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segunda-feira, 30 de março de 2015

estímulos visuais na hora do brincar.

olá a todos(as). hoje eu venho falar sobre as brincadeiras, que tanto fizeram parte da nossa infância, e assim sendo, fazem parte da vida de nossos pequenos, desde seu 1º mês de vida. agora como o João Lucas dorme menos, eu tenho procurado interagir com ele, através de estímulos visuais. que sejam coloridos, e que chamem sua atenção.
Mas como?
tenho feito uso de vários bichinhos de pelúcia que ele tem, que são de cores variadas, (já me contaram,) e também pedi para que fossem comprados chocalhos coloridos, pois assim não somente o som chamaria sua atenção, mas as cores também. isto é de extrema importância para eles, e estes momentos acabam sendo super interessantes, e nos vinculam + e + ao bebê, e sua nova faze. "faze do brincar".
esta fase permite que o bebê conheça   + e + o mundo que lhe cerca. vamos usar uma referênsia que eu estudei na faculdade para explicar melhor a respeito:


Livro: Piaget: Experiências básicas para utilização pelo professor.
Autor: Iris Barbosa Goulart
Local de publicação: Petrópolis, RJ
Editora: Vozes Ltda                  
Ano: 1983
Edição: 8º
 
PARTE I
O CONSTRUTIVISMO PIAGETIANO E A EDUCAÇÃO.
1. OS FUNDAMENTOS DA TEORIA PIAGETIANA
Como tem origem e como evolui o conhecimento?
Esta questão que tem preocupado os filósofos de todos os tempos é respondida, em nossos dias, pelo menos de 3 modos diferentes.
Segundo os inatistas, o conhecimento é pré-formado, ou seja, já nascemos com as estruturas do conhecimento, e elas se atualizam à medida que nos desenvolvemos. Konrad Lorenz, um psicofisiologista, tentou provar esta tese, e uma de suas experiências sobre o imprinting ou impressão evidencia que aprendizagens complexas acontecem facilmente no momento em que o organismo está preparado para elas. Noam Chomsky, outro adepto do inatismo, tem tentado demonstrar a pré-formação das estruturas lingüísticas.
Em oposição a este grupo de teóricos, os empiristas admitem que o conhecimento tem origem e evolui a partir da experiência que o sujeito vai acumulando. Levado a extremo, o empirismo se expressa no determinismo ambiental, posição segundo a qual o homem é produto do ambiente. Os mais conhecidos adeptos da tese empirista são os americanos J. B. Watson e B. F. Skinner,
representantes do comportamentismo.
Um terceiro grupo de teóricos, os construtivistas, admite que o conhecimento resulta da interação do sujeito com o ambiente. Como adeptos desta tese temos o epistemólogo suíço Jean Piaget, o psicólogo francês Henri Wallon e os russos L. S. Vigotskii, A. N. Leontiev e A. R. Luria.
Piaget, analisando durante mais de 50 anos o psiquismo infantil, concluiu que cada criança constrói, ao longo do processo de desenvolvimento, o seu próprio modelo de mundo. As chaves principais do desenvolvimento são, portanto:
a) a própria ação do sujeito.
b) O modo pelo qual isto se converte num processo de construção interna, isto é, de formação dentro de sua mente de uma estrutura em contínua expansão, que corresponde ao mundo exterior.
Piaget tem mostrado que, desde o princípio, a própria criança exerce controle sobre a obtenção e organização de sua experiência do mundo exterior. Acompanha com os olhos os objetos, seu olhar explora em torno, volta a cabeça; com as mãos agarra, solta, joga, empurra; explora com olhos e mãos alternadamente, cheira, leva à boca e prova, etc.
Estas ações, inicialmente puras formas de exploração do mundo, aos poucos se integram em esquemas psíquicos ou modelos elaborados pela criança.
Um esquema é, pois, um padrão de comportamento ou uma ação que se desenvolve com uma certa organização e que consiste num modo de abordar a realidade e conhecê-la. Há esquemas simples, como o reflexo de sucção, presente pouco após o nascimento, e há esquemas complexos, como as operações lógicas que emergem por volta dos 7 anos de idade. Piaget considera que os esquemas simples vão se organizando, integrando-se a outros e formando os esquemas complexos. As estruturas psicológicas desenvolvem-se gradualmente neste processo de interação com o ambiente e são compostas de uma série de esquemas integrados.
