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quinta-feira, 4 de junho de 2015

artigos sobre o leite materno


ALEITAMENTO MATERNO
Keiko Teruya é médica pediatra e professora da Faculdade de Medicina da Fundação Lusíada de Santos.
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Nossa espécie, o Homo sapiens, pertence à classe dos mamíferos, animais que amamentam os filhos quando nascem. Fiéis às origens, durante toda a história do homem na Terra, as crianças foram amamentadas no peito da mãe. Nos anos 1950, porém, mudanças sociais e econômicas resultantes da industrialização e da entrada da mulher no mercado de trabalho contribuíram para a quebra desse paradigma. Muitas precisaram suspender a amamentação dos filhos para sair de casa logo cedo e assumir posições profissionais. A solução que lhes restou foi alimentar suas crianças com mamadeiras, leite em pó e os suplementos que as indústrias encarregavam-se de produzir e apresentar como excelentes substitutos do leite materno.
Pagamos um preço alto por isso, porque não tardaram a aparecer estudos elencando as desvantagens desse tipo alimentação. Atualmente, a Organização Mundial de Saúde recomenda que a mãe amamente os filhos, durante os seis primeiros meses de vida, exclusivamente com leite do seu peito. A partir dos seis meses até os 2 anos, outros alimentos devem ser introduzidos na dieta e oferecidos ao bebê em colherinhas e não mais na velha e superada mamadeira.
VANTAGENS DO LEITE MATERNO
Drauzio — Quais as consequências que essa mudança de paradigma ocorrida nos anos 1950/1960 acarretou?
Keiko Teruya – A história já se encarregara de demonstrar que era possível alimentar o ser humano com outro leite que não o materno. Haja vista, o caso de Rômulo e Remo, fundadores de Roma, que segundo a lenda foram amamentados por uma loba. No nosso caso, a escolha recaiu principalmente sobre o leite de vaca. Só que, apesar de o Homo sapiens ser o animal mais adaptável dentro da escala zoológica, há sempre um preço a pagar por essa quebra de paradigma, pois o leite materno diminui o risco de maior suscetibilidade alérgica, infecções e até mesmo de morte infantil.
Drauzio – Quais as vantagens do leite materno em relação aos outros tipos de leite?
Keiko Teruya — Ele contém todos os nutrientes necessários para garantir o crescimento saudável da criança. ALém disso, olhos nos olhos, mãe e filho estabelecem a primeira linguagem efetiva de amor.
PRODUÇÃO DO LEITE MATERNO
Drauzio – Como é a dinâmica da produção do leite materno?
Keiko Teruya — A sucção desencadeia um reflexo hormonal: a prolactina (hormônio produzido pela hipófise) promove a produção de leite e a ocitocina, sua descida para a região da aréola mamária. O espantoso é que toda a mulher pode produzir leite mesmo que não tenha gerado a criança que suga seu peito e, quanto mais ela suga, mais leite aparece. Para ser didática e simples, digo às mães que, enquanto o bebê mama, um carteiro leva uma mensagem para a cabeça dela avisando que lá embaixo tem gente precisando de leite. Se a criança reclama – “Mãe, aqui não está saindo leite” -, o mensageiro transmite nova ordem ao cérebro materno – “Solte o leite” – no que é logo obedecido.
Drauzio – Esse mecanismo pode ser alterado de forma que algumas mães apresentem dificuldade para amamentar e produzir leite?
Keiko Teruya – Se a ocitocina não passasse pelo hipotálamo, não haveria tanto problema. Acontece que ela passa e quando a mãe está nervosa, tensa, cansada, levou um susto ou teve um grande aborrecimento, um bloqueio impede-a de soltar o leite. A expressão “esconde o leite” reflete bem o que ocorre nessas situações. Entretanto, se a criança continuar sugando, novo comando será transmitido ao cérebro da mãe que deixará o leite fluir.
AMAMENTAR NÃO DÓI
Drauzio – Como é possível manter essa tranquilidade se algumas mulheres sentem dor enquanto amamentam, porque o mamilo rachou, por exemplo?
Keiko Teruya – A amamentação deve ser absolutamente indolor. Partindo do seu exemplo, o mamilo não racha se a criança for colocada na posição correta e pegar direito o peito. Por que ocorre a rachadura? Ocorre porque a criança não consegue pegar a areola, a parte do seio que não dói. Sempre peço que as mães apalpem suas mamas e lhes pergunto onde são mais sensíveis. Todas as respostas coincidem: o bico é a parte mais dolorida. Fica claro, então, que ali a criança não pode sugar porque vai doer. No entanto, se a criança sugar na região areolar onde ficam os bolsões de leite que devem ser espremidos para liberá-lo, não haverá desconforto nenhum. Se a mulher sente dor quando o filho mama, a dinâmica da sucção deve estar incorreta.
