principalmente com as pessoas. Às vezes, ele parecia se incomodar um pouco se eu mexesse com outro cachorro,
mas ele não fazia grandes cenas. Mantinha a postura e dava um jeitinho de voltar minha atenção para ele.

Na página 87, há o episódio do restaurante, onde mais uma vez você precisou brigar pelo seu direito de entrar e permanecer na mesa do salão principal. Acredita
que ainda hoje os comerciantes não estão preparados para receber as pessoas com deficiência visual e seu cão-guia?
Thays Martinez - Percebo que já evoluímos bastante em relação à acessibilidade das pessoas com deficiência, mas ainda falta muito. As leis estão aí e,
agora, precisamos que todos exijam que sejam cumpridas. Atualmente, já é bem raro, ao menos em São Paulo, algum restaurante impedir o acesso de cães-guia,
mas ainda existem as exceções. Felizmente, hoje entro até mesmo nos hospitais com o Diesel sem que tentem impedir a entrada.

Livro: Minha vida com Boris
Autora: Thays Martinez -
Editora Globo 2011

Este relacionamento ímpar é comum em todos os donos de cães-guia?
Thays Martinez - Não sei dizer como é para as outras pessoas. Acredito que cada time desenvolve sua relação, que é única.

É possível se preparar para a aposentadoria do cão-guia?
Thays Martinez - Acredito que não exista o que pudesse ter me preparado para a aposentadoria do Boris. Sempre digo para os usuários que não fiquem pensando
nisso antecipadamente, porque não vai amenizar a dor e só vai antecipar o sofrimento.

O que foi mais difícil na morte do Boris?
Thays Martinez - A morte do Boris foi algo muito difícil de processar. É complicado explicar, é uma relação muito peculiar que a gente desenvolveu e posso
dizer que é uma dor que nunca vai passar. Hoje eu apenas aprendi a conviver com ela. Contudo, ainda sinto muita falta dele. Sinto falta da genialidade
no trabalho, mas, acima de tudo, sinto falta da sintonia que tínhamos, da nossa amizade. O cão é o melhor amigo do homem, sem dúvida. E que esse animal também pode nos prestar serviços como cão-guia, já estamos habituados a ver. Porém, a relação
entre uma pessoa com deficiência visual e o cachorro pode se tornar muita intensa. No livro Minha vida com Boris, a autora Thays Martinez relata o dia
a dia com seu primeiro cão-guia. Thays, cega, advogada e fundadora do Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (Iris) ficou conhecida no País no
ano 2000, após mover uma ação judicial contra a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), que a impedia de entrar com Boris nas estações. Foi vencedora
e fez prevalecer na capital o direito de ir e vir. Influenciou na aprovação da Lei Federal nº 11.126, que garante o acesso dos cães-guia em locais de uso
coletivo. A obra traz momentos alegres, tensos, vitoriosos e a triste separação quando aos nove anos Boris se aposentou e, aos 11, seguiu o ciclo natural
da vida e morreu. "Ele funcionava como uma luz que me permitia andar sem medo de tropeçar ou bater em alguma coisa. Com muita generosidade, ele me emprestava
seus olhos, sua visão." Thays Martinez fala à Sentidos sobre o que a motivou escrever o livro, os fatos que mais a emocionaram e sua opinião sobre a acessibilidade
no Brasil.

Fotos Daigo Oliva/Divulgação
Thays Martinez com seus dois amigos, Boris (deitado) e Diesel, atual cão-guia

Qual foi sua maior motivação para escrever?
Thays Martinez - Sempre quis escrever um livro, porque adoro ler e acredito que é uma forma de compartilhar pensamentos e sensações. Então, quando o Boris
partiu, eu encontrei no ato de escrever o livro uma forma de processar o momento emocional pelo qual estava passando e prestar uma homenagem a ele, além
de estabelecer um diálogo com a sociedade a respeito de questões de cidadania e, claro, sobre a inclusão das pessoas com deficiência.

Você relata no início da obra quando conquistou sua independência, ou seja, passou a andar sozinha pelas ruas. Na sua opinião, o jovem cego deve conquistar
isso a partir de quantos anos?
Thays Martinez - Penso que a conquista da autonomia deve ser gradual desde a infância, assim como é para as outras crianças. Especificamente sobre andar
sozinho na rua, penso que não existe uma regra e cada pessoa deve respeitar o seu momento. É importante que a família incentive essa autonomia, e o contato
com a bengala desde cedo, faça, talvez, diminuir o drama de se lidar com essa questão depois na adolescência, fase em que tudo é naturalmente mais dramático.


Você comenta que a primeira vez que voltou para casa sozinha, após o trabalho, não avisou ninguém, nem mesmo para sua família. É difícil os pais aceitarem
essa independência, a liberdade de sair sozinho?
Thays Martinez - Acredito que os pais sempre têm dificuldade em lidar com a independência dos filhos, tenham eles deficiência ou não. E, quando esses filhos
têm alguma dificuldade adicional, esse desejo de superproteger fica ainda mais acentuado. No entanto, a família terá papel decisivo para que essa criança
ou adolescente tenha segurança e uma autoestima equilibrada, razão pela qual deverá fazer um esforço para superar seus próprios medos e se tornar fonte
de apoio e incentivo. De qualquer forma, é importante respeitar a individualidade e não fazer pressões e cobranças exageradas.

