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sábado, 9 de maio de 2015

--Um artigo que me chamou a atenção: falando sobre pais.

Ois gente!!!! hoje, sábado, véspera do dia das mães, eu resolvo vir pra falar sobre os pais? Oops, ela ficou doida? que nada. sobre as mães eu falarei amanhã, e ainda deixarei uma marquinha a respeito das minhas impreções quanto a maternidade e etc. como aqui em casa, a figura paterna se tornou problemática desda gestação pelo fato de não aceitar nosso filho, eu vivo lendo diversos artigos que falam sobre pais e filhos, e este me chamou a atenção. veja os tipos de pais presentes, e eu ja digo logo: várias características em tipos diferentes de pais estão presentes no comportamento do pai do meu filho, infelizmente. espero que um dia esse quadro possa ser revertido.
leia com atenção e claro, deixe seu pitaco aqui!

Cadê o pai dessa criança?
A psicóloga Betty Monteiro faz uma análise dos tipos de pai que existem e como suas atitudes afetam a vida dos filhos
Por Ana Lis Soares, filha do Marco Túlio e da Arlete
10.12.2013
Pai, do latim pater, -tris, pai, avô. Substantivo masculino. De acordo com o dicionário Online Priberam da Língua Portuguesa, “pai” é: 1. Aquele que tem um ou mais filhos.2. Gerador; genitor; progenitor.3. [Figurado] Criador; autor.4. Protetor, benfeitor.
Talvez, de todas as palavras que definem “pai” na língua portuguesa, o adjetivo “protetor” seja a mais próxima do que a figura paternal significa, realmente, para a criança. Pai é uma referência necessária para a saúde psicológica e mental do filho, tornando-o um adulto equilibrado.
Estudos importantes já comprovaram, por exemplo, que o pai bem-informado e orientado sobre a importância do aleitamento sabe apoiar melhor, interferindo de forma positiva na amamentação do filho – que será mais prolongada. E isso é só o começo da história...
Durante toda a infância, o pai tem papel de protetor e também do interditor. Na psicanálise, o interditor é visto como a primeira figura a dar limites.
Crianças criadas com o pai por perto (ou o substituto dele) apresentam maior rendimento escolar, autoestima elevada, facilidade em formar vínculos sociais, confiança e segurança. São as brincadeiras corporais que o pai tem com a criança que estimulam mais ainda o desenvolvimento da inteligência infantil.
Cadê o pai dessa criança?
Uma pesquisa de 2008 feita pelo Families and Work Institute concluiu que os pais hoje passam 3 horas com os filhos em dias de trabalho, enquanto em 1977 passavam 2 horas. Os mais jovens, então, são mais dedicados: eles passam 4,1 horas com seus filhos em dias de trabalho. Ou seja: estamos evoluindo.
Outro estudo, da National Academy of Sciences, revela que a paternidade reduz significativamente os níveis de testosterona, o principal hormônio masculino, deixando-os menos agressivos e mais sensíveis. Mas isso parece não acontecer com todos eles, infelizmente. Ainda há muitos casos de pais irresponsáveis, agressivos, ausentes... Ou sem noção mesmo.
No Brasil, mais de 5 milhões de crianças não possuem nem sequer o registro do pai em sua carteira de identidade. Isso é o mínimo, afinal ter pai é um direito. Está na lei.
Trabalhando como psicóloga há mais de 40 anos, nossa colunista Betty Monteiro, mãe de Gabriela, Samuel, Tarsila e Francisco, já ouviu muita história de filhos e mães que sofrem por causa da figura paterna (ou ausência dela). São centenas de crianças e adolescentes profundamente marcados pelas atitudes negativas (ou pela indiferença) do pai. Por causa disso, a psicóloga escreveu o livro Cadê o Pai dessa Criança?, recentemente lançado pela Editora Summus, que fala de forma “direta e reta” com os pais. Segundo a autora, traz o mesmo tom que as pessoas levam em suas queixas: raiva, mágoa, agressividade, desespero.
No livro e aqui, ela traça os perfis de pais, inspirados pelos casos de pacientes que orientou. Para abrir os olhos e causar um chacoalhão nos marmanjos por aí. Está na hora de voltar da roça e reassumir  a cadeira de pai.
O pai ansioso
Esse tipo de pai pode apresentar alguma forma de fobia (medo exagerado de coisas ou lugares), transtorno de pânico, ansiedade e depressão, ou comportamento obsessivo-compulsivo e perfeccionismo.