Drauzio – No decorrer da gravidez, a mulher pode tomar alguns cuidados que  deixem  seus seios em melhores condições para a amamentação?
Keiko Teruya – Antigamente, as mulheres eram orientadas para tomar sol e fazer massagens de protusão dos mamilos. Estudos posteriores demonstraram que essa indicação não tinha o menor fundamento. O que realmente importa para evitar rachaduras e, consequentemente, dor é a criança estar bem posicionada e ter boa sucção.
Drauzio – É difícil amamentar um bebê?
Keiko Teruya – As mães aprendem a amamentar com extrema facilidade. Eu lhes digo que o primeiro contato entre mãe e filho deve ocorrer na hora do nascimento, porque na primeira meia hora a criança está lúcida.
Mais tarde, no quarto, ela irá aprender como posicionar corretamente a criança durante as mamadas. A criança deve ficar de frente para o peito da mãe (principalmente para a região areolar), pois é a pressão de sua gengiva na areola que solta o leite. Se ela sugar só na pontinha, o leite não sai. Sua cabeça deve estar alinhada com o tronco, ou seja, a criança não pode estar torta e seu corpo deve ficar colado aocorpo da mãe o tempo todo.
LEITE FRACO E LEITE FORTE
Drauzio – Algumas mães dizem — ah, meu leite está aguado — e suspendem a amamentação ou completam as mamadas com mamadeiras. Existe leite materno fraco ou forte?
Keiko Teruya – Não existe leite fraco ou forte. Existe leite bom para a criança. Às vezes, as mães consideram seu leite fraco porque o comparam com o leite de vaca, que é mais denso e consistente o que, de certo modo, o torna impróprio para o ser humano. O bezerrinho, em um ano e meio ou dois, deverá ter-se transformado num animal adulto. O ser humano precisa de 16 a 18 anos para completar seu ciclo de desenvolvimento.
Por que as mães acham que seu leite é fraco? Porque, quando a criança toma mamadeira, parece que fica mais tempo sem fome e dorme mais. Isso acontece porque a digestibilidade do leite de vaca, cujas moléculas são maiores, é muito lenta e provoca uma sobrecarga nos rins. A criança se sente como o adulto que comeu uma feijoada: de estômago cheio e sonolenta, largada. As mães não costumam estabelecer essa relação e julgam que seu leite está fraco.
Além disso, ao contrário do leite de vaca, que é inerte, o leite humano é composto por células vivas que transferem para o bebê a imunidade materna aos agentes infecciosos.
Drauzio – Essa coisa viva a que você se refere são os glóbulos brancos?
Keiko Teruya – São os glóbulos brancos, os anticorpos que a mãe passa para o filho. Hoje, sabemos que além dos macrófagos e dos linfócitos T, entre outros, o leite materno possui imunomodeladores, substâncias que ativam a imunidade da criança. Por isso criança que mama na mãe dificilmente morre e, quando adoece, se restabelece mais depressa.
PREVENÇÃO DE DOENÇAS
Drauzio – Quais são as doenças mais frequentes em crianças que não são amamentadas no peito?
Keiko Teruya – A mais frequente é a diarreia. A criança amamentada no peito está dezessete vezes mais protegida contra essa doença, porque no leite materno existe um anticorpo chamado IGA secretora que recobre a mucosa intestinal protegendo-a contra infecções e recobre tembém a mucosa da árvore brônquica e dos ouvidos, prevenindo otites e pneumonias. A longo prazo, a prevalência de certas patologias como a aterosclerose, alguns tipos de câncer, obesidade e diabetes é menor nas crianças amamentadas no peito.
Drauzio – Muitas mães perguntam se, quando estão gripadas, podem amamentar o filho?
Keiko Teruya – Podem e devem. Durante o processo gripal, a imunidade da mãe está sendo ativada. Como seu leite é constituído por células vivas, seus anticorpos são transmitidos diretamente para a criança durante as mamadas.
Drauzio – Não há o risco de o vírus ser transmitido também pelo leite?
Keiko Teruya – Na verdade, a mãe transmite o vírus e o tratamento, porque seu leite carrega os anticorpos necessários para combater o agente agressor. Mesmo que suspenda a amamentação, ao cuidar do bebê, ela estará correndo o risco de transmitir a doença com a agravante de não lhe transmitir as defesas (imunoglobulinas, macrófagos e até interferon) que o leite transporta.
USO DE MEDICAMENTOS
Drauzio – Existem restrições quanto ao uso de medicamentos durante o período de amamentação?