O construtivismo explica os processos de desenvolvimento e aprendizagem como resultados da atividade do homem na interação com o ambiente. Piaget explica esta interação valendo-se dos conceitos de assimilação, acomodação e adaptação, termos tomados da Biologia. A assimilação é a incorporação de um novo objeto ou idéia ao que já é conhecido, ou seja, ao esquema que a criança já possui. A acomodação, por sua vez, implica na transformação que o organismo sofre para poder lidar com o ambiente. Assim, diante de um objeto novo ou de uma idéia, a criança modifica seus esquemas adquiridos anteriormente, tentando adaptar-se à nova situação. Na digestão, a assimilação se dá quando ingerimos o alimento, e para isto o modificamos (partimos, roemos, dissolvemos o alimento) conforme a nossa experiência em lidar com alimentos. Pode-se dizer que o alimento (e não o nosso organismo) é modificado e se torna parte do organismo. Por outro lado, o organismo também sofre modificações quando ingerimos um alimento: contrai-se, libera certos ácidos, tenta lidar com o alimento; a isto se chama acomodação.
Transferindo os conceitos para o plano psicológico, usemo o seguinte exemplo: o leitor deste texto, à medida que faz a sua leitura, vai assimilando o conteúdo, isto é, vai se apropriando dele e procurando entendê-lo de conformidade com o que conhece sobre este assunto (assimilação). Ao mesmo tempo, contudo, a nova leitura vai determinando alterações na organização do seu conhecimento sobre o assunto (acomodação). Muitas aquisições feitas resistem aos esquemas a que a criança está acostumada e impõem mudanças a esses esquemas; outras, produzem novos resultados, que enriquecem o alcance ou a gama dos esquemas. A criança é, pois, o próprio agente de seu desenvolvimento; os processos assimilativos gradualmente estendem seu domínio e a acomodação leva a modificações da atividade. Do equilíbrio desses dois processos advém uma adaptação ao mundo cada vez mais adequada e uma conseqüente organização mental.
O desenvolvimento cognitivo, controlado por esses fatores, processa-se através de todas as atividades infantis. Nos dois primeiros anos de vida, as atividades são físicas, dirigidas a
objetos e situações externas. À medida que aumentam as possibilidades da criança e ela domina a locomoção, depois a linguagem, as atividades externas desenvolvem uma dimensão interna importante, pois o que vai explorando enquanto anda vai sendo representado mentalmente. Nos quatro anos seguintes, o processo continua através de todas as atividades infantis e, gradualmente, por volta dos sete anos, surge o pensamento operatório. Inicialmente, as ações interiorizadas ainda se fundamentam na manipulação mental dos objetos e constituem as operações concretas. Mais tarde, graças a um avanço maior, surgem as operações abstratas, a partir da adolescência; estas são baseadas em um tipo de raciocínio abstrato, e substituem as manipulações de objetos por uma lida com proposições verbais.
Desde o começo, pois, construímos em nossa mente uma espécie de modelo interior do mundo que nos rodeia; como o modelo básico está em nossa mente, resta construí-lo, completá-1o e organizá-lo, à medida que se tem contato com os estímulos do meio.
A obra de Piaget nos ajuda a compreender a seqüência de desenvolvimento do modelo de mundo que uma criança vai construindo ao longo de cada período de sua vida; nos ajuda também a compreender os "erros" cometidos pelas crianças, percebendo-os como resultados de uma maneira particular de interpretar a realidade, a partir de um modelo particular de mundo que se tem. É esse modelo particular de mundo da criança e não do professor que se tem de levar em conta quando se realiza o ensino. Além disso, a construção de novos modelos, mais evoluídos, só é possível graças à atividade do próprio aluno, que é agente de seu desenvolvimento.


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