É emocionante quando escreve sobre o processo seletivo que você enfrentou até chegar ao Boris. Você acredita que a seleção de donos para cães-guia feita
no Brasil é correta?
Thays Martinez - É importante que as pessoas busquem referências sobre a qualidade de instituições e profissionais que fazem treinamento de cães-guias.
Além do conhecimento sobre métodos de treinamento que é imprescindível. O profissional deve conhecer a fundo o universo da deficiência visual, técnicas
de orientação e mobilidade, além de saber fazer a seleção do cão certo para atender aquela pessoa. Isso é muito importante para o sucesso do time e para
o conforto do cão e do usuário.

Você estava com 26 anos quando recebeu o Boris. É uma idade boa para começar a andar com cão-guia, ou não há idade para isso?
Thays Martinez - Em geral, os cães-guia são entregues a pessoas que tenham ao menos 18 anos, em especial pela questão de assumir responsabilidade e ter
mais segurança a respeito de suas escolhas, pois o cão ficará com a pessoa durante oito anos em média. São raras as experiências de se entregar cães-guia
a pessoas mais novas. De qualquer forma, eu gostaria de ter tido essa oportunidade na minha adolescência.

No seu entendimento, qual é a maior dificuldade no aprendizado em andar com cão-guia? Você descreve no livro que, no início com o Boris, houve uma disputa
de liderança.
Thays Martinez - Talvez o grande aprendizado seja de se alcançar um equilíbrio interno, porque o cão capta muito mais as nossas mensagens de energia do
que aquelas faladas. Você tem que fazer um trabalho muito bom de autoconhecimento e de fortalecimento da autoestima, porque, como eu falo no livro, muitas
vezes a gente acaba acreditando que, se corrigir o cachorro, ele não vai gostar de nós. E é justamente o contrário, o cão precisa de clareza na comunicação,
saber exatamente o que você precisa que ele faça e o que não aceita. --

Fonte:
http://revistasentidos.uol.com.br/inclusao-social/70/artigo258472-2.asp

Ooo, adorei essa entrevista dela, porque explica com clareza tudo isso.
Ela é meio aventureira, assim como eu. Que andava sozinha desde cedo, pelomenos nos lugares que eram próximos a minha casa. Na época em que eu morava com a minha mãe, eu andava menos. Durante a minha adolescência quando eu me mudei e fui viver com a minha avó eu ja tinha mais noção das coisas, e ja sirculava por vários lugares sem alguém pra me supervisionar. E também a galera daquele tempo insentivava bastante, e eu queria ser livre, queria ter as minhas coisas. Eu comecei a trabalhar muito cedo, mesmo que fosse  só pra ser contratada de forma temporária, porque assim além de conhecer novos horisontes, eu tinha o praser de sair, de me movimentar, de conhecer pessoas novas e etc. Acho que nós temos que trilhar o nosso próprio caminho, e seguir essa trilha, senão às coisas tendem a ficar impossíveis. Ja pensou se ela desiste de lutar pelos seus direitos? Hoje os cães-guia ainda seriam vistos como cães que vam a passeio, e que não podem frequentar lugares públicos, dando assim > mobilidade ao usuário.
Eu ja enfrentei muitas situações difíceis ao longo da minha vida, mas por enquanto venho tentando me superar através delas. Não é nada fácil. Mas temos que viver 1 dia de cada vez, e  devemos pedir força pra Deus, pra seguirmos sempre em frente.
Eu espero que vocês tenham gostado da entrevista dela, e qualquer dia eu falo mais um pouquinho sobre deficiência visual. Só que aí não vai ser de  uma cega vista pela mídia que eu vou falar. Vai ser algo diferente que com certeza, também será alvo de muitos comentários! Fico por aqui meu povo. Beijinhos, e até breve!




3 comentários:

Silvana Sartori disse...

Eu achei super interessante sua postagem em falando do cão guia, até porque é muito pouco comentado mesmo. Nunca tinha visto nada assim. E achei super bacana até porque acho que são pouco valorizados pelas pessoas. Os cães cuidam das pessoas, mas eles também querem ser bem cuidados né? Eu simplesmente admiro bastante o trabalho desses cães e acho que todos os ceguinhos que precisam de ajuda estão em boas mãos. Melhores do que nas mãos das pessoas que sempre tem algum preconceito com essas pessoas =/
Enfim...Amei a sua postagem

bjokas

lovereadmybooks.blogspot.com.br
Seguindo aqui viu?!

dorinnha radashy disse...

aa obrigada pelo comentário, e eu também achei interessante falar a respeito. afinal de contas, temos que falar sobre tudo nesse universo, pois mesmo que sejam ocultos, temos inúmeros leitores que nos visitam, e esta postagen pode servir como um meio de informação para quem nescecita, e não sabe como buscar o assunto através do google, ou de qualquer outro tipo de ferramenta.

onira é feliz por que vim do oéste disse...

fantascico, e otima a iniciativa em publicar aqui a reportagem, quando fis um trabalho pra facul, jahavia lido munto sobre Thays Martinez parabems mesmo.