Keiko Teruya – A maioria dos remédios está liberada durante a amamentação. Se a mãe tiver uma dor de cabeça, pode tomar um analgésico sem medo. No entanto, existem algumas contraindicações, como é o caso dos imunossupressores e de alguns hormônios. Casos que não admitem suspender a medicação, como os de hipertireoidismo materno, exigem acompanhamento bastante cuidadoso.
Drauzio – E em relação aos tranquilizantes?
Keiko Teruya – As mães podem tomar tranquilizantes desde que em doses absolutamente controladas. Lítio, nos casos de transtorno bipolar, e ergotamina, nas crises de enxaqueca, precisam ser ministrados com muita cautela. No entanto, contradizendo o que se pensava anteriormente, a maioria dos antibióticos e quimioterápicos não apresentam contraindicações indesejáveis durante amamentação.
O Ministério da Saúde publicou um livreto – “Aleitamento Materno: Amamentação e Drogas”, disponível em qualquer Posto de Saúde – que contém informações importantes sobre o uso de medicamentos. Por exemplo, se a mãe precisa ser medicada contra a esquistossomose, lendo o livro descobrirá que nada a impede de tomar o remédio prescrito.
RITMO DAS MAMADAS
Drauzio – Que critério a mãe deve adotar para estabelecer o ritmo das mamadas? Ela deve obedecer a um horário rígido ou guiar-se pelo choro da criança?
Keiko Teruya – Livre demanda é o critério a ser adotado. Os bebês não nascem conhecendo relógios nem horários, mas a mãe sempre percebe quando chegou a hora de amamentar. Não é preciso que a criança chore. Sua irritabilidade ou agitação bastam para que ela saiba que o filho necessita de seu peito.
Drauzio — Existem instruções para orientar a mãe no que se refere à troca de peito?
Keiko Teruya – A criança deve mamar num peito até soltá-lo espontaneamente e só então lhe deve ser oferecido o outro. Há um teste simples que demonstra a eficácia desse procedimento. Antes de iniciar a mamada, pede-se à mãe que retire um pouquinho de leite e reserve. Em seguida, o seio é oferecido ao filho. Quando ele o soltar, ela tira mais um pouco de leite desse mesmo seio e compara as duas amostras. O primeiro é ralo e bem clarinho, pobre em gorduras, mas rico em açúcar e água. O outro é escuro.
Essa diferença é uma prova de que a natureza é sábia. A criança tem necessidade dos dois leites: o anterior e o posterior. O primeiro serve para matar a sede; o segundo, para matar a fome e fazê-la engordar.
Nós, pediatras, estávamos errados quando apregoávamos 15 minutos num peito, 15 minutos no outro. Geralmente, a mãe que tem num único peito leite suficiente para alimentar a criança, deve começar a mamada seguinte pelo seio menos solicitado e deixar que o primeiro e esgote.
Drauzio – Na hora da amamentação, qual deve ser a atitude da mulher?
Keiko Teruya – Bem relaxada e com as costas apoiadas, de preferência com o pé todinho no chão, a mãe deve olhar para a criança, o que nela é uma reação quase automática, instintiva. Esse carinho, o cheiro que a mãe exala, essa dança entre mãe e filho ao amamentar são fundamentais para o desenvolvimento harmônico da criança. Por isso está certo quem diz que, se a criança receber amor, dificilmente devolverá violência.
Não faz muito tempo, entrou em contato comigo uma procuradora de justiça que estudou a criminalidade nas crianças que viviam em instituições. Ela concluíra que o desmame era a causa mais importante desse desvio comportamental. Essas crianças nunca haviam sido amamentadas e mãe que amamenta, não maltrata o filho. Não o espanca, não o queima nem quebra seus ossos e não o abandona.
Drauzio – Resumindo, quais as orientações da Organização Mundial de Saúde em relação ao aleitamento materno?
Keiko Teruya – A OMS aceitou uma proposta brasileira e recomenda o aleitamento materno por seis meses. A partir dessa idade até os 2 anos, outros alimentos serão introduzidos observando as etapas do desenvolvimento infantil. O branco do leite é substituído pelo colorido dos sucos de frutas, por exemplo; o líquido, pelo pastoso e depois pelo sólido. A recomendação é oferecer à criança o que a família come e não mais as sopinhas elaboradas de antigamente.
Drauzio — Sem usar a mamadeira?
Keiko Teruya — Sem a mamadeira e sem chupeta, que também deixou de ser recomendada. O ideal é não utilizar a mamadeira, porque a dinâmica de sucção é totalmente diferente da do peito. Para demonstrar a diferença, peço às mães que suguem seu dedo e depois seu punho. Ela vai notar que para sugar o dedo usa muito pouco a estrutura da boca. Praticamente só usa a língua. O mesmo ocorre com a criança e a mamadeira porque o leite sai quase por gravidade. Mamar no peito pressupõe muito mais esforço e empenho. E quem não gosta de sombra e água fresca?
Publicado em 08/08/2011

alimentos que interferem no leite materno:

Em princípio, a mulher que amamenta não precisa restringir nenhum alimento e deve manter uma dieta natural e saudável. Mas sabemos que assim como medicamentos, drogas e toxinas podem passar para o bebê através do leite, o mesmo acontece com os componentes da alimentação materna. Cada criança é única, e sempre existe a chance do seu filho apresentar alguma sensibilidade aos componentes de um alimento. A seguir veja alguns alimentos que podem afetar o leite materno: 
Chocolate: A maioria das mães podem comer chocolate sem exageros, mas devem sempre ficar atentas para possíveis efeitos negativos no comportamento do bebê. O chocolate contém teobromina, substância que pode provocar irritabilidade e diarreia no bebê se quantidades elevadas forem consumidas pela mãe.  
Cafés, chás e refrigerantes: O café, chás, mate e refrigerante tipo cola em quantidade excessiva podem causar irritabilidade e padrão deficiente de sono. Mas se seu bebê for mais um que não tem o sono alterado pelo consumo de café pela mãe, existem outros bons motivos para não exagerar no consumo de cafeína. Nos primeiros meses de vida, a exaustão é grande e cada minuto de sono é valioso. Se a mãe utiliza o café para se manter acordada, pode ser que ela perca a oportunidade de descansar enquanto o bebê dorme a tarde. Além disso, a cafeína tem efeito diurético e durante a amamentação a hidratação adequada é essencial para uma boa produção de leite.
Bebidas alcoólicas: Enquanto os efeitos nocivos do consumo de bebida alcoólica durante a gestação estão bem estabelecidos, as consequências o álcool durante o período da amamentação foram pouco estudados. Mas alguns dados já foram identificados como: sabemos que metade das mulheres dos países ocidentais consomem álcool durante o período da amamentação; o consumo de bebida alcoólica pode reduzir a produção de leite; o etanol passa no leite materno nas mesmas concentrações presentes no sangue da mãe e quando comparados aos adultos, o recém nascidos tem a metade da capacidade de metabolizar, ou seja, eliminar o etanol de seu corpo. Como não existem recomendações especiais para mães que amamentam, é bom evitar qualquer tipo de bebida alcoólica durante esta fase de extrema importância para a saúde do bebê. 
Leite e derivados: O bebê pode apresentar tanto intolerância à lactose como alergia a proteína do leite de vaca e seus derivados. A mãe ao consumir laticínios passa pelo leite proteínas que podem causar alergias no bebê, pois seu sistema digestivo não é capaz de digerir as proteínas e seu sistema imunológico entende que essa proteína é um agressor ao organismo do bebê. Na intolerância a lactose, um carboidrato do leite de vaca, o bebê não tem ou produz pouca lactase, uma enzima de digere a lactose que também é passada no leite materno. No bebê amamentado, tanto a intolerância como a alergia ao leite de vaca podem causar sintomas parecidos como sangue nas fezes, diarreia, cólicas, assaduras e choro intenso. Na alergia, a pele e o sistema respiratório também podem ser afetados e o grau de alergia pode variar de imediato e grave até uma forma mais crônica e branda de alergia.  
Oleaginosas: Algumas crianças desenvolvem hipersensibilidades ou alergias a oleaginosas consumidas pela mãe. O grupo das oleaginosas é formado por nozes, castanhas, amêndoas, amendoim, pistache entre outros. Não é muito comum no Brasil, mas nos EUA, por exemplo, o amendoim é uma causa importante de alergia alimentar.
Outros alimentos
Os primeiros meses de vida da criança são de acelerado desenvolvimento e formação de tecidos e ainda não se sabe todos os fatores que interferem positivamente e negativamente na saúde da criança. Os estudos com aditivos alimentares durante a amamentação ainda são escassos. Mas sabe-se que corante artificial tartrazina (FD&C amarelo#5), sulfitos e glutamato monossódico são causadores de reações alérgicas. A tartrazina pode ser encontrada em produtos industrializados como sucos, gelatinas e balas enquanto o glutamato monossódico pode estar presente nos produtos salgados como temperos industrializados. Já os sulfitos são usados como preservativos em alimentos como frutas desidratadas, vinhos e sucos industrializados. 
Se o bebê não apresenta sinal ou sintoma, não é recomendado excluir um alimento da alimentação. A retirada de um grupo de alimento da dieta sem orientação profissional pode causar desequilíbrio na qualidade nutricional do leite. Além disso, pode potencializar o aparecimento de alergias alimentares. Muitas mães acreditam que ao excluir da dieta alimentos potencialmente alergênicos como, leite de vaca, trigo, amendoim, soja, ovo e milho, previnem o aparecimento de alergias alimentares no bebê. Estudos mostram que o efeito pode ser oposto e em alguns casos predispor a criança a alergias no futuro. Mães que consomem alimentos potencialmente alergênicos transferem anticorpos para seu filho através do leite materno, tornando-os mais resistentes a alergias alimentares. 
Se você acha que algum alimento pode estar perturbando o bem estar do seu bebê, pode-se retirar o alimento suspeito e observar a reação do bebê. E assim que possível, procurar um profissional capacitado, médico ou nutricionista, para identificar as verdadeiras causas do problema. Lembrando que, cólica, corisa, agitação e sono desregrado não são sintomas exclusivos de hipersensiblidade a componentes da dieta materna e podem ter outras causas não relacionadas a alimentação.  
http://www.minhavida.com.br/familia/materias/18102-alimentos-que-afetam-o-leite-materno

Peito de mãe- tudo que o leite materno pode fazer pelo bebê.
O leite materno, ao lado dos pêlos e do sangue quente, é o símbolo de uma classe animal que reúne alguns dos maiores e mais numerosos bichos do planeta. Dentre eles está o homem, que preserva no princípio da vida o instinto inerente aos mamíferos: a busca pelo alimento elaborado pelas glândulas mamárias de sua mãe. A cena da mulher amamentando o filho, mais do que bela e tocante, é a evidência fundamental de que a existência de ambos está íntima e eternamente ligada a esse ato. No entanto, ante a correria, as exigências e as conveniências do dia-a-dia moderno, esse ato de amor e excelência em nutrição está sendo relegado a segundo plano. Pois é, os bebês estão mamando cada vez menos — isso quando são amamentados —, o que significa riscos à saúde, além de ser uma violação ao primeiro direito da criança após o nascimento, que é o de receber o melhor alimento, o leite de sua mãe.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o aleitamento materno deve ser mantido até os dois anos de idade do nenê ou mais. Na prática, a mãe tem de dar ao filho, até os seis meses de vida dele, apenas o peito. Depois disso, a recomendação é a de que ela inclua no cardápio do pequeno outros alimentos, sem interromper a amamentação por mais, pelo menos, um ano e meio. Essa orientação tem como objetivo garantir à criança os benefícios do aleitamento materno. O leite materno nutre, protege contra doenças e infecções e ajuda no desenvolvimento do bebê. Além disso, estreita a relação entre mãe e filho. Pesquisas comprovam que bebês menores de seis meses, que não foram amamentados ou que foram desmamados, precocemente, apresentam riscos 14,2 vezes maior de morrer por diarréia e 2,5 vezes mais de serem vítimas de doenças respiratórias fatais.
A informação mais importante que as mães precisam receber é que essa história de que “meu leite é fraco” não existe, é puro mito! Toda mulher tem potencialidade para amamentar e o aspecto do leite nada tem a ver com a qualidade dele. Se a mãe tem uma dificuldade para dar o peito em um primeiro momento, é preciso paciência e, eventualmente, o apoio de um profissional de saúde. Se o bebê chora, mesmo depois de mamar, isso não tem nada a ver com o valor nutritivo do leite, pode ser cólica, posição de mamar, o jeito que ele pega no bico do peito e inúmeras outras coisas, menos “leite fraco”. Além disso, as pessoas que afirmam que a criança não está crescendo porque o leite é fraco, não sabem o que estão dizendo. Gordura não é saúde e a curva de crescimento durante a amamentação é muito diferente.
Amamentar significa dedicação e disponibilidade para o filho. Só assim ela se torna prazerosa. Infelizmente, as pessoas têm cada vez menos tempo. A própria licença à maternidade, que deveria ser de seis, é de apenas três meses, dificultando o aleitamento exclusivo. Na prática, as mães acabam não conseguindo conciliar seu tempo. Resultado: involuntariamente, ela e o bebê interrompem o processo de amamentação, já que a mamadeira é bem mais prática, embora seja infinitamente menos benéfica.
O aleitamento também é positivo para a mãe. Ele diminui o risco de obesidade e diabetes após o parto. Outra boa notícia é que contribui para a redução do risco de câncer de mama e de ovário. Há ainda as vantagens econômicas de se dar o peito para os bebês. Por fim, o aleitamento ajuda a mãe no espaçamento entre as gestações.
A ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses já foi adotada em diversas localidades, dentro e fora do país. Mais de 70 prefeituras brasileiras já estenderam o benefício para as funcionárias. Esse é um passo importante para estimular a construção do vínculo mãe-bebê, com mais segurança e saúde para ambos.
BANCO DE LEITE

O Brasil possui a maior e mais complexa Rede de Bancos de Leite Humano do Mundo, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Existem quase 200 unidades no país, dispostas em todos os estados e no Distrito Federal. São centros especializados, vinculados a um hospital materno e/ou infantil, responsáveis pela promoção do aleitamento materno e execução das atividades de coleta, processamento e controle de qualidade de colostro, leite de transição e leite humano maduro, para posterior distribuição, sob prescrição do médico ou de um nutricionista. A distribuição do Leite Humano Ordenhado e Pasteurizado acontece de acordo com os critérios estabelecidos pelo Governo Federal. Os bebês selecionados como receptores normalmente apresentam uma ou mais das indicações abaixo:
? Prematuros e recém-nascidos de baixo peso que não sugam
? Recém-nascidos infectados, especialmente com enteroinfecções
? Portadores de deficiências imunológicas
? Portadores de diarréia protraída
? Portadores de alergia a proteínas heterólogas
? Casos excepcionais, a critério médico

http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/52/artigo57548-1.asp/


ALEITAMENTO MATERNO Os pais de uma criança que está sendo amamentada ao seio recebem constantemente uma quantidade enorme de informações. Infelizmente, mesmo quando bem intencionadas, nem todas estas informações servem para ajudar aos pais e sua criança.
É muito comum ouvirmos opiniões do tipo:

A mulher que fez plástica nos seios não consegue amamentar.

Amamentar ao seio faz a mãe aumentar de peso.

Algumas mães têm o leite fraco.

Algumas mães têm pouco leite.


Todos estes comentários, e muitos outros que se ouve diariamente, não são verdadeiros. O tamanho dos seios não influencia a amamentação pois o tamanho e a forma dos seios são dados pelo tecido gorduroso e o leite é produzido pelo tecido glandular. A quantidade de tecido glandular é aproximadamente a mesma em todas as mulheres. Também na cirurgia plástica dos seios este tecido glandular é preservado, não interferindo com a amamentação. Não existe relação clara entre a amamentação e o ganho de peso das mães. As mudanças de peso da mãe que amamenta são devidas a uma grande variedade de fatores. Algumas mulheres ganham peso enquanto outras perdem, sendo que isso ocorre também com as mães que usam alimentação artificial (mamadeiras).
Um benefício grande da amamentação é que ela estimula a liberação da substância que atua na contração do útero. Isto pode auxiliar na recuperação mais rápida da sua "antiga forma". Outro benefício é que a amamentação ao seio exige um gasto calórico muito grande da mãe, auxiliando na recuperação do seu peso normal. Não existe leite fraco! Algumas vezes, contudo, você pode achar que o seu bebê está querendo mais leite do que você está produzindo. Existem algumas maneiras fáceis de você aumentar sua produção de leite:
 

Aumente a freqüência das mamadas. Se você está oferecendo o seio a cada 3 horas durante o dia experimente, por uma semana, oferecer o seio a cada 2 horas. Isto, muitas vezes, é estímulo suficiente para que a produção de leite aumente. Lembre-se de que quanto mais vazios os seios ficarem durante o dia, maior será o estimulo para o aumento da produção.

Permita que bebê mame durante mais tempo. As crianças têm ritmos diferentes de mamar, assim como os adultos comem em velocidades diferentes. Aumentar a duração das mamadas pode permitir que uma criança mais tranqüila para mamar consiga retirar todo o leite do seio, coisa que uma criança mais ávida faz num tempo bem menor.
Muitas vezes estas simples medidas são suficientes para que uma mãe que acredita ter "leite fraco" passe a amamentar o seu filho com satisfação para ambos. Benefícios do Aleitamento A amamentação ao seio traz uma grande quantidade de benefícios para a mãe e para sua criança.
O aleitamento materno tem várias vantagens para a mãe, tais como:
 

Reduz a incidência de câncer de mama.

Protege a mulher contra a osteoporose.

Torna mãe e filho mais íntimos.

 
Entre as vantagens para o bebê estão:
 

redução da incidência de doenças alérgicas, como alergias alimentares e asma.

redução da ocorrência de diarréia.

Reduz a incidência de diabetes.

redução no número de internações hospitalares.

redução na ocorrência de otite média.

redução na ocorrência de infecções respiratórias.
Além das vantagens do aleitamento, somente em raríssimas ocasiões - como na mãe portadora do vírus HIV - ele está contra-indicado. Na imensa maioria das vezes, todas as dificuldades referentes à amamentação ao seio são de fácil solução, desde que consultada a pessoa adequada. Mesmo a mãe que trabalha fora pode continuar oferecendo o seu leite como alimento à sua criança, basta que o esgote e armazene. Também é verdade que existem outras formas de alimentarmos nossas crianças e a escolha do alimento mais adequado deve levar em consideração toda a estrutura de vida e crenças da família. Podemos também oferecer alimentação mista (leite materno e fórmula) à criança. É muito importante, contudo, que a mãe tenha consciência de que a amamentação ao seio é uma das experiências mais gratificantes para a imensa maioria das mulheres e que devemos fazer todas as tentativas para que ela seja mantida durante o máximo de tempo possível.
http://www.abcdasaude.com.br/pediatria/aleitamento-materno

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