Está sempre insatisfeito consigo e sofrendo por antecipação. O clima afetivo de sua casa é tenso, pois ele não consegue esperar, não fica parado, está sempre fazendo alguma coisa, mexendo as mãos, as pernas, é incapaz de relaxar. Não tolera erros.
Esse homem faz tudo ao mesmo tempo. Seu discurso é vazio, pois não consegue sustentar uma conversa.
O pai ingênuo
É o tipo de homem que não é reconhecido por seus valores afetivos e pessoais, mas por aquilo de material que pode oferecer à família. A parceira já o escolhe por aquilo que ele pode lhe dar.
Uma pesquisa feita pela psicóloga americana Ann Coker, da Universidade do Texas, com sete mil homens, mostrou que 23% deles eram vítimas de violência no casamento: agressões verbais e físicas que os levavam a desenvolver estresse e depressão. Têm muita dificuldade de impor limites. Temem o afastamento dos filhos e o enfrentamento da mulher. São carentes e precisam ser admirados.
Sentem-se obrigados a satisfazer necessidades da mulher e dos filhos, que lhes cobram funções acima de suas capacidades.
O pai workaholic
Esse tipo de pai é tão danoso quanto os outros, mas se esconde atrás do papel da vítima e do coitado que trabalha muito e nunca é reconhecido. Atrás do pai workaholic sempre se esconde o homem que foge de estar em casa e com os filhos. Ele diz o tempo todo que não tem tempo a perder. Não percebe nada além do trabalho.
A maioria desses pais vive para o trabalho e nunca tem consciência desse alheamento familiar, até porque a família acaba desistindo de lutar por sua companhia e aprende a viver só. Ele não sabe que a felicidade é produto da harmonia entre ele e a vida que leva.
O pai de fachada
É muito interessante receber no consultório aqueles pais que vêm à força. Eles chegam vestidos com uma “capa de cordeiro” e se fazem de santos. Mostram-se perfeitos e extremamente presentes.
Exercem mecanicamente o seu papel e as suas funções. Ficam distantes da criança, pensando em seus problemas ou fazendo somente aquilo que lhes dá prazer, embora acreditem estar exercendo a paternagem.
O pai de fachada concentra-se em seus deveres, mas não na forma como deve vivenciá-los. Está presente – vai à reunião escolar, ajuda o filho no que for necessário –, mas é pouco afetivo. Cumpre ordens. Às vezes é insuportável, crítico, negativo, irritante e emocionalmente distante. A função paterna o desgasta e o corrói.
O pai alienador
É muito comum ver filhos de pais separados ou divorciados sofrerem alienação parental por parte de um dos pais ou de ambos. Alienação parental é o nome dado à pressão que os filhos sofrem por parte dos pais para que eles tomem partido de um deles.
O pai destrói a imagem da mãe e de toda a família materna para os filhos, por ignorância, dor de cotovelo, ciúmes, raiva, inveja, punição e avareza. Os filhos ficam angustiados e inseguros com o interrogatório.
Esses homens acreditam que arrancando as crianças da mãe ou brigando por besteiras conquistarão os filhos.
O pai folgado
Esse é o tipo mais comum de pai: o folgado, o acomodado. Foi acostumado a ter tudo nas mãos, pela mãe e pela mulher. Na hora de virar pai, ele vira mais um filhinho a ser cuidado. Na maternidade, ele se deita na cama do acompanhante e dorme feito um anjo... Parece que foi ele quem deu à luz. Em casa, acorda a mulher para cuidar do bebê. Reclama se ela não lhe dá atenção. Quer sexo. É um mimado.
Não toma atitude quando as crianças estão dando trabalho. Brinca com os filhos ou só lhes dá atenção quando lhe apetece. A mulher tem de separar suas roupas, fazer o prato, preparar o banho. Dá o exemplo aos filhos, que vão se transformando em pessoas tão acomodadas, dependentes e insuportáveis quanto o pai.
O pai ogro
Ele é insuportavelmente inadequado. Precisa se afirmar e assim não enxerga os filhos. Adora competir.
Medir forças com o outro (nem que seja uma criança) e derrotá-lo lhe proporciona um prazer sádico. Ele não sabe perder. Joga pesado e trapaceia.
Esse tipo de pai não reconhece o sucesso dos filhos e desmerece seus esforços. Quando as crianças se saem mal nos deveres, levam bronca; quando se saem bem, o pai lhes diz que não fizeram mais que a obrigação.
Desvaloriza o sexo feminino e compete com o masculino. As crianças ficam com a autoestima baixa, têm o fracasso como algo inevitável e desistem de lutar contra as situações difíceis.
O pai garanhão
Ele é um verdadeiro reprodutor. A mulher é vista como um objeto com quem ele possa curtir um sexo incrível. Filhos? Que venham... Isso não é problema dele. Quem tem é que deve cuidar.
Sedutor, falastrão, culto em alguns assuntos pré-selecionados (mas não inteligente), dependente, carente, apaixonado e vítima, ele sabe escolher suas vítimas: carentes, realizadas profissionalmente (em tese), já “passadas” da idade de se casar e ter filhos. Ele só tem coragem de romper uma relação quando já está com outro relacionamento assumido.
O garanhão abandona a mulher e o filho. Se ela não tem recursos, há um interminável processo judicial. Quem mais sofre com isso? A criança.
O pai depressivo
Ele é pessimista, negativista, inseguro, tem baixa autoestima, não encoraja os filhos a nada, é humilde demais e não se permite sonhar. Tem medo de correr riscos, o de errar e já vê o fracasso como algo inevitável. Querer algo, ter ambições é impossível para ele.
É infeliz, frustrado, invejoso e um resignado. Não tem interesse nem prazer por nada, está sempre cansado. Vive relembrando maus momentos (e que memória!).
Geralmente está doente ou com alguma dor. Gosta de se isolar e se queixa de solidão. Ninguém consegue conviver com uma pessoa tão autocentrada.
O pai tiranossauro
O pai tiranossauro é aquele que se impõe por intermédio do medo. Precisa esconder sua covardia, fragilidade e frustração numa imagem de homem forte, perfeito e poderoso.
É perfeccionista, portanto não suporta erros. É ansioso, portanto não tolera o desconhecido. É medroso, portanto precisa ter o controle sobre tudo e todos. É egoísta, portanto não vê o outro. É perseguido, portanto está sempre pronto para atacar. É vingativo, portanto não perdoa. É impulsivo, portanto suas reações são imprevisíveis. É ignorante, portanto não consegue se atualizar. É imediatista, portanto impaciente. É workaholic, portanto não prioriza a família. É um sofredor, portanto faz os outros sofrerem.
O pai Rocky Balboa
É um verdadeiro covarde. Usa a força e a agressividade para fazer valer sua autoridade e seu poder. Não tem piedade. Se justifica: dá apenas algumas palmadinhas. Mentira! Ele bate na cara, belisca, puxa a orelha, dá safanões, tudo isso acompanhado de agressões verbais e de castigos. Humilha o filho na frente dos amigos.
Se você age assim, abusa dos seus filhos. E isso é crime. Não venha me dizer que é assim que deve ser. Perpetuando esse círculo vicioso, você contribuirá com o aumento da violência e do uso de drogas.
O pai abusador
Pedofilia e abuso sexual infantil estão se revelando, deixando de ser segregados familiares. Uma em cada quatro meninas e um em cada seis meninos sofrem ou já sofreram alguma forma de abuso sexual.
O abuso pode se iniciar em qualquer idade, mas é comum que os pais comecem a abusar das filhas entre 4 e 5 anos e 10 e 12 anos.
O pai usuário social de drogas
Vou falar diretamente a você, pai usuário de drogas que ainda não é considerado “um doente”. Que é fumante, dependente de medicamentos, usuário de álcool ou até de drogas ilícitas, mas de forma ocasional ou social (como vocês preferem dizer).
Você mostra que é assim que se resolvem os problemas. Os filhos se afastam, ficam preocupados e entram em pânico quando o fim de semana se aproxima.
http://www.paisefilhos.com.br/familia-e-tudo/cade-o-pai

2 comentários:

Fernanda!!!! disse...

Ooois fia!
Adorei o artigo, que me fez entender as diferenças entre os ais que existem por aí!
Concordo contigo, o Fernando apresenta várias características dos pais apresentados acima!
Quem sabe um dia este quadro não se reverta?
É o que espero, pelo bem do JL, que não tem culpa de nada, e merece ter um pai!
Bjs!

dorinnha radashy disse...

é ferzinha. eu ja cansei viu dessa luta inconstante. eu insisti muito para que a figura paterna não fosse apagada da vida do meu anjinho, mas tô querendo é largar mão de tudo. estou esgotada psicologicamente. não tenho + forsas pra fazer tudo isso sozinha. bjs, e obrigada por ser minha leitora fiel. te devo uma